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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Dal Pizzol Cabernet Sauvignon 2009


Tirando o atraso... Ainda tenho alguns posts a redigir!

Esse foi bebido na casa da cunhada e do concunhado, enquanto terminávamos uma pizza e tomávamos conta do pequeno Arthur, ligado no 380V.

Primeiro vinho da Dal Pizzol que bebi. E gostei desse.

Após 5 anos, a aparência era de um vinho evoluído, com halo transparente e cor já puxando pra um vermelho mais "cansado". Aromas incrivelmente frutados apesar da aparência evoluída.

Paladar de boa acidez e taninos amaciados, sabor a frutas maduras sem serem doces (como é isso?). O final é persistente sem ser doce. Gostoso, um Cabernet Sauvignon que segue mais um estilo "velho mundo", com mais acidez e menos concentração, com notas balsâmicas. Parecido ao estilo do Cabernet Sauvignon da Maximo Boschi e da Cordilheira de Santanna, embora o Boschi tenha mais taninos e longevidade, e o Santanna madeira mais evidente.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> não faço a mínima idéia do quanto foi pago.

Site -> Dal Pizzol.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Alamos Cabernet Sauvignon 2011


Descomplicado e ao mesmo tempo com uma certa complexidade. Um belo vinho e uma bela surpresa. Finalmente um vinho com 90 RP que eu concordo e, não obstante, acho até que foi pouco.

Dizem que 2011 foi uma das melhores safras da história em Mendoza, embora não haja muito alarde. As uvas estavam com uma qualidade tremenda, muita "fruta" como gostam de dizer os enólogos.

Meu colega Ewerton já postou sobre esse mesmo vinho, que também o encantou.

E repito o que ele disse: nem só de Malbec vive a Argentina. Além de tudo, Cabernet Sauvignon e Bonarda também, aliás uma cepa que tem passado por aqui muitas vezes.

A verdade é que realmente tem muita coisa nele, recomendo. Um cabernet sauvignon muito bem feito e agradável.

Já bebi o Malbec da mesma safra, muito elegante e nariz bem agradável, mas no geral esse aqui é superior.

Legal ver isso, a Argentina atingindo níveis ótimos em outras cepas. Parabéns ao Alejandro Vigil e a todo o pessoal da Catena!

O chato é, repito, que a linha Alamos sofreu um salto de preço considerável. Cheguei a pagar R$36,00 neles. Hoje por menos de R$45,00 não se acha. Quem distribui é a Mistral, e ela faz seus preços em dólar. Ou seja, varia bastante.

Nota -> 4.5 de 5. Ganhou mais meio ponto por conta da surpresa agradável.

Preço -> R$45,00 na Lidador.

Site -> Alamos.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Don Abel Rota 324 Cabernet Sauvignon 2005



Provei esse rótulo no circuito brasileiro de degustação. Na ocasião, já havia comprado a garrafa direto do site, por conta dos rasgados elogios feitos a ele.

Realmente o vinho é bom, gostoso de ser bebido.

Já possui uma cor denotando evolução, o nariz é repleto de frutas, algo doce bem leve, alguma especiaria/erva. Apenas 6 meses de barricas, e na minha opinião está ótimo.

Na boca um frescor interessante, álcool dá uma esquentadinha boa no palato, taninos marcam presença sem incomodar. Combinei com queijos (gorgonzola, cablanca, e aquele Van Gogh que é tipo o Old Dutch Master, os 3 são os meus preferidos atualmente) e ficou muito bom.

Meu caro colega blogueiro Louco Por Vinhos acredito não ter tido sorte, pois o exemplar dele estava já na descendente.

O meu estava vivinho (literalmente rs), difícil era controlar o tempo entre-goles.

O preço pago está em linha com outros sulamericanos de mesma qualidade. Na minha visão, tinha de ser mais barato por ser brasileiro e estar à venda aqui mesmo, mas aí a gente entra novamente no assunto do preço...

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$75,00 (sem frete) em 08/04/2013. No site hoje já custa R$83,00.

Site -> Don Abel.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Torii Cabernet Sauvignon 2008: à moda antiga


Com a queda vertiginosa de temperatura ontem ao fim do dia aqui no Rio de Janeiro, minha geladega se abriu sozinha e esticou a mão oferecendo este vinho nacional de minúscula produção.

Brincadeiras à parte, realmente estava há um tempinho querendo provar esse Cabernet Sauvignon, visto a ótima impressão que tive com o Sauvignon Blanc 2010 e com o espumante deles.

Sugiro leitura do post do Sauvignon Blanc 2010 onde há um resumo da história da vinícola.

Ao abri-lo, sua cor rubi já mostra alguma evolução. Foi fácil identificar um aroma de fruta vermelha bem fresca, com aquela sensação de leve umidade. Ele vai se abrindo aos poucos, sempre mantendo essa fruta, e depois somando algo mais de ervas.

Na boca podemos sentir os taninos presentes, porém bem integrados, denotando a madeira de boa qualidade. A acidez está em foco, e a fruta e as ervas se repetem na boca, com as ervas bem presentes depois de um tempo. Boa persistência, e o final é gostoso.

Esse vinho vai mais na linha do velho mundo, e acredito que aguente mais um ou dois anos na garrafa se bem conservado. Ficou 12 meses em barricas de carvalho e possui um pequeno corte de Merlot (% não informada).

Há um outro como esse que fica mais dois meses (14) em barricas, e que ganhou prêmio. Também adquiri e está na geladega. Pretendo guardá-lo um pouquinho mais. Vamos ver se consigo.

Ah, algum tempo depois lembrei de analisar o rótulo, e confesso que a descrição está bem em linha com o que o vinho apresentou:


Como vocês podem ver, o vinho é engarrafado na Villa Francioni, que junto com a Suzin, Sanjo, e a própria Hiragami, e mais outras tantas, vêm fazendo ótimos vinhos na serra catarinense.

Se fosse do velho mundo ia "guardar" esse post para a CBE, visto que ele poderia escoltar facilmente uma carne.

Deixei um pouco na garrafa, a qual fechei novamente com a rolha. Hoje à noite quero ver como ficou.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> em junho paguei R$41,09 diretamente da vinícola (sem o frete - aí depende de quantas garrafas você vai comprar).

Site -> Hiragami (ainda não traz info dos vinhos). É associada da ACAVITIS.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Altavista Atemporal Blend 2009 e Suzana Balbo Signature Cabernet Sauvignon 2010


Muito se falou da safra 2008 desse vinho. Em mais um encontro dos colegas confrades decidimos abrir esse 2009.

Halo aquoso, uma cor mais puxada para um vermelho rubi, frutas vermelhas em profusão, notadamente amora e framboesa. Álcool ainda queima a narina um pouquinho. 

Na boca bons taninos, quentinho, bem "apimentado", média concentração e persistência, bom final. Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah e Petit Verdot compõem esse blend, com 12 meses de barricas.


Susana Balbo é conhecida pelo perfume e suavidade de seus vinhos. E nesse continuou a saga: o vinho é um legítimo caldo púrpura, mais concentrado, no nariz abriu-se em alecrim! Calma, não estou ficando doido, apesar de ser um grande fã do rosmarino, esse aroma foi unanimidade entre os 4 confrades.

Depois frutas doces. Na boca repete as frutas, num estilo aveludado e de madeira presente. Bom vinho, sensação de suavidade. Tem ainda 10% de Malbec em 13 meses de barricas (80% novas).

Ganhou 90 do ST, 92 do tio RP, e incríveis 94 do Descorchados 2013, figurando como melhor Cabernet Sauvignon.

Notas -> 3.5 de 5 para os dois.

Preços -> R$100,00 o Altavista (Caro!) e R$80,00 o Signature (Carinho) na VinExpress.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Amplus Old Vines Carignan 2009 e Grey Cabernet Sauvignon 2009


Já havia provado esse vinho na degustação da Santa Ema na SBAV_Rio, porém da safra 2007.

O 2007 estava redondo também, com uma cor de vinho jovem, certa densidade, escuro, lágrimas espaçadas e lentas. Aromas adocicados, baunilha em profusão e uma textura agradável na boca, com uma boa presença e alguns taninos, mas nada agredindo, tudo bem encaixado. Podemos dizer que já está pronto para o consumo, trazendo imenso prazer no nariz e quando em boca.

Diferentemente da  maioria dos Carignans, este não vem do Maule, mas do Peumo, que está localizado dentro do Cachapoal, e é considerado o lar dos melhores Carmenères do Chile.


Já o Grey precisa de um tempo em taça, no meu caso ficou mais de uma hora, enquanto bebíamos o Amplus. Aí sim se mostrou belamente, com presença mas com certa delicadeza, uma mistura interessante de se ver, gostoso em boca, com ótimo final fruta+geléia (???), boa acidez e vontade de beber mais um gole. No início ele ainda estava um pouco nervoso, surpreendente como se densenvolveu na taça, parecia que era só um escudo, um convite aos enófilos mais pacientes para que aguardassem um pouco a arrumação da casa.

Esse é um Cabernet Sauvignon do Maipo mas sinceramente bem diferente de todos os outros Cabernets do Maipo, foge à regra e se apresenta como uma opção mais elegante e algo como adocicada.

Dois ótimos vinhos do Chile, que recuperou seu lugar em meu coração, roubando os holofotes da Argentina.

Notas -> 4 de 5 para os dois.

Preços -> R$88,00 o Grey e R$110,00 o Amplus, na VinExpress Wine Bar.

Sites -> Ventisquero e Santa Ema.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Lidio Carraro Grande Vindima Quorum 2005, Quinta da Neve Cabernet Sauvignon 2008



Achei esta foto, e vi que ainda não havia comentado sobre os vinhos acima. De quebra aviso que não comentarei sobre o Reserva dos Pampas. Não é que se trate de um vinho ruim, mas nesse caso estava morto, sem acidez nem aromas.

Foi comprado no Sonoma, onde rasgaram elogios a ele. Fato é que reclamei, e disseram que enviariam outra por conta de meu "azar" em ter aberto uma garrafa que estava defeituosa. Isso lá se vai mês e espero até hoje...

Para não manchar a Cordilheira de Santana, vale o registro do Cabernet Sauvignon deles, bem "coroa" mas ainda bastante bom.

Bom, à data comecei com o Lidio Carraro Grande Vindima Quorum, o blend de Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat do vale dos vinhedos, da linha Grande Vindima e o único dessa linha e desse belo ano de 2005 que ainda não havia provado. Infelizmente, embora pleno de aromas muito interessantes que remeteram a ervas e especiarias, já estava na descendente, ficando aquela sensação "ah se eu tivesse bebido ele no auge...".

Fato é que a linha Grande Vindima é realmente uma linha de vinhos de alta gama, com profusão de aromas e sabores. Embora caros, são vinhos que devem ser provados, nem que seja em uma visita à vinícola.

Já o Quinta da neve, da vinícola homônima, em São Joaquim na serra catarinense (frio!) mostrou-se bastante herbáceo no nariz e no palato, com pouca concentração e de cor bem jovem. Fácil de beber e de enjoar. Geralmente gosto dos herbáceos, mas esse estava demais. Talvez um pouco mais de tempo em garrafa lhe faça bem.

Notas -> 3,5 de 5 para o Quorum, 2,5 de 5 para o Quinta da Neve.

Preços -> R$ 118,90 (sem o frete) o Quorum no Armazém Canta Maria, R$ 38,00 o Quinta da Neve na Espírito do Vinho (loja física), e R$ 39,20 (com o frete) o Reserva dos Pampas.

Sites -> Lidio Carraro, Quinta da Neve, Cordilheira de Santana

domingo, 31 de março de 2013

Vallado Quadrifolia Douro 2010 e Echeverria Family Reserva Cabernet Sauvignon 2007


Um vinho de entrada da Quinta do Vallado, muitos aromas frutados doces. Bela opção de entrada para o Douro pelo preço, para quem gosta de vinhos do Douro, de vinhos portugueses, e de vinhos em geral. Rs. A maior parte é Touriga Franca e Tinta Roriz (Aragonez no Alentejo e Tempranillo na Espanha, fora outros nomes...). Muito agradável na boca, é o vinho para se levar em algum jantar que você tenha sido convidado, onde os participantes não têm costume de beber vinho. Ou como presente para pessoas na mesma situação.



Esse Echeverria é um Cabernet Sauvignon vindo do Curicó, um vale mais frio que o Maipo e seus subvales e que o quente Colchagua, não tirou porém as características da Cabernet Sauvignon chilena, se é que podemos falar assim. Não tirou, mas atenuou e acrescentou mais coisa. O vinho é muito bom, tem uma persistência ótima, passeia por aromas frutados, baunilha, tostados, especiarias, algo mentolado. Muito boa acidez, um vinho para ser bebido bem devagar, de preferência com uma comida consistente, ainda há algo do álcool mas não chega a incomodar se você tiver um pouco de paciência com ele na taça. Acho que ainda persiste em garrafa, não saberia dizer se ganha algo, mas sinceramente não esperaria muito mais para abri-lo.

E olha que acima dele ainda há mais dois, um limited edition (que me instigou a comprá-lo, além da garrafa ser belíssima) e um founder's reserve, este último o ícone. Esses dois porém trazem uma pequena parte de Syrah e Carmenère.

No site eles aconselham 8 anos no mínimo para o 2010; esse 2007 na minha opinião está ótimo com 6 anos de idade, ficou cerca de uma hora decantando, se mostrou muito bem.

Percebi uma boa distribuição dos vinhos dessa vinícola ultimamente, chegaram pra ficar ao que tudo indica.

Provei também o Cabernet Sauvignon 2010 de entrada deles, bastante interessante.

Notas -> 3.5 de 5 para o Quadrifolia e 4.5 de 5 para o Echeverria.

Site -> Echeverria e Quinta do Vallado.

Preços -> R$40,00 para o Quadrifolia e R$110,00 para o Echeverria, ambos na VinExpress.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Cordilheira de Sant'Ana Cabernet Sauvignon 2004


A Cordilheira de Sant'ana localiza-se no paralelo 31, o mesmo de regiões produtoras de vinhos no Chile, Argentina, África do Sul e Austrália, na região de Palomas no município de Sant'Ana do Livramento, fronteira com o Uruguai. É um local de grande incidência de luz solar e com diferenças altas de temperatura entre o dia e a noite. Toda essa área é conhecida como Campanha Gaúcha.

Os vinhos têm origem nas mãos de Rosana Wagner, a enóloga responsável.

Recentemente tiveram boa pontuação no Guia da Revista Adega com seu Merlot 2008 e seu Gewurztraminer 2004.



Este Cabernet Sauvignon, mais um dos brazucas dessa cepa que tenho bebido, é diferente dos demais. Já possui uma cor que denota uma certa evolução, com um nariz muito bom de frutas vermelhas, adocicado, algo como um xarope de cereja (existe isso?).

Apesar da idade, o vinho ainda possui um certo vigor, com taninos presentes porém nada incômodos, sensação aveludada na boca, boa acidez, e com aquele salgadinho no final que normalmente encontramos nos alentejanos. Ainda aguenta mais um tempinho em garrafa, mas está ótimo para beber já.

Média concentração, mais um belo vinho brazuca! Recomendo, pode-se comprar direto do site da vinícola.

Interessante uma leve decantada, olha o que sobrou na taça:


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$37,90 sem frete no Sonoma.


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Suzin Cabernet Sauvignon 2007 e Bouza Tannat Parcela Unica A8 2007



A Suzin produz suas uvas em São José do Alecrim, em São Joaquim - SC, numa altitude de 1200m, tendo começado em meados de 2001, criada pelo patriarca da família Sr. Zelindo Melci Suzin, atualmente com 73 anos, juntamente com Everson e Jeferson Suzin, seus filhos.

Originalmente plantavam batatas e, como a Hiragami, maçãs. Buscaram diversificar e implantaram 10 hectares de vinhedos. A vinificação é pela Vila Francioni, mas planejam em breve construir sua própria cantina. Seus primeiros produtos foram varietais de Cabernet Sauvignon e Merlot, em 2006. Hoje, metade do vinhedo é dedicada à Cabernet Sauvignon, boa parte do restante para Merlot e o restante para Pinot Noir e Sauvignon Blanc.

Esse Cabernet Sauvignon surpreendeu. Muito aromático, principalmente condimentos e frutas vermelhas, na boca uma acidez ótima, e um sabor convidativo, mais frutas e pimenta, algo de ervas, menta bem de leve, o vinho acabou muito rápido. Um gole chama outro. Muito boa persistência, lembrou um pouco o grande Heitor Villa-Lobos da Casa Valduga (2005), porém um pouco diferente e tão bom quanto.

Novamente: o estilo da Cabernet Sauvignon brasileira me agrada muito, diferente da Chilena e bem diferente da Mendocina. E na minha opinião melhor que os Merlot(s) nacionais.

Recebeu medalha Gran Ouro no 7º Concurso Mundial de Bruxelas de Vinhos Finos & Destilados 2010, avaliado às cegas pelo júri internacional do concurso, em setembro de 2010.

A garrafa é numerada mas não sei quantas foram produzidas no total.



Depois abrimos o Bouza Tannat A8 Parcela Única. A Bouza trabalha no Uruguai a seguinte premissa: o trabalho em pequena escala gera sempre os melhores resultados. São plantadas Alvarinho e Chardonnay para os brancos e Merlot, Tempranillo e Tannat para os tintos. Por isso essas identificações "A8", "B6", etc., refletem a parcela do vinhedo da qual aquela garrafa teve origem.

Um vinho bem potente, 15% de álcool se mostram na garganta, acidez bem viva, aromas deliciosos, percebe-se madeira de boa qualidade. Muita coisa no nariz, uma coisa se sobrepondo à outra. Já proporciona prazer, mas ganha ainda em garrafa. No final mostrou que uma rápida decantação teria feito bem, mas não chegou a atrapalhar a festa.

Ele toma conta da boca, faz uma faxina, esquenta, e vai embora, ficando uma sensação muito boa. Um vinho muito bom.

3.418 garrafas produzidas, esta foi a de número 1.860.



Notas -> 4.5 de 5 para os dois!

Preços -> R$54,8 o Suzin no Rosita Café e R$164,00 o Bouza na Lidador.


Sites -> Suzin e Bouza.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Montes Alpha Cabernet Sauvignon 2006



Há tempos que este está descansando em minha adega. Apesar da visita em abril à Viña Montes (será contado em um post algum dia), esse foi comprado por uma amiga, numa loja em Santiago.

Confesso que encontrei um vinho diferente do que esperava. Esperava algo mais robusto e concentrado, mas ele se apresentou já educado de certa forma, abriu num aroma parecido com cacau mas logo as ervas e o pimentão tomaram conta. E não muito tempo depois aparece o mentolado, sob um fundo defumado, ou ao contrário, embora o mentolado seja mais presente.

Na boca, confesso que esperava mais corpo, mas isso não foi um defeito. Algo como especiarias, pimenta mentolada (rs), não incomoda em nenhum momento, o vinho é muito interessante. Os taninos estão lá, mas apenas para confirmar a origem chilena desse cabernet. A estrutura é boa, a acidez é boa, combina bem com algo gorduroso, como o gorgonzola que encarou e em diversos momentos venceu. Ficou bem com um pedaço de pizza também. Gostei.

O Colchagua, mais precisamente Apalta onde fica a Montes, não é o paraíso para a Cabernet Sauvignon. Por lá eles apostam muito na Carmenère e na Syrah, algumas parcelas de Petit Verdot também. Essa linha Montes tem até Malbec agora (2010)!

Os EUA são os grandes compradores da Montes. Acredito que este Cabernet esteja mais direcionado ao mercado americano, apesar de não saber como é o gosto do americano em relação aos vinhos do Chile.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> Presente!

Site -> Montes Wines.

domingo, 14 de outubro de 2012

Lidio Carraro Grande Vindima Cabernet Sauvignon 2005 e Valmarino Reserva da Familia 2005



Na saga dos vinhos da safra 2005 no Brasil, há algum tempo abri essas duas acima, com meus amigos Bruno e Camilo, após chegarmos do evento dos vinhos do Alentejo, que aliás foi tão ruim pra mim que nem sei se vou colocar num post, ainda mais depois de tanto tempo. Fazer o que né, o evento começou cedo e quando cheguei havia pouca coisa, somando ainda ao carioca mal educado que parece estar numa autêntica chopada de faculdade, a situação fica realmente difícil.

Enfim, o Lidio Carraro Grande Vindima Cabernet Sauvignon 2005 é um vinhaço! Diferente de todos os Cabernet Sauvignons que provei. Evoluído, ainda com vigor, consistência quase leitosa. Saboroso, elegante, denso, muito bom. Apenas 3400 garrafas numeradas.



Depois abrimos o Valmarino Reserva da Família 2005, o qual foi tão bem descrito pelo colega blogueiro Oscar que nem me atrevo a falar muito dele. Lácteo e ervas ao nariz, em boca delicioso. A Valmarino e a Lidio Carraro são duas vinícolas sensacionais, que mostram ser possível fazermos vinhos de alta qualidade em nosso país. Não acredito que seja possível na quantidade de uma Argentina ou Chile, mas ainda assim vale a pena, haja vista esses dois belíssimos exemplares.

Os dois mereceram nota 4.5 de 5.

O Valmarino Reserva da Família comprei no Armazém Canta Maria (e o Cabernet Franc X e XII referenciados em outros posts e com outros preços) por R$65,00 + R$26,00 de frete. Uma excelente loja, extremamente atenciosos. Se quiser, corra para comprar pois está no fim.

O Lidio Carraro comprei no Castelo de Baco por R$64,00 e R$10,00 de frete, mas esse frete é para SP. Ah, não tem mais.


domingo, 16 de setembro de 2012

Mini vertical: Casa Valduga Heitor Villa-Lobos 2005 e 2006



Após provar o 2006, fiquei intrigado e fui à caça do 2005, fruto da melhor safra brasileira até então. Felizmente achei 1 garrafa. Devidamente adquirida, juntei-a à outra 2006 que já possuía, e tratei de gerenciar a ansiedade.

Pois bem, eis que surgiu a oportunidade.

Realmente o 2005 é superior ao 2006, mais vivo, mais exuberante. Tem mais álcool, mais acidez, mais cor, mais taninos, mais aromas, tudo bem integrado, e mostra que ainda tem caminho pela frente. Se você notar a rolha, verá que essa suspeita ganha força, a Valduga tratou de colocar uma bem maior que a média.

São vinhos bem diferentes, ambos de Cabernet Sauvignon, e de forma alguma o 2005 apagou o 2006. Se pudesse, apenas mudaria a ordem de abertura das garrafas, o que também de forma alguma tirou o brilho do momento.

Ambos bem gastronômicos, combinaram muito bem com um prato de spaghetti e polpetone.

O Heitor Villa-Lobos 2005 é um vinho para mostrar que o Brasil faz belos vinhos. Não em quantidade como outros países, mas faz. E nesse ponto, acredito que um país deve focar no que faz melhor. O restante é extra, é bônus. Então sinceramente não vejo o Brasil se igualando a uma Argentina por exemplo nesse quesito, mas também não me importo. Volta e meia a gente encontra uma bela obra como essa, e aí toda discussão e todo assunto vira apenas opinião, e o que importa volta à tona: produto bem feito.

Adicionando, me parece que os brasileiros seguem mais a linha dos vinhos do velho mundo. Mais suavidade e menos exuberância. Vamos observar...

Parabéns à Valduga pela linha Villa-Lobos, e torço para que continue assim, em alto nível.

Vale ressaltar que dia desses bebi um Raízes Cabernet Sauvignon 2010 e também estava muito agradável. Começo a abrir o olho para a Cabernet Sauvignon da Valduga, vinhos que têm se mostrado de boa qualidade e combinando muito bem com diversos pratos, mesmo que sobrem pessoas que dirão que Cabernet Sauvignon é aposta certeira e fácil, e não requer maiores conhecimentos.

Notas -> 4 de 5 para o 2006 e 4.5 de 5 para o 2005.

Preços -> R$ 99,00 o 2005 na Deu La Deu e R$88,90 (+R$17,35 de frete) o 2006 na Ary Delicatessen

Site -> Casa Valduga

E para homenagear o grande Heitor Villa-Lobos, sua mais bela obra para violão executada por aquele que talvez tenha sido o maior violonista brasileiro, e certamente um dos maiores do mundo:




terça-feira, 4 de setembro de 2012

Casa Valduga Gran Reserva Heitor Villa-Lobos Cabernet Sauvignon 2006 e Chateau D'Aurilhac Haut-Médoc Cru Bourgeois 2006






Há tempos que venho querendo degustar esse vinho da Casa Valduga. Apreciador da música de Villa-Lobos, principalmente dos seus prelúdios, bachianas e estudos para violão, realmente queria verificar se o vinho estava à altura do grande mestre.

E posso dizer que o vinho é muito bom. Esperava mais concentração, de cor vermelho vivo, lágrimas abundantes, herbáceo e muito mentolado ao nariz. Na boca um vinho muito gostoso, austero, nada exagerado. Não decepcionou em nada, combinou bem com massas.

Fiquei curioso a respeito desse vinho da safra 2005, considerada a melhor do Brasil até hoje. Vou procurar e verificar se ainda encontro em alguma casa do ramo, para poder comparar com o 2006.




Como segundo vinho do almoço, abrimos o Chateau D'Aurilhac. Aparência comum de Bordeaux (ainda bem né), bastante fechado em seus aromas. Lágrimas abundantes e muito lentas.

O vinho entra na boca de uma forma bela, passeia com os taninos ensaiando e mostrando sua presença, e após o gole eles simplesmente colam sua boca. Muita madeira, o vinho agarra literalmente na língua. Ainda tem uns anos em garrafa pela frente, e torcer para o bom desenvolvimento dele.

Preço -> Casa Valduga Heitor R$ (presente).
               Chateau D'Aurilhac R$ 147,00 na Lidador.

Notas -> 4 de 5 para os dois.

Site -> D'Aurilhac (não é o oficial) e Casa Valduga.

domingo, 12 de agosto de 2012

Terrazas de los Andes Reserva Cabernet Sauvignon 2005



Mais um exemplar da Cabernet Sauvignon de Mendoza.

A Terrazas planta as uvas a 980m de altitude. Eles têm 3 linhas: Afincado, que é a top, Terrazas Reserva e Terrazas. Na Argentina o Terrazas virou Altos del Plata, e aqui no Brasil tenho visto esse Altos também.

No início se apresentou meio rústico. Vermelho bem escuro, com as bordas rubi. O vinho é denso.

No nariz apareceu de leve um pimentão, leve mentolado. Evoluiu para frutas muito maduras, mas quem domina é o tostado. Depois fica algo como uma fruta doce tostada. Eu gostei bastante dos aromas. eles passeiam o tempo todo, cada hora você percebe uma coisa.

Na boca os taninos são bem presentes, mas fazem sua apresentação e depois se vão, deixando um final bem gostoso. A vinícola os classifica como aveludados e doces, e eu até concordo com eles. Mas podem incomodar um pouco quem curte um estilo de vinho mais fresco e/ou menos concentrado. O sabor levemente tostado permanece também em boca, muito agradável.

Interessante que os comentários dos colegas pro(s) são dissonantes: Snooth, WE e Decanter.

Poucos sedimentos, e a aeração fez muito bem. Ele evolui rápido na taça.

O vinho é potente, mas uma potência educada. Engraçado que diferente dos outros cabernet sauvignon mendocinos, esse se aproxima mais dos chilenos.

Foi acompanhado de um Grana e de Conan, o Bárbaro (rs).

Preço -> R$44,90 + R$10,00 de frete no Sonoma.

Nota -> 4 de 5.

Site -> Terrazas de los Andes


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Wolf Blass Cabernet Sauvignon 1999



Esse vinho foi uma surpresa. "Tem um vinho no armário aí, que eu ganhei de presente há muito tempo" dizia o Heraldo, pai do Camilo.

E lá fomos nós despretensiosamente, achando que encontraríamos algo ordinário, que de longe mataria a vontade de beber um vinho interessante. E lá estava ele: um australiano já senhor.

"Será que está bom?" Era a única questão que aparecia em nossa mente.

O fato é que ele estava fechadão. Se abriu aos poucos. Algo balsâmico e certas especiarias apareceram. Mas nada muito exuberante no nariz. Muita madeira, taninos ainda existiam mas não incomodaram, eucalipto talvez.

Enfim, foi uma experiência bem interessante, o vinho não decepcionou mas certamente não agradará a muitos, seu estilo é bem distinto dos atuais vinhos do novo mundo.

Preço -> não faço idéia.

Site -> Wolf Blass

Nota -> 3.5 de 5

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Columbia Crest Cabernet Sauvignon

Post rápido: não sabia que Washington produzia vinhos, e não sabia que eram tão bons. Pra quem gosta de vinhos com muita fruta madura, um aroma quase doce, essa é a dica: Columbia Crest Cabernet Sauvignon. Provei-o no ORO, que aliás tem um pessoal bem competente, e sinceramente gostei muito.

Nosso colega blogueiro Bruno Agostini postou ontem algo sobre ele, achei na hora de procurar mais gente que tinha experimentado, via google.

Vale a pena.

Site -> Columbia Crest

domingo, 24 de junho de 2012

Chateau Los Boldos Grand Reserve Cabernet Sauvignon 2007



Confesso que esperava mais desse vinho. Me fez pensar se uma formalização das denominações do Chile faria bem aos vinhos. O que acontece é que tem muita coisa por aí com as mais variadas denominações, o que faz com que você não tenha como saber o que esperar mais ou menos de uma garrafa. Como se isso fosse chato rs.

Bom, esse Chateau Los Boldos na abertura mostrou-se bem quente, com aromas frutados. Na taça uma cor púrpura com uma borda mais rubi, e lágrimas abundantes e lentas, bem bonito.

Depois de um tempo surgiu um leve tostado (o vinho passa pouco tempo em madeira, mas me pareceu de muito boa qualidade), e os herbáceos dominaram. A acidez é bem marcante, o que faz dele uma boa companhia pra comidas gordurosas. Encarou um Masdam holandês e um Brie da Polenghi muito bem.

Achei os aromas um pouco fugidios, isso me entristeceu um pouco, visto que a capacidade do vinho de permanecer no nariz é coisa que me agrada bastante.

Mas ele é gostosinho, apesar de ainda quente. A rolha é aquela com a borda sintética. Ganhou medalha de ouro no concurso Catad'Or Grand Hyatt em 2008.

Esse vinho eu ganhei de presente de uma conhecida que foi ao Chile, logo não sei quanto ela pagou por ele.

Nota -> 3 de 5.

Site -> Viña Los Boldos


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Feriado gastronômico na Pedra Pintada



Pois é. Já gostava dos Chianti, agora gosto mais ainda.

Esse Retromarcia Chianti Classico 2009 deu aula. Agradabilíssimo, ao ser aberto espalhou um aroma floral, meio adocicado, uma coisa bem bonita. Sua cor era aquela sangue, clássica da Sangiovese. Em boca era algo como ameixa, mas de um frescor perfeito e simplesmente acabou muito rápido. Grazie Galo Nero!

O Man Vintners Pinotage se apresentou um pouco quente de início, mas melhorou muito com tempo em taça, um pinotage mais disponível, bem gostoso também, agradou a todos. Jovem, bem frutado, figurinha fácil para o dia a dia. Pode ser acrescentado na lista das boas compras.

O Cousiño Macul foi a surpresa. Confesso que não esperava muito por conta da idade x uva, mas se comportou bem, taninos presentes mas não estavam agressivos, aromas bem agradáveis, um cabernet sauvignon mais disponível, outra figurinha fácil para o dia-a-dia.

Somados às companhias, e à qualidade da cozinheira com mão brazuca-italiana, diria eu humildemente que o feriado foi perfeito.

Só sei o preço do Man Vintners -> R$32,00 (sem o frete).

Notas -> Retromarcia: 4,5 de 5
               Man Vintners: 3,5 de 5
               Cousiño Macul: 3 de 5

Sites -> Retromarcia
             MAN Vintners
             Cousiño Macul