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domingo, 20 de agosto de 2017

Argentina: El Enemigo Malbec 2014

Falar de Malbec é fácil. Beber Malbec é fácil. Encontrar um Malbec diferente que ao mesmo tempo traz as maravilhosas características dessa deliciosa uva, e entusiasmar-se novamente com ela, não é tão fácil. Mas aconteceu com esse vinho.
Delicioso, está perfeito, prontíssimo a meu ver. Todas as maravilhosas características da Malbec, as frutas maduras, as violetas, a textura, aliadas a um frescor ótimo, um fim de boca que te faz pedir mais. Leva cerca de 15% de Cabernet Franc, que certamente deram uma pitada especial a esse vinho.
O melhor Malbec que bebi sem dúvida, e um dos melhores vinhos do ano.

Forget about standard Malbecs and eternal reocurrence of the same style. This one is quite different. Another great wine from Alejandro Vigil, this one brings everything we love in Malbecs, allied to a 15% Cabernet Franc. The result is something you just cannot stop drinking. The texture, the tannins, the nose, freshness, juicy without being boring. If you love Malbec, you HAVE to taste it. 

Scores: 90 WE; 91 ST; 92 RP; 94 TA.

Nota -> 4.5 de 5.      Preço -> cerca de R$140,00.      Site -> El Enemigo Wines.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Argentina: El Enemigo Cabernet Franc 2014

Sim, sou amante da Cabernet Franc, sim gostei do El Enemigo Cabernet Franc 2011, e sim resolvi voltar!

Abri-o achando que ainda deveria dormir um pouco mais porém, ainda que certo disso, o vinho estava delicioso. Escuro, os tons violetas dominam. Cerejas, cassis e outras frutas vermelhas aparecem junto a especiarias, notadamente pimenta preta, sendo notados cedro e baunilha, isso tudo no conjunto nariz+boca. Algo de menta ou eucalipto de vez em quando. Geralmente apresenta um corte leve de Malbec no conjunto, mas acho que esse é 100% Cabernet Franc.

Tentei apreciá-lo devagar mas a garrafa desapareceu, achei até que estava vazando mas não foi o caso. Uma maravilha. 96 pontos dados pelo Tim Atkin MW, 91 RP e James Suckling e 90 na WE (acho o pessoal da WE muito preconceituoso com os vinhos do cone sul).

Na Mistral é a safra da vez, se for comprar recomendo ao menos duas, uma para apreciar agora e outra para guardar por mais uns dois anos pelo menos.

This excellent Cabernet Franc from the rock and roll wine wizard Alejandro Vigil, the winemaker of Catena Zapata and probably the major responsible for the recent all-eyes-on Gualtallary area in Mendoza. Great ageing potential but ready to enjoy, pushing cassis and sweet spices right into your nose and palate, together with ceddar, vanilla, currants and black pepper with hints of eucalyptus in mouth. Amazing. Tim atkin gave it 96 points, 91 Wine Advocate and James Suckling and the Wine Enthusiast (I am not a Enthusiast of them) 90 points.


Nota -> 4,5 de 5.

Preço -> cerca de R$130,00.

Site -> El Enemigo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Argentina: Bressia Monteagrelo Cabernet Franc 2013

A história desse vinho começa com o erro da Vinum Day ao me enviar a safra 2013 ao invés da 2011,
a qual havia sido anunciada.

Bom, como fui informado que a 2011 não havia mais garrafas disponíveis, sendo algumas garrafas da 2013 enviadas na mesma remessa, só me restava degustá-lo...

Conheci os vinhos da Bressia com o ótimo Profundo, um vinhaço. A linha Monteagrelo é a linha de varietais da Bressia.

Um belo vinho, a fruta vem com força mas não é exagerada, traz também traços de pimentão e algo como grafite, aliado a uma boa mineralidade. É firme, carnudo, boa acidez mas ainda assim mostra características de uma linha mais francesa. Um belo vinho.

A very nice argentinian cabernet franc, brings together mendoza and france characteristics, fruits, pepery aromas, graphite, nice texture, good presence, acidity, some minerality. But still keeps a french leg. Try it.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$139,00.

Site -> Bodega Bressia.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Argentina: El Enemigo Cabernet Franc 2011 #CBE

Este post é para saldar a dívida do tema de primeiro de junho desse ano para a CBE - a famosa, maior e primeira confraria enoblogueira virtual do brasil (quiçá do mundo? Rs). O tema era: "vinho de corte, com 50% ou mais de cabernet franc"...

Procurei esse vinho por um tempo, foi difícil achá-lo na Mistral, que é quem importa com acredito eu certa exclusividade. Eis que consegui e guardei-o por um tempo.


Hoje foi o dia de degustá-lo. É um corte com 8% de Malbec, ambas de Gualtallary e ambas acima dos 1400m de altitude.

Foge do púrpura, algo próximo do rubi. Aromas frutados ao abrir, com mirtilo e amora. Depois de um tempo, ameixa e os leve herbáceos/pimenta da maravilhosa Cabernet Franc aparecem.
A boca traz mais frutas e muito frescor, combinado a uma suculência e taninos granulados, um veludão. Mas não se engane, em nada traz excesso de baunilha ou algo do tipo, muito pelo contrário: ela só aparece no fundo de taça e muito educadamente. Aí está a grande surpresa desse vinho, que aliás superou minhas expectativas. O final ainda traz um leve mineral, e é longo... Pra mim está no tempo certo de ser bebido!

A Cabernet Franc está em voga na Argentina, o que pra mim é uma sensação visto que adoro vinhos feitos com ela. Por aqui no Brasil ela já teve um legar de mais destaque, pra quem quiser saber um pouco mais sobre a Cabernet Franc no Brasil, ótima matéria da Adega.

Pontuações alcançadas por esse vinho: 93 JS, 92 RP, 91 WE, 91 WS, 91 ST.

For my readers that read my notes in english, I will literally let you with James Suckling's notes, that summarizes almost everything I found about this wine: "a perfumed and beautiful wine with blueberry, plum and nuts. Full body, silky tannins and a minerally finish. A wine that shows the potential of the Cabernet Franc. Think Chinon here." 
I prefer this one. 


Nota -> 4.5 de 5.

Preço -> R$  (indisponível no site da Mistral).


domingo, 20 de novembro de 2016

Argentina: Miras Joven Trousseau Nouveau 2015

Às vezes a gente se depara com um vinho que faz a gente rever conceitos. Um vinho que surpreende.

Esse é o caso desse vinho, bebido em 02 de setembro deste ano (um mês incrivelmente atípico no Rio de Janeiro, com temperaturas bem amenas, que vai deixar saudade).

O senhor Marcelo Miras é o responsável pelos vinhos da Bodega del Fin del Mundo, na Patagônia, que me surpreenderam bastante no passado com sua linha reserva e sua linha superior, principalmente por conta de seus varietais, que diferiram bastante de tudo o que eu já havia provado até então vindo da Argentina, e me agradaram muito. Principalmente o Cabernet Sauvignon, na ocasião.


Este vinho, pouco concentrado, traz aromas belos de groselha e mirtilos, e também terra. Muito frescor, parece que vai ser rápido na boca por conta do exame visual, mas não é. Mais frutinhas, algo mineral e um quê rústico, taninos inesperados e que lhe aportam uma ótima estrutura. Ao final traz uma sensação levemente adocicada e persiste, te faz salivar. Saborosíssimo.


Esta uva, Trousseau, francesa, aparentada da Pinot Noir. Considerada ainda mais difícil de ser cultivada que a famosa da Borgonha por ser mais exigente. Muito utilizada na região de Jura, perto da fronteira com a Suíça. Em Portugal é chamada Bastardo (por que será rs).


Me fez lembrar o Domaine Marey La Justice que bebi em 2014. Parabéns ao Marcelo Miras por ter feito algo tão interessante, se assemelhando a vinhos mais caros e apreciados no mundo, por preços mais acessíveis. Esse é o tipo de cara que dá orgulho admirar.


Pra comprar uma dúzia (se ainda tiver por aí).


This is the kind of wine that remembers you why - oh why - you started drinking wines. Absolutely unexpected, feels like a good Pinot Noir from Burgundy, with its rustic aromas and tannins but yet fruitforward, fresh and pleasant. A must talking about Argentinian wines.

If you find this one in the USA or UK, or even somewhere else, do not hesitate - buy at least two bottles, if you are a Burgundy fan. And one bottle if you are not, since this is a very nice piece of work.



Nota -> 4.5 de 5.


Preço -> R$ 89,90.


Site -> Bodegas Miras.

sábado, 22 de outubro de 2016

Argentina: Crios Torrontes 2015

Esse vinho representa o início de uma nova fase em minha vida. Me foi apresentado pela minha noiva, ainda que eu já o tivesse visto, embora não provado.

Esse vinho apresenta qualidade infalível e pra mim é o padrão para a Torrontés. A Sra. Balbo trabalha-a muito bem, e nessa versão ele está mais mineral e menos floral, embora elas ainda estejam lá, e é o que chama a atenção nessa casta. O Torrontés é um vinho delicado e saboroso, e conquista os paladares mais requintados e mais novatos no mundo do vinho.

Este blog experimentou diversos Torrontés mas sempre volta ao Crios, é como que um porto seguro. Não decepciona.

This is the standard Torrontés in my opinion. Very well made and evolve harvest after harvest. Congratulations to Mrs. Balbo and his amazing job. It is now less floral but did not lose its character.
You should prove it, if you do not know this grape, and find out what it has to present. I have been drinking lots of Torrontés and I am always coming back to this one, due to its quality.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> por volta de R$60,00.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Argentina (ou Chile?): Punto Final Sauvignon Blanc 2015

A Bodega Renacer fica localizada em Mendoza, mas esse vinho foi produzido no vale de Casablanca,
pra mim e pra muitos mais o melhor lugar do Chile na atualidade para uvas brancas, especialmente a Sauvignon Blanc, e provavelmente os melhores Pinot Noirs do Chile e da America do Sul.

A meu ver uma ótima opção de Sauvignon Blanc, pois traz toda aquela bagagem herbácea e mineral associada a algo mais maduro e frutado, tanto em nariz quanto em boca, que é completada por um ótimo frescor, e por um preço razoável.

Arruda, grama cortada, cítricos comuns e não tão comuns (lima/limão, pomelo/toranja, etc...), talvez pêssego. Na boca traz ainda a lembrança de aspargos e abacaxi, tendendo pro azedo. Boa mineralidade e acidez, certa untuosidade; ótima pedida. Ponto final.

This argentinian mind and chilean heart wine has Mr Antonini as a consultant. For its price is superb, since it brings that herbaceous and mineral background that a good Sauvignon Blanc can offer, allied to a citric fruit character. In mouth adds asparagus and greasiness. Not a Chardonnay style and if you can't stand rue or grass hints, this is not your wine. If you just love these, run for it!


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$48,90 na Vinum Day.

Site -> Bodega Renacer.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Argentina: Cassone Malbec-Malbec 2014

Um vinho escolhido no restaurante para acompanhar um risoto, que aliás estava muito fraquinho.

Ele se apresentou bem púrpura na taça, lágrimas espessas e lentas, aromas de morangos, cerejas e um quê de violeta, o Malbec clássico e internacional que fez sua fama.

Na boca o álcool se mostra aumentando a impressão de dulçor e os taninos já estão bem redondos. As frutas estão lá também. O ponto interessante foi algo como ameixa em seu fundo de taça (?!?).

Este vinho foi feito de um barril especialmente para o restaurante. Malbec - malbec por ser oriundo do blend de dois vinhedos.

A wine chosen to follow a risoto, a classic and international Malbec full of cherries and violets, with noticeable alcohol and subtle sweetness enhanced by it. The interesting issue was a plum "bottom of the glass" hint that appeared. This is a wine from a barrel exclusively assigned to the restaurant, with Malbec grapes from two distinct vineyards.



Preço -> R$153,00 no Benedictine


Nota -> 3 de 5.


terça-feira, 24 de maio de 2016

Argentina: Sylvestra Torrontés 2015 [English below]

Quando Bressia me vem à mente, lembro do belíssimo Profundo. Este é o seu Torrontés, com uvas do vale de Cafayate. Verdeal, bem claro e límpido.

Aromas de fruta branca madura são os que aparecem primeiro, dando lugar a algo mais herbáceo depois junto a traços minerais. Pouco floral, que geralmente vem associado à Torrontés.

A boca é de sensações doces com leve acidez. Pouca mineralidade soma-se ao conjunto. Um bom vinho, delicado e elegante, embora a meu ver haja outros mais marcantes com a uva.

My first Bressia was Profundo (sorry about the portuguese only text). It was a very nice wine.

This torrontés is from the same winery, but the grapes are from Cafayate, north Argentina and location for more mineral versions of Malbec and Torrontes. Sylvestra is the feminine form of Sylvester, variation of Silvester ('of the forest') and derived from the latin
Silva (wood, forest). 

The wine is light-green, very clear. Herbaceous hints come after a little breakout of ripen white fruit. There are very little flowers, which is common on the variety.

The mouth is a little fresh but the sweet notes are the main feature. A good and delicate wine.

Nota (points) -> 3.5 de 5

Preço -> R$74,90 (US$ 20)

Site -> Bodega Bressia.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Zuccardi Q Malbec 2012

Após o Puklavec, abrimos esse Malbecão.

A linha Q é a linha premium da Zuccardi, a meu ver uma ótima vinícola de Mendoza, eles produzem grandes quantidades e variedades, a partir da Serie A já temos muita coisa boa. Plantam também variedades pouco conhecidas e produzem azeites (alguns realmente bons).

Este é um Malbec daqueles que traduzem a razão desses varietais terem se tornado tão famosos. É exuberante, seja na cor púrpura escura que mancha a taça e nos aromas de violetas, baunilha e frutas negras mescladas no álcool, seja nos taninos muito presentes e no corpo que enche a boca e amarra a língua, pedindo uns momentos para se recompor e tentar entender tudo o que passou por ali.

Um belo vinho, para ser degustado com calma e escoltando alguma comida estruturada, porém cometemos um infanticídio. Está jovem, não agradará a todos os paladares neste momento, embora eu já tenha gostado dele e certamente gostaria de prová-lo daqui uns anos.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> gentilmente oferecido pelo Camilo.

Site -> Zuccardi.



In English:

Following the Puklavec, we opened this big Malbec.

The Q line is Zuccardi's premium line of wines, for me one of the great Mendoza wineries, they produce great quantities and varieties, and from the A line we unquestionable have beautiful wines. They also make wines from unknown grapes for the most part of winelovers and olive oil, some very good.

This is a good instance of the now well known Argentinian Malbecs. Luxuriant glass dying purple color and violet aromas, together with vanilla and dark fruits. In mouth, alcohol and tannins, in a full-bodied mouth-filling liquor that kidnapp your tongue and makes you ask for a moment to understand everything that had just passed.

A beautiful wine to be tasted calmly and maybe alone, but we do committed an infanticide. It is young and will not please everyone at this moment, although I really enjoyed it and would like to taste it again in a few years.

Grade -> 3.5 out of 5.

Price -> owned by Camilo.

Site -> Zuccardi.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Mumm Cuvée Réserve Brut


Posts rápidos são a solução para atraso em posts de um blog rsrs

Esse eu comprei exclusivamente para agradar à minha noiva, mas acabou agradando a mim também.

Na verdade foi a melhor opção que achei, visto que queria algo que combinasse qualidade e preço, e sinceramente isso está bem difícil atualmente, inclusive em supermercados ditos 'com uma adega considerável'.

Enfim, comprei e gostei, um charmat (também conhecido como método prosecco ou método italiano, com a segunda fermentação em garrafa) com muito frescor, notas cítricas e adocicadas. Embora não seja fabricado pelo champenoise, tem aromas muito legais, talvez até algo de pão, embora muitos puristas dizem ser impossível tê-lo no charmat...

Se fora da temperatura, enjoa um pouco, achei que poderia ser um pouco menos doce. Mas valeu.

Na faixa de preço é um dos melhores que se pode encontrar. O nome é definitivamente mais chique do que ele realmente é rs.

O interessante é que as uvas são oriundas do Valle de Uco, atualmente a área mais celebrada de Mendoza e talvez da Argentina como um todo.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> um pouco menos de R$50.

Site -> Pernod Ricard Argentina.

In English:

When you have a lot waiting in line to be posted, the solution is to write fast posts.

This one was bought to please my love, it was the best option in terms of quality x price, since I tasted this before and knew it.

This one is made in charmat style, not champenoise. Still, despite some opinion that the Carmat does not give complexity in aromas, it has a nice nose of citric and sweet hints, full of freshness. I expreienced something bread-like too.

If served on the incorrect temperature it can be a little hard to drink because of the sweetness feeling, and it also could be a little less sweet (ok you can tell me to look for something extra-brut, but is not so common here, although I really prefer them together with the nature ones).

With this price it is one of the best acquisitions you can make here in Rio de Janeiro, in supermarkets. The taste is definitely not as fancy as its name.

Interesting: the grapes are grown in the Uco Valley, the newfoundland for quality and iconic wines in Mendoza, Argentina.

Grade -> 3 out of 5.

Price -> something like US$17.


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Malbec day: Chakana Estate Selection Malbec 2010

O dia 17 de abril foi o dia escolhido para ser o dia da Malbec.

Marketing ou não, escolheram esse dia por conta da apresentação, em 1853, na assembléia legislativa de Mendoza de um projeto de lei que propunha a criação da primeira Quinta Agronômica e Escola de Agricultura do País, por incentivo do então governante Argentino, General Sarmiento.

Pouco tempo depois, a Escola e a Quinta estavam fundadas e daí todo o do "nascimento" da Malbec em solo argentino ocorreria. (Fonte: Revista vinícola).

Este não foi aberto no dia 17 último, mas foi aberto em lembrança dessa data especial para os vinhateiros argentinos, e porque não para a própria argentina, afinal foi o início da história da moderna vitivinicultura argentina.

Não é muito concentrado, lágrimas "cansadas", cor já denotando início de um envelhecimento, na verdade não esperava tanto assim.

Fiquei apreensivo para verificá-lo em boca, mas primeiro o nariz trouxe muita fruta e tostado, um pouco de álcool que some logo.

Paladar bem aveludado, taninos educados, jugoso como dizem os hermanos. Acidez interessante, frescor, e muito saboroso, ganhará com leve decantação. Recomendo.

"O jaguar era o animal selvagem mais feroz conhecido pela cultura indígena anciã do norte da Argentina."

Nota -> 4 de 5.

Preço -> Presente do meu querido irmão e cunhada.

Site -> Chakana Wines.

In English:

In honor of the world malbec day (april 17th), "tired" tears in glass, colors walking to the ageing reds. 
Ripen fruit aromas, associated with toasted hints, coming altogether, very nice.

Velvety, polite tannins, fruits again in mouth and a very good acidity and freshness also come together to avoid us getting sick of it. 

Decant it for a while, it will thank you with roundness. 

"The yaguarette (jaguar), considered "Lord of the starred night", was the wildest known animal of the ancient indian culture from northern Argentina." 


Grade -> 4 out of 5.

It was a present.

Site -> Chakana Wines.



segunda-feira, 20 de abril de 2015

Argentina: Amancaya Gran Reserva 2011

Já havia escutado que o blend Malbec e Cabernet Sauvignon era algo fino. Não havia provado ainda, porém.

Já havia lido a respeito dessa associação entre os Rothschild e os Catena, mas também não havia provado nada deles.

Pois bem, menos duas pendências.

Este tem de 60 a 70% Malbec, sendo completado por Cabernet Sauvignon. Defumado, álcoolico, mais fluido e bem mais ácido que o Catena, ambos bebidos no mesmo dia. Menos exuberante em boca porém muita coisa ao nariz (frutas, temperos, algo pro lado de menta/eucalipto), mais elegante, definitivamente longevo. Merece e requer mais tempo na garrafa, embora possa ser bebido com imenso prazer desde já. Final muito bom.

A fruta da Malbec é de alguma forma modificada pela estrutura da Cabernet Sauvignon. Um belo vinho, de preço salgado e não encontrado em todos os lugares.

Dizem por aí que o ano 2011 brindou uma fruta de muita qualidade em Mendoza. Até agora concordo!

Meu amigo Jorge do Contando Vinhos bebeu o da safra 2010 e também elogiou. Outro colega blogueiro que bebeu, da mesma safra: My Vine Spot.

Se tivesse o álcool mais harmônico daria mais meio ponto a ele.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> cerca de R$110 em restaurante.

Site -> Bodegas Caro.


In English:

I heard about the finesse of Malbec+Cabernet Sauvignon blend, and about the Rothschild and Catena association in Mendoza, but had never checked them out.

Until now.

This is a 60 to 70% Malbec and Cabernet Sauvignon blend, smoky and alcoholic, pungent acidity, with a rich nose evoking from fruits to spices and something like menthol very deep, hidden, not to be shown to the fast-drinkers. Elegant, asks for a couple of years at least in the bottle but can be enjoyed now with significant pleasure for the winelover friend. A very interesting end in mouth.

Some say that 2011 was a good year in Mendoza, and until now I agree.

Another blog that drank it: My Vine Spot, and another brazilian one: Contando Vinhos.


Grade -> 4 out of 5.

Price -> something like US$36 using today's brazilian official exchange rate.

Site -> Bodegas Caro.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Argentina: Catena Malbec 2009

Esperava um belo vinho, mas não tão bom.

Para mim pode ser definido como um porto seguro: muita qualidade, expressão clássica da Malbec por pessoas que certamente estão no grupo dos que mais entendem da cepa.

Na minha opinião está na hora certa de ser bebido, nada sobressai, tudo harmônico.

Importante notar que é uma Magnum, querendo ou não há uma pequena diferença na evolução em relação à garrafa comum.

Há um floral forte combinado a um quê adocicado, uma mistura difícil de definir porém agradável. Não é extremamente complexo mas é muito bom.

Na boca é suavidade e sabor; veludo. Não se percebe álcool. Coisa bonita. Para agradar com facilidade.

Ótimo para apresentar a excelência e finesse da Malbec a quem não conhece, e a quem há muito tempo não provava seus encantos. Este vinho é um blend de 4 vinhedos, de alturas e características bem distintas. Vale conhecer.

Semana passada o jornal La Nación publicou um artigo (em espanhol) sobre as 3 revoluções que Nicolás Catena promoveu na Argentina.

Não há como negar, seu papel foi importante na vitivinicultura argentina.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> cerca de R$170 em restaurante (calma, dividido com amigos, não estou nadando em dinheiro rs).

Site -> Catena.

In English:

Since Catena is the same for quality in terms of argentinian wine, I was expecting nothing less than a good wine - but not this good.

For me it can be defined as a safe buy: the classic malbec expression, by the people who have been working a lot to definitely tame the grape.

In my opinion is the right time to uncork it: everything is working well, harmony is the word.

I really think that the magnum bottle has a different ageing process. Pro(s), please help me here.

There is something clearly floral, the sweet notes come along. Hard to define everything we find but very easy to like it.

On the palate it is sweet and savoury. Pure velvet. You just do not feel the alcohol.

A very good Malbec presentation for anyone who do not know it, or every single one who is missing it or have been a long time far from it.

A blend from 4 vineyards, each one at a different height and soil, and different nuances.


Grade -> 4 out of 5.

Price -> bought at a restaurant, something like US$55 (I know, in Brazil we are constantly robbed).

Site -> Catena.

domingo, 16 de novembro de 2014

A Lisa 2008


Comprei esse há bastante tempo, pelo site da Vinci.

A Vinci é o braço mais alternativo da Mistral, trazendo bons vinhos a preços mais, digamos, amigáveis. Pelo menos era isso o que eu encontrava na época.

Esse A Lisa foi uma boa surpresa. É um vinho da Bodega Noemía, famosa e bem pontuada pelo titio Parker, principalmente pelo seu vinho ícone Noemia. Além dele há o J.Alberto e um A Lisa Rosé.

Seus vinhos são da patagônia Argentina, fria, seca. Está situada basicamente no meio do deserto.

Na taça, coloração bem rubi, denotando menos concentração e um brilho interessante.


Os aromas são deliciosos, mineral, conserva, tostado doce, algo de frutas pretas e silvestres. Tem cravo, canela ou algo mesclando esses dois. Daria pra usá-lo de perfume rs.

Um Malbec leve, com pequeno corte de Merlot, que se apresenta com menos concentração mas com boa carga tânica, embora marque presença sem perder a elegância. A acidez é correta e o vinho é muito gostoso. Daqueles que você vai bebendo aos poucos, apreciando, mas mesmo assim se deixar a garrafa vai acabar rápido.

Me fez lembrar do Loma Larga Malbec 2008 (que aliás é Chileno e vem de outra região tida como fria, talvez menos que a Patagônia) e do Bressia Profundo.

Gostei do estilo e recomendo a compra. Ah, pra quem se guia pelo estilo RP, ganhou 91 pontos.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> na época R$63,85 sem frete. Hoje, veja aqui (uma pena).

Site -> Bodega Noemía de Patagônia.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Antucura La Folie 2012


Provei este vinho ontem, na Grand Cru de Niterói. Recentemente figurou no painel promovido pela Decanter com vinhos argentinos, tendo como tema a Cabernet Franc.

Este vinho não é um varietal, mas um blend. E a nossa amada Cabernet Franc não é a base dele, muito pelo contrário. Um complexo corte de Malbec, Merlot, Syrah, Cabernet Franc, Petit Verdot e Cabernet Sauvignon.

Mas o interessante é que tanto a Cabernet Franc quanto a Petit Verdot são uvas que aportam suas características aos blends, ainda que suas proporções não sejam as maiores.

Nesse caso o blend é:
32% Malbec, 30% Merlot, 16% Syrah, 9% Cabernet Franc (olha ela aí), 9% Petit Verdot, 4% Cabernet Sauvignon. Uma alquimia.

Pois bem, para mim o vinho tinha uma bela cor (veja na foto) para um vinho jovem, seus aromas estavam escondidos e ele precisou de um tempo para se abrir. Pude divisar facilmente algo como um chocolate e grafite, e também algo herbáceo/mentolado. Eram muito bons os aromas. O álcool de vez em quando dava leve queimada nas narinas (são quase 15% de álcool!).

Na boca um conjunto bem arrumado de acidez, taninos, frescor, madurez na medida.

O vinho na minha opinião foi muito bem descrito pelos pros, o que me deixou feliz pois pude concordar com quase tudo, inclusive que ele ainda tem uns anos pela frente, eu inclusive o abriria daqui a dois ou três anos. Só não achei os aromas de pimenta preta recém-moída deles (desculpem-me).

Ganhou 92 pontos nesse painel, então se você gosta de se guiar pelas pontuações é mais uma das opções com pontuações altas a preços mais "convidativos" da Grand Cru, fugindo à hegemonia dos espanhóis desse grupo. Não que sejam ruins (eu sou fã dos vinhos espanhóis), mas bebi alguns que não achei que eram tão notáveis assim. Questão de opinião.

E ainda por cima o rótulo é bonito, então também serve para dar de presente.

O colega blogueiro João Ratão não achou nada de mais. Eu gostei.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$68,00 na Grand Cru.

Site -> Antucura.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Boa compra (presente, jantar...): Amalaya tinto



Já havia degustado as safras 2007 e 2010 desse vinho, e agora tive a oportunidade de degustar a 2013. Infelizmente não as tenho comentada por aqui mas me pareceram assim à época (dados do winetag):

2007: Evoluiu rapidamente em taça. Final delicioso, com presença tostada e algo defumado. Excelente custo x benefício. Bela cor. 4 de 5.

2010: Perfumado, levemente "apimentado", final muito agradável. 4 de 5.

Esse vinho é um belo vinho para se dar de presente, tanto pela apresentação (um belo rótulo azul numa garrafa que lembra as alentejanas) quanto pelo caldo que vem nela.

Nas versões anteriores não me lembro de ver escrito "Malbec" no rótulo, e de fato este é um blend e não um varietal, mas acredito que por ser 75% Malbec optaram por classificá-lo assim. À ela juntam-se partes iguais de Cabernet Sauvignon e Syrah e 5% de Tannat.

O vinho tem uma cor púrpura, belas lágrimas, boa concentração, jugoso. Muita fruta e algo de pimenta ao nariz. A boca é uma delícia. Um belo vinho que infelizmente sobe de preço assustadoramente (será que é por que é bom?) e que já beira os R$55.

Uma dica essencial: dê tempo a ele, para que se abra.

Ah, esse vem de Salta, não é Mendoza. Pra mim os vinhos de Salta são mais elegantes que a média geral de Mendoza. São os vinhedos mais altos do mundo, há uma rápida explicação no post anterior sobre a versão branca dele.

Qual o legal aqui? A consistência desse vinho, uma aposta certeira para um presente ou para levar para um jantar.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> oscila na faixa R$50-60. Não pague mais que isso. Mais um importado pela Decanter.

Site -> Bodegas Amalaya.

sábado, 14 de junho de 2014

Mendoza de novo é assunto n'O Globo

Uma vez mais, Mendoza é assunto no jornal O Globo. Dessa vez, deram destaque ao vale de Uco, e algumas vinícolas não tão conhecidas quanto Catena Zapata, Trapiche, etc.

Comentaram sobre a Cobos e eu - que estive lá - reforço o coro: é uma das melhores visitas e degustações.

Leia.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Alamos Chardonnay 2012



Mais um rapidinho. Vinho muito fácil de ser bebido, muito frutado e agradável. Amarelo citrino na taça, nariz frutadão, boca frutada quase adocicada. Desce escorregando lentamente e pedindo mais, e a garrafa vai embora fácil.

Los Alamos pertence à Catena, e além do visual muito bonito das garrafas apresenta bastante qualidade.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> cerca de R$60 em restaurante.

Site -> Alamos.

Zorzal Terroir Único Chardonnay 2013 para o dia da Chardonnay



Post rápido. Esse vinho bebi para não passar o dia da Chardonnay em branco.

Uva branca mais conhecida, acredito que seja a mais plantada. Não é minha preferida mas já bebi coisa muito boa feita com ela.

Esse Zorzal passa em barrica mas uma boa mineralidade e o nível alcoólico impedem que ele se torne enjoado, realmente dá uma "esquentadinha". Aparecem as nuances adocicadas e de baunilha. As uvas são da zona baixa de Tupungato, que é uma área mais inclinada e ao sul de Luján de Cuyo, aos pés dos Andes.

De cor um pouco mais amarela que o comumente apresentado pelos Chardonnay sem passagem em madeira, nariz de frutas maduras, algo mineral (que é repetido em boca conforme dito acima) e uma leve manteiga e baunilha.

Curiosidade: Zorzal é um pássaro que se assemelha ao Sabiá Laranjeira:



Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$ 50,00 na Grand Cru.

Site -> Zorzal.