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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Brasil: Cattacini Gewurztraminer 2015

Há tempos não escrevo. Resolvi fazer um novo post por conta do prazer que é beber um vinho branco
delicioso nesse calor.

O que me impressiona na Cattacini é a qualidade de seus vinhos, que na minha modesta opinião tem seu ponto alto nos deliciosos e frescos brancos que nos apresenta a cada ano.
Como esse senhor ousa fazer vinhos de uvas quase desconhecidas do grande público, ainda mais vinho branco? Que audácia.
Ainda bem.

Além de um vinho extremamente refrescante, floral, mineral e muito prazeroso de se beber, com ótimo volume e final de boca pedindo mais, ainda por cima é apresentado com rolha e garrafa de primeira qualidade. Um abuso de 1300 garrafas apenas.

Agora que achei um caminho mais curto para comprar essas preciosidades, devo dizer que quando pensar em vinho branco, a Cattacini é a primeira opção disparado.

Voltarei para escrever a respeito do Quíron Chardonnay e do Trebbiano, que estão gelando na minha geladega, aguardando o momento para serem degustados.

E deixo a dica: o Peverella deles vai MUITO bem com comida japonesa.

O termo Clos, é utilizado na França para designar vinhedos cercados por muros, em geral pequenos e de alta qualidade. Foi escolhido para nomear o Gewurztraminer Cattacini, pois as vinhas que fizeram este vinho são cercadas por uma taipa, como é conhecida na região sul do Brasil este tipo de construção. Saúde!


Nota -> 4 de 5.

Preço -> promoção da Cattacini, pacote com 3 garrafas (valeu cada centavo).

Site -> Cattacini Vinhos.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Brasil: Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2008

A safra 2008 brasileira continua mostrando vigor. Ao ser aberto, álcool e taninos ainda muito presentes, contrastando com a cor já bem cansada e o halo começando a ficar transparente.
No início aromas muito fortes de estrebaria e frutas frescas por trás, invertendo a lógica. Depois de um tempo suaviza, harmoniza, o álcool some. 
Na boca balsâmico, um quê de ervas secas, álcool educado, algo de fruta, boa acidez, taninos ainda ali, estruturando, ao final dá quase que para dar uma mastigada. Está ótimo mas acredito que ainda aguente mais um pouquinho. Delicioso, para ser apreciado devagar.

Este vinho recebeu 93 pontos da Decanter Magazine; a MW Jancis Robinson é fã declarada da vinícola. E eu também! Basta ler um dos posts abaixo sobre os deliciosos vinhos da linha grande vindima da grande safra 2005: Tannat, Cabernet Sauvignon, Quorum, e Merlot

This is a very interesting and delicious brazilian Merlot. This harvest is known as a very good one, but it has been proven to be better than expected in terms of longevity. 
Besides its aged color, alcohol showed itself, warming the nose. Stall and new leather, fruits behind inverting logics. After some time alcohol finds his way inside the wine. Balsamic, dried herbs, some hidden fruits and still firm tannins. In the end you can almost chew it. Delicious, to be slowly appreciated.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$99,00 em promoção na Vinum Day. Devia ter comprado mais...

Site -> Lidio Carraro.

sábado, 5 de novembro de 2016

Brasil: Aracuri Chardonnay 2013 #CBE

Para o post do mês de novembro da CBE, nossa querida confraria brasileira de enoblogs, a mais antiga em atividade, o tema foi proposto pela Fabiana do escrivinhos: garimpar um vinho legal até R$40,00.

Bom, como costumo não deixar passar oportunidades desse tipo, tinha aqui uma bela carta na manga: este Aracuri Chardonnay que me custou R$39,90, no limite do valor estipulado!

De um amarelo forte, aromas cítricos com traços doces, este vinho tem 10% de sua composição passando em barricas, o que agregou essas nuances doces tanto no nariz quanto na boca sem alterar suas características de frutas brancas e cítricas. Interessante, precisou de um tempinho pra se mostrar. A acidez é muito boa, faz salivar. Funciona bem sozinho também.

A Aracuri tem apresentado excelentes vinhos, tranquilos e espumantes, e se localiza em Campos de Cima da Serra, uma região bem fria que fica mais ou menos no meio do caminho entre São Joaquim e Bento Gonçalves, forçando uma barra no mapa :-)

Very interesting brazilian chardonnay from its colder region. Only 10% in barrels gave it sweet/lacteous hints in nose, followed by citric/tropical fruit. In mouth less milky, still fruits and vanilla too, good acidity makes you salivate. Takes some time to show itself.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$39,90 (promoção).

Site -> Aracuri.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Brasil: Dom de Minas Syrah 2013 #CBE

Todo dia primeiro é dia de escrever sobre um tema escolhido por um colega confrade da Confraria Brasileira de Enoblogs, a mais antiga confraria virtual do Brasil, que está no ar desde fevereiro de 2007.

Para o mês de Setembro a escolha foi do confrade Evandro Vanti (Vinhos que Provo), fazer a indicação: "um Syrah / Shiraz do novo mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja dessa uva".

Meu escolhido foi o Dom de Minas Syrah, uma uva que tem participado das novas experiências pelo Brasil afora (Minas, Goiás, interior de São Paulo) e que tem respondido à altura da dedicação do pessoal focado em expandir as fronteiras vitivinícolas brasileiras. 

É leve, vermelho sangue com halo transparente. Frutas vermelhas (cassis, cereja), algo mais doce que não consegui divisar. Na boca voltam as frutas, traços de especiarias, textura de sangue, taninos já caminhando para algo bem aveludado, final seca bem a boca, com novamente um traço meio adocicado. Leve acidez. Quando esquenta o álcool incomoda um pouco.

Já conhecia o ótimo Sauvignon Blanc deles. Agora viso o Cabernet Franc.

This is for the Enobloggers fraternity, as told before on another post. This is a Syrah from a new wine region here in Brazil, where the winemakers had inverted the grapevine cycle, by pruning it. Ruby red, evolved wine appearance but fruity on the nose, something sweet too. In mouth the fruits come back (cassis, cherry), spices, blood texture and almost silky tannins. Very dry in the end, something sweet come forth again. Light acidity. They have a beautiful Sauvignon Blanc and I am really interested in their Cabernet Franc.


Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> cerca de R$ 50.

Site -> Dom de Minas.

domingo, 14 de agosto de 2016

Brasil: Speciale Chardonnay 2014


Tenho experimentado chardonnays brasileiros bem feitos e distintos, e esse é mais um deles.


Esse é mais um que foi derrubado na despedida do Freitas (ver posts abaixo até o Periquita Reserva 2005).

Com passagem em barricas, esse chardonnay tinha cor bem amarela, com notas ao nariz de muitas francas brancas, e também de carambola, o que me levou de volta à Região dos Lagos na infância. Em boca traz também um damasco razoavelmente notável. No início de tudo ele se apresentou bem cítrico em nariz e boca mas depois se abriu e realmente se mostrou por completo.

Tem um quê untuoso e o toque de baunilha é perceptível. Passou 6 meses em barricas de carvalho. A meu ver bem encaixada, dando um corpo maior a ele.

Bem interessante e um pouco diferente dos demais brasileiros, especialmente pelas notas de damasco e carambola (é sério). Valeu a pena e gostaria de experimentá-lo novamente.

This is an interesting oaked brazilian chardonnay, it brings along with the white fruits notes, hints of carambola (star fruit), very well noticed because I had complete contact with it in my childhood. In mouth it brings the white fruits adding apricot to the set, vanilla and acidity working together on the unctuous body. Nice, I really want to taste it again.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$59,90.

Site -> LPG Wines.

Brasil: Casa Valduga Leopoldina Chardonnay 2015

Taí um bom chardonnay brasileiro. Bem claro, amarelo verdeal, límpido, nariz de maçã, pêra, talvez abacaxi que na boca se mostra bem claro. Acidez média, leve untuosidade. Final agradável, limpo, termina bem. Um bom vinho para se acompanhar um bom almoço.

Nice brazilian chardonnay. Clean, green notes on a yellow basis, apples and pears. In mouth pineapple, medium acidity and light greasiness. In the end it is clean, well balanced. A very good wine to pair with food.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$49,90 no Hortifrutti.

Site -> Casa Valduga.



sábado, 13 de agosto de 2016

Brasil: Casa Valduga RSV Brut Rosé 2013 #CBE

Todo dia primeiro é dia de escrever sobre um tema escolhido por um colega confrade da Confraria Brasileira de Enoblogs,

A Confraria Brasileira de Enoblogs é a mais antiga confraria virtual do Brasil, está no ar desde fevereiro de 2007.

Para o mês de Agosto (esse post está atrasado), a escolha foi do confrade Marcello Galvão, que escolheu assim: "Pensei bastante no tema, e vou aproveitar que a temperatura subiu bastante aqui no Rio de Janeiro, pra sugerir uma bebida que muito me agrada. Espumante Brut Rosé do novo mundo elaborado pelo método tradicional. Sem faixa de preço."

Escolhi o Casa Valduga Blush, um rosé feito pelo método tradicional, 50% de Pinot Noir e Chardonnay. Bem límpido, de cor rosa pálido, nariz de frutas secas, notas que lembram pão e leve amateigado, perceptível também no paladar. Leve acidez, seca a boca carinhosamente. Perlage fino e discreto, mas persistente. Cremosidade gostosa, um espumante delicado, aprovado, recomendado e que eu ainda não havia provado.

Se você acha que só champagne presta, recomento começar a mudar seus conceitos, pois o espumante nacional é bom já há bastante tempo, e vem melhorando consistentemente.

I am a participant of a virtual fraternity of enobloggers, and once a month we write about a wine based on one component's choice.

This is a half Pinot Noir half Chardonnay brazilian brut rosé sparkling wine, very clean and pale pink in glass. The nose brings dried fruits, bread and butter. The mouth repeats everything increasing the butter feeling, drying your mouth with gentle acidity. Delicate, fresh, well-done and approved by this blogger and his wife!

If you, my foreign reader, find one of this in your preferred supermarket, give it a try and come here to tell me about it, it is very consistent in quality.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$59,90 no Hortifrutti.

Site -> Casa Valduga.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Brasil: Cave Pericó Brut Rosé


Comprei esse espumante no intuito de atender ao post da CBE, mas infelizmente o vendedor se
enganou ao me oferecer este como champenoise.

É um espumante feito pelo método charmat, com 70% Cabernet Sauvignon e 30% Merlot, de cor rosa bem forte e aromas de pão doce e cítricos (notadamente laranja).

Na boca tem uma interessante cremosidade, acidez razoável, repete a laranja e finaliza - a meu ver - um pouco doce. Mas vale repetir que sou fã dos Nature, então os Brut para mim muitas vezes serão um pouco doces.

Confesso que criei expectativa para esse espumante; é bom e interessante, mas feito com Cabernet Sauvignon gostei mais do Kanpai.

Nice brazilian charmat method sparkling wine, almost orange in color, nose and mouth! Sweet bread in nose and creamy in mouth, interesting and different, made from 70% Cabernet Sauvignon and 30% Merlot grapes. This comes from a different region from the one most known outside Brazil, it is called Serra Catarinense and in fact is the other side from the Serra Gaúcha (the one that is most known) hills, located in the city called São Joaquim, 1300 masl.

This winery, Pericó, in 2009 made a icewine, the first one in Brazil, putting it together to the icewine producing countries: Canada, Germany, Italia (north) and Austria.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$75,00.

Site -> Cave Pericó.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Brasil: Don Guerino Malbec Rosé Brut

Mais um charmat que agradou.

Esse foi dica do Cesar, da Mondovino. Rosa suave, aromas delicados, flores e frutas vermelhas, mas tem uma ou outra que não se encontra em qualquer lugar; acidez legal e leve dulçor, interessante.

Bem 'cremoso' na boca, o perlage achei fraco, mas se você não liga tanto pra isso, não impacta. A espuma porém é bem persistente.

Brazilian Malbec Brut Rosé Charmat method sparkling wine, light pink, flowers and maybe guava on the nose. Aicidty ok and some sweetness spotted. Creamy and low perlage (?!?), hard foaming.

Nota -> 3.5 de 5.

R$49 na Mondovino.

Site -> Don Guerino.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Brasil: Clos Cattacini Trebbiano Romagnolo 2014

Excelente esse vinho do Cattacini. Único vinho brasileiro feito com a casta.

Madeira bem colocada, acidez gostosa, álcool integrado, untuosidade, aromas adocidados, frutados, algo como pêssego, e talvez traços florais. Se eu soubesse que era bom assim, teria comprado mais dele.

Recomendo fortemente para quem gosta de brancos, e para quem gosta de brancos 'barricados'. 

Desenvolvido em conjunto com a Luiz Argenta, o site traz bastante informação.

Amazing Brazilian Trebbiano wine, first one in modern Brazilian wine industry. Unctuous, very well placed wood, good acidity in a fruit and flower nose, peach in the mouth. If you like the whites through wood, this one is a nice try.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$59,90 na Vinum Day.

Site -> Cattacini.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Vinhos da IG Monte Belo já são realidade

Mais uma nova IG do Brasil, também no Rio Grande do Sul: Monte Belo.

Anteriormente toda a produção era vendida para elaboração de vinhos de qualidade na Serra Gaúcha, agora o conselho regulador da IG cuida da elaboração com respeito aos seus padrões de qualidade.

Quem conhece diz que as uvas são de altíssima qualidade.

Fonte: Revista Vinícola.


domingo, 10 de julho de 2016

Brasil: Hermann Bossa N1 Brut

Digo e repito: bons momentos, boas lembranças e datas comemorativas podem alterar seu julgamento acerca de um vinho. Mas ainda assim você percebe quando algo é bom e de alguma forma, diferente do status quo.

Esse espumante da Hermann, definitivamente foi o primeiro feito pelo método Charmat que me surpreendeu. Geralmente tendo a achá-los doces e enjoativos. Mas não esse!

Muitas pequenas bolhas, aromas deliciosos de frutas cítricas, algo floral e de fermento mas na boca é que dá o seu show de maçã verde e deliciosa cremosidade. Muito agradável e bem feito. Parabéns à Hermann, vou procurar seus tintos agora!

For me it was always hard to find a Charmat method sparkling wine that really amused me. This one has ended the search for the first time. Small abundant bubbles, citrics and flowers on the nose, yeast too. In the mouth it is creamy and gives your tongue the taste of green apples. Very nice and well made. Congratulations Hermann guys!

Nota -> 4 de 5.

Preço -> ??? Tem no site da Decanter.

Site -> Vinícola Hermann.

sábado, 9 de julho de 2016

Brasil: Decima Gran Reserva 2008, um espetáculo

Mais um belo vinho da safra 2008 do Brasil. Seus aromas são extremamente amplos, trazendo tabaco, mel, figo, baunilha bem presente (36 meses de barricas!). Algo passificado notável, os traços de frutas vermelhas aparecem também. Uma coisa bem bonita e que provoca um sorriso.

Interessante que sua cor engana, assemelha-se mais a vinhos jovens, embora seus 8 anos e seu halo quase transparente neguem essa impressão.

Em boca os taninos estão bem educados, a madeira evidente sem incomodar, o álcool amacia com um calorzinho gostoso e você percebe um delicioso 'salgadinho' no fim. Muito, muito bom.

One more excellent 2008 harvest brazilian wine, complex nose bringing tobacco, honey (indeed!), fig, something raisin-like. Vanilla and hidden red fruit came forth.

His color try to fool you but his almost transparent halo tells the truth. Amazing 36-month-in-barrels wine, blend of Cabernet Franc and Sauvignon, Tannat, Merlot and Petit Verdot. I should definitely buy this one again.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$52,90 na Vinum Day.

Site -> Decima.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Brasil: Don Abel Tannat Reserva 2008

Nas tabelas de pontuações de safras nos países, a 2008 é a que, depois da 2005, tem a melhor nota, para o caso do Brasil.

Da Don Abel bebi o ótimo Rota 324 Cabernet Sauvignon 2005 . E agora esse.

Juntando esses dois fatos, o resultado foi muito bom, mas não esperava tão bom. Surpreendeu.

Cor já denotando evolução, halo fino já transparente, aromas de ervas secas, especiarias, frutas vermelhas e o álcool ainda aparece. A boca é incialmente quente, mas depois de um tempo as coisas se ajeitam um pouco com o álcool aparecendo bem menos, e o nariz se repete. Ainda potente, não esperava essa potência com os seus oito anos de idade. O "fundo de taça" trouxe uma ameixa (???) bem nítida.

The 2008 harvest here in Brazil was something quite nice. So I did not doubt on asking the waiter to bring me this Tannat Reserve, from a nice winery that once brought me one of the most beautiful Cabernet Sauvignons I have tasted from Brazil.

The color was that from an aged wine, dried spices and red fruit with a little bit of alcohol warming the nose. After some time in glass things get a little more harmonic, and the mouth brings the same brought in nose. Still powerful after eight years, amazing!

Nota -> 4 de 5.

Preço -> cerca de R$90, mas no site da vinícola, que tem loja virtual, não tem mais esse vinho.

Site -> Don Abel.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Brasil: Cave Amadeu Rosé Brut [English below]

A Cave Geisse é conhecida por seus belíssimos espumantes, sendo o Sr. Mario Geisse reconhecido como uma das maiores autoridades no quesito.

Até hoje, todas as suas borbulhas trouxeram bastante qualidade, sabor e felicidade a esse que vos fala.

Com esse Cave Amadeu não foi diferente. É a linha de entrada da vinícola, e ainda assim dá show em muita coisa "maior" por aí.

Aromas delicados, cremoso, floral, final levemente doce (ainda mais pra mim que sou um amante dos nature), definitivamente em termos de espumante é um best-buy.

Mr Mario Geisse is one of the most capable winemaker in terms of sparkling wines, here in Brazil, and had produced even in Champagne, along with local producers.

This Rosé is definitely a best-buy, delivers flowers, is creamy and nicely crispy, although for me a little oversweet in the end (I am a nature guy).

Nota (points) -> 3 de 5.

Preço -> R$39,90 (US$11)

Site -> Cave Geisse.

Brasil: Torii Sauvignon Blanc 2014 [English below]

O que esperar de um Sauvignon Blanc nacional plantado a 1.427m de altitude?

A safra 2010 comentei aqui. Desde então mudou bastante.

O vinho adquiriu características mais minerais, menos corpo. Na taça, verdeal. Ao nariz, bem mineral, em alguns momentos pude trazer à memória alguns Sancerre, com as frutas brancas doces mescladas à pedra de isqueiro, um aroma delicioso de se sentir. Pouco herbáceo.

Não, não estou viajando. É um belo vinho - de novo. Não tenho a menor idéia de como é o solo em São Joaquim a essa altitude declarada por eles, mas deve ter a ver.

Um belo vinho branco nacional, recomendo imensamente a compra. Esse definitivamente é um porto seguro da Sauvignon Blanc nacional.

Definitivamente preciso visitar São Joaquim.

Very interesting brazilian Sauvignon Blanc, light green in glass, very mineral, those hints surrounding the delicate sweet white fruit. Low in herbaceous, seriously reminded me some Sancerre I had when visiting this beautiful city and also Pouilly-sur-Loire. 

The wine and the visit are recommended. And I definitely need to visit the wineries located at São Joaquim, in Santa Catarina state, southern Brazil.

Nota (points) -> 4 de 5.

Preço -> R$ 49,9 (US$14)

Site -> Hiragami.


sexta-feira, 1 de abril de 2016

Brasil: Don Laurindo Gran Reserva 2005 #CBE [English below]

Dia primeiro, e como todo dia primeiro, é dia de CBE, nossa amada confraria virtual dos enoblogueiros brasileiros.

O tema desse mês foi proposto pelo confrade Gustavo Kauffman do blog enoleigos: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais".

É um tema relativamente desafiador para você que não costuma guardar os vinhos na adega, pelo menos no Rio de Janeiro é difícil encontrar um vinho com mais de 5 anos nas lojas ditas especializadas, quem dirá com 10 ou mais!!!

Possuo outras opções que se encaixam no tema, mas estava curioso com esse presente que ganhei de um amigo que recentemente visitou a Don Laurindo (coisa que ainda não fiz, infelizmente), e de quebra ainda me rendeu um autógrafo do Ademir Brandelli, filho de Laurindo Brandelli, o famoso Don Laurindo.

Confesso que estava um pouco apreensivo por conta dos 11 anos de idade dessa que é considerada por muitos a melhor safra (diria que a melhor que foi, vamos dizer, medida) do Brasil. Reza a lenda que a de 1999 foi excelente, porém mal aproveitada.

Mas enfim, o rótulo manteve a escrita da Don Laurindo nesse blog: tudo deles que foi bebido até hoje é muito bom!

Este é um corte inusitado: 80% Tannat e 20% Ancellota. A Tannat é uma paixão pessoal, a Ancellota me agradou no pouco que dela bebi. Suspeito sou, então.

Começou fechadão, ao ser vertido na taça demonstrou ser um caldo denso, no nariz o álcool apareceu.

Bonita cor!

Uma fruta fresca surgiu logo depois, mas cedeu rapidamente espaço para os tons ditos 'animais', a famosa estrebaria que meu amigo confrade Peter afirma gostar bastante. Já bebi muitos Tannat que apresentaram essas nuances, mas sem exageros, sempre bem balanceadas com as frutas.

Na boca uma textura deliciosa, menos densa do que denunciou o líquido ao ser espalhado na taça, algo assim como a sensação daquela carne entre mal passada e ao ponto. Não falta acidez ao conjunto e tudo está bem harmônico mesmo após todo esse tempo, com os taninos bem redondinhos e enriquecendo a experiência, confirmando que a safra e a Don Laurindo trabalharam muito bem!

Foram 1.780 garrafas e essa é a de número 1.650. Gosto desse direcionamento da Don Laurindo de fazer pequenas séries especiais, bem cuidadas.

Se vale a pena comprar esse vinho para guardar? Eu sinceramente compraria para degustar novamente nesse inverno que se aproxima, pra mim está no ponto!


2005 is considered to be the best harvest for the modern brazilian wine until now. This bottle comes to confirm that indeed is something quite amazing.

I was a little worried about this bottle's conditions after these 11 years, but fortunately it was perfect.

Unnusual blend of 80% Tannat and the rest from Ancellota, the grapes themselves not from the mainstream wine varietals, the color was beautiful and the nose started fresh fruity and a little warm, rapidly turning into something close to a barn, Tannat most of the times brings us with this kind of hint.
It appeared to be one more dense south american wine, but incredibly in mouth what we saw in the glass did not confirm itself. Nice texture, nice taste, I would definitely buy a whole box. If you have never tasted a brazilian wine before, this one is a good start, but hurry since only 1.780 had been produced.

Don Laurindo is a small winery in southern Brazil, valuing high quality, character, sympathy and local tradition.


Nota (grade) -> 4.5 de 5.

Preço (Price) -> Presente. No site a garrafa custa R$120,00 e a meia, R$60,00. (This was a gift but on site it is US$30,00 a bottle)

Site -> Don Laurindo.


sexta-feira, 27 de março de 2015

Brasil: Don Laurindo Reserva Estilo 2009

A vinícola Don Laurindo, localizada no vale dos vinhedos, em Bento Gonçalves, nunca me apresentou algo ruim. Seus vinhos caminham numa trilha um pouco diferente dos vinhos ditos "internacionais", mas isso não significa que sejam vinhos estranhos, hippies ou esquisitos.

São vinhos com uma pegada diferente.

Recentemente o Sr. Laurindo Brandelli veio a falecer, o que não tira os brilhos dos vinhos que levam seu nome, visto que seu filho Ademir toca a vinícola há um bom tempo.

De cor púrpura com halo já caminhando para um vermelho mais "cansado", este abriu-se em frutas vermelhas frescas, bem frescas. Surgiu aquele aroma associado à violetas (eu diria que é um floral mesmo) comumente em vinhos feitos com Malbec. Até umas notas que me lembraram remédio (sério, daqueles que você tomava quando criança), que algumas vezes encontrei em tempranillos, principalmente argentinos (que não são muitos). Depois de um tempo me veio algo como um "suadinho", algo como um couro. Realmente depois de um tempo ele se assemelhou a alguns vinhos feitos com Tannat que pude experimentar ao longo do tempo.

Não à toa, esse blend é composto de Malbec, Tannat e Ancellota. Porcentagens não declaradas.

Na boca é igualmente fresco, rápido, boa acidez, álcool bem escondidinho, taninos presentes mas bem redondinhos. Um vinho de churrasco eu diria. Na boca é essencialmente um Tannat depois de um tempo, me lembrou outros tannats que já bebi.

Eu gostei e me lembrou um pouco do estilo do Gran Lovara que bebi há um tempo atrás.

São 5.950 garrafas e esta é a de número 4.994. Não é lá uma série especial, mas também não é produção em série.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$ 45,90.

Site -> Don Laurindo.



In English:

Located in Brazil's south region, Don Laurindo winery never presented me anything less than very good. Their wines follow a path quite different from the "international" wine-style spreaded today. They follow a "classic" style, a fresh and rich nose style without letting the fruit disappear.

The founder, Mr. Laurindo Brandelli, died recently, but the quality of his family wines are assured since his son, Mr. Ademir Brandelli has been in charge of the wines for a good time.

It is a brown to ruby hued purple wine, with clear notes of very fresh fruit and something like leather. Some violets or flower-like aromas appeared, denouncing the Malbec. It is a Malbec, Tannat and Ancellota blend.

In mouth I really think the Tannat takes control. It is very fresh, the alcohol is well hidden, the tannins are there but very well tamed. It is fast, clearly a wine to harmonize with meat.

I really liked it, it remembered me of another good brazilian blend that I drank, Gran Lovara. It is a different blend but the style is almost the same. Sorry, the lovara post is not in english yet at this date.

5.950 bottles and mine was 4.994. Not a special edition but neither a broadcasting wine.

Grade -> 4 out of 5.

Price -> R$45,90. Today, something like US$15.

Site -> Don Laurindo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Não basta beber e gostar: tem que levar o vinho brasileiro pro exterior! (It is not enough to drink and to like: you gotta take it to another level!)

Em viagem à California [ainda devo os postos :-(  ], tive a oportunidade de conhecer o Scott e a Sandra. Scott é, como eu, enoblogueiro e conheci seu blog através de uma referência a ele feita pela Pisano em sua página no facebook, pois o Scott bebeu sua primeira garrafa de Tannat e gostou bastante.

Como sou fã dessa uva também, li o post, comentei sobre os tannats brasileiros e desde então estamos sempre nos falando. Ele manifestou o interesse de provar algum vinho brasileiro, mas que simplesmente não acha nos EUA, então resolvi levar uma garrafa para ele. (Alô galera da wines of brazil...)

Leia o post dele aqui.

In English:

When traveling through the USA, spent some days in California (sorry the posts are not ready yet, shame on me) and had the opportunity to met Scott and Sandra.

Scott, as I am, is a wineblogger. I knew his great blog after Pisano Wines, an uruguaian excellent producer, made a reference on Facebook (I follow the winery there) about his post.

It was a post on a great Tannat wine they make, and as I am a Tannat fan too, I commented on the post.

And we never stopped talking about wines, specially the americans and south american ones, gaps that we have (me, the american ones of course ;-) ).

When he revealed his interest on tasting some good brazilian wine, and that he just CANNOT FIND THEM!!! I decided to take him a bottle, what I really did. And now his post is here.


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Quinta da Neve Chardonnay 2012

Vinho bebido em restaurante, num jantar com minha querida Isis.

Infelizmente pagamos muito mais do que na Decanter (eles estão em vários restaurantes!), que já não é uma importadora barata. E infelizmente também não tirei foto. Então vai a foto comercial...

Mas isso de lado, é um ótimo Chardonnay, madeira de leve sem queimar a acidez, as frutas estão lá e além de untuoso (jargão terrível mas incrivelmente cabível) a persistência do vinho é ótima, e a boca fica salivando.

Casou bem com um risoto. Gostamos bastante, Isis mais do que eu (ela adora os Chards).

Eu gosto do Sauvignon Blanc deles. Aliás, eu gosto de Sauvignon Blanc, e gosto dos Sauvignon Blanc de Santa Catarina (São Joaquim e Vale do Contestado -> Suzin, Hiragami, Quinta da Neve, Vila Francioni, Villagio Grando).

Outros blogs que provaram-no: Enodeco, Jeriel.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$75,00 (ui) mas na Decanter custa R$50,35 (sem o frete). Nessa loja tem também.

Site -> ???