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sábado, 22 de outubro de 2016

Argentina: Crios Torrontes 2015

Esse vinho representa o início de uma nova fase em minha vida. Me foi apresentado pela minha noiva, ainda que eu já o tivesse visto, embora não provado.

Esse vinho apresenta qualidade infalível e pra mim é o padrão para a Torrontés. A Sra. Balbo trabalha-a muito bem, e nessa versão ele está mais mineral e menos floral, embora elas ainda estejam lá, e é o que chama a atenção nessa casta. O Torrontés é um vinho delicado e saboroso, e conquista os paladares mais requintados e mais novatos no mundo do vinho.

Este blog experimentou diversos Torrontés mas sempre volta ao Crios, é como que um porto seguro. Não decepciona.

This is the standard Torrontés in my opinion. Very well made and evolve harvest after harvest. Congratulations to Mrs. Balbo and his amazing job. It is now less floral but did not lose its character.
You should prove it, if you do not know this grape, and find out what it has to present. I have been drinking lots of Torrontés and I am always coming back to this one, due to its quality.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> por volta de R$60,00.

sábado, 9 de julho de 2016

Argentina: Zentas Torrontes 2015

Um Torrontés clássico sem ser enjoativo. As flores estão lá, boa acidez, frutas brancas oscilando entre maduras e verdes. Se tem preconceito com a Torrontés e gosta de vinhos delicados e gostosos, daqueles que você vai degustando sem compromisso numa tarde de sol com a cabeça sossegada, ele é uma boa opção. Há um quê de mineralidade gostosa presente.

Nice classic Torrontés wine. If you are a elegant and delicate wine lover, this one will please you with sweet white fruit notes along with flowers around, without being nauseating or too much of the same. Some minerality can be found too.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$ 37,90 na Vinum day.

Site -> ?

terça-feira, 24 de maio de 2016

Argentina: Sylvestra Torrontés 2015 [English below]

Quando Bressia me vem à mente, lembro do belíssimo Profundo. Este é o seu Torrontés, com uvas do vale de Cafayate. Verdeal, bem claro e límpido.

Aromas de fruta branca madura são os que aparecem primeiro, dando lugar a algo mais herbáceo depois junto a traços minerais. Pouco floral, que geralmente vem associado à Torrontés.

A boca é de sensações doces com leve acidez. Pouca mineralidade soma-se ao conjunto. Um bom vinho, delicado e elegante, embora a meu ver haja outros mais marcantes com a uva.

My first Bressia was Profundo (sorry about the portuguese only text). It was a very nice wine.

This torrontés is from the same winery, but the grapes are from Cafayate, north Argentina and location for more mineral versions of Malbec and Torrontes. Sylvestra is the feminine form of Sylvester, variation of Silvester ('of the forest') and derived from the latin
Silva (wood, forest). 

The wine is light-green, very clear. Herbaceous hints come after a little breakout of ripen white fruit. There are very little flowers, which is common on the variety.

The mouth is a little fresh but the sweet notes are the main feature. A good and delicate wine.

Nota (points) -> 3.5 de 5

Preço -> R$74,90 (US$ 20)

Site -> Bodega Bressia.

domingo, 20 de abril de 2014

Colomé Torrontés 2013



Depois do Quara, esse é o 12o Torrontés quase que em sequência. E definitivamente: este é o Torrontés!

Fico devendo a foto real (e essa é de 2012 do site), pois bebemos num restaurante em Itaipava e acabou que o gelo do baldinho destruiu o rótulo. Na taça um amarelo verdeal transparente e brilhante, bonito.

Ao nariz toques florais delicados e certa mineralidade, com algo de frutas ao fundo e um certo "cheiro doce".

Na boca frescor, mineralidade, mais flores, muita elegância, limpa a boca e deixa uma sensação delicada. Não incomoda em nada absolutamente.

Escoltou bem um risoto de camarão, e bateu de frente com um de pato e porcine, mas esse de pato não estava muito bom, então não vale comentar.

Já bebi o 2010 e 2011, e agora o 2013. Sinceramente? Se não for o melhor Torrontés da Argentina, é um dos melhores com certeza.

A Colomé, fundada em 1831, se gaba de possuir os vinhedos mais altos do mundo, entre 2.300m e 3.111 m na região de Salta, que em minha opinião nos brinda com os vinhos mais elegantes da Argentina. Muito frescor e mineralidade. Este vem da Finca La Brava em 1.750m acima do nível do mar.

Salta é um lugar a ser visitado, o que pretendo fazer em breve...

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$62,00 em restaurante.

Site -> Bodega Colomé.

Quara Torrontés 2013



Um bom Torrontés, com bastante dessa uva (floral, leve acidez, boca frutada com finalzinho mineral) e com o melhor de tudo: bom preço!

Para quem acompanha o blog, esse já é o 11o Torrontés que bebo praticamente em sequência. O que constatei foi quebra de paradigma. Provei mineralidade em um ou outro de Mendoza, e frutas em alguns de Salta. Existe um estilo básico deles, mas todos variaram em algum ponto, tornando a experiência enriquecedora e única.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> algo em torno de R$30,00 ; não menos que R$29 e não mais que R$35.

Site -> Finca Quara

sexta-feira, 11 de abril de 2014

San Pedro de Yacochuya Torrontés 2012




"Felipe, esse pertence a um outro nível..." disse-me Ariel, colega blogueiro do Vinarquía, um conhecedor do nosso querido Torrontés Riojano.

Realmente ele tinha razão.

Vou começar comentando o nível alcoólico deste vinho: quase 15%!

Em taça um amarelo verdeal, bem transparente.

O nariz foi interessante, pois de início fez com que a Isis lembrasse do Crios da Suzana Balbo, e realmente esse Yacochuya noa traz os aromas do Crios à memória, ampliando muito porém o leque.

Um floral domina a entrada, aos poucos você vai divisando outras coisas, frutas, ervas (?!?), algo mineral.

A boca esquenta, é mineral e provoca salivação intensa com um final "adocicado" e novamente floral. Um Torrontés clássico elevado a outro nível, como bem me disse o Ariel.

Sinceramente não sei se o tempo domará esse álcool, eu queria que sim, é um bom vinho mas às vezes a sensação é de que o álcool sobra um pouco.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$70,00 na Grand Cru.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Carnaval do Torrontés Riojano


Na onda de mi hermano blogueiro Ariel e sua semana do Torrontés, para esse carnaval senegalês que passou decidi comprar vinhos bem frescos, e optei por fazer uma mini incursão na uva, que tem passado por aqui às vezes visto que minha amada Isis adora.

Já bebi alguns, desde os ótimos Lamadrid e Colomé, até os simples mas muito bons Crios, que fazem seu papel direitinho e agradam bastante. Uma pena que, por ser bom, resolveram aumentar assustadoramente o preço dele, e agora encontrá-lo por menos de R$40,00 está bem difícil. Lembrando que é a linha de entrada da Dominio del Plata.

Mas não estou nesse post para falar do Crios, mas sim desses dois rapazes aí de cima.

Nada havia bebido da Dante Robino até então, e nesse encontrei um vinho de cor amarela bem clarinha, com cítricos ao nariz, em destaque algo parecido ao limão. A boca repete as notas cítricas, com média persistência e um final agradável. Um vinho sem rodeios e simples mas pra lá de agradável, com um bom frescor.

O Zorzal foi uma surpresa. Verdeal, no nariz traços minerais e algo assim, químico. Depois esses químicos sumiram e notas herbáceas e florais se abriram, aí ficou bonito.

Na boca cítrico também mas sem abrir mão de uma mineralidade. Limpa a boca, fresco, final curto mas que chama outro gole. Belo Torrontés e bela surpresa.



Houve ainda o Doña Paula Estate Torrontés, esse vindo de Salta. Realmente os Torrontés dessa região são superiores aos de Mendoza, mas não que os de Mendoza sejam ruins. Mais complexos e elegantes, mineralidade chama mais atenção que os florais mas sem que estes sumam. Na boca excelente frescor, é um vinho convidativo, como se as melhores características dos dois anteriores estivessem reunidas nesta garrafa.

Nota -> 3 de 5 para o Dante e 3.5 de 5 para o Zorzal. O Doña Paula ganha 4 de 5.

Preços-> R$35,25 o Dante, R$50,00 o Zorzal e R$48,30 e alguma coisa o Doña Paula, que já está esgotado, todos na Grand Cru.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Altivo Vineyard Selection Torrontés 2010


Mais um torrontés de Salta. Os de Mendoza são bem distintos, mais florais e adocicados.

Este foi na linha do esperado, com bem mais acidez e menos flor, mas apresentou algo cítrico bem forte lembrando limão. Aqui, o frescor é quem manda.

Acompanhou comida mas confesso que funcionaria melhor sozinho.

Eugenio Bustos foi o precursor da cultura vitivinícola na região do vale do Uco. A série Altivo é feita de vinhos oriundos de parcelas únicas de vinhedos.

Curiosidade: 20% do vinho teve contato com madeira de Acacia durante 3 meses.

Nota -> 3.5 de 5. (Ganhou mais meio ponto por conta da companhia).

Preço -> não lembro, em restaurante.

Site -> Altivo Wines (Finca Eugenio Bustos).

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Lamadrid Single Vineyard Torrontés 2011


Bela cor. Bela garrafa. Belo e moderno rótulo. Belíssimos aromas.

Sim, é Torrontés. Sim, aromas adocicados. Bastante até. Não tinha só floral, na verdade tinha mais fruta madura.

Como tudo no enomundo, odeio as opiniões-dogmas.

Gosto da Torrontés. Descomplicada e fresca, vinho com cara de Brasil. Nosso país é quente (à exceção desse inverno que tem nos brindado com dias lindos e mais amenos).

Qual não foi minha surpresa quando descobri que na boca não se parecia tanto um Torrontés, com boa estrutura para um branco e uma acidez ótima, com muito frescor e um agradável azedinho ao final.

Foi embora muito rápido.

Parabéns ao Hector Durigutti, que mais uma vez acertou em tentar fugir ao lugar comum. Seu Bonarda Reserva é ótimo, seu Cabernet Franc é muito bom e esse Torrontés também.

Realmente leveduras indígenas e tanques de concreto dão o que falar...

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> cerca de R$40,00 na Lidador.

Site -> Lamadrid.

domingo, 10 de março de 2013

Amalaya blanco 2012 e Colomé Torrontés 2011



Sábado à noite, belo jantar em Santa Teresa na casa de um casal de grandes amigos, daqueles que você reconheceu, porque grandes amigos você não faz: reconhece!

A opção foi por brancos, nas atuais temperaturas, fica difícil colocar nossos colegas tintos na roda.

A família Amalaya é muito interessante. A começar pelo nome, que significa "esperança por um milagre". Vinhos que são originados no vale Calchaquí, Cafayate, entre Salta e San Miguel de Tucumán, nordeste da Argentina.

São os chamados "vinhos de altura" da Argentina. Bem diferentes dos irmão mendocinos e igualmente deliciosos.

Para se ter uma idéia das alturas:



Este Amalaya blanco 2012 tem no frescor o seu ponto alto. Aromas cítricos bem presentes, puxando mais para as frutas mais verdes que maduras. Encara um molho branco muito bem. Composto por Torrontés com um aporte de Riesling, não evidenciado no rótulo, e que colabora com um toque mineral ao vinho.

O Colomé, 100% Torrontés, é mais estruturado, untuoso, acidez menor que o Amalaya, entrada doce. Conseguiria funcionar sozinho num dia (ou noite) quente como a de ontem. Complexo em nariz e boca, um belo vinho branco.

A Torrontés é a variedade branca da Argentina, e segundo eles próprios atinge a sua máxima expressão no vale Calchaqui. Confesso que da variedade é realmente o que de melhor bebi até hoje.

As duas são bodegas irmãs, com a Colomé fazendo os "irmãos mais velhos" dos Amalayas.

O único pesar é o preço cobrado pelos dois aqui no Brasil... São importados pela Decanter.

domingo, 5 de agosto de 2012

Zuccardi Serie A Torrontes 2010 e Colomé Torrontés 2010




Mais um torrontés que eu abro. Sendo sucinto, o vinho é bem descrito pela vinícola como de cor amarelo esverdeado, de intensidade média, com aromas florais e de frutas cítricas.

Em boca achei que a acidez estava muito marcante, talvez a comida tenha intensificado essa acidez, com uma presença muito forte de frutas cítricas ainda não maduras.

O vinho é bem fresco e combinaria com peixes de sabor mais forte, ainda mais se houver algum acompanhamento mais estruturado. Repito: a acidez é marcante.

Bonitas lágrimas para um vinho branco. Esse vinho provém de vinhas com 35 anos, da província de Salta e sua colheita é manual. É considerado um "vinho de altura". Ganhou 89 ptos do Stephen Tanzer.

Há algum tempo atrás abri o Colomé Torrontés. Bastante superior, bem aromático, delicado, suave, para ser bebido sem pressa. Um Torrontés sério, para realmente mostrar o que a uva tem a apresentar (notadamente flores ao nariz e acidez marcante em boca).



Conheci essa Bodega através do Amalaya, um blend deles que já tive a oportunidade de degustar 2 safras: 2007 e 2010. Ambos muito bons, um vinhaço se for considerado seu preço. O 2007 evoluiu rapidamente e os defumados predominaram. O 2010 é perfumado e levemente apimentado. Esse é um daqueles que aconselho sempre a alguém que está começando a degustar vinhos.

A Colomé possui vinhedos muito altos, provavelmete os mais altos do mundo e sem dúvida os mais altos da Argentina.

Preço -> R$ 59,90 na Lidador o série A (caro), não lembro do Colomé. O Amalaya 2007 foi R$46,00 na Lidador também.

Nota -> 3 de 5 o Serie A e 4 de 5 o Colomé. 4 de 5 para os Amalaya.

Site -> Zuccardi e Colomé