“No vinho estão a verdade, a vida e a morte. No vinho estão a aurora e o crepúsculo, a juventude e a transitoriedade. No vinho está o movimento pendular do tempo. Nós mesmos somos parte do vinho e da vinha. No vinho espelha-se a vida”. (Roland Betsch)
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domingo, 1 de junho de 2014
Remhoogte Chenin Blanc 2011 #CBE
Como todo mês, dia primeiro é dia de post para a CBE - confraria brasileira de enoblogs.
Para esse mês o tema era: "vinho branco qualquer casta e país com passagem em carvalho", sugerido pelo Victor Beltrami do blog Balaio do Victor.
Esse Remhoogte já estava na alça de mira há bastante tempo, na verdade ele, o Pinotage, o Syrah e um outro blend da mesma casa rs. Tudo o que bebi até hoje de Chenin Blanc e da África do Sul eu gostei bastante.
Bom, a verdade é que eu não fazia idéia que esse vinho passava em barricas, então bebi-o sem ter em mente que esse seria o vinho da CBE. Mas foi só colocá-lo na boca que tive o estalo: caramba, madeira!
O Remhoogte tem um visual muito brilhante e transparente, verdeal. Engraçado que isso vai um pouco contra o comumente observado para brancos que passam em madeira.
Nariz bem interessante, nota-se de leve a madeira, há notas abaunilhadas e amanteigadas, envolvendo fruta madura.
Na boca muito untuoso, mais frutas, o vinho é "crocante" e de sensação doce, com um finalzinho queimado. Você acha que vai enjoar, mas não enjoa, a acidez segura direitinho e o conjunto faz bonito. Esse aqui eu acho que funcionou melhor sozinho do que com comida.
Nota -> 4 de 5.
Preço -> R$66,00 na Grand Cru. Achei bom o custo x benefício, perto do que tenho visto por aí...
Site -> Remhoogte.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Porto Taylor's LBV 2008
Conheci os LBVs da Taylor's na degustação que fui com a Isis na confraria carioca.
Na ocasião bebemos o 2007, que estava muito harmônico. Esse 2008 estava um pouco mais vivo.
Muito bom, alia fruta de qualidade à madeira, com uma concentração interessante, enche a boca. Dulçor persistente, gostoso, chama o álcool e com ele alternam a "liderança". Um belo vinho.
Os LBVs são Portos que ficam de 4 a 6 anos em madeira, compostos por uma seleção de vinhos do porto de excelente qualidade de um único ano. Foi criado em 1970 pelo atual presidente da Taylor's como alternativa ao Porto Vintage, que requer muitos anos em garrafa para se arredondar.
É um vinho que traz uma qualidade bem superior aos Ruby, Tawny e Reserve, sem ter que pagar grandes somas de dinheiro (como fazemos para os tawny envelhecidos e Vintages).
Nota -> 4 de 5.
Preço -> €19 no free shop do aeroporto de Lisboa
Site -> Taylor's
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Matarromera Ribera del Duero Crianza 2010
E a Espanha finalmente retorna à minha taça...
Há tempos que não bebia um bom vinho espanhol. E sinceramente não sei porque fico tanto tempo assim sem provar um.
Até pouco tempo atrás, a Espanha era o país com maior área plantada de vinhedos. Grande parte é de Tempranillo (ou Ull de Lebre, Tinto Fino, Tinta Roriz, Aragonez, etc.), uma cepa com diversas denominações.
Ao nariz: chocolate, ervas, tostado, parecia um cabernet sauvignon varietal dos melhores rs!
Na boca repetiu tudo, seus taninos são macios e "marcam" levemente, há uma certa maciez e o final não é longo, mas o forte dele é o "enquanto na boca".
Este vinho já ganhou 91 pontos da WE, passa 12 meses em barricas e é composto por 100% Tempranillo.
Nota -> 4.5 de 5.
Preço -> R$58,00 a meia garrafa (caro).
Site -> Matarromera.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Jaume Serra Cava Cristalino Brut Método Tradicional
Conheci o Cava Cristalino Jaume Serra numa degustação, a da Santa Ema, por conta de divulgação da importadora antes que iniciássemos a degustação dos chilenos propriamente dita. Estava bem diferente nessa noite.
Cremoso, perlage intenso, bem definido, com duas fileiras paralelas permanentes. Ao nariz aquele leque de frutas brancas, algo de pão/fermento, acidez ótima, um excelente vinho espumante.
Era Brut mas em nenhum momento tornou-se enjoativo (sou um cara dos Nature). Antes mesmo de vir a comida, que por sinal estava ótima, eu e Isis estávamos em êxtase, apenas degustando-o junto à tortilla que acabara de chegar e chegou a acabar em um piscar de olhos.
Ah então a comida não valeu? Claro que sim, uma belíssima Paella, coroada por um crema catalana. Que noite no restaurante Parador Valencia, ao lado do meu amor!
Nota -> 4 de 5.
Preço -> R$ não me lembro mas valeu cada centavo.
Site -> Jaume Serra.
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