Mostrando postagens com marcador Merlot. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Merlot. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Brasil: Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2008

A safra 2008 brasileira continua mostrando vigor. Ao ser aberto, álcool e taninos ainda muito presentes, contrastando com a cor já bem cansada e o halo começando a ficar transparente.
No início aromas muito fortes de estrebaria e frutas frescas por trás, invertendo a lógica. Depois de um tempo suaviza, harmoniza, o álcool some. 
Na boca balsâmico, um quê de ervas secas, álcool educado, algo de fruta, boa acidez, taninos ainda ali, estruturando, ao final dá quase que para dar uma mastigada. Está ótimo mas acredito que ainda aguente mais um pouquinho. Delicioso, para ser apreciado devagar.

Este vinho recebeu 93 pontos da Decanter Magazine; a MW Jancis Robinson é fã declarada da vinícola. E eu também! Basta ler um dos posts abaixo sobre os deliciosos vinhos da linha grande vindima da grande safra 2005: Tannat, Cabernet Sauvignon, Quorum, e Merlot

This is a very interesting and delicious brazilian Merlot. This harvest is known as a very good one, but it has been proven to be better than expected in terms of longevity. 
Besides its aged color, alcohol showed itself, warming the nose. Stall and new leather, fruits behind inverting logics. After some time alcohol finds his way inside the wine. Balsamic, dried herbs, some hidden fruits and still firm tannins. In the end you can almost chew it. Delicious, to be slowly appreciated.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$99,00 em promoção na Vinum Day. Devia ter comprado mais...

Site -> Lidio Carraro.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Grey [Glacier] Merlot Single Block 2010


Diferente esse Merlot chileno. Vindo de Apalta, que fica no Valle del Colchagua, terra de Carmenère e Syrah deliciosos (Casa Silva, Lapostolle, Viña Montes,etc), tem cor vermelho-sangue na taça já indicando alguma evolução. Os 18 meses em barricas de carvalho mais 5 anos trataram de dar essa cor a ele.

Aromas frutados em profusão (ameixa bem presente), tostado notável (às vezes tendo a achar que na Merlot sai muito e talvez usem demais), e algo de "remédio" (engraçado que encontro muita essa nuance em Tempranillos porteños). Também aparece algo herbáceo, como em muitos outros Merlot por aí.

Média concentração em boca, com mais ameixa, taninos muito educados, leve acidez, mais herbáceo e fruta, chocolate talvez mas algo assim bem discreto. 

Muito fácil, textura leve e funciona melhor sozinho, embora não seja de maneira nenhuma um vinho pesado. Essa linha Grey me agradou bastante até hoje. Recomendo prová-lo, até uns R$80 tá bem pago.

Dois dias depois (usando a bombinha trudeau para tirar o ar - pra mim foi uma boa compra e segura bonito o vinho até uns 5 dias se não houver reabertura nesse meio tempo) virou geleião, acidez se foi quase que completamente mas álcool ainda lá.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$79,9 na Bacco e Tabacco.

Site -> Viña Ventisquero.

Ganhou esse Prêmio e Bronze no Decanter Wine Awards (safra 2007).

A querida colega enoblogueira Dama do Vinho fez um interessante podcast sobre a Merlot -> Ouça.


In English:

Diferent bottle of this chilean Merlot. Comes from Apalta, a micro-region inside the Colchagua Valley, where the famous Casa Silva, Lapostolle, Viña Montes, Santa Helena and other good Carmenère producers are located.

Blood-red in glass, showing hints of evolution, probably given by the 18 months in french oak barrels and another 5-year period in bottle.

Very fruity (blackberry noticeable), toasted (I tend to think that sometimes the winemakers use too much wood on Merlot varietals), e something like remedy. This remedy 'feeling' I very often find in Tempranillos from Argentina. Sometimes the herbs show up.

Medium concentration, more blackberry come, very polite tannins, light acidity, more herbs and maybe a bit of chocolate, when you taste it calmly.

Easy to drink, works better by himself, although it is not a heavy wine. This Grey line from Ventisquero always bring me something very good.

After two days, being helped by that Trudeau pump to suck out the air, it has become a total jam, with almost no acidity at all, but the alcohol was still there.

Grade -> 4 out of 5.

Price -> something like US$27

Site -> Viña Ventisquero.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Maximo Boschi Merlot 2004 #CBE (muito atrasado)



Este post deveria ter sido escrito para a CBE do mês de abril , conforme sugerido pelo Luis Cola, do Vinhos e mais vinhos: vinhos evoluídos com pelo menos dez anos de vida.

Conheci a Maximo Boschi através de um espumante de boas vindas em uma degustação na confraria carioca. Era o Maximo Boschi tradizionalle, e surpreendeu pela qualidade.

Mas o post não é sobre ele.

Numa outra degustação pude conhecer outro vinho deles, o Cabernet Sauvignon safra 2000, e isso já em 2012 se não me engano. Mostrou-se um belo vinho, evoluído mas ainda com certo vigor (!). Boa acidez, no meio de um monte de vinho gringo marcou sua presença sem fazer alarde.

Mas também não é sobre ele.

Esse Merlot 2004 eu comprei na Mondovino, um dos melhores lugares para se comprar vinho nacional no Rio de Janeiro, quando estive por lá depois de um bom tempo. A loja é muito boa, há boas opções a preços honestos e há muita coisa que eu só vi por lá.

Bom, ao abrí-lo fiquei um pouco preocupado com uns aromas um tanto fortes de algo como amônia. Decidi deixá-lo aberto por um tempo (um bom tempo). Ainda bem que dissiparam.

Na taça um rubi opaco, cansado, com nuances castanhas.

Os aromas transformaram-se em algo de fruta fresca, mas depois basicamente em notas balsâmicas e ervas secas, e um pouquinho de álcool que acabou por sumir. Há um quê de chocolate também.

Boca suave, pouca acidez, taninos apenas levantam a mão. Dá uma leve esquentada. Corpo médio e o final também eu classifico como médio.

Já está na fase final de sua vida mas devo dizer que o vinho é bem gostoso de ser apreciado, sem pressa, e que pra mim suportou bem os dez anos, fazendo jus ao que pretende a vinícola. Mas está na hora de ser bebido na minha opinião.

Pra quem gosta de vinhos evoluídos é um prato cheio, pra quem gosta de vinhos brasileiros é uma experiência para ver até onde podem ir os nacionais, e quem sabe até além.



São produzidas apenas 2700 garrafas, e essa que tive o prazer de conhecer foi a de número 535. Ganhou 91 pontos no guia adega de vinhos do Brasil 2012-2013.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$64,00 na Mondovino.

Site -> Maximo Boschi.

domingo, 20 de julho de 2014

Miolo Merlot Terroir 2011



Muitos enófilos sabem que a Merlot se adaptou bem ao vale dos vinhedos, na serra gaúcha. De lá saem bons vinhos com a uva. Este é um deles.

Com aromas bem pronunciados de frutas vermelhas (lembrei de mirtilo, pra mim o mais nítido de todos), alcaçuz, baunilha e um leve tostado. Algo de ervas e - acho eu - de mentol.

Na boca muito gostoso de beber, acidez leve, taninos aveludados, álcool integrado (14%), aquela sensação de madeira de primeira qualidade. Um vinho "internacional", fruto da parceria da Miolo com o famigerado Michel Rolland. Preferi ele "funcionando" sozinho do que com comida.

Após terminar, o "fundo de taça" é tostado puro. Bem gostoso.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> oscila entre R$85 e R$110 por aí, seja em mercados, lojas online ou lojas especializadas. Acho bem caro apesar de ser um vinho de boa qualidade.

Site -> Miolo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Viñamar Reserva Merlot 2003


Este vinho me despertou a atenção por ser um Merlot do vale de Casablanca, famoso pelos seus brancos.

Com seus 9 anos de idade, a rolha já estava ressecada, e o vinho sem acidez, pálido, mas foi interessante pelos seus aromas, e ainda um pouquinho de mineralidade na boca. Havia um pouco de tanino e álcool.

Não há muitas condições de avaliá-lo, mas o vinho foi uma experiência bem válida.

No site da vinícola, o Merlot da linha reserva agora vem do Maipo, enquanto que o Merlot do Casablanca passou a ser Reserva Especial.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$46,00 na Lidador.

Site -> Viñamar.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Storia Merlot 2008 e 2a Garrafa do Toro Loco Tempranillo

Pode parecer sem sentido, e é. Não quisemos compará-los, mas apenas alguns confrades de nossa pequena confraria ainda não tinham provado esse fenômeno de marketing.

Então abrimos a 2a garrafa que tinha, e sinceramente estava torcendo para que ela fosse melhor que a primeira. Pura decepção.

O vinho não tem graça, e com apenas 12,5% de álcool este ainda assim sobressai. Para dar R$25,00 neste vinho prefiro pagar R$28,10 no Pascual Toso. E paro por aqui. Não quero mais falar no assunto.

Já o Storia, que surpresa!


No nariz de primeira um aroma que lembra couro, e um pouco de baunilha. Na boca muito marcante, taninos presentes mas aveludados, baunilha, geléia. O vinho é pra ser bebido vagarosamente. Depois de muito tempo café e chocolate deram o ar da graça.

Confesso que tinha um certo receio quanto à agressividade do mesmo, por ser ainda jovem. Mas já está pronto para ser bebido, ainda que possua potencial de guarda.

Garrafa número 1.774 de 12.000


Não é um vinho barato, mas representa o esforço da Valduga em produzir algo diferente. Realmente acho que o vinho nacional poderia baixar de preço, mas eu acho, para afirmar precisaria estudar e analisr a cadeia de valor do vinho.

Aliás, esse negócio de a Merlot ser a melhor tinta do Brasil, não concordo muito com isso, embora tenha gostado bastante desse vinho. Até hoje, o melhor brasileiro que bebi foi o Don Laurindo Reserva Tannat 10 anos 2005, e pelo que tenho visto por aí, a Tannat tem potencial em nosso país.

Dentro em breve retomarei essa discussão.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$ 136,10 na Lidador.

Site -> Casa Valduga.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Almoço do dia dos amigos

Mais uma reunião da confraria, e por coincidência no dia do amigo. Abrimos os seguintes exemplares:


Já havia bebido o Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2005 o qual gostei bastante. Uma promoção recebida através do email, promovida pelo Sonoma, nos levou a adquirir este exemplar.

Bem, o 2004 estava na sua descendente, mas bem lá embaixo, morrendo. Uma pena. Nem de longe lembrou o irmão mais novo.

Já o Casa Silva Reserva Carmenère 2009 estava vivo, bem vivo, púrpura, frutadão e ainda queimando de leve a boca. Mas melhorou bastante com o tempo em taça, voltando a incomodar um pouco quando esquentou. Uma boa opção para o cotidiano, principalmente pra quem está iniciando, começando a conhecer os vinhos.

Realmente a Casa Silva apresenta rótulos muito bons no topo e muito honestos nas linhas de entrada, não deixando insatisfação nos clientes. Mas eu deixaria esse dormir mais um aninho.

Notas -> Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2004: 2 de 5.
               Casa Silva Reserva Carmenère 2009: 3.5 de 5.

Preços -> Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2004: R$ 66,00 sem o frete no Sonoma.
                Casa Silva Reserva Carmenère 2009: presente do colega confrade Marcello.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Esporão Reserva 2007 e Tarapacá Gran Reserva Merlot 2006



Ontem à noite, véspera da madrugada mais fria do ano até o momento aqui no Rio de Janeiro, abrimos dois vinhos para comemorar o aniversário de uma pessoa muito especial para mim: minha mãe.

Despretensiosamente, e sabendo que eu provavelmente reforçaria a máxima que dificilmente um alentejano decepciona, abri o Esporão Reserva 2007, que tem seu rótulo modificado ano a ano por algum artista da região.

E eis que ele se mostrou ainda fechado, de cor impenetrável, granada, lágrimas bonitas, mas abriu rapidamente para especiarias e frutas vermelhas maduras. A evolução no nariz não parou, e até o término da garrafa seus aromas ainda estavam se mostrando. Deveria ter aberto com mais antecedência para experimentá-los completamente, o que em nada atrapalhou diga-se de passagem. Ao final estava com um tostado delicioso, chegando a mostrar inclusive um leve caramelo.

Em boca ele traz toda a fruta e especiarias do nariz, taninos presentes mas nada agressivos, com um final bem gostoso e de boa persistência. Um vinho muito bom, sinceramente um clássico do Alentejo, um vinho que deve ser bebido por todos aqueles que apreciam vinhos portugueses, e porque não que apreciam vinhos de uma forma geral.

Bem, como a garrafa foi-se rapidamente, fez-se necessária a abertura de mais uma, éramos 4. O escolhido foi o Tarapacá Gran Reserva Merlot 2006.

Eu havia bebido o Reserva 2005 Merlot há alguns anos, e havia gostado muito.

Esse nos apareceu bem frutado, uma cor bem evoluída, algo como um grená, lágrimas rápidas. Em boca um geleião, mas de álcool presente e que atrapalhou um pouco no final. Os taninos estavam lá, e confesso que o álcool no final tirou um pouco o brilho do vinho. Enfim, bem gostoso, mas poderíamos talvez ter aberto com mais antecedência ou em outra ocasião. E certamente deveria ser decantado, pois apresentou uma leve sedimentação, que já atrapalhava o final. Enfim, pecados cometidos mas ainda perdoáveis por conta da ocasião que requisitou uma boa informalidade.

Notas: Esporão Reserva 2007 - 4 de 5.
           Tarapacá Gran Reserva Merlot 2006 - 3.5 de 5.

Preços: Esporão Reserva 2007 - Presente.
            Tarapacá Gran Reserva Merlot 2006 - R$ 65,00 na Wine.

Sites: Herdade do Esporão / Tarapacá


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2005



Prosseguindo com a exploração da safra 2005 do Brasil, safra que segundo especialistas foi a melhor da história em nosso país, tendo sido muito boa também para o Chile e para o Uruguai, "descorché" o vinho acima, aproveitando que hoje é feriado.

A garrafa foi aberta 1h antes, e depois optei por colocá-lo para decantar, mas depois vi que a decantação não é tão necessária, pois o depósito foi mínimo. A aeração sim, foi providencial, pois li que alguns colegas por aí tiveram que esperar um tempinho para que os aromas se apresentassem.

De primeira se apresentou bem lácteo, caramelo mesmo. Sua cor é um vermelho granada que impõe respeito, algo que aparenta uma evolução combinada ainda a um certo vigor, resistência para aguentar talvez mais uns anos na garrafa.

Evoluiu para umas notas apimentadas, depois algo mais herbáceo e por fim com uma menta dominando. Não sei dizer se estou falando besteira, mas percebi algo de tostado (?!?) bem de leve mesmo.

Na boca é delicioso, com presença de frutas vermelhas mesmo. Repito: o vinho é delicioso.

Produção -> 6.920 garrafas

Preço -> incríveis R$69,90 em uma promoção pela Winetag. Pesquisei rapidamente na net e o mais barato que encontrei foi aqui (não é propaganda hein pessoal).

Nota -> 4.5 de 5

Site -> Lidio Carraro


Prometo que as próximas fotos serão de qualidade melhor, com câmera e não com celular ;-)