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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Argentina (ou Chile?): Punto Final Sauvignon Blanc 2015

A Bodega Renacer fica localizada em Mendoza, mas esse vinho foi produzido no vale de Casablanca,
pra mim e pra muitos mais o melhor lugar do Chile na atualidade para uvas brancas, especialmente a Sauvignon Blanc, e provavelmente os melhores Pinot Noirs do Chile e da America do Sul.

A meu ver uma ótima opção de Sauvignon Blanc, pois traz toda aquela bagagem herbácea e mineral associada a algo mais maduro e frutado, tanto em nariz quanto em boca, que é completada por um ótimo frescor, e por um preço razoável.

Arruda, grama cortada, cítricos comuns e não tão comuns (lima/limão, pomelo/toranja, etc...), talvez pêssego. Na boca traz ainda a lembrança de aspargos e abacaxi, tendendo pro azedo. Boa mineralidade e acidez, certa untuosidade; ótima pedida. Ponto final.

This argentinian mind and chilean heart wine has Mr Antonini as a consultant. For its price is superb, since it brings that herbaceous and mineral background that a good Sauvignon Blanc can offer, allied to a citric fruit character. In mouth adds asparagus and greasiness. Not a Chardonnay style and if you can't stand rue or grass hints, this is not your wine. If you just love these, run for it!


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$48,90 na Vinum Day.

Site -> Bodega Renacer.

sábado, 9 de julho de 2016

Uruguai: Ysern Sauvignon Blanc 2015

Untuoso sauvignon blanc do Uruguai, fruto de uvas de dois vinhedos, de amarelo bem forte em relação ao que comumente encontro nos Sauvignon Blancs, mais fruta que o comum também. Muito boa acidez, pouco herbáceo, tem uma aura de "coisa fina". Bem gostoso, agrada facilmente.

Greasy uruguaian Sauvignon Blanc, blend of two regions, brings a yellow wine with very present ripen white fruit, not so common in Sauvignon Blanc wines, with low herbaceous hints. Nice acidity, please you easily.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$35,90 na Vinum Day.

Site -> Bodegas Carrau.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Chile: Secreto Sauvignon Blanc 2013

Maracujá. Essa a definição desse belo Sauvignon Blanc do vale de Casablanca.

Amarelo verdeal, além do maracujá é notado leve herbáceo. Na boca se repete. A acidez é gostosa, e há alguma untuosidade, mas o maracujá é que manda.

Se você não gosta de maracujá, não o compre. Eu gostei, e muito. E o pessoal do Descorchados também, visto que deram-lhe 93 pontos.

Passion fruit. This is the word for this beautiful Casablanca Valley's Sauvignon Blanc.

In glass a greeny yellow, beside the passion fruit you can find the light herbaceous if you pay attention and remain patient.

If you ain't a passion fruit lover, do not buy it. This guy received 93 points in Guia Descorchados, the most respectable south american wine guide

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$59,90 (promoção).

Site -> Viu Manent.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Brasil: Torii Sauvignon Blanc 2014 [English below]

O que esperar de um Sauvignon Blanc nacional plantado a 1.427m de altitude?

A safra 2010 comentei aqui. Desde então mudou bastante.

O vinho adquiriu características mais minerais, menos corpo. Na taça, verdeal. Ao nariz, bem mineral, em alguns momentos pude trazer à memória alguns Sancerre, com as frutas brancas doces mescladas à pedra de isqueiro, um aroma delicioso de se sentir. Pouco herbáceo.

Não, não estou viajando. É um belo vinho - de novo. Não tenho a menor idéia de como é o solo em São Joaquim a essa altitude declarada por eles, mas deve ter a ver.

Um belo vinho branco nacional, recomendo imensamente a compra. Esse definitivamente é um porto seguro da Sauvignon Blanc nacional.

Definitivamente preciso visitar São Joaquim.

Very interesting brazilian Sauvignon Blanc, light green in glass, very mineral, those hints surrounding the delicate sweet white fruit. Low in herbaceous, seriously reminded me some Sancerre I had when visiting this beautiful city and also Pouilly-sur-Loire. 

The wine and the visit are recommended. And I definitely need to visit the wineries located at São Joaquim, in Santa Catarina state, southern Brazil.

Nota (points) -> 4 de 5.

Preço -> R$ 49,9 (US$14)

Site -> Hiragami.


terça-feira, 12 de abril de 2016

Chile: Catrala Sauvignon Blanc 2014 [English below]

Já conhecia esse, bebido em sua safra 2011 (relembre aqui).

Essa versão está mais 'madura', tem mais fruta evidente no nariz e no paladar. Mas ainda há mineralidade presente também nas duas esferas.

Ao ser aberto, os maravilhosos herbáceos apareceram, mas ao longo do tempo foram se esvaindo, o que me deixou meio triste. Após, volta e meia se percebia um resquício, mas nada comparado à intensidade inicial.

O vinho tem boa estrutura e uma acidez interessante. É um belo vinho que comprova uma vez mais o excelente terroir que se tem no vale de Casablanca, perto do mar. Lo Orozco fica às margens de uma reserva nacional, a do lago Peñuelas.

Embora os herbáceos tenham aparecido e a mineralidade esteja presente, não me cativou, achei que ele ficou desfilando de um lado pro outro e não se posicionou. Mas é um bom vinho!

Had the 2011 before, it was really nice. This one is more rippen, herbaceous came in the beginning but suddenly disappeared. Minerality is present, but it somehow keeps on changing from side to side. Too young?

Nota (grade) -> 3.5 de 5.

Preço -> R$64,90 (US$18,57)

Site -> Catrala

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Puklavec & Friends Sauvignon Blanc & Pinot Grigio 2013

Há tempos que não degustava um vinho com meu grande e enófilo amigo Camilo. Nosso paladar se
aproxima então é bom porque fica sempre mais fácil levar ou abrir uma garrafa; embora abrir uma garrafa de vinho nunca tenha sido problema para nós, fora a correria que tem nos impedido.

Enfim, já havia visto esse rótulo em algumas lojas, mas não havia provado. E ao chegar ele logo foi me apresentando à garrafa.

Cores tradicionais de Sauvignon Blancs jovens (amarelo verdeal transparente), muito herbáceo ao nariz (particularmente aprecio), frutas cítricas, uma agradável sensação de frescor.

Na boca a Pinot Grigio dá o "corte" final, fazendo presença naquele gostinho de final de boca, bem característico. A "crocância" dela fica evidente com atenção, mas não é o fio condutor. A sauvignon blanc manda. Frescor confirmado, frutas, ervas, certa mineralidade.

Muito bom de se beber, acaba na velocidade da luz. Recomendo, principalmente pela faixa de preço.

Pra quem gosta de saber os prêmios, ganhou medalha de ouro na IWSC 2013.

Fiquei interessado na linha premium deles, quatro brancos.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> um pouco mais de R$30,00

Site -> Puklavec & Friends.

In English:

It has been a long long time since I had the last bottle of wine with my great enofriend Camilo. It is cool to open a bottle together because our taste is quite the same, so we almost always open a good one for both.

Regular Sauvignon Blanc color (greened yellow), herbs on the nose (I do appreciate it), citric.

The Pinot Grigio crispness and final hints ares present, but the Sauvignon Blanc is the boss. Fresh, fruity, more herbs and a little mineral.

Very good and pleasant, ends in lightspeed. Do recommend, specially for the price.

IWSC 2013 gave him a gold medal.

I will look for their premium line.


Grade -> 4 out of 5.

Price -> In BR something close to US$12

Site -> Puklavec & Friends.


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Amayna Sauvignon Blanc 2013: belo!

Um homem de vez em quando quer sentar com seu amor e alguns amigos, e simplesmente conversar e beber um bom vinho. No Brasil, isso precisa estar associado a uma vontade de gastar um pouco mais numa garrafa de vinho. Uma pena pois assim esse tipo de experiência fica cada vez mais difícil de ser levada a cabo.

Bom, após pesquisar a carta de vinhos do restaurante, pude verificar o Amayna Sauvignon Blanc 2013, que apesar de ter um preço digamos avançado, estava um pouquinho de nada mais caro que nas lojas e importadoras, fazendo com que fosse o eleito.

Na taça um amarelo dourado clarinho, brilhante. 

Começou fechadão, o nariz parecia milho verde (rs). Logo depois pudemos notar algo floral e depois se abriu num frutado gostoso, alguma coisa mais adocicada, uma mistura de frutas brancas e cítricas bem maduras e doces.

Engraçado que os "lados" herbáceos estavam quase que ausentes, um pouquinho de quase nada mesmo.

Com o tempo ele me lembrou os belíssimos Sancerre que tive o prazer de beber por lá em Outubro 2013, aliás uma viagem que recomendo a todo enoblogueiro, deixando de lado o preconceito besta que se tem com os maravilhosos vinhos brancos. Alguma coisa mineral, sabe? No meio das frutas brancas. Bonito...  

Bem untuoso, muito saboroso e harmônico, com certa estrutura. Um vinhaço de Leyda, uma das melhores áreas para os brancos no Chile e na America do Sul.

Recomendo. Parabéns à Viña Garcés Silva pela coragem de vender esse vinho top de linha com screwcap. Não que eu seja contra mas definitivamente há preconceito com esse tipo de rolha.

Este vinho ganhou 93 pontos no Guía Descorchados 2015 e eleito o melhor de Leyda (eles dividem os melhores por região, bem como o melhor tinto e melhor branco).

Nota -> 4.5 de 5.

Preço -> um pouco acima de R$150, na Mistral vende mas só tem a versão amadurecida em barris de carvalho.


In English:

Sometimes you just want to drink something very nice with your girl and your friends. Unfortunately in Brazil this opportunity is granted to a few, since the prices are crazy just about everything.

Even though, I was looking for something worthy in the wine list, and found this one, which price was close to the one in winestores.

Bright light golden yellow in glass.

In nose it was closed in the beginning, started with floral hints and then fruity, white citric and ripen fruits, sweet smell.

Very few herb notes and after some time I remembered the beautiful mineral fruity Sancerre wines I had in Sancerre, in October 2013. Beautiful place and wines, if you are a white wine lover you must go there.

Oily, harmonic, tasty, somehow a beautiful structure in mouth for a white. An amazing wine from Leyda, the valley nowadays known to present us with jewels like that, fresh, fruity and mineral. A place I really want to know.

There is a famous Chilean and Argentinian wine guide called Guía Descorchados, that gave him 93 points. Deserved!

Oh, congratulations to breaking the sul american taboo of screwcap in expensive wines.

Grade -> 4.5 out of 5.

Price -> something close to US$60.


domingo, 29 de março de 2015

Chile: Catrala Sauvignon Blanc 2011

Bom, se você acompanha o blog sabe que eu gosto muito da Sauvignon Blanc. Se não acompanha, bem, está sabendo agora.


Esse foi comprado na Vinum Day por um preço bem razoável. Peço desculpas por ter perdido minhas anotações acerca desse vinho. Mas me lembro que estava muito bom. Muito mesmo.

Tinha traços minerais, e trazia também frutas e vegetais; e a estrutura era boa. Sinceramente dos melhores do Chile até hoje.

O vale de Casablanca é definitivamente o lar do melhor Sauvignon Blanc do Chile.

Recomendo.

Catrala é a mulher do século XVII chileno, inteligente, forte e misteriosa, conhecida por suas excentricidades e costumes estranhos, vivia em um ambiente onde se mistura fantasia, lenda e realidade.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$49,90

Site -> Catrala.

In English:

Well, if you are my blog habitué you already know about my Sauvignon Blanc passion. If you are not, well, at least now you know.

Sorry for losing my notes on this wine. But it was so good that I had to mention it here.

I remember his hard mineral and citric notes, in a pungent acidity body with some heat. A good white wine, with some structure. 

Definitely the Casablanca valley gifts us the best chilean sauvignon blanc. That is a fact.

I do recomend this wine.

Catrala is the 17th century chilean woman, smart, strong and misterious, know for her eccentricities and odd traditions, surrounded by fantasies, legends and reality.


Grade -> 4 ot of 5.

Price -> R$49,9 something like US$16

Site -> Catrala.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Viu Manent: consistência nos brancos e bons preços

Surpreendi-me com o Viu Manent Chardonnay Reserva 2013, em um restaurante. Tanto que recomprei-o (difícil recomprar um vinho mesmo que tenha gostado dele).

Ok, era um momento especial, mas se o vinho for mais ou menos ele não se tornaria bom por conta disso.



Dessa vez provei o Sauvignon Blanc da mesma safra e série (reserva), lembrando que no Chile essas denominações são dadas pelo fabricante, segundo o nível que ele acha que o vinho tem. Muito bom. De novo, traços minerais e um herbáceo agradável, surpreendente para um vale quente como o Colchagua. A acidez é bem gostosa.

Talvez o ano não tenha sido tão quente por lá, não sei...

Fato é que pela faixa de preço dessa linha (entre R$34 e R$40), são vinhos que apresentam uma boa qualidade.



Logo depois pude provar o Chardonnay 2012, que gostei menos que o 2013, por estar mais "doce" mas ainda assim um bom vinho.

Fato é: de novo parabéns à Viu Manent pelos belos exemplares.


Notas -> 3.5 de 5 para o Sauvignon Blanc e 3 de 5 para o Chardonnay.

Preço -> foi em restaurante mas o preço praticado por aí é o informado acima no post.

Site -> Viu Manent.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Ótimo custo benefício do vale de Leyda: LFE Sauvignon Blanc 2012



Luis Felipe Edwards Gran Reserva Sauvignon Blanc 2012.

"Os melhores brancos do Chile vêm dos vales de Casablanca e San Antonio."

Esta frase tem sido repetida à exaustão e confesso que os vinhos dessas duas áreas próximas uma da outra são realmente muito bons.

Não conheço muita coisa do Limarí, que é outro vale/região que também vem apresentando muita coisa boa no quesito brancos, então não posso dizer que essa frase é correta.

Fora as microrregiões que ainda não foram lançadas comercialmente, então acho que é uma frase forte demais no momento.

"Ah, então não é isso?" - Opa, independente dos dogmas e frases eternas, os vinhos desses vales são muito bons, muito bons. Eu mesmo sou um grande fã.

Então, vendo esse vinho oriundo do vale de Leyda, que fica localizado "dentro" de San Antonio, e já passou por aqui com diversos exemplares, a um preço bom, não hesitei em comprá-lo.

O vinho é importado diretamente pelo Pão de Açúcar, muito provavelmente por isso tenham conseguido essa melhor condição.

Bom, na taça apresentou uma amarelo bem bonito, brilhante, com nuances esverdeadas.

No nariz surpreendeu: ótima seleção de frutas de polpa branca, um viés adocicado e certa mineralidade.

Na boca a acidez toma conta, o dulçor é gostoso e as frutas se repetem, bem como a mineralidade ao final, que é bem persistente. Deixa um gosto bom.

Um pouco mais frutado que os outros exemplares que provei vindos do mesmo vale, mas como sabemos que a safra e principalmente a mão do enólogo influenciam bastante, traduziu-se num belo vinho de ótimo custo benefício.

Recomendo a compra, para quem gosta de vinho branco e para quem ainda não bebeu um vinho dos vales costeiros do Chile, que aportam bastante frescor e mineralidade.

São vinhos de elegância e muito saborosos.

Este vinho foi premiado no IWSC em Londres com o trófeu de Brancos Single Vineyard.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$34,90 no Pão de Açúcar.

Site -> LFE.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Gran Tarapacá Reserva Sauvignon Blanc 2011



Post rápido.

O vinho estava altamente sem graça e com álcool muito aparente. Não sei se por conta de armazenamento, mas me pareceu ok a rolha e a garrafa.

Falo isso por conta do lugar onde consumi ter ficado fechado durante um tempo.

Fato é que não havia as características do Sauvignon Blanc. Não recomendo e não sei se vou tirar a prova real dele.

O Gran Reserva dessa cepa vem do vale de Leyda, não do Colchagua. Deve ser melhor.

Nota -> 1.5 de 5.

Preço -> R$37,00 a meia garrafa em restaurante.

Site -> Tarapacá.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Casa Silva: Sauvignon Blanc Reserva 2011 e Gran Reserva Lolol Viognier 2010

Domingo, belo almoço na casa da minha mãe, para onde eu e Isis rumamos para encontrar com ela, minha avó e com um casal de grandes amigos, Camilo e Gabi.

Há tempos esses dois descansam na geladega, vindos direto da vinícola (até hoje não fiz posts sobre as vinícolas que visitei no Chile, e pelo jeito não o farei mais por conta de tanto tempo que já se passou).

A Casa Silva - lembrem - conta com o talento de Mario Geisse, produtor dos melhores espumantes nacionais na minha opinião.



Pois bem, começamos pelo Sauvignon Blanc Reserva. Bem verdeal, fomos surpreendidos por aromas suaves clássicos desta cepa, com frutas cítricas e brancas, um pouco de ervas e uma mineralidade bem de fundo que me deixou intrigado.

Passando para a boca, nova surpresa com uma elegância fora do comum para vinhos brancos do quente colchagua, somada a uma leve mineralidade que confirmou o nariz, e fez a alegria de todos à mesa. Sinceramente um belíssimo vinho, daqueles que passam, agradam, ficam e pedem mais. Excelente surpresa.




Já o Gran Reserva Viognier começou surpreendendo pela cor, um amarelo bem clarinho com nuances verdes, esperava realmente algo mais amarelado.

Ao nariz, dessa vez uma mineralidade até certo ponto esperada (Lolol é a porção costeira do Colchagua, a poucos quilômetros do Pacífico), damascos e muita fruta cítrica, notadamente uma tangerina que marcou presença constante e depois de um tempo dominou.

Na boca ele entrou literalmente abraçando a língua, numa acidez pungente (não muito comum para essa uva) e mineralidade, com final ótimo e tendendo para o adocicado, viscoso. É o corpo de um branco com leve passagem em madeira mas sem ter madeira e sem ser enjoativo, ou trazer o excesso de "manteiga" ou baunilha, com um belo final e certa complexidade.

A viognier tende a um nível alcoólico alto com muita facilidade (esse tem 14,5) então é preciso saber trabalhar com ela, muitos produtores inclusive driblam esse álcool com um açúcar residual para mascará-lo e torná-lo menos "quente". Bem trabalhada, dá belos vinhos, alguns paladares podem achar um pouco cansativos ou poderosos demais. Para mim esse é mais um dos bons, parabéns à Casa Silva.

O Sauvignon Blanc vai levar meio ponto a mais por conta da incrível relação qualidade x preço.


Nota -> 4.5 de 5 o Sauvignon Blanc e 4 de 5 o Viognier.

Preços -> R$23,00 o Sauvignon Blanc (na vinícola em 2012) e o Viognier eu não me lembro.

Site -> Casa Silva.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Salton Intenso Sauvignon Blanc Viognier 2012


O primeiro que provei dessa linha Intenso foi o Merlot-Tannat, no último Circuito Brasileiro de Degustação, o qual eu gostei bastante. É um vinho relativamente barato e que apresenta bastante qualidade. E essa linha tem mais alguns cortes interessantes, como Marselan-Teroldego e Cabernet Franc-Malbec.

Com esse não foi diferente.

Na taça uma cor amarelo-palha; ao nariz temos mais sinais da Sauvignon Blanc que da Viognier (herbáceos, frutas brancas delicadas), mas em boca quem manda é a Viognier. O final é relativamente persistente e é uma mistura das características das duas uvas.

Não achei tão leve como dizem no site da Salton, mas não chega a ser pesado e a acidez acaba dando conta do recado.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> Se não me engano foi R$19,90 no Pão de Açúcar.

Site -> Salton.

sábado, 29 de março de 2014

Yali National Reserva Sauvignon Blanc 2012


Este Sauvignon Blanc me surpreendeu. Claro que, vindo do melhor vale do Chile para a Sauvignon Blanc (na minha humilde opinião), a expectativa era grande.

Quando vi que era da Ventisquero então, aí que a expectativa realmente se firmou. A Viña Ventisquero pra mim é daquelas que dá pra beber de olho fechado.

O vinho me surpreendeu especialmente pelos aromas. Aquele traço mineral belo, muito evidente nos Pouilly-fumé estava lá, de leve, mas estava, junto com as frutas cítricas. Muito legal.

Na boca ele é bem correto na acidez, e faz você salivar, puxa outro gole, e chama as frutas e os traços minerais do nariz.

Gostei bastante e recomendo.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> não lembro, em restaurante.

Site -> Viña Ventisquero.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Chateau de Tracy (e a escalada dos preços ao chegar por aqui)

Bom, conforme escrito nos posts anteriores, recentemente estive no presumido lar da Sauvignon Blanc: a região conhecida como Loire central, onde o rio Loire divide Sancerre e Pouilly-sur-loire.

Nesse local os vinhos feitos com a Sauvignon Blanc são únicos em seus aromas e mineralidade, com sabor e aromas inconfundíveis.

Escrevi rapidamente sobre alguns produtores que visitei (aqui), mas deixei para escrever de um em especial por ter sido o que mais gostei, o Chateau de Tracy.

Chateau de Tracy e um close de parte dos seus vinhedos

A propriedade pertence à família do Conde d'Estutt d'Assay desde 1500 e pouco, produz essencialmente Pouilly-Fumé e localiza-se em Tracy-sur-loire, num vilarejo praticamente deserto e onde a principal estradinha é a que leva ao castelo.

Lá chegando, a primeira atração foi este imenso Cedro, que se levarmos em consideração a época de aquisição do castelo pela família do Conde acima, já tem mais de 500 anos! Não havia informação precisa mas uma placa levava a crer que ele já estava lá antes, inclusive na época que o Chateau chegou a ter batalhas em suas cercanias.


O castelo não está aberto a visitação, tampouco a área anexa. Mas existe uma sala de degustação, dedicada a receber o viajante sedento, onde somos muito bem recebidos:



Lá entrando:



A linha deles é composta de 4 vinhos:


Pude provar todos, confesso que são ótimos vinhos mas na hora me inclinei pelo HD, que significa haut densité, pela relação custo-benefício. Esse vinhedo é um vinhedo de alta densidade de plantas, muitas plantas por m². o vinho resultante é bem expressivo em boca. O 101 Rangs também é muito bom.

Pedaços do solo das áreas de vinhedos do Chateau:



Trouxe na mala o Mademoiselle de T, que esse mês mesmo já apareceu no blog do colega João Filipe e na edição desse mês da Revista Vinícola, a qual fiz referência no post imediatamente anterior a esse, e o Chateau de Tracy. Vamos a eles, bebidos já aqui no Brasil, em casa:


O Mademoiselle é o que tem o rótulo mais elaborado e é o mais "suave" de todos, apesar de trazer todas as características dos vinhos sob a denominação. É a porta de entrada dos produtos do Chateau de Tracy e já proporciona um belo prazer...


Já o Chateau de Tracy é o carro-chefe, o mestrado de Pouilly-fumé. Tudo encaixado, herbáceos, mineral, defumados. Acidez bem presente e encaixada, escorta muita coisa por aí e também funciona sozinho. Acaba na velocidade do som.

Os dois somados me custaram €30. Pelo câmbio que paguei à época, saem a R$ 93,30, sendo R$37,32 o Mademoiselle de T e R$55,98 o Chateau de Tracy. Não trouxe mais por questões logísticas...

Segue close dos preços in loco:


Agora, como esse blog tende a criar polêmica, mantendo sua opinião parcial e verdadeira, gostaria de entender por que o preço cobrado pela Decanter, que é a importadora desses maravilhosos vinhos para o Brasil cobra um preço tão absurdamente diferente do praticado pelo Chateau:

Entendo que a carga tributária é alta (importação, icms, selo de fiscalização, etc), e que ainda há custos de frete e agenciamento, fora o tempo que demora para liberação pela receita federal. Mas tirem as suas próprias conclusões:



Sem mencionar que a safra vendida do Chateau de Tracy é a 2008, o que denota que não deve haver muita saída para esse vinho, e que nos faz ter dúvidas acerca das características do vinho após quase 6 anos, mesmo sendo um belo vinho.

Ou seja: se desejas comprar vinhos de alta gama hoje no brasil, o melhor a fazer é guardar o dinheiro, viajar e trazer de lá...

Sauvignon Blanc é tema da edição 17 da Revista Vinícola


Minha cepa branca preferida é o tema da edição 17 da Revista Vinícola, que de quebra traz também informações sobre o enoturismo no vale do Loire e sobre Sancerre e Pouilly-fumé, as duas denominações de maior importância para o vinho branco feito com a Sauvignon Blanc, e na minha opinião os melhores brancos do mundo.

Leia aqui.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Domaine Masson Blondelet Tradition Culus Pouilly-Fumé 2007


Este vinho foi o que finalizou a pequena compra que fiz durante a viagem à Puilly-sur-Loire, contada um pouquinho aqui e aqui.

Dentro de tudo o que se pode esperar de um Sauvignon Blanc, este exemplar apresentou cor amarelo ouro, com aromas cítricos meio adocicados e aquele aroma clássico de pedra de isqueiro/mineral contido nos vinhos com a denominação Pouilly-fumé, só q de uma forma mais elegante, harmoniosa, sem se sobrepor ao frutado.

Sim, o mineral mandava mas sem ser agressivo, dando espaço para as frutas. Redondo, sem arestas, acidez já cedendo lugar (afinal eram 6 anos desde a colheita) num conjunto muito bem arquitetado.



Num total de 4236 garrafas, a de número 3604 foi a nossa (Eu e Isis).

Estas vinhas velhas (na faixa dos 60 anos) estão sob os marnes, traduzindo: marga. É uma argila com restos de conchas fossilizadas, faz parte do solo conhecido como "solo branco", que está em grande parte pela região e é composto dessa marga com uma camada de calcário por cima. 

Nota -> 4.5 de 5. A Revue du Vin de France deu 15,5 de 20 para essa safra.

Preço -> €30 (caro - imagina aqui).


Pouilly-sur-Loire e Sancerre: um pouco do que bebi por lá... - parte 2

Continuando com o post anterior sobre Pouilly-sur-Loire e Sancerre.


Na região visitei quatro propriedades:
  • Chateau de Tracy, que será abordada em outro post;
  • Domaine Jean Jacques Bardin;
  • Domaine Masson-Blondelet;
  • Chateau du Nozet (Domaine DeLadoucette);


Domaine Jean Jacques Bardin
Pertencente à mesma família há 7 gerações, é uma área interessante, onde a sede fica no alto de uma pequena colina, facilmente acessível de carro.


Possuem uma linha bem interessante cobrindo as apelações Sancerre e Pouilly-fumé (com preços bem mais interessantes que os praticados aqui no Brasil rs). Mantive o foco nos fumé:



Dos 3 provados, "peguei" um exemplar do "Cuvée Pauliacum" e do "Cuvée Vautrepain". Bem elegantes, com as características da denominação bastante acertadas e sem exageros. O Pauliacum é fruto de vinhas velhas, um assunto quente no momento entre os enófilos, e era pura suavidade sem cair no enjôo.


Domaine Masson-Blondelet
Este produtor fica literalmente dentro da cidade, de repente acabam-se as construções e aparecem os vinhedos, com a loja e escritório fazendo fronteira com a rua.


Possui uma linha também grande, dedicada à denominação Pouilly-fumé:


Os melhores para mim foram: Les Pierres de Pierre, bem mineral, e o Tradition Culus, simplesmente ausente de arestas e expressivo no ponto certo, que merece um post separado.



O D'or et Diamant era também muito bom, embora não tão superior aos dois acima, mas o preço era proibitivo até pra comprar lá.


Chateau du Nozet (Domaine DeLadoucette)
O mais famoso de Pouilly-sur-Loire, tem uma grande produção de vinhos consistentes e que expressam as características da região. 



Infelizmente estavam com a agenda cheia e pude provar apenas o clássico deles, muito bom por sinal:


Recomendo a viagem a todos os amantes dos vinhos brancos, em especial aos amantes da Sauvignon Blanc (Branca selvagem). E se houver tempo e recursos, quem sabe uma esticada até a Borgonha, que fica logo ali para o Leste...

Pouilly-sur-Loire e Sancerre: um pouco do que bebi por lá... - parte 1

Virei fã da Sauvignon Blanc desde o primeiro exemplar que provei: um Avondale, acho que em 2009.

Confesso que sim, demorei a provar um, e que passei mais um tempo me dedicando a conhecer outros tipos, mas recentemente tenho dado uma atenção toda especial a essa uva, notadamente os chilenos e brasileiros, que na minha opinião tem apresentado exemplares muito bons, vindos dos vales costeiros no caso do Chile e vindos da serra catarinense no caso do Brasil.

Recentemente estive em Pouilly-sur-loire e Sancerre, na região do vale do rio Loire, para muitos o lar dessa maravilhosa uva, que alguns outros pensam ter surgido mais pros lados de Bordeaux, onde são vendidos em sua maioria sob a denominação Pouilly-fuissé.

O Rio Loire:



Fato é que lá pros lados do Loire ela é conhecida principalmente por Pouilly-fumé (que também é o nome da principal apelação da região) ou simplesmente Sauvignon, e em alguns casos até como Fumé-blanc.

O centro de Pouilly-sur-loire:



Bom, gosto muito dos vinhos dessa cepa por conta dos aromas herbáceos e da mineralidade, sem falar nos traços defumados que enganam quem acha que esses vinhos passam por barris (à exceção de um ou outro produtor), característica que até hoje só pude observar nos exemplares franceses. Dentro dos aromas percebidos pelos enófilos mundo afora, pude finalmente constatar a tal pedra de isqueiro, que muitos dizem invadir as narinas.



É sério, alguns exemplares denotam claramente esse "cheiro de pedra quente". Não, não é ruim, muito pelo contrário, é uma experiência muito interessante.

Esses aromas são retrato do solo na região, composto por calcário (alguns dizem giz), cascalho e em algumas pequenas parcelas por silex (pederneiras), aquela pedra que se batida ou arrastada em outra igual produz faíscas que permitem acender uma fogueira. Em inglês é conhecida como flint.

Além dos aromas e sabores herbáceos e minerais, e notas defumadas, muitas vezes encontramos frutas em profusão, notadamente maracujá.

Já sob a denominação Sancerre, o vinho adquire mais características de frutas e mineralidade, e menos herbáceos e defumados.

Sancerre:



Sancerre é rodeada de vinhedos:


Em Sancerre estive na Cave des Vins de Sancerre, que concentra vários produtores e engarrafa seus vinhos. Pude adquirir alguns belos exemplares que foram degustados na viagem mesmo:




Há ainda uma denominação de menor área, Menetou-Salon, que me apresentou um dos melhores exemplares na minha opinião, bem mais mineral e bem menos frutado:




Continua...