Mostrando postagens com marcador Italia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Italia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Italia: Donna Lorenza Pinot Grigio Blush #CBE

O tema para a CBE de outubro foi: vinho rosé do velho mundo sem limite de preço, escolhido pelo confrade Alexandre Takei, do Notas Etílicas.

Este foi provado num vôo para Paris. Um rosé italiano do Veneto, algo bem diferente do que circula por aqui no blog.
A Pinot Grigio (originalmente Pinot Gris - gris é cinza), é muito utilizada para fazer vinhos brancos, apesar de possuir casca rosada. É tida como uma mutação da Pinot Noir, acredita-se ter origem francesa, e tem diversos nomes pelo mundo (Sivi Pinot na Eslovênia, Grauburgunder na Austria), até mesmo outros nomes na própria França. Seus vinhos são geralmente bem característicos, com alta acidez, algumas vezes simples mas refrescantes e em alguns casos com traços minerais interessantes.

Pinot Grigio e Pinot Gris apesar de ser da mesma uva, são considerado estilos distintos, com o grigio sendo leve, refrescante e de boa acidez.

Este porém não me agradou muito, visto que em minha opinião sobrou açúcar numa textura já bem próxima de um tinto leve, embora de cor bem rosada. Aromas altamente frutados, traços cítricos, na boca novamente frutado e com um relativamente longo final. 
Também trazia alguma acidez, mas achei-o enjoativo. 

This rosé wine is from the Veneto region, close to Venice. It has sweet red berry aromas, with hints of citrus notes. The flavour is soft and fruity with a long, refreshing finish. Did not like as it has presented himself a little bit oversweet for my palate.

Nota -> 2.5 de 5.

Preço -> Descohecido

Site -> ???

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Italia: Camigliano Poderuccio Toscana 2013

Este foi bebido na despedida do Freitas. Apesar de ser de uma vinícola bem interessante, esse vinho
acabou sendo bebido rapidamente sem a devida atenção, apesar de ter me deixado um pouco intrigado, pois não tive tempo de identificar nada além das costumeiras frutas vermelhas, baunilha e tostado. Talvez chocolate.

É um filhote de supertoscano (esse tem Sagiovese com Cabernet Sauvignon e Merlot), com boa acidez e estrutura, taninos fortes, ainda fechadão, acho que mais um tempo em garrafa vai lhe fazer bem.

Pequena parte desse vinho passa por barrica. Acredito que vá bem com carne, massas e uma pizza.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> não me lembro.

Site -> Camigliano.

domingo, 14 de agosto de 2016

Itália: Vezzani Nero D'Avola 2013

Primeiro Nero D'Avola que experimento. Um vinho fácil de agradar, vermelhão com bordas
castanhas. No nariz amora, ameixa, chocolate. Na boca repete tudo, com o final puxando mais pro chocolate. Taninos aveludados e boa acidez, o que me surpreendeu e evita que o vinho se torne enjoativo. Foi uma boa experiência, e ajudou a esquentar numa noite bem fria em Campos do Jordão.

This is the first Nero D'Avola that I drink. Easy wine, tending to an evolved color. Blackberry, plum, chocolate in nose, all of them repeated in mouth, with chocolate dominating in the end. Silky tannins e regular acidity, keeping it away from being a boring experience.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> comprado em restaurante, foi caro pro que apresentou.

Site -> Rocca Vini Superiore.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Italia: Santoro Primitivo Puglia 2013

Vinho comprado em restaurante, onde os preços nunca condizem com o que é apresentado.

Os Primitivo Puglia são vinhos fáceis de serem bebidos, muitos classificados como meio-secos, aveludados, bons para serem bebidos jovens, com um perfil aromático mais chegado nas frutas pretas bem maduras, chocolate, e coisa do tipo. Há uma boa acidez e a concentração não é alta.

Esse não fugiu à regra. Com 12% de álcool declarado, parece ter mais álcool. Por isso não gosto muito de fazer referência ao álcool, não acho que diz muita coisa. Feito pela Feudi di San Marzanno, que também manda pro Brasil o famoso Sessantanni (primitivo di manduria). Para maiores experiências, esses Primitivo di Manduria mostram todo o potencial da uva principal do salto da bota.

Very characteristic Primitivo Puglia: silky, young, black fruits and chocolate with a regular freshness. Nice but will not make a point nor change your life, amuse easily almost every palate. 

Nota -> 3 de 5.

Preço -> ???

Site -> Cantinne San Marzanno.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Fattoria Le Puppile Pelofino 2009


Este foi adquirido num bota-fora da Vinci há bastante tempo. É a segunda vez que comprei-o, por conta do sucesso que este vinho fez num jantar na casa de uns amigos há uns anos.

Já possui uma cor "cansada" na taça, um vermelho caminhando pro castanho, porém muito bonito.

Lágrimas lentas e abundantes. Frutas frescas porém não doces dominam e aparecem junto com ervas secas, mas há algo mais. Não gosto do termo "animal" mas tem um quê suadinho, diferente.

Na boca mais fruta e ervas, taninos marcam de forma agradável, "salgadinho", me lembrou em alguns momentos os vinhos Maximo Boschi (brasileiros). Interessante, não tem um traço sequer de dulçor.

Complexidade, para beber devagar. Escoltou bem um bacalhau no alho e cebola com batatas.

Base de Sangiovese (55%), completado por Syrah (30%), Cabernet Sauvignon (10%) e Cabernet Franc (5%).


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$ 58,65 (sem o frete, na segunda vez), num bota-fora da Vinci há muito tempo. Hoje passa dos R$100.

Site -> Fattoria Le Pupille.


In English:

This bottle of wine was bough in an online promotion of a brazilian winestore called Vinci. It is the second time I buy this wine, since the first time was a huge success on a dinner in a friend's house.

Its color is kind of "tired", a fading red, beautiful nevertheless.

Tears roll down calmly. Fresh and not yet ripen fruits invade your nose, together with dry herbs, but there is more. People in the wineblogging like the term "animal", I do not but there is something like that barn in a hot day.

Complex, handed a cod with garlic and potatos very well. To drink slowly.

Blend: Sangiovese (55%), completado por Syrah (30%), Cabernet Sauvignon (10%) e Cabernet Franc (5%).

Grade -> 4 out 5.

Price -> US$20


domingo, 15 de março de 2015

Cesari Recioto della Valpolicella Classico 2007 #CBE


Este post é o post que deveria ter saído em setembro, para a CBE. Esse tema foi escolhido pelo confrade Alexandre Takei, do Notas Etílicas: “Valpolicella, vale tudo, do clássico ao ripasso, amarone, recioto.”

Escolhi esse, comprado na Vinumday. Quando decidi experimentá-lo para a CBE, tive um problema: o vinho não estava legal. Entrei em contato com o fornecedor, e eles me reenviaram uma garrafa. Só que demorou mais de uma semana.

Várias coisas aconteceram, alguns contratempos, enfim, daqui mais algumas semanas eu consigo tirar o atraso com a CBE de mais uns 3 ou 4 posts (rs). Ainda mais que aí vem o tão esperado inverno (se você mora no Rio de Janeiro e também é um enófilo sabe o que eu digo...)

O Recioto della Valpolicella, assim como os Valpolicella, utiliza as clássicas Corvina Veronese, Rondinella e Molinara, mas passificadas para concentrarem os açúcares e resultarem neste tinto doce. Seu irmão mais famoso, o Amarone, antes era chamado de Recioto della Valpolicella Amarone, e na verdade derivou do Recioto. Talvez pela fama adquirida, passou a ser referido como Amarone apenas. O que pude verificar é que fazer um bom Recioto é difícil, e o vinho atualmente não goza de tanto prestígio quanto o amarone. Por que será?

Enfim, chega de papo e vamos ao vinho.

Fica de 12 a 18 meses em barricas de carvalho, se apresentou com cores e aromas bem parecidos a um bom Porto Ruby, passaria por um facilmente, se não fosse o paladar. Aliás o "nariz" do vinho é muito bom.

O que houve com o paladar? Bom, na boca você logo nota uma textura mais licorosa, menos alcoólica, e a meu ver menos, assim, profunda. O vinho é bom, mas não é o meu estilo. Achei doce demais, enjoativo.

Minha amada Isis adorou. Menos mal, agradei a ela, e ele ganhou mais meio pontinho!

O colega Jonas, do Simplificando o Vinho, bebeu o Essere Valpolicella DOC do mesmo produtor.


In English:

This is the post that had to be released on last september, for the Brazilian Winebloggers Fraternity. It is the first virtual fraternity of our country, every month one of the members choose a theme, and all the others have to drink one bottle following it, and then posting their impressions.

For september the theme proposed by Alexandre Takei from Notas Etílicas was Valpolicella and its variations, and I have chosen this one to drink.

When I decided to drink this wine so I could post about it, the bottle was not ok and I had to ask the supplier to send me another one, which took about a week and a half to arrive. I had some issues over all over the end of the year so this little project had to be postponed.

As with Valpolicella, the Recioto uses Corvina Veronese, Rondinella and Molinara, all of them dried for about 3 months to concentrate sugar. Its famous brother - the Amarone - was once called Recioto della Valpolicella Amarone, from which it has derived. Maybe to shorten its name after gained fame, people started to call it just Amarone - who knows? The truth is that recioto is difficult to produce and today we have few good options available - see more about this here.

Well, straight to the wine!

12 to 18 month in oak barrels, the colors and aroma are very similar to a Ruby Port Wine, fruity and sweet, some wood detectable. Good "nose" but the mouth is not the same, the texture is more liqueur and less alcohol. Not that alcohol is similar to quality but I found it less, well, profound.

The wine is good but it is not my style. My beloved Isis liked it so after all I pleased her. Good to the wine that earned 0.5 point more.

On the producer's site they say that it pairs well with chocolate. I will try it, since I have some left.

For the occasion, the wineblogger Jonas drank the Essere Valpolicella DOC from the same producer.



Nota -> 3 de 5. 3 out of 5.

Preço -> R$ 89,90 (alegaram ser R$188,00 o preço original) na VinumDay. The price was almost R$90.

Site -> Cesari.


sábado, 24 de maio de 2014

Pancrazio Chianti DOCG 2009



Mais um rápido. Na taça uma cortina de lágrimas numerosas e lentas, com cor já puxando para uma evolução, vermelho "cansado" com nuances acastanhadas (palavra feia).

O nariz é basicamente defumado e ervas secas. A boca é bem ácida, com um quê frutal e final médio. Os taninos estão lá mas estão bem integrados.

Um bom chianti que grita por uma comida mais gordurosa, algo com um molho de queijo. Nada extraordinário mas cumpre o seu papel.

O colega blogueiro Ewerton bebeu esse para um post da #CBE. Não curtiu muito também...

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$ 34,00 a meia garrafa na Grand Cru

Site -> Fattoria San Pancrazio.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Allegrini Valpolicella 2011



Post rápido.

Um valpolicella rubi, muito frutado ao nariz, com taninos presentes mas não incômodos que dão uma leve "pegada" no final, e muito boa acidez. Média concentração. Não acrescentou muito e mesmo sendo meia garrafa chegou uma hora que enjoei um pouco dele.

Achei caro pro que apresentou, mas é um vinho bem feito, com fruta pura, um vinho "limpo".

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$ 44,00 a meia garrafa na Grand Cru.

Site -> Allegrini.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Camigliano Rosso di Montalcino 2010


Mais uma meia garrafa indo pra história.

Ele estava com a rolha levemente externada, e um pouco seca.

Na taça mostrou uma cor mais pro lado do alaranjado, e denotando pouca concentração.

Nariz já com aquelas notas balsâmicas, louro, coisa do tipo. Pouca fruta, e nada de floral, não trouxe as características dos vinhos jovens com Sangiovese.

Em boca chocolatão com baixa acidez. Estava agradável, mas definitivamente parecia muito envelhecido para apenas 4 anos de vida. Taninos bem levinhos. Final médio a curto.

Nunca havia bebido um rosso di montalcino de qualidade, então troquei uma idéia com a colega Alessandra Esteves, do blog Dama do Vinho, grande conhecedora dos italianos, e ela me confirmou a suposição: envelhecimento precoce.

Confesso que continuei bebendo, sem pressa, agradou bastante, e minha amada Isis adorou. Ela tem um paladar mais pro lado dos delicados, e esse estava bastante elegante. Que bom que ela gostou.

Descansa 6 meses em madeira, e mais 6 meses em garrafa. Parece que ganhou 89 do titio RP, embora o pessoal da Camigliano tenha dito que essa safra foi muito boa.

Preço -> R$57,00 a meia garrafa na Porto di Vino.

Nota -> 3.5 de 5.

Site -> Camigliano.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Rocca delle Macie Orvieto Classico 2012



Post rápido. Amarelo bem clarinho na taça, fresco, suave, bem sutil nos aromas frutados e acidez bem tranquila. Final mais ou menos. Um vinho para oferecer como entrada aos convidados que acabaram de chegar, quando a temperatura está alta.

Orvietto é a denominação de origem que se localiza na Umbria, no "meio" da Italia, mais ou menos fronteira com a parte Sul da Toscana. Este vinho em particular é um blend de Trebbiano, Verdelho, Grechetto e Malvasia. Dizem fazer parte do que a Italia tem de melhor em brancos, mas sinceramente acho que esse não é o forte da Italia...

Para aqueles que apreciam um bom rótulo, este é bem bonito. Para aqueles que apreciam um vinho fácil de beber e que refresca sem exagero, mas com alguma presença, é uma boa pedida.

No restaurante não bebi tudo então levei pra casa e ele se comportou muito bem após vários dias.

Preço -> R$ não lembro, em restaurante. Acho que em torno de R$60,00.

Nota -> 3 de 5.

Site -> Rocca delle Macie

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Allegrini Corte Giara Pinot Grigio Delle Venezie 2010


Começamos o post com a belíssima foto que minha querida Isis tirou, em mais um momento de paz e serenidade que um belo Sábado à noite pôde nos proporcionar.

Amarelo ouro na taça. Mel ao nariz. Causou certa expectativa.

Na boca, mais um melzinho mas: cadê a acidez?

O vinho é gostoso, bem suave, mas à certa altura tornou-se um pouco enjoativo. Não chegava a ser doce, parecia um vinho de sobremesa sem o dulçor (?!?). Sim, a definição que me veio à cabeça é exatamente essa.

Se fosse uma garrafa de 750ml, certamente seria difícil terminá-la. Será que ele passou do ponto?

Fui com sede ao pote por gostar dos Pinot Grigio, mas acho que criei expectativa demais, embora a noite tenha sido ótima.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$30 e poucos.

Site -> Allegrini.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Cavallotti Gavi 2009 #CBE


O tema da confraria brasileira de enoblogs do mês de julho foi proposto pela Fabiana do escrivinhos: "A ideia é abrir um vinho sobre o qual você não tem muitas referências, mas que 'foi com a cara' dele pelo seu visual."

Confesso que ainda não havia escolhido um vinho para figurar nesse post mas, eis que no dia 27, quase em cima da hora, surgiu!

Não costumo comprar as coisas muito pela aparência, há todo um estudo e avaliação, inclusive passeio pelos blogs de vocês queridos colegas. Nada é feito assim de repente no meu enomundo rs.

Caminhando com a Isis no sábado desse feriado papal, passamos em frente ao Carlsson, lugar que ela me apresentou e fez questão de afirmar que havia uma boa carta de vinhos, a qual fiquei interessado em conhecer. Abri, li, procurei alguma coisa interessante e deparei com esse Cavallotti Gavi. Imediatamente nos trouxeram a garrafa, e foi aí que ele se credenciou para ser o escolhido da CBE para o mês de julho. 

Não conhecia essa D.O. italiana, muito menos a uva (100% Cortese), mas achamos o rótulo interessante com essa mulher meio medusa (rs) e decidimos encará-lo.

Relativamente um branco "coroa" (era 2009 a safra), confesso que vi a chance ir por água abaixo ao notar a rolha com aparência mofada.

Após a retirada:


Vinho servido, aromas adocicados de baunilha e algo como mel. Já bem amarelo, porém brilhante ainda.

Na boca boa estrutura, acidez no ponto, e um leve e interessante amargor, algo mineral também. Uma pena que no fim ficou um pouco enjoativo, mas não sei se pelo fato de termos comido demais um pouco antes.

Esse leve amargor é característica da uva, após vasta pesquisa pela nossa também vasta internet.

Sobrou um pouco (1/2 taça) que levamos para casa e bebemos no dia seguinte; continuou na mesma "pegada".


Este vinho é produzido em Calamandrana, na região do Piemonte, na província de Asti, numa área de solos vulcânicos.


É um bom vinho e mais interessante ainda por conta de ser uma uva que foge um pouco do mainstream.

Fato é que ele foi muito ajudado por conta da companhia.

Acho que só nós blogueiros ainda insistimos em beber vinho volta e meia sozinhos... Rs. Tudo em nome da "ciência".


Nota -> 3,5 de 5.

Preço -> R$70,00 (R$59,00 sem frete aqui).

Site -> Cavallotti.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Koyle Reserva Malbec 2011 e Palazzo Della Torre 2008

Finzinho de domingo, finalmente consegui visitar meus queridos Be e Bia em seu novo apê no Grajaú. Muito simpático e agradável, o Grajaú ainda conserva um pouco do "espírito" de bairro, com muitas casas e ruas tranquilas.

Eis que fui recebido com duas belas surpresas, as quais vou delinear um pouquinho para vocês.


O Koyle é um Malbec do vale do Colchagua, mais precisamente de Los Lingues. Região que dá frutos bem maduros e muita cor, de onde encontramos também alguns tintos da Casa Silva e da Santa Helena, que aliás ficam uma ao lado da outra.

A Koyle é uma vinícola moderna, da família Undurraga, e que também investiu no trabalho de Pedro Parra, além de possuir vinhedos biodinâmicos.

Este vinho (com um corte de 10% Syrah e 3% Cabernet Sauvignon) se abriu um pouco mineral e evocando azeitonas, bem parecido ao Malbec da Loma Larga, comentado aqui, embora mais maduro e com mais fruta. Bem púrpura escuro e denso, é um vinho de bastante extração, embora os taninos estejam "doces" e a sensação de boca seja ótima, preenchendo-a com mais fruta e um leve frescor, finalizando com uma boa mineralidade. Apesar de teoricamente jovem, já propicia bastante prazer, e possui 14.0 de álcool.

Gostei dele, Bernardo também, acabou rapidinho.

Dá uma olhada na tinta:


Garrafa finalizada, veio o outro candidato da noite. Um italiano mais austero...


O rótulo nos traz bastante informação. Ele diz que esse vinho é resultado da expertise da Allegrini em secar as uvas, numa releitura do processo conhecido como ripasso. A maioria dos frutos das cepas Corvina (70%) e Rondinella (25%) são vinificadas em tempo de colheita, enquanto o restante é encaminhado para a sala de secagem, onde vagarosamente se tornam passificadas até serem prensadas em janeiro. Então, são acrescidas ao vinho feito em setembro para que comecem uma segunda fermentação no intuito de prover complexidade e concentração.

O vinho é envelhecido em barris de carvalho de segundo uso por algo como 15 ou 16 meses e tem uma pequena adição de Sangiovese. Todas de vinhas com 40 anos de idade média.

Sua cor já era bem mais para um rubi levemente turvo, também evocando muita fruta, nesse caso bem vermelha, e alguma especiaria, com algo de tostado também presente. De estrutura considerável embora de menor extração que o Koyle, os taninos marcam forte presença mas a acidez aqui é quem está mandando. Realmente um vinho de potencial, o produtor recomenda pelo menos 10 anos. Outro grande vinho, também aprovado. Quando terminou, o "fundo de taça" dele era de um tostado notável. Ganhou 90 da WS.

Notas -> 4 de 5 para os dois. (Será que a companhia ajudou os garotos? Rs).

Preços -> Os dois foram presentes para os meus amigos, mas são importados e comercializados pela Grand Cru. O Koyle está saindo por R$57,00 e o Palazzo por R$123,00.

Sites -> Koyle e Allegrini.

domingo, 23 de junho de 2013

Degustação Tenuta Sette Ponti


Post retroativo.

Fui convidado pelo amigo Osvaldo Sandim para uma degustação da Tenuta Sette Ponti, promovida pela World Wine, aqui no Rio de Janeiro.

A Tenuta fica no coração da região de Chianti e as sete pontes do nome se referenciam às pontes que cruzam o Arno de Arezzo até Firenze.

A colega blogueira Fabiana Gonçalves do escrivinhos esteve na mesma degustação em Recife, e seu post está ótimo. Portanto, não vou me concentrar na história, muito bem contada pela Fabiana, mas nas minhas impressões sobre os vinhos. Ainda mais que essa degustação foi no mesmo dia da degustação da Suzin, então não pude tomar minhas notas costumeiras da forma que gosto.


O primeiro foi o Crognolo 2009: aromático, frutas vermelhas, ervas, especiarias. Taninos aveludados, é um vinho "juicy" como dizem os americanos. Boa acidez, é no estilão dos bons chianti, embora não seja classificado como um. ganhou 91 do tio RP e 89 da WS.



Depois veio o Poggio al Lupo, mais "xaropão", taninos suaves, mais encorpado que o Crognolo, baunilha, madeira, estilo internacional. Parece mais um vinho do novo mundo. Esse levou 89 da WS também.


Depois o Orma, propriedade em Bolgheri vizinha do Sassicaia, mais classudo, mais frescor, elegantão, até um "chocolate tostado" apareceu rápido. Vinhaço. 93 do RP e 91 da WS.


Por fim a grande estrela deles, o Oreno. Literalmente o irmão mais velho e mais parrudo do Crognolo, tudo melhorado e mais complexo e intenso, flores, frutas, acidez, eucalipto, alcoólico, pimenta doce, taninos não agressivos mas bem marcantes (como é isso? Se você curte vinho assim, sabe!). Perfumadíssimo, defumadão. Um estilo nobre e uma bela experiência. Titio Parker deu 94+ e a WS "só" 90.

Vinhos excelentes, mas preços proibitivos. O mais "barato" é o Crognolo e não sai a menos de R$120,00 e o Oreno bate em grandes R$280,00. Se for comparar aos Sassicaia, Ornellaia e etc, vale muito a pena pelo preço e pela pontuação até maior que seus "concorrentes". Aconselho porém a trazê-lo (s) de lá.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Malbech M Gli Aceri IGT 2008


Às vezes não sei porque insisto em colocar à prova minhas resoluções.

Comprei este no Selo Reserva. Fiquei interessado, afinal, Malbec da Italia?

Pois bem, halo aquoso fino, nuances já começam a denotar alguma evolução. A cor é um já-saindo-do-púrpura-indo-pro-vermelho. Lágrimas rápidas.

Nariz queima um pouquinho por causa do álcool, frutas vermelhas bem maduras, no início pareceu até meio forçado, sei lá.

Média concentração, na boca pareceu só acidez+álcool+leves taninos. Depois os taninos ficaram mais presentes (temperatura correta), o álcool evaporou um pouco, mas o vinho na boca parece que ficou devendo alguma coisa.

Não sei, talvez seja a tal "personalidade" tão escrita por aí afora.

A verdade é que como sempre teceram mil elogios ao vinho. Juro que quero ver uma vezinha só eles colocarem "esse vinho nem é tão bom mas serve para agradar no dia-a-dia." Rs.

Agora, o incrível é o ótimo cheiro tostado+frutado que fica na taça com o restinho do vinho... Vai entender.

Nota -> 2.5 de 5.

Preço -> R$ 68,78 (caro!) no Selo Reserva.

Site -> Nem procurei.

sábado, 14 de julho de 2012

Luccarelli Pazzia Primitivo di Manduria 2008

Engraçado como as coisas acontecem. Estava eu procurando um vinho para a Dani, e acabei conhecendo este.



O vinho que eu estava buscando era o Luccarelli Primitivo Puglia 2010. Jogando no google, eis que me deparei com ele mas também com esse outro, "irmão mais velho" dele.

As críticas foram sempre unânimes, um vinhaço, exuberante, encantador. Comuniquei a ela a existência desse, e a resposta foi "ué compra também rs".

Pois é, a diferença entre os dois enologicamente falando ainda não sei pois o Puglia não foi aberto. Mas a diferença de preço é selvagem, quase 5x ! Enfim, apesar de estarmos no Brasil, onde os preços são ignorantemente inflacionados no quesito vinho, valeu muito a pena.

A começar pela garrafa. Pesada, nunca tinha visto uma tão pesada assim. E praticamente impenetrável, só deu pra ver realmente a cor dela colocando-a contra a luz onde não tinha mais vinho. Um âmbar quase totalmente marron.

Este vinho é um meio-seco, e de teor alcoólico bem altinho (14.5%) feito 100% da uva Primitivo. O nome se deve ao fato da uva amadurecer cedo e totalmente, dando um bom nível de açúcar e consequentemente de álcool. Outra uva que amadurece mais cedo que as demais é a nossa querida Tempranillo.

Manduria fica no "salto da bota" da Italia:



Tem uma galera que afirma ser a Primitivo a mesma uva que a Zinfandel. Confesso que os Zinfandel que bebi não chegam aos pés desse Primitivo... Olha ela:


Bonitona né?

Voltando ao vinho... Feito de parreiras velhas (old vines vem escrito por trás do Luccarelli no rótulo) com uvas supermaduras, o nariz é invadido com um pouco de álcool que logo some, e uma ameixa mais do que presente. Algo de especiarias também. De cor púrpura bem escura, o vinho é denso.

Na boca um pouco quente, taninos macios, mais fruta negra, leve tostado presente, encorpado, boa acidez, um lindo final. Daqueles pra deixar escorregar lentamente pela garganta.


Sinceramente? Funcionou melhor na maior parte do tempo estando sozinho. Passado bastante tempo, surgiu um aroma de chocolate no nariz, levemente confirmado em boca. Bravo! Daí veio a idéia da Dani: "Vamos provar com chocolate, igual àquele blog?"

E lá veio ela radiante com um Venchi 75% cacau, coisa de louco. E não é que ficou sensacional? Aconselho imensamente!

Preço -> R$119,00 na Lidador

Nota -> 4.5 de 5.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Rocca delle Macie Famiglia Zingarelli Chianti Classico Riserva 2007 e Zuccardi Serie A Syrah 2008


Sexta-feira ensolarada, um pouco quente para vinhos, mas o pessoal da confra não aguentou, afinal ela só ocorre quinzenalmente, seria uma pena esperar mais tempo segundo alguns.

Enfim, vamos ao "esforço"...

Começamos pelo Zuccardi Serie A. Apesar de não ser fã da linha Santa Julia, gosto da Serie A e gosto muito da Serie Q, aliás bebi um Tempranillo desta última, 2007, simplesmente fantástico, bastante diferente do que se faz na Espanha, onde ela reina absoluta. Gostei muito do Zeta 2008 também, mas isso é assunto para outro post, ainda falarei da Zuccardi pois lá também passei quando estive em Mendoza.

Voltando ao Serie A Syrah, se apresentou de coloração jovem, bem frutado (famosas frutas vermelhas) mas o que mais chamou atenção foram as especiarias passeando pelas narinas. Em boca trouxe todo esse sabor frutado condimentado, e deixou um final bem agradável apesar do álcool ainda aparecer. Surpreendeu, apesar de aqui no Brasil custar caro.

Fomos então para o Famiglia Zingarelli Chianti Classico Riserva. Que belo o galo nero! Segundo Chianti Classico em poucas semanas, será que a Italia está vindo pra ficar (Dani?) ?

Trata-se de um 90% Sangiovese com 5% de Cabernet Sauvignon e 5% de Merlot. Coloração fechada com uns reflexos rubi/sangue, surgiram aromas de algo como uma cereja temperada e um leve tostado. Na boca foi algo bem interessante, os taninos chegaram rápido, parecendo que iam agredir, mas suavizaram na mesma velocidade e desapareceram, deixando um belo final em boca. Vinho estruturado, encara facilmente um bifão ou um queijo parrudo. Sinceramente perdeu um pouco por estar aberto há pouco. Uma pena.

Só eu notei ou são dois nomes italianos com Z? Juro que foi obra do acaso.

Notas -> 3.5 de 5 para o Serie A e 4 de 5 para o Famiglia Zingarelli

Preços -> R$64,10 para o Serie A e R$119,90 para o Rocca, ambos na Lidador.

Site -> Zuccardi e Rocca delle Macie

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Feriado gastronômico na Pedra Pintada



Pois é. Já gostava dos Chianti, agora gosto mais ainda.

Esse Retromarcia Chianti Classico 2009 deu aula. Agradabilíssimo, ao ser aberto espalhou um aroma floral, meio adocicado, uma coisa bem bonita. Sua cor era aquela sangue, clássica da Sangiovese. Em boca era algo como ameixa, mas de um frescor perfeito e simplesmente acabou muito rápido. Grazie Galo Nero!

O Man Vintners Pinotage se apresentou um pouco quente de início, mas melhorou muito com tempo em taça, um pinotage mais disponível, bem gostoso também, agradou a todos. Jovem, bem frutado, figurinha fácil para o dia a dia. Pode ser acrescentado na lista das boas compras.

O Cousiño Macul foi a surpresa. Confesso que não esperava muito por conta da idade x uva, mas se comportou bem, taninos presentes mas não estavam agressivos, aromas bem agradáveis, um cabernet sauvignon mais disponível, outra figurinha fácil para o dia-a-dia.

Somados às companhias, e à qualidade da cozinheira com mão brazuca-italiana, diria eu humildemente que o feriado foi perfeito.

Só sei o preço do Man Vintners -> R$32,00 (sem o frete).

Notas -> Retromarcia: 4,5 de 5
               Man Vintners: 3,5 de 5
               Cousiño Macul: 3 de 5

Sites -> Retromarcia
             MAN Vintners
             Cousiño Macul