Mostrando postagens com marcador Portugal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Portugal. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Portugal: Ciconia Tinto 2015 #CBE

Post atrasado, tema de julho, já havia bebido esse vinho e muito me agradou, continuou a agradar. O tema foi dos colegas Maykel e Anna do Vinho por 2. "No ano de 2016 o segundo maior importador de vinhos do Brasil foi um supermercado. Por isso, nada melhor do que comentarmos o que tem de bacana nas gôndolas, falando de qualquer tipo de vinho, de qualquer faixa de preço, que seja encontrado em supermercado".

Este vinho foi comprado num mercado da rede Hortifrutti. Touriga Nacional, Syrah e Aragonez dão cor púrpura com traços rubi, fazem um grupo de uvas com muitos aromas de frutas vermelhas e frescas, mas como se ainda não estivessem totalmente maduras, interessante. Ainda se pesca um tostadinho e talvez um floral de leve...
Na boca é bem fresco, fluido, taninos educados e final curto. Mais frutinhas e algo levemente apimentado. Gostoso o vinho, se dá muito bem com comida e é ótima pedida pra um pizza mais "forte" na minha opinião.

Touriga nacional, Syrah and Aragonez (also called Tinta Roriz in Portugal and is the same as Tempranillo in Spain) make a purple ruby hinted fluid, not very concentrated, showing many and beautiful red fruit on the nose, sometimes lightly toasted. This is the main quality of this wine.
The mouth comes fresh and fast, bringing more fruits and pepper. Interesting, good for food and maybe very good for pizza.


Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> cerca de R$60, é importado pela Cantu.

Site -> Herdade São Miguel.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Portugal: Casa das Mouras Reserva Tinto 2012 #CBE

Vinho bebido para a postagem da CBE para o mês de agosto, o tema foi proposto pelo Gil do ótimo Vinho para Todos: um tinto do Douro. Todo dia primeiro de cada mês há um novo tema desta que é a mais antiga confraria virtual em atividade no Brasil!
Digo e repito: os vinhos da península Ibérica têm um lugar especial no meu coração. Mas esse me deixou um pouco chateado, acredito que não tenha sido armazenado corretamente pois já havia provado esse vinho em outra ocasião e havia me dado uma impressão muito boa.

Bom, Touriga Nacional+Touriga Franca+Tinta Roriz descansam 12 meses em barris franceses; com 5 anos ainda apresentou uma cor violeta, digna de um garoto. O nariz trouxe frutas vermelhas maduras e um fundo suave de baunilha, mas todos muito tênues. Na boca uma lembrança meio balsâmica junto às frutas, taninos já macios porém presentes, e um final que parece ser comprido mas termina antes do que ensaiou.

O rótulo achei bonito e representa a visão do artista Nuno Barreto sobre a propriedade.

Touriga Nacional, Touriga Franca and Tinta Roriz (also known as Aragonez and Tempranillo), 12 months ageing in french oak barrels. Violet colour, berries dominating the aroma with a soft vanilla background, sometimes you taste something balsamic. Fine tannins with a medium length finish. I was expecting more but maybe it was not well maintained, as I did not bought it from a wine store but from a supermarket and here in Brazil not all of them give the proper attention to the bottles.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$99,00 no Hortifrutti.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Portugal: Vinha do Putto 2010 #CBE

Para o mês de dezembro, o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs foi proposto por mim - que honra!

Como nesse mês de dezembro muitos de nós optamos por saborear um belo prato de bacalhau, e como na maior parte do Brasil é uma noite quente, pedi ao pessoal que encontrassem um vinho branco português, se possível da uva Arinto ou com ela na composição.

Escolhi o Vinha do Putto, do produtor Campolargo. Feito com Verdelho e Arinto, Putto
no interior de Portugal quer dizer garoto, criança. Mas esse delicioso branco nada tem de criança.

Amarelo dourado na taça, aromas muito interessantes onde se misturam manteiga, baunilha leve e frutas brancas, bem semelhante a pêssego. Na boca untuoso, certa cremosidade, boa estrutura para um branco, muito boa acidez mesmo após esses anos e aquela mineralidade autenticamente portuguesa.

Como eu disse, de criança esse vinho não tem nada, é um belo exemplar branco de Portugal. Vai combinar bem com um prato de bacalhau em lascas, à Lagareira ou com batatas aos murros.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$ 81,90 na Mistral.

Site -> Campolargo.

domingo, 27 de novembro de 2016

Portugal: Fonte de Santa Quitéria 2015 #CBE

Este post estava rascunhado há bastante tempo, infelizmente acabou ficando para trás.

Este vinho foi bebido para o tema de janeiro desse ano, para a confraria brasileira de enoblogs. O confrade Daniel Perches foi quem sugeriu o tema (um vinho verde).

Amarelo claro, com aromas basicamente de frutas brancas maduras, este vinho mostoru pequenas bolhinhas na taça ao ser servido. É um meio seco, com menos de 10% de álcool declarado.

Na boca às frutas soma-se uma boa acidez (a maçã verde aparece bastante nítida), e o dulçor é notado, bem gelado é muito agradável e casa bem com calor, como aperitivo, acompanhando peixes (com uma puxada mais apimentada fica bom) ou saladas bem elaboradas.

                                            Imagem do blog Vou de Vinho

Os vinhos verdes tem uma comissão de viticultura bastante séria, que trabalha em termos de certificação; a região demarcada fica ao norte de Portugal (terra dos meus ancestrais). No Brasil o famosíssimo Casal Garcia é um vinho verde (o rosé e o tinto também são denominados vinhos verdes, que é a denominação de origem e não a cor do vinho).

Mês que vem o tema é portuga também, sugestão para o fim de ano para acompanhar a ceia de natal. Aguardem!

This one comes from the region called vinho verde, in northern Portugal. Home to fresh and easy to drink wines, fruity (white fruits) and most of the times demi-sec. Note that they present themselves all the time with lower alcohol levels, so it becomes suitable to people who do not like drinking too much.
This one does follow those characteristics, and showed itself remarkably with green apple in mouth. Very pleasant and a good pair to fish, salads and a hot day on the pool.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$ na Vinum Day.

Site ->Terras de Felgueiras.                                


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Portugal: Monte Velho Branco 2015

Um blend portuga de 3 das inúmeras cepas portuguesas interessantes, tanto nos nomes quanto em suas histórias e sabores.
 
A Herdade do Esporão é sinônimo de qualidade em seus azeites e seus vinhos (particularmente acho os brancos fantásticos, e o Esporão tinto também) e este não foge à regra.

E o blend resultou num vinho que lembra um Sauvignon Blanc mais "maduro", cítrico, boa acidez, mineralidade farta, bem gostoso. É o primeiro da linha da Herdade e não faz feio, pelo contrário.

A 3-grape portuguese blend that resulted in a ripen Sauvignon-Blanc style, citric, good acidity and the famous Alentejo minerality. This is the entry level of the winery, and is absolutely delicious.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> trazido pelo amigo-irmão Camilo.

Site -> Herdade do Esporão.

sábado, 5 de novembro de 2016

Portugal: Herdade do Portocarro 2010 e Cavalo Maluco 2010

Em minha recente ida a São Paulo, dias antes do nascimento da minha sobrinha amada, estivemos eu e minha noiva jantando com meu irmão, com sua esposa e com ela ainda na barriga, numa noite fresca pra gelada para apreciarmos uns queijos, pizza e vinhos (e charuto).

No processo de escolha do que beber (gosto também dessa fase), eis que meu irmão surgiu com esses dois petardos. 

Agora sei que são petardos, mas embora não duvide um segundo sequer de um vinho português, não os conhecia.

Esses vinhos são obra de José da Mota Capitão, que - como boa parte daqueles que confiam em seus instintos e vão contra o establishment - iniciou sua produção vinícola num lugar conhecido por ser lar de cortiça e gado.




Se gostaria de saber mais sobre o produtor e um pouco de sua história, peço a visita no blog da Fabiana Gonçalves que teve o prazer de conhecer mais essa personalidade do mundo do vinho português, definitivamente alguém a se respeitar nesse quesito após provar esses dois deliciosos vinhos.

Outra ótima opinião sobre o cavalo maluco está aqui. Um belo site diga-se.

Enfim, vamos aos lusos: o Herdade do Portocarro de cor bem rubi traz os aromas parecidos a um porto, muitas frutas vermelhas com boa acidez e certa mineralidade. Em alguns momentos evoca o Alentejo. Aragonez, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon (!!!). Ótimo vinho.

O Cavalo Maluco - ah o Cavalo Maluco! - é enorme.

Denso, granada, flores, frutas, chocolate, especiarias, café, fumo, couro, talvez menta, algo parecido a alguma calda doce. Tudo isso se alternando diversas vezes e alguns vindo junto, acidez pungente, estruturado, tânico mas sem ser agressivo, profundo e complexo mas ainda assim delicioso e fácil de beber, funcionando bem sozinho ou acompanhado de comida. Final quase infinito. Para beber devagar e apreciando.

Um vinhaço.

Pelas palavras do produtor: "Cavalo Maluco foi um grande chefe Sioux que resistiu à ocupação e destruição das terras e cultura do seu povo, permanecendo fiel aos seus valores e códigos de honra, pelos que deu a vida. Uma personalidade forte e intensa, indomável e irreverente mas também sensível e digna, como este vinho que assume o seu nome. Um vinho que presta homenagem a todos os “cavalos malucos” deste mundo que, apaixonados e destemidos, pensam pela sua cabeça e trilham o seu próprio caminho, com paixão pela diferença. Cada ano de Cavalo Maluco presta homenagem a uma personalidade que se identifica com este espírito (com a justaposição das suas iniciais no rótulo)."

Essa edição é dedicada a Vasco Gallego.


E o video abaixo eu dedico a ele e ao José da Mota Capitão.



Nota -> 4 de 5 & 4.5 de 5.

Preço -> Abertos pelo meu irmão.

Site -> Herdade do Portocarro.

sábado, 22 de outubro de 2016

Portugal: Singularis 2014

O senhor Paulo Laureano dispensa apresentações. Privilegiando as castas portuguesas, faz ótimos
vinhos, uma boa parte bem acessível. 

Este é um exemplo do que o Alentejo pode trazer em termos de frescor e frutas, sem extrema complexidade mas com um alto prazer de degustação. Trincadeira, aragonez e alfrocheiro. Cada uma na sua particularidade, as três trabalhando bem juntas. Bem gostosinho.

This is a excellent example on how the Alentejo region can bring fresh and fruity wines, easy to drink and delicious. Mr Paulo Laureano, the mustache winemaker that knows - maybe better than anyone - that hot and large portuguese wineregion, and brings this knowledge into his bottles for us to enjoy. Wanna buy an affordable wine? Bet on the portuguese!

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> Degustado com os queridos Carlo e Natasha.

Site -> Paulo Laureano.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Portugal: Periquita Reserva 2005, uma grata surpresa

Este post faz parte de uma sequência que preciso escrever, acerca de um encontro da minha antiga confraria 256, que infelizmente precisou ser interrompida por questões geográficas e financeiras de alguns participantes.

Para esse encontro, o motivador foi a despedida do Freitas, que irá estudar nos EUA o seu mestrado (boa sorte Freitas).

Esse vinho foi levado pelo confrade Leonardo, alguns de nós levamos uma garrafa, o que não foi obrigatório.

De cor vermelha 'cansada', acastanhada, borda transparente, na hora de abrir a rolha estava ressecada. Achei que viria um vinagrão. Ledo engano.

Na taça aromas análogos aos de um bom porto (!!!), com bastante fruta para a idade. Imagina a felicidade ao constatar que o vinho que você achava estar morto, está mais vivo do que parece!

E foi verdade, na boca ainda tinha tanino marcando, embora não estragasse o delicado conjunto em boca. De novo a impressão de um porto velho mas sem o álcool associado. Uma bela experiência, e uma bela surpresa.

P.S.1: A Periquita é a mesma uva que a Castelão/Castelão Francês, e o vinho geralmente leva ainda Trincadeira e Aragonês (Tinta Roriz/Tempranillo). Até 2001 era feito apenas com a Periquita!

P.S.2: A revista Adega, como sempre, fez uma boa matéria a respeito do Periquita.

This is the reserve version of a very well known portuguese wine here in Brazil. 


Periquita stands for a female parakeet, and is the alternate name for the grape Castelão (Big Castle).

When opening the bottle, the cork split and caused a little panic, but the wine - fortunately - was great.

"Tired" red in glass, transparent halo, still fruity and looked like a port wine aroma. In mouth surprisingly still tannic but delicious, a nice and well arranged structure, a nice experience!


Nota -> 4 de 5.

Preço -> desconhecido.

Site -> José Maria da Fonseca.


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Portugal: Symington Altano Douro 2012

Não sei porque passo tanto tempo distante de Portugal.

O Douro e o Alentejo sempre me rendem bons momentos, desde os mais simples vinhos.

Este belo exemplar de textura macia e sedosa, taninos educados, cor púrpura intensa e aromas de framboesa e "remédio" com notas de ervas secas na boca é simplesmente delicioso. Tanto que foram duas garrafas para escoltar uma bela pizza e excelente companhia do meu amor e de um casal de novos amigos após uma bela ópera.

Aprovado. um best buy pela Wine Spectator.

Why - oh why - do I keep myself far away from the portuguese wines? They are simply amazing from the very simple to the most sophisticated ones. This purple colored one brings raspberry and medicine notes along with fine dried herbs, polite tannins and deliciously fills your mouth. Maybe that's why we asked two bottles of him.

A Wine Spectator's top value. Agreed.

Nota: 4 de 5.

Preço -> No site da Mistral custa cerca de R$90.

Site -> Symington.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Portugal: Pêra Grave Tinto 2012 [English below]

Um alentejano fechadão, num corte de Cabernet Sauvignon, Aragonez, Syrah e Alicante Bouschet. Sinto por não ter-lhe dado a devida atenção, ganharia com uma decantação bem executada. Cor bem viva púrpura, escuro, os aromas de frutas negras bem presente, o tostado está bem presente. Leve queimada no nariz de início que só se percebe depois com muita atenção. Na boca um bom corpo, textura bem aveludada, marcante. Mais frutas e tostados. Um vinho para ser apreciado com calma.

Detalhes da casa produtora: "A Quinta de São José de Peramanca situa-se a cinco quilometros de Évora, na Estrada Nacional 114. O grande e tradicional casario, marcado pela arquitetura barroca e a igreja de São José a ele adjacente facilitam na identificação. Com 34 hectares, a Quinta tem na casa solarenga e na sua vinha o seu maior patrimônio. Quanto ao nome peculiar da quinta "Peramanca" (Pedra-Manca), significa "pedra oscilante, pouco segura", é explicado pela existência na região de grandes pedras de granito em equilíbrio oscilante. Desde a época Romana e ao longo dos séculos, os arredores a ocidente de Évora foram considerados como uma das mais importantes regiões produtoras de vinho de qualidade, tendo a zona ficado conhecida por “Terras de Peramanca”, dada a abundância destas pedras oscilantes"

 Nice portuguese from alentejo, a hot region from Portugal, where there are great wines to be discovered. Somehow profound, it does not show itself easily. A blend based on Cabernet Sauvignon and completed by Aragonez (Tempranillo), Syrah and the local and interesting Alicante Bouschet, black and small fruits come forth together with toasted hints. Could not find the chocolate and mocha said to be there by some other sites.
It is very purple and dark, I should have decanted it but did not. 
More fruit and toasted flavours in a medium-bodied velvety set, a wine to be slowly appreciated.



Nota (points): 3.5 de (out of) 5.

Preço -> Oscila entre R$130 e R$170 pelos sites mas esse eu ganhei! (between US$37 and 48)

Site -> Quinta São José de Pêra Manca.

Prêmios e pontuações:


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Maria Mansa Douro Branco 2013

Mais um rapidinho. Esse foi bebido em restaurante com minha amada, onde o desafio é descobrir uma garrafa que valha mais a pena, dentre tantas inflacionadas.

Malvasia, Viosinho e Gouveio, as duas últimas encontradas acho que exclusivamente em Portugal.

Bem delicado, muito boa acidez, e o final é claramente tendendo ao adocicado, talvez por conta da Malvasia. Gostoso porém no fim enjoou um pouco.

Produzido pela Quinta do Noval, que produzia apenas Vinho do Porto até algum tempo atrás.

In English:

Another express one. This one I had in a restaurant together with my beloved fiancée. Sometimes it is hard to find a good bottle with a good price in Brazilian restaurants.

Malvasia, Viosinho and Gouveio, the latter two found only in Portugal if I am not mistaken.

Delicate, very good acidity, the end is clearly sweet-oriented, maybe because the characteristics of Malvasia. Tasty but in the end I was kind of sick of it. 

Site -> Quinta do Noval.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Porto Taylor's LBV 2008



Conheci os LBVs da Taylor's na degustação que fui com a Isis na confraria carioca.

Na ocasião bebemos o 2007, que estava muito harmônico. Esse 2008 estava um pouco mais vivo.

Muito bom, alia fruta de qualidade à madeira, com uma concentração interessante, enche a boca. Dulçor persistente, gostoso, chama o álcool e com ele alternam a "liderança". Um belo vinho.

Os LBVs são Portos que ficam de 4 a 6 anos em madeira, compostos por uma seleção de vinhos do porto de excelente qualidade de um único ano. Foi criado em 1970 pelo atual presidente da Taylor's como alternativa ao Porto Vintage, que requer muitos anos em garrafa para se arredondar.

É um vinho que traz uma qualidade bem superior aos Ruby, Tawny e Reserve, sem ter que pagar grandes somas de dinheiro (como fazemos para os tawny envelhecidos e Vintages).

Nota -> 4 de 5.

Preço -> €19 no free shop do aeroporto de Lisboa

Site -> Taylor's

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Herdade dos Coteis Branco 2012



Havia comprado o azeite dessa marca para experimentar mas não gostei muito.

Confesso que a "cara" desse branco deles me chamou a atenção, mesmo sabendo que um rótulo bonito muitas vezes esconde um vinho ordinário, e resolvi dar mais uma chance à Herdade, sabendo que os brancos de Portugal são bons e facilmente agradam, apresentando algo bastante valoroso no quesito custo x benefício.

O interessante é que o rótulo parece uma folha em branco com pautas em relevo. A frase "muito para dizer" termina por instigar a curiosidade.

E não foi diferente. Na taça amarelo, no nariz algo muito leve, cítrico e notas de frutas maduras com alguma coisa a mais, bastante efêmera.

Em boca cumpriu seu papel, lá estava o azedinho dos vinhos alentejanos, tão famoso e celebrado por nós enófilos. Boa persistência e acidez agradável.

Feito com as uvas Antão Vaz, Arinto e Sauvignon Blanc. Varietais de Arinto já me proporcionaram vinhos memoráveis.

Vale a pena pelo preço pago.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$ 29,90 no Hortifrutti.

Site -> Herdade dos Coteis.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Herdade da Mingorra Alfaraz Reserva 2007


Regional Alentejano 100% Antão Vaz. 6 meses de barrica e 4700 garrafas produzidas.

Na taça um amarelo dourado bem marcante:


No nariz o álcool aparece 'aquecendo' as narinas; algo amanteigado, e notas cítricas. Bem agradável e interessante as nuances.

Na boca quente, o álcool parece ter se deslocado um pouco, untuoso, levemente oxidado, baixa acidez  e a impressão que temos é de sentir a madeira de leve.

Uma experiência interessante, não é um vinho fácil mas gostaria de tê-lo bebido uns anos atrás, onde talvez tivesse mais exuberante. Pelo preço, valeu a experiência.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$30,40 na Grand Cru.

Site -> Herdade da Mingorra.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Cartuxa Colheita Branco 2011



A safra 2010 desse famoso vinho português foi bebida para compor o post da CBE de agosto.

Na ocasião, eu e minha querida Isis gostamos muito dele.

Ontem, almoçando com meu irmão e cunhada, optei por pedi-lo novamente.

Mas a safra dessa vez era a 2011. "Mais novo, vamos ver como ele se comporta" - pensei.

Apresentava uma cor amarela bem nítida, pálida. Se abriu lentamente mas ao final não havia muita coisa ali na taça.

Na boca não chegou perto do 2010 que abri, a acidez estava baixa em comparação com o da safra anterior, embora bastante suave, provocando uma sensação adocicada que perdurava na boca.

Não estava ruim, apenas achei que o 2010 foi bem superior. Faltou acidez na minha opinião.

No post da safra anterior há mais detalhes sobre a estória do vinho e da Cartuxa, sugiro a leitura.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$84,00 (em restaurante).

Site -> Cartuxa.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Quinta do Ameal Escolha Branco 2007



Este vinho eu conheci ao comprar o Leyda Garuma Vineyard, na Grand Cru. Na ocasião me foi dito que era uma grande compra por conta do excelente preço, visto que não mais faria parte do portfolio da loja.

O vinho tem um amarelo forte, transparente, um aroma adocicado delicioso que denunciam os 6 meses de madeira francesa, em conjunto com algo frutado, floral e de ervas. Muito interessante a suavidade, numa complexidade também interessante, ainda que isso soe paradoxal.

Na boca a acidez é menor que dos últimos SB(s) chilenos que tenho colocado por aqui, mas longe de ser um defeito, é um vinho muito elegante e incrivelmente não-enjoativo, indo na direção contrária ao que se esperaria por conta dos aromas e relativa baixa acidez. Tem o final amarguinho, uma delícia. E o álcool nem se nota, se você se incomoda com o álcool, esse pode ser uma boa opção.

Feito 100% com a casta Loureiro, uma das muitas que só se acham em Portugal, e usada nos vinhos verdes. Seu nome deriva das notas de Louro que costumam se fazer presentes nos vinhos feitos com ela.

A Loureiro, no norte de Portugal

Ainda é conhecida como Loureira e também Galego Dourada, pros lados da Galícia (acima de Portugal, na Espanha).

O último portuga branco que bebi foi o Cartuxa Colheita Branco, e mais uma vez vou repetir: os brancos portugueses são sensacionais, embora os brasileiros prefiram os tintos.

Quem gosta de citações dos pros, este vinho já foi citado por Jancis Robinson (Wine of the week ), Steven Spurrier( Decanter-Best Old World White), Hugh Johnson, entre outros.

Para seus 6 anos, o vinho está muito bom. Os caracteres florais e a elegância conquistaram a Isis no ato! Se você quer agradar a sua namorada/esposa, e ela curte um vinho branco, é aposta certeira. E sinceramente, o preço pago está ótimo pela qualidade apresentada.


Nota -> 4.5 de 5.

Preço -> R$49,00 na Grand Cru.

Site -> Quinta do Ameal.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Degustação Taylor's (Porto)

30 de Agosto de 2013. Último dia útil do mês, lá fomos eu e Isis à degustação de vinhos do Porto da Taylor's, promovida pela Confraria Carioca.

A Confraria Carioca sempre proporciona boas degustações, com tiragostos de primeira e muita simpatia, sempre num ambiente descontraído e aconchegante. Engraçado ver as pessoas passarem no corredor do shopping e se perguntarem "que evento é esse?"

Bem, se elas soubessem, certamente participariam. Tratava-se de uma degustação de vinhos do Porto da Taylor's, onde seriam abertos até os grandes Tawny de 30 e 40 anos.

Fomos recebidos com um drink chamado Portonica, feito com vinho do porto branco e soda, com um raminho de hortelã. Parecia um mojito, mas confesso que era mais refrescante. Eu gostei, Isis não.



A degustação (na verdade uma aula de vinho do porto, ministrada pelo Fernando Seixas, gerente de exportação da Taylor's) mesmo começou com o Porto Taylor's First State Reserve, um Ruby que passa 4 anos em madeira. Bem jovem, taninos muito perceptíveis, um vinho de sensação bem doce, realmente para sobremesa e para harmonizações do tipo. Esse vinho é o início da linha dos Ruby. Achei honesto, Isis não gostou. Achei caro porém.



Aí veio o que pra mim foi o melhor custo x benefício da noite. O LBV (Late Bottled Vintage) 2007. São 6 anos de madeira, num vintage simplesmente pronto. Delicioso, harmônico apesar de estrutura bastante notável na boca. Segundo a Isis, top!


Daí fomos para os Srs. Tawny. O primeiro dos tawny foi o 10 anos. Esse fica em barricas pequenas, algo de ervas ao nariz, com passas, frutas doces ou algo de compota. Bem perto do mel, álcool bem notado.

O 20 veio quase junto com ele, a sensação de mel se intensifica, muito fácil de se beber, a doçura é a mesma e o final é enorme. Incrível como ainda se nota um leve herbáceo. Pra mim o melhor da noite, pra Isis tambem!


Olha a diferença das cores deles na taça (o 10 é o mais avermelhado):


O trintão veio suave, ainda álcool, mas o engraçado foi que dá uma sensação de mais "presença" que o 20.


O último da noite foi o 40 anos, ainda se acha fruta, impressionante como a sensação de madeira se reduziu (?!), menos dulçor, mais álcool, e ainda com acidez.



E aí está o 40:



Foi uma experiência única e todos os vinhos se encontram à venda na Confraria Carioca.

domingo, 1 de setembro de 2013

Cartuxa Colheita Branco 2010 #CBE


E lá vamos nós para o segundo post da Confraria Brasileira de Enoblogs.

O tema desse mês foi proposto pelo Cristiano do Vivendo Vinhos: "Chegou a minha vez de indicar o tema do mês, e como agosto é mês dos pais, e o meu como todo bom gaúcho gosta de chimarrão e churrasco, pegunto aos amigos: Qual vinho do Velho Mundo vc abriria com um bom Churrasco??? Até R$ 150".

Pois bem, eu como não como mais carne vermelha, tive que optar por algo assim mais alternativo.

Depois da devida autorização do Cristiano (rs) quem foi pra grelha foi um belo peixe. E para acompanhar, um clássico alentejano: Cartuxa Colheita Branco.

Este vinho associa a sua qualidade ao nome dos monges Cartuxos, que desde 1587 levam uma vida solitária de oração no Convento de Santa Maria Scala Coeli, em Évora. Foi produzido pela primeira vez em 1986.

Feito com as uvas Arinto e Antão Vaz, é fermentado em cubas de inox e tem estágio de 10 meses sobre borras finas com bâtonnage regular.

Se você quer saber o que é bâtonnage, dê uma passadinha nesse post do MondoVinho.

É um vinho que demora a se abrir, fechadão, de um amarelo bem claro e bonito. Mas depois traz aromas frutados bem suaves, com um fundo doce.

Na boca é que ele se mostra, tem bom corpo, acidez chama a atenção e há uma presença mineral, com o famoso azedinho dos portugas do Alentejo, que fica na boca e mostra que se trata de um belo vinho. Muito boa a persistência.

Mais classudo que o comumente encontrado, eu realmente acho os brancos portugueses muito bons. A Isis adorou.

Deu conta do peixe direitinho, na verdade, roubou a cena.



Nota -> 4 de 5.

Preço -> não lembro mas é mais difícil encontrar o branco que seu irmão tinto; o tinto está em praticamente todos os mercados que têm adega ou algo do tipo aqui no Rio de Janeiro.
No site garrafeira nacional sai a ótimos 7,90 euros. Até quando seremos acharcados?

Site -> Cartuxa.

domingo, 23 de junho de 2013

Ramos Pinto LBV 2005


Post rápido, baseado nas minhas recordações.

Belíssimo Porto, com bastante sedimento visível e ainda com muito vigor. Aromas bastante complexos, desde o frutado doce, calda, tostados, leve queimada na narina. Na boca também repete a queimada, mas tem ótima textura, para ser bebido aos poucos e bem devagar. De preferência em boa companhia ;-)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Rubrica 2009 e Nimbus Cabernet Sauvignon 2007


Mais uma sexta de confraria, e como na maioria das vezes optamos por dois rótulos distintos, no intuito de realmente impor condições não usuais às nossas papilas e narinas.

O primeiro foi o Rubrica 2009, um alentejano clássico. Na taça exibiu um púrpura bonito, nos aromas evocou todo aquele frutado preto combinado a uma madeira de boa qualidade que os bons vinhos do Alentejo costumam exibir, às vezes trazendo à lembrança algo mais passificado.

Fácil de beber, agradou de imediato a todos, e rapidamente se estabilizou, depois trazendo à tona também algo de especiarias bem leve, que se confirmou e se mostrou mais à boca. Bom vinho, saboroso, boa sensação na boca, boa acidez.

É feito pelo Sr. Luis Duarte, já famoso em Portugal e responsável pelos também ótimos Rapariga da Quinta, branco, tinto, escolha e reserva. Há também o Rubrica branco. 19.800 garrafas.


É um corte de 5 uvas, trazendo duas não muito comuns em cortes tradicionais Alentejanos (Syrah e Petit Verdot). Para conhecer bem o que a Syrah do Alentejo é capaz de fazer, sugiro os vinhos com a cepa da Cortes de Cima. Eles foram os pioneiros no plantio e no seu uso comercial em larga escala na região.


Em seguida veio o Nimbus Cabernet Sauvignon 2007. Mais "coroa" que o Rubrica, esse vinho eu definiria como um mutante. Demorou bastante para se definir, mudando a cada momento nos aromas e em boca. Por fim, algo de levemente mentolado e um quê herbáceo, trazendo o DNA do Maipo, território bastante respeitado quando referido à Cabernet Sauvignon, embora tenhamos exemplares bastante festejados também oriundos do Aconcagua e do Colchagua. Na boca também especiarias e um final muito bom lembrando café. Dê tempo a ele!

Ambos ganhariam com uma decantação, é visível a presença de sedimentos, o que só não foi possível por conta da ausência desse no restaurante.

Notas -> Rubrica e Nimbus: 4 de 5.

Preços -> R$99,00 o Rubrica e R$79,00 o Nimbus, ambos na Lidador.

Sites -> Luis Duarte Vinhos (em atualização) e Viña Casablanca.