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domingo, 20 de agosto de 2017

Argentina: El Enemigo Malbec 2014

Falar de Malbec é fácil. Beber Malbec é fácil. Encontrar um Malbec diferente que ao mesmo tempo traz as maravilhosas características dessa deliciosa uva, e entusiasmar-se novamente com ela, não é tão fácil. Mas aconteceu com esse vinho.
Delicioso, está perfeito, prontíssimo a meu ver. Todas as maravilhosas características da Malbec, as frutas maduras, as violetas, a textura, aliadas a um frescor ótimo, um fim de boca que te faz pedir mais. Leva cerca de 15% de Cabernet Franc, que certamente deram uma pitada especial a esse vinho.
O melhor Malbec que bebi sem dúvida, e um dos melhores vinhos do ano.

Forget about standard Malbecs and eternal reocurrence of the same style. This one is quite different. Another great wine from Alejandro Vigil, this one brings everything we love in Malbecs, allied to a 15% Cabernet Franc. The result is something you just cannot stop drinking. The texture, the tannins, the nose, freshness, juicy without being boring. If you love Malbec, you HAVE to taste it. 

Scores: 90 WE; 91 ST; 92 RP; 94 TA.

Nota -> 4.5 de 5.      Preço -> cerca de R$140,00.      Site -> El Enemigo Wines.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Brasil: Don Guerino Malbec Rosé Brut

Mais um charmat que agradou.

Esse foi dica do Cesar, da Mondovino. Rosa suave, aromas delicados, flores e frutas vermelhas, mas tem uma ou outra que não se encontra em qualquer lugar; acidez legal e leve dulçor, interessante.

Bem 'cremoso' na boca, o perlage achei fraco, mas se você não liga tanto pra isso, não impacta. A espuma porém é bem persistente.

Brazilian Malbec Brut Rosé Charmat method sparkling wine, light pink, flowers and maybe guava on the nose. Aicidty ok and some sweetness spotted. Creamy and low perlage (?!?), hard foaming.

Nota -> 3.5 de 5.

R$49 na Mondovino.

Site -> Don Guerino.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Argentina: Cassone Malbec-Malbec 2014

Um vinho escolhido no restaurante para acompanhar um risoto, que aliás estava muito fraquinho.

Ele se apresentou bem púrpura na taça, lágrimas espessas e lentas, aromas de morangos, cerejas e um quê de violeta, o Malbec clássico e internacional que fez sua fama.

Na boca o álcool se mostra aumentando a impressão de dulçor e os taninos já estão bem redondos. As frutas estão lá também. O ponto interessante foi algo como ameixa em seu fundo de taça (?!?).

Este vinho foi feito de um barril especialmente para o restaurante. Malbec - malbec por ser oriundo do blend de dois vinhedos.

A wine chosen to follow a risoto, a classic and international Malbec full of cherries and violets, with noticeable alcohol and subtle sweetness enhanced by it. The interesting issue was a plum "bottom of the glass" hint that appeared. This is a wine from a barrel exclusively assigned to the restaurant, with Malbec grapes from two distinct vineyards.



Preço -> R$153,00 no Benedictine


Nota -> 3 de 5.


domingo, 22 de maio de 2016

Chile: Viu Manent Malbec Rosé 2014 #CBE [English below]

Para o mês de maio, o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs foi proposto pela nossa querida confrade Alessandra Esteves DipWSET : "Vinho rosé, de qualquer país, uva ou faixa de preço... mas, acompanhado de uma sugestão de harmonização (de preferência com foto), para mostrar a versatilidade desses vinhos".

Meu escolhido foi o Viu Manent Malbec Rosé, e o desafio foi pareá-lo com tacos!

O primeiro vinho que bebi da Viu Manent foi um Chardonnay, que me surpreendeu muito positivamente. Desde então, seus vinhos não deixaram a desejar.

E foi o caso deste Malbec Rosé. A Malbec na minha opinião "funciona" muito bem nos rosés, e sinceramente acho que deveria ser um pouquinho mais bem explorada nesse sentido.

Outro recado pra você que gosta da Malbec, prove os vinhos feitos com ela vindos do Chile. São bem interessantes.

Além da bonita e forte cor rosa, seus aromas delicados remeteram a frutas pequenas e ácidas e algo floral, num vinho extremamente agradável, fresco, com uma leve adstringência que ajudou muito na harmonização com os tacos. Seu final não é looongo, mas é bem honesto.

Não tirei a foto do vinho junto com o prato (desculpa Alê) mas posso dizer: funcionou bem até o vinho esquentar um pouquinho, quando o álcool apareceu bastante, e quando fui premiado com um pedaço bem apimentado de frango.

Esse na verdade é um desafio grande ao meu paladar: harmonização com pratos apimentados. Sinceramente acho bem difícil.

A very nice Malbec Rosé from Viu Manent, a winery that has showed me nice white wines and now a beautiful rosé.

No, this is not a Argentinian Malbec but a Chilean one. Yes, they do grow Malbec in Chile. And it is slightly different, if you are a big fan of the ones from La Plata land, got to prove it from the other side of the Andes mountains.

For me, Malbec goes really well in rosé style.

Besides this nice and vivid color, we find delicate flowers and small acid fruits aromas. Very pleasant, fresh and finishes with a light astringency.


Nota (points) -> 3.5 de 5

Preço -> R$59,9 (US$15)

Site -> Viu Manent.


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Zuccardi Q Malbec 2012

Após o Puklavec, abrimos esse Malbecão.

A linha Q é a linha premium da Zuccardi, a meu ver uma ótima vinícola de Mendoza, eles produzem grandes quantidades e variedades, a partir da Serie A já temos muita coisa boa. Plantam também variedades pouco conhecidas e produzem azeites (alguns realmente bons).

Este é um Malbec daqueles que traduzem a razão desses varietais terem se tornado tão famosos. É exuberante, seja na cor púrpura escura que mancha a taça e nos aromas de violetas, baunilha e frutas negras mescladas no álcool, seja nos taninos muito presentes e no corpo que enche a boca e amarra a língua, pedindo uns momentos para se recompor e tentar entender tudo o que passou por ali.

Um belo vinho, para ser degustado com calma e escoltando alguma comida estruturada, porém cometemos um infanticídio. Está jovem, não agradará a todos os paladares neste momento, embora eu já tenha gostado dele e certamente gostaria de prová-lo daqui uns anos.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> gentilmente oferecido pelo Camilo.

Site -> Zuccardi.



In English:

Following the Puklavec, we opened this big Malbec.

The Q line is Zuccardi's premium line of wines, for me one of the great Mendoza wineries, they produce great quantities and varieties, and from the A line we unquestionable have beautiful wines. They also make wines from unknown grapes for the most part of winelovers and olive oil, some very good.

This is a good instance of the now well known Argentinian Malbecs. Luxuriant glass dying purple color and violet aromas, together with vanilla and dark fruits. In mouth, alcohol and tannins, in a full-bodied mouth-filling liquor that kidnapp your tongue and makes you ask for a moment to understand everything that had just passed.

A beautiful wine to be tasted calmly and maybe alone, but we do committed an infanticide. It is young and will not please everyone at this moment, although I really enjoyed it and would like to taste it again in a few years.

Grade -> 3.5 out of 5.

Price -> owned by Camilo.

Site -> Zuccardi.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Malbec day: Chakana Estate Selection Malbec 2010

O dia 17 de abril foi o dia escolhido para ser o dia da Malbec.

Marketing ou não, escolheram esse dia por conta da apresentação, em 1853, na assembléia legislativa de Mendoza de um projeto de lei que propunha a criação da primeira Quinta Agronômica e Escola de Agricultura do País, por incentivo do então governante Argentino, General Sarmiento.

Pouco tempo depois, a Escola e a Quinta estavam fundadas e daí todo o do "nascimento" da Malbec em solo argentino ocorreria. (Fonte: Revista vinícola).

Este não foi aberto no dia 17 último, mas foi aberto em lembrança dessa data especial para os vinhateiros argentinos, e porque não para a própria argentina, afinal foi o início da história da moderna vitivinicultura argentina.

Não é muito concentrado, lágrimas "cansadas", cor já denotando início de um envelhecimento, na verdade não esperava tanto assim.

Fiquei apreensivo para verificá-lo em boca, mas primeiro o nariz trouxe muita fruta e tostado, um pouco de álcool que some logo.

Paladar bem aveludado, taninos educados, jugoso como dizem os hermanos. Acidez interessante, frescor, e muito saboroso, ganhará com leve decantação. Recomendo.

"O jaguar era o animal selvagem mais feroz conhecido pela cultura indígena anciã do norte da Argentina."

Nota -> 4 de 5.

Preço -> Presente do meu querido irmão e cunhada.

Site -> Chakana Wines.

In English:

In honor of the world malbec day (april 17th), "tired" tears in glass, colors walking to the ageing reds. 
Ripen fruit aromas, associated with toasted hints, coming altogether, very nice.

Velvety, polite tannins, fruits again in mouth and a very good acidity and freshness also come together to avoid us getting sick of it. 

Decant it for a while, it will thank you with roundness. 

"The yaguarette (jaguar), considered "Lord of the starred night", was the wildest known animal of the ancient indian culture from northern Argentina." 


Grade -> 4 out of 5.

It was a present.

Site -> Chakana Wines.



sexta-feira, 10 de abril de 2015

Argentina: Catena Malbec 2009

Esperava um belo vinho, mas não tão bom.

Para mim pode ser definido como um porto seguro: muita qualidade, expressão clássica da Malbec por pessoas que certamente estão no grupo dos que mais entendem da cepa.

Na minha opinião está na hora certa de ser bebido, nada sobressai, tudo harmônico.

Importante notar que é uma Magnum, querendo ou não há uma pequena diferença na evolução em relação à garrafa comum.

Há um floral forte combinado a um quê adocicado, uma mistura difícil de definir porém agradável. Não é extremamente complexo mas é muito bom.

Na boca é suavidade e sabor; veludo. Não se percebe álcool. Coisa bonita. Para agradar com facilidade.

Ótimo para apresentar a excelência e finesse da Malbec a quem não conhece, e a quem há muito tempo não provava seus encantos. Este vinho é um blend de 4 vinhedos, de alturas e características bem distintas. Vale conhecer.

Semana passada o jornal La Nación publicou um artigo (em espanhol) sobre as 3 revoluções que Nicolás Catena promoveu na Argentina.

Não há como negar, seu papel foi importante na vitivinicultura argentina.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> cerca de R$170 em restaurante (calma, dividido com amigos, não estou nadando em dinheiro rs).

Site -> Catena.

In English:

Since Catena is the same for quality in terms of argentinian wine, I was expecting nothing less than a good wine - but not this good.

For me it can be defined as a safe buy: the classic malbec expression, by the people who have been working a lot to definitely tame the grape.

In my opinion is the right time to uncork it: everything is working well, harmony is the word.

I really think that the magnum bottle has a different ageing process. Pro(s), please help me here.

There is something clearly floral, the sweet notes come along. Hard to define everything we find but very easy to like it.

On the palate it is sweet and savoury. Pure velvet. You just do not feel the alcohol.

A very good Malbec presentation for anyone who do not know it, or every single one who is missing it or have been a long time far from it.

A blend from 4 vineyards, each one at a different height and soil, and different nuances.


Grade -> 4 out of 5.

Price -> bought at a restaurant, something like US$55 (I know, in Brazil we are constantly robbed).

Site -> Catena.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Brasil: Don Laurindo Reserva Estilo 2009

A vinícola Don Laurindo, localizada no vale dos vinhedos, em Bento Gonçalves, nunca me apresentou algo ruim. Seus vinhos caminham numa trilha um pouco diferente dos vinhos ditos "internacionais", mas isso não significa que sejam vinhos estranhos, hippies ou esquisitos.

São vinhos com uma pegada diferente.

Recentemente o Sr. Laurindo Brandelli veio a falecer, o que não tira os brilhos dos vinhos que levam seu nome, visto que seu filho Ademir toca a vinícola há um bom tempo.

De cor púrpura com halo já caminhando para um vermelho mais "cansado", este abriu-se em frutas vermelhas frescas, bem frescas. Surgiu aquele aroma associado à violetas (eu diria que é um floral mesmo) comumente em vinhos feitos com Malbec. Até umas notas que me lembraram remédio (sério, daqueles que você tomava quando criança), que algumas vezes encontrei em tempranillos, principalmente argentinos (que não são muitos). Depois de um tempo me veio algo como um "suadinho", algo como um couro. Realmente depois de um tempo ele se assemelhou a alguns vinhos feitos com Tannat que pude experimentar ao longo do tempo.

Não à toa, esse blend é composto de Malbec, Tannat e Ancellota. Porcentagens não declaradas.

Na boca é igualmente fresco, rápido, boa acidez, álcool bem escondidinho, taninos presentes mas bem redondinhos. Um vinho de churrasco eu diria. Na boca é essencialmente um Tannat depois de um tempo, me lembrou outros tannats que já bebi.

Eu gostei e me lembrou um pouco do estilo do Gran Lovara que bebi há um tempo atrás.

São 5.950 garrafas e esta é a de número 4.994. Não é lá uma série especial, mas também não é produção em série.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$ 45,90.

Site -> Don Laurindo.



In English:

Located in Brazil's south region, Don Laurindo winery never presented me anything less than very good. Their wines follow a path quite different from the "international" wine-style spreaded today. They follow a "classic" style, a fresh and rich nose style without letting the fruit disappear.

The founder, Mr. Laurindo Brandelli, died recently, but the quality of his family wines are assured since his son, Mr. Ademir Brandelli has been in charge of the wines for a good time.

It is a brown to ruby hued purple wine, with clear notes of very fresh fruit and something like leather. Some violets or flower-like aromas appeared, denouncing the Malbec. It is a Malbec, Tannat and Ancellota blend.

In mouth I really think the Tannat takes control. It is very fresh, the alcohol is well hidden, the tannins are there but very well tamed. It is fast, clearly a wine to harmonize with meat.

I really liked it, it remembered me of another good brazilian blend that I drank, Gran Lovara. It is a different blend but the style is almost the same. Sorry, the lovara post is not in english yet at this date.

5.950 bottles and mine was 4.994. Not a special edition but neither a broadcasting wine.

Grade -> 4 out of 5.

Price -> R$45,90. Today, something like US$15.

Site -> Don Laurindo.

domingo, 16 de novembro de 2014

A Lisa 2008


Comprei esse há bastante tempo, pelo site da Vinci.

A Vinci é o braço mais alternativo da Mistral, trazendo bons vinhos a preços mais, digamos, amigáveis. Pelo menos era isso o que eu encontrava na época.

Esse A Lisa foi uma boa surpresa. É um vinho da Bodega Noemía, famosa e bem pontuada pelo titio Parker, principalmente pelo seu vinho ícone Noemia. Além dele há o J.Alberto e um A Lisa Rosé.

Seus vinhos são da patagônia Argentina, fria, seca. Está situada basicamente no meio do deserto.

Na taça, coloração bem rubi, denotando menos concentração e um brilho interessante.


Os aromas são deliciosos, mineral, conserva, tostado doce, algo de frutas pretas e silvestres. Tem cravo, canela ou algo mesclando esses dois. Daria pra usá-lo de perfume rs.

Um Malbec leve, com pequeno corte de Merlot, que se apresenta com menos concentração mas com boa carga tânica, embora marque presença sem perder a elegância. A acidez é correta e o vinho é muito gostoso. Daqueles que você vai bebendo aos poucos, apreciando, mas mesmo assim se deixar a garrafa vai acabar rápido.

Me fez lembrar do Loma Larga Malbec 2008 (que aliás é Chileno e vem de outra região tida como fria, talvez menos que a Patagônia) e do Bressia Profundo.

Gostei do estilo e recomendo a compra. Ah, pra quem se guia pelo estilo RP, ganhou 91 pontos.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> na época R$63,85 sem frete. Hoje, veja aqui (uma pena).

Site -> Bodega Noemía de Patagônia.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Com atraso: Lagarde Malbec 2012 para o dia do Malbec



Para não deixar o dia do Malbec passar em branco, comprei esse Lagarde Malbec junto com o Jantar após um dia extenuante.

Não é um Malbec muito escuro, apesar de obviamente não ser translúcido. Rubi nas bordas, halo transparente, quase púrpura no meio, lágrimas lentas.

Nariz de álcool às vezes e muito tostado, passando a frente das frutas vermelhas. No rótulo diz 50% do vinho em barricas por 8 meses. A impressão que dá é que tem mais tempo.

Na boca a fruta aparece, o álcool também, e tem um quê mineral (!!!), com boa acidez. Não é leve, nem muito pesadão eu diria média concentração mas parece que ele se perde e depois se encontra, até que depois de uns dias ele se definiu, Malbec clássico, frutas mescladas com baunilha/tostado. Acompanha bem a refeição mas não é um vinho que chama a próxima taça ou que traz algo novo.

Definitavamente ganharia com decantação, mas não foi possível.

A Lagarde é uma vinícola com uma linha relativamente grande, além de vários Malbecs apostam também em Cabernet Franc (que eu gosto muito), algumas cepas brancas e espumantes.

Prometo abrir um Malbec à altura em breve para celebrar com muito atraso o dia do Malbec.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$70,00 em restaurante.

Site -> Lagarde.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Com atraso: semana del malbec no Blog Vinarquía


Tenho tido pouco tempo para dedicar ao blog, então na medida do possível vou atualizando-o e colocando o "papo" em dia.

Falando em dia, 17 de abril foi escolhido como o dia internacional da nossa querida Malbec, e meu colega blogueiro Ariel dedicou toda a semana passada ao assunto, num trabalho muito bonito e bem feito, e como ele havia feito anteriormente para o Torrontés Riojano, repleto de informações.

Embora muita gente ache que o assunto Malbec "já deu", se você dedicar um tempinho a ler (em espanhol) o que ele se propôs a retratar, vai perceber que ainda há muito "pano pra manga", há ainda muita coisa a ser dita.

Pretendo abrir um ou mais Malbecs para registrar esse dia do Malbec, mesmo que de forma atrasada. No dia mesmo eu comprei um para o registro, nada de muito expressivo mas um bom vinho, que será relatado aqui em breve.

Por enquanto, façam o que eu digo: leiam os posts da Semana del Malbec e deliciem-se (ou fiquem com uma invejinha das degustações lá apresentadas, como eu fiquei...)

sábado, 31 de agosto de 2013

Benmarco Malbec 2009


Sexta feira, mais uma reunião da confraria 256.

Na estréia do nosso novo confrade Samuel, o vinho escolhido foi o Benmarco Malbec 2009, mais um filho da Sra. Balbo.

Novamente,  a expectativa jogou contra e o vinho, apesar de ser bastante agradável (uma característica forte dos vinhos de Susana balbo), com muita fruta ao nariz e em boca, não "encheu os olhos".

Tem os taninos presentes mas nada incômodos,  boa textura na boca, desce fácil.

Ou seja, é bom mas poderia ser um pouco mais barato. Pelo preço pago e por um pouco menos, já encontrei coisa melhor,  inclusive muitos vinhos brasileiros.

Há também outro rótulo para o mesmo vinho, a mão direita da pessoa que colheu a uva. O rótulo é bem bonito...


Pra quem gosta de pontuação, ganhou 90 da W&S, 91 do tio RP e 92 do Descorchados.

Nota -> 3 de 5.

Preço: R$85,00 na VinExpress

terça-feira, 9 de julho de 2013

Koyle Reserva Malbec 2011 e Palazzo Della Torre 2008

Finzinho de domingo, finalmente consegui visitar meus queridos Be e Bia em seu novo apê no Grajaú. Muito simpático e agradável, o Grajaú ainda conserva um pouco do "espírito" de bairro, com muitas casas e ruas tranquilas.

Eis que fui recebido com duas belas surpresas, as quais vou delinear um pouquinho para vocês.


O Koyle é um Malbec do vale do Colchagua, mais precisamente de Los Lingues. Região que dá frutos bem maduros e muita cor, de onde encontramos também alguns tintos da Casa Silva e da Santa Helena, que aliás ficam uma ao lado da outra.

A Koyle é uma vinícola moderna, da família Undurraga, e que também investiu no trabalho de Pedro Parra, além de possuir vinhedos biodinâmicos.

Este vinho (com um corte de 10% Syrah e 3% Cabernet Sauvignon) se abriu um pouco mineral e evocando azeitonas, bem parecido ao Malbec da Loma Larga, comentado aqui, embora mais maduro e com mais fruta. Bem púrpura escuro e denso, é um vinho de bastante extração, embora os taninos estejam "doces" e a sensação de boca seja ótima, preenchendo-a com mais fruta e um leve frescor, finalizando com uma boa mineralidade. Apesar de teoricamente jovem, já propicia bastante prazer, e possui 14.0 de álcool.

Gostei dele, Bernardo também, acabou rapidinho.

Dá uma olhada na tinta:


Garrafa finalizada, veio o outro candidato da noite. Um italiano mais austero...


O rótulo nos traz bastante informação. Ele diz que esse vinho é resultado da expertise da Allegrini em secar as uvas, numa releitura do processo conhecido como ripasso. A maioria dos frutos das cepas Corvina (70%) e Rondinella (25%) são vinificadas em tempo de colheita, enquanto o restante é encaminhado para a sala de secagem, onde vagarosamente se tornam passificadas até serem prensadas em janeiro. Então, são acrescidas ao vinho feito em setembro para que comecem uma segunda fermentação no intuito de prover complexidade e concentração.

O vinho é envelhecido em barris de carvalho de segundo uso por algo como 15 ou 16 meses e tem uma pequena adição de Sangiovese. Todas de vinhas com 40 anos de idade média.

Sua cor já era bem mais para um rubi levemente turvo, também evocando muita fruta, nesse caso bem vermelha, e alguma especiaria, com algo de tostado também presente. De estrutura considerável embora de menor extração que o Koyle, os taninos marcam forte presença mas a acidez aqui é quem está mandando. Realmente um vinho de potencial, o produtor recomenda pelo menos 10 anos. Outro grande vinho, também aprovado. Quando terminou, o "fundo de taça" dele era de um tostado notável. Ganhou 90 da WS.

Notas -> 4 de 5 para os dois. (Será que a companhia ajudou os garotos? Rs).

Preços -> Os dois foram presentes para os meus amigos, mas são importados e comercializados pela Grand Cru. O Koyle está saindo por R$57,00 e o Palazzo por R$123,00.

Sites -> Koyle e Allegrini.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Malbech M Gli Aceri IGT 2008


Às vezes não sei porque insisto em colocar à prova minhas resoluções.

Comprei este no Selo Reserva. Fiquei interessado, afinal, Malbec da Italia?

Pois bem, halo aquoso fino, nuances já começam a denotar alguma evolução. A cor é um já-saindo-do-púrpura-indo-pro-vermelho. Lágrimas rápidas.

Nariz queima um pouquinho por causa do álcool, frutas vermelhas bem maduras, no início pareceu até meio forçado, sei lá.

Média concentração, na boca pareceu só acidez+álcool+leves taninos. Depois os taninos ficaram mais presentes (temperatura correta), o álcool evaporou um pouco, mas o vinho na boca parece que ficou devendo alguma coisa.

Não sei, talvez seja a tal "personalidade" tão escrita por aí afora.

A verdade é que como sempre teceram mil elogios ao vinho. Juro que quero ver uma vezinha só eles colocarem "esse vinho nem é tão bom mas serve para agradar no dia-a-dia." Rs.

Agora, o incrível é o ótimo cheiro tostado+frutado que fica na taça com o restinho do vinho... Vai entender.

Nota -> 2.5 de 5.

Preço -> R$ 68,78 (caro!) no Selo Reserva.

Site -> Nem procurei.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Altos Las Hormigas Malbec Clasico 2011


Altos Las Hormigas Malbec Clasico, um Malbec de cor jovem, muita fruta ao nariz, macio e levemente aveludado na boca, e de baixa acidez.

Os aromas são bem legais, na boca ele se comporta direitinho mas no fim a sensação é de falta de acidez e muito dulçor. Chega a enjoar um pouco no final, e tem uma persistência razoável.

Nessa faixa de preço, prefiro o Alamos Malbec 2011 por exemplo.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$40,08 na Mistral (sem o frete. Na World Wine é R$49,00 (não vale isso na minha opinião).

Site -> Altos Las Hormigas.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Um resumo da Malbec na Argentina, pela Winesur

Ontem, dia da Malbec, o site Winesur publicou um belo resumo do que a uva representa em números para a Argentina.

Vale a leitura (em inglês) -> LINK

Malbec day / El día del Malbec: Finca La Anita Malbec 2009


A Finca La Anita é uma pequena finca mendocina que preza pela qualidade de seus vinhos. Conheci-a numa degustação realizada pela SBAV-Rio, em 27 de agosto de 2009, onde o enólogo Antonio Mas, que estava de frente à época (hoje é a Soledad) apresentou suas linhas, todas muito bem feitas e muito, muito boas.

Na ocasião, os vinhos degustados foram: 
  • Cuarto de Milla Branco (50% Semillón e 50% Chardonnay), 
  • Luna Malbec 2005, 
  • Luna Syrah 2005, 
  • Finca La Anita Malbec 2006, 
  • Finca La Anita Cabernet Sauvignon 2005, 
  • Finca La Anita Tonel (Syrah 70%, Malbec 30%).


Estivemos lá em abril de 2012, já comentado por aqui, onde também há uma referência rápida ao Linea Tonel (muito bom). Essa garrafa eu certamente compraria de novo se lá voltasse, e ainda estivesse em estoque (o vinho é de 2000).

Seus Syrahs e Tocai Friulanos foram bem elogiados pela Jancis Robinson.

Esse Malbec, como não podia deixar de ser, foi trazido direto da Finca, e aberto ontem para comemoração do dia do Malbec. Ao ser aberto, qual não foi a surpresa: um Malbec com alguma fruta ao fundo mas lotado de especiarias, algo meio adocicado, e algo de álcool ainda, mas sem incomodar.

Cor vermelha forte, muito bonita. Bem escuro. Lágrimas homogêneas e abundantes, lentas... Um espetáculo na taça. Já aparentando certa evolução apesar da pouca idade.

Na boca o nariz se confirmou, de textura aveludada, boa concentração (nada exagerada) e acidez, ótima persistência, ainda "quentinho", e um final enorme.

Com o tempo em taça uma definição engraçada mas que descreve bem: algo como uma calda de frutas vermelhas levemente queimada... Rs. Os aromas tostados são incrivelmente suaves, deliciosos. 

Um vinho para ser bebido devagar e para ficar na memória...

Edición limitada a solamente 10.801 botellas:


E em homenagem aos hermanos, aí vai um video do genial Astor Piazzolla:




Nota -> 4.5 de 5.

Preço -> Nem me lembro mais, comprado na Finca La Anita.

Site -> Finca La Anita.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Parcela #7 2009 e Serrera Reserva Malbec 2008


Post rápido. O Parcela #7 é o vinho de maior produção da Von Siebenthal. Mas nem por isso deve ser menosprezado. Já degustei o Carmenère e o excelente Montelíg.

Muito interessante, com um caráter bem francês. Uma pena seu preço exorbitante aqui no Brasil, que parece precificar as garrafas pelo que se acha ao invés de uma razão relacionada à produção. Um vinho de 73.542 garrafas custar mais de R$80,00 é no mínimo estranho. Enfim...


Já o Serrera Reserva Malbec me surpreendeu de uma forma negativa. Acho que criei expectativa por conta do excelente Bonarda.

É um Malbec mais austero, sem muita identidade eu diria. Mas, de novo, acho que criei muita expectativa.





sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Achaval Ferrer Malbec 2010



Quando estive na Achaval Ferrer em Mendoza, degustei este vinho da safra 2011. Muito nervoso, foi difícil identificar alguma característica mais marcante, amarrava demais a boca.

Um ano antes havia recebido um presente do meu irmão, que tinha ido a BsAs e trazido este 2010 para mim.

Pois bem, recebi a Gigi aqui em casa e, morrendo de fome, comprei uma pizza e perguntei: "Gi, vc curte um Malbec?"

"Meu preferido", ela respondeu.

Excelente, abri a garrafa, voltei com ela aberta para a geladeira-adega (sim, eu tenho uma geladeira só para os vinhos), e aguardei sua chegada.

A Achaval Ferrer é uma bela bodega, um lugar delicioso e calmo, um verdadeiro paraíso para os enófilos que curtem as bodegas chiquitas, bodegas boutique como já cunhado por outros.

Este Malbec é bem diferente dos outros que encontramos por aí, mais austero, mais elegante. De potência média, no início algo floral e baunilha, depois de um tempo algo como um defumado doce muito interessante. Até couro causou uma certa dúvida se havia surgido ou se o cérebro estava projetando algo mais elaborado.

Na boca, fresco, bom volume, acidez marcante, belo vinho. Cor púrpura, acho que ele ganha em garrafa mas dificilmente mais do que 2 anos. A garrafa acabou rápido, deixando gostinho de quero mais.

Nota -> 4.5 de 5.

Preço -> R$52,00 em BsAs. Aqui já vi por R$74,00 em promoção na Cobal do Humaitá.

Site -> Achaval Ferrer.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Pavillon de Léoville Poyferré Saint Julien 2008 e Loma Larga Malbec 2008

Em mais uma confraria de sexta-feira (passada), abrimos esses dois vinhos de caráter bem distintos.



O Château Léoville Poyferré (Grand Cru Classé em 1855), se estende através de 80 hectares de parreiras, cuja idade média é de 30 anos, à margem do rio Gironde.

A influência marítima cria um micro clima favorável e o solo de “graves” e areia, que permite uma excelente drenagem, fazem do vinho desta propriedade um cru notável.

O Pavillon de Poyferré, segundo vinho que até 2003 se chamava Pavillon des Connétables, é produzido a partir das parreiras mais jovens (15 a 20 anos).

A colheita é manual, a seleção rigorosa e o desengaço total.

A maceração é longa (3 semanas) e a criação é de 9 meses em barris de carvalho de primeiro e segundo uso. Composto de 52% Merlot, 41% Cabernet Sauvignon e 7% Petit Verdot, o que é interessante pois geralmente as propriedades da margem esquerda fazem vinhos baseados em Cabernet Sauvignon.

Este foi o segundo vinho, se apresentou numa de "jovial do velho mundo". Não era muito estruturado mas possuía uma carga tânica respeitável. Um bom vinho, boa acidez, de início aromas discretos de frutas e depois algo mais puxado para couro novo e algo mais "suado". Seu final é longo e a persistência muito boa.





Antes do nosso amigo francês, abrimos esse Malbec Chileno (isso mesmo), que ainda traz 5% de Syrah, direto do vale de Casablanca. Esse vale tem uma amplitude térmica de mais de 20C, e como é uma área bem fria, permite que as uvas sejam colhidas mais tarde que em outras regiões do Chile, possibilitando assim uma maturação excelente.

Esse Malbec Chileno tem características bem distintas dos Malbecs Argentinos, tanto em sua bela cor carmim escura quanto em aromas e estrutura. No nariz trouxe azeitonas (!!!), que também se mostraram em boca, numa acidez muito boa e taninos elegantes. Depois surgiram especiarias. O final é meio resinoso. Às cegas jamais diria se tratar de um Malbec. Gostei do estilo diferenciado.

Ganhou 92 ptos do Wine & Spirits figurando como melhor do ano do hemisfério sul e 92 ptos do Guía Descorchados, figurando como melhor Malbec do Chile.

Aconselho decantar um pouco o Loma Larga, por ser não filtrado.

Preço -> R$90,00 o Loma Larga na Lidador e o Pavillon foi presente de um confrade, trazido direto da França, mas no Club du Taste Vin sai a R$180,00 o 2007.

Nota -> 4 de 5 para os dois.

Sites -> Loma Larga e Chateau Leoville de Poyferre