A cabernet franc é minha paixão desde sempre.
Une complexidade e disponibilidade, num jeito mágico de ser.
Sou suspeito para falar da Loma Larga também pois deles gostei de todos os vinhos já bebidos.
Este cabernet franc, com 93 pontos no descorchados, traz muita fruta e muita coisa novo mundista hoje em dia tão mal falada por tantos que dessa fonte beberam durante anos, mas conjugadas à muita acidez e tensão, conferindo a esse vinho uma interessantíssima vontade de beber mais um gole. Frutas, álcool, herbáceos comportados, dulçor, madeira, acidez, tudo lá funcionando belamente. Ainda merece mais uns dois anos na garrafa, vai evoluir belamente com certeza.
I am very much in love with Cabernet Franc since always. It is approachable and yet complex, this one unites new world wines characteristics and an intriguing acidity and minerality provoking your mouth and forcing you to drink more. Delicious.
Nota -> 4 de 5. Preço -> R$ 126,00. Site -> Loma Larga.
“No vinho estão a verdade, a vida e a morte. No vinho estão a aurora e o crepúsculo, a juventude e a transitoriedade. No vinho está o movimento pendular do tempo. Nós mesmos somos parte do vinho e da vinha. No vinho espelha-se a vida”. (Roland Betsch)
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sexta-feira, 17 de agosto de 2018
domingo, 20 de agosto de 2017
Argentina: El Enemigo Malbec 2014
Falar de Malbec é fácil. Beber Malbec é fácil. Encontrar um Malbec diferente que ao mesmo tempo traz as maravilhosas características dessa deliciosa uva, e entusiasmar-se novamente com ela, não é tão fácil. Mas aconteceu com esse vinho.
Delicioso, está perfeito, prontíssimo a meu ver. Todas as maravilhosas características da Malbec, as frutas maduras, as violetas, a textura, aliadas a um frescor ótimo, um fim de boca que te faz pedir mais. Leva cerca de 15% de Cabernet Franc, que certamente deram uma pitada especial a esse vinho.
O melhor Malbec que bebi sem dúvida, e um dos melhores vinhos do ano.
Nota -> 4.5 de 5. Preço -> cerca de R$140,00. Site -> El Enemigo Wines.
Delicioso, está perfeito, prontíssimo a meu ver. Todas as maravilhosas características da Malbec, as frutas maduras, as violetas, a textura, aliadas a um frescor ótimo, um fim de boca que te faz pedir mais. Leva cerca de 15% de Cabernet Franc, que certamente deram uma pitada especial a esse vinho.
O melhor Malbec que bebi sem dúvida, e um dos melhores vinhos do ano.
Forget about standard Malbecs and eternal reocurrence of the same style. This one is quite different. Another great wine from Alejandro Vigil, this one brings everything we love in Malbecs, allied to a 15% Cabernet Franc. The result is something you just cannot stop drinking. The texture, the tannins, the nose, freshness, juicy without being boring. If you love Malbec, you HAVE to taste it.
Scores: 90 WE; 91 ST; 92 RP; 94 TA.
Nota -> 4.5 de 5. Preço -> cerca de R$140,00. Site -> El Enemigo Wines.
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Argentina: El Enemigo Cabernet Franc 2014
Sim, sou amante da Cabernet Franc, sim gostei do El Enemigo Cabernet Franc 2011, e sim resolvi voltar!
Abri-o achando que ainda deveria dormir um pouco mais porém, ainda que certo disso, o vinho estava delicioso. Escuro, os tons violetas dominam. Cerejas, cassis e outras frutas vermelhas aparecem junto a especiarias, notadamente pimenta preta, sendo notados cedro e baunilha, isso tudo no conjunto nariz+boca. Algo de menta ou eucalipto de vez em quando. Geralmente apresenta um corte leve de Malbec no conjunto, mas acho que esse é 100% Cabernet Franc.
Tentei apreciá-lo devagar mas a garrafa desapareceu, achei até que estava vazando mas não foi o caso. Uma maravilha. 96 pontos dados pelo Tim Atkin MW, 91 RP e James Suckling e 90 na WE (acho o pessoal da WE muito preconceituoso com os vinhos do cone sul).
Na Mistral é a safra da vez, se for comprar recomendo ao menos duas, uma para apreciar agora e outra para guardar por mais uns dois anos pelo menos.
This excellent Cabernet Franc from the rock and roll wine wizard Alejandro Vigil, the winemaker of Catena Zapata and probably the major responsible for the recent all-eyes-on Gualtallary area in Mendoza. Great ageing potential but ready to enjoy, pushing cassis and sweet spices right into your nose and palate, together with ceddar, vanilla, currants and black pepper with hints of eucalyptus in mouth. Amazing. Tim atkin gave it 96 points, 91 Wine Advocate and James Suckling and the Wine Enthusiast (I am not a Enthusiast of them) 90 points.
Nota -> 4,5 de 5.
Preço -> cerca de R$130,00.
Site -> El Enemigo.
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Portugal: Ciconia Tinto 2015 #CBE
Post atrasado, tema de julho, já havia bebido esse vinho e muito me agradou, continuou a agradar. O tema foi dos colegas Maykel e Anna do Vinho por 2. "No ano de 2016 o segundo maior importador de vinhos do Brasil foi um supermercado. Por isso, nada melhor do que comentarmos o que tem de bacana nas gôndolas, falando de qualquer tipo de vinho, de qualquer faixa de preço, que seja encontrado em supermercado".
Este vinho foi comprado num mercado da rede Hortifrutti. Touriga Nacional, Syrah e Aragonez dão cor púrpura com traços rubi, fazem um grupo de uvas com muitos aromas de frutas vermelhas e frescas, mas como se ainda não estivessem totalmente maduras, interessante. Ainda se pesca um tostadinho e talvez um floral de leve...
Na boca é bem fresco, fluido, taninos educados e final curto. Mais frutinhas e algo levemente apimentado. Gostoso o vinho, se dá muito bem com comida e é ótima pedida pra um pizza mais "forte" na minha opinião.
Nota -> 3.5 de 5.
Preço -> cerca de R$60, é importado pela Cantu.
Site -> Herdade São Miguel.
Este vinho foi comprado num mercado da rede Hortifrutti. Touriga Nacional, Syrah e Aragonez dão cor púrpura com traços rubi, fazem um grupo de uvas com muitos aromas de frutas vermelhas e frescas, mas como se ainda não estivessem totalmente maduras, interessante. Ainda se pesca um tostadinho e talvez um floral de leve...
Na boca é bem fresco, fluido, taninos educados e final curto. Mais frutinhas e algo levemente apimentado. Gostoso o vinho, se dá muito bem com comida e é ótima pedida pra um pizza mais "forte" na minha opinião.
Touriga nacional, Syrah and Aragonez (also called Tinta Roriz in Portugal and is the same as Tempranillo in Spain) make a purple ruby hinted fluid, not very concentrated, showing many and beautiful red fruit on the nose, sometimes lightly toasted. This is the main quality of this wine.
The mouth comes fresh and fast, bringing more fruits and pepper. Interesting, good for food and maybe very good for pizza.
Nota -> 3.5 de 5.
Preço -> cerca de R$60, é importado pela Cantu.
Site -> Herdade São Miguel.
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Portugal: Casa das Mouras Reserva Tinto 2012 #CBE
Vinho bebido para a postagem da CBE para o mês de agosto, o tema foi proposto pelo Gil do ótimo Vinho para Todos: um tinto do Douro. Todo dia primeiro de cada mês há um novo tema desta que é a mais antiga confraria virtual em atividade no Brasil!
Digo e repito: os vinhos da península Ibérica têm um lugar especial no meu coração. Mas esse me deixou um pouco chateado, acredito que não tenha sido armazenado corretamente pois já havia provado esse vinho em outra ocasião e havia me dado uma impressão muito boa.
Bom, Touriga Nacional+Touriga Franca+Tinta Roriz descansam 12 meses em barris franceses; com 5 anos ainda apresentou uma cor violeta, digna de um garoto. O nariz trouxe frutas vermelhas maduras e um fundo suave de baunilha, mas todos muito tênues. Na boca uma lembrança meio balsâmica junto às frutas, taninos já macios porém presentes, e um final que parece ser comprido mas termina antes do que ensaiou.
O rótulo achei bonito e representa a visão do artista Nuno Barreto sobre a propriedade.
Touriga Nacional, Touriga Franca and Tinta Roriz (also known as Aragonez and Tempranillo), 12 months ageing in french oak barrels. Violet colour, berries dominating the aroma with a soft vanilla background, sometimes you taste something balsamic. Fine tannins with a medium length finish. I was expecting more but maybe it was not well maintained, as I did not bought it from a wine store but from a supermarket and here in Brazil not all of them give the proper attention to the bottles.
Nota -> 3 de 5.
Preço -> R$99,00 no Hortifrutti.
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Espanha: Clos Gebrat Tinto 2015
Esse Clos Gebrat é tido como uma introdução aos vinhos do Priorato, na Espanha. Esta região ganhou mais notoriedade nos últimos anos com seus vinhos potentes e possivelmente longevos, de muita fruta e álcool. Um estilo bem apreciado pelo pessoal do tio Parker. Mais a região começou a ser melhor notado há cerca de 20/25 anos.Um vinho feito de Garnacha, Cariñena (ou Grenache e Carignan em francês), Merlot, Syrah e Cabernet Sauvignon, 8000 garrafas. Recebeu 92 pontos da W&S figurando como um dos best buys, e foi o Top Catalan Wine of the Year em 2013. Não passa por barris e suas uvas são de diversos pequenos vinhedos da propriedade.
Um vinho de muita fruta vermelha no nariz e boca, framboesas e morangos dão o tom, com algo de ervas secas e temperos, aliados a bastante álcool. Em alguns momentos bate como um licor.
Interessante, talvez mais alguns anos o façam harmonizar-se melhor.
Blend made with Grenache, Carignan, Merlot, Syrah and Cabernet Sauvignon, expressive red fruit on the nose and palate, with herbs and spices behind but well noticed. A lot of alcohol. Sometimes it appears to be a very soft liquor.
Nota -> 3.5 de 5
Preço -> R$54,90 no Evino
Site -> Vinicola del Priorat.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Argentina: Bressia Monteagrelo Cabernet Franc 2013
A história desse vinho começa com o erro da Vinum Day ao me enviar a safra 2013 ao invés da 2011,
a qual havia sido anunciada.
Bom, como fui informado que a 2011 não havia mais garrafas disponíveis, sendo algumas garrafas da 2013 enviadas na mesma remessa, só me restava degustá-lo...
Conheci os vinhos da Bressia com o ótimo Profundo, um vinhaço. A linha Monteagrelo é a linha de varietais da Bressia.
Um belo vinho, a fruta vem com força mas não é exagerada, traz também traços de pimentão e algo como grafite, aliado a uma boa mineralidade. É firme, carnudo, boa acidez mas ainda assim mostra características de uma linha mais francesa. Um belo vinho.
A very nice argentinian cabernet franc, brings together mendoza and france characteristics, fruits, pepery aromas, graphite, nice texture, good presence, acidity, some minerality. But still keeps a french leg. Try it.
Nota -> 4 de 5.
Preço -> R$139,00.
Site -> Bodega Bressia.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Argentina: El Enemigo Cabernet Franc 2011 #CBE
Este post é para saldar a dívida do tema de primeiro de junho desse ano para a CBE - a famosa, maior e primeira confraria enoblogueira virtual do brasil (quiçá do mundo? Rs). O tema era: "vinho de corte, com 50% ou mais de cabernet franc"...
Procurei esse vinho por um tempo, foi difícil achá-lo na Mistral, que é quem importa com acredito eu certa exclusividade. Eis que consegui e guardei-o por um tempo.

Procurei esse vinho por um tempo, foi difícil achá-lo na Mistral, que é quem importa com acredito eu certa exclusividade. Eis que consegui e guardei-o por um tempo.

Hoje foi o dia de degustá-lo. É um corte com 8% de Malbec, ambas de Gualtallary e ambas acima dos 1400m de altitude.
Foge do púrpura, algo próximo do rubi. Aromas frutados ao abrir, com mirtilo e amora. Depois de um tempo, ameixa e os leve herbáceos/pimenta da maravilhosa Cabernet Franc aparecem.
A boca traz mais frutas e muito frescor, combinado a uma suculência e taninos granulados, um veludão. Mas não se engane, em nada traz excesso de baunilha ou algo do tipo, muito pelo contrário: ela só aparece no fundo de taça e muito educadamente. Aí está a grande surpresa desse vinho, que aliás superou minhas expectativas. O final ainda traz um leve mineral, e é longo... Pra mim está no tempo certo de ser bebido!
A Cabernet Franc está em voga na Argentina, o que pra mim é uma sensação visto que adoro vinhos feitos com ela. Por aqui no Brasil ela já teve um legar de mais destaque, pra quem quiser saber um pouco mais sobre a Cabernet Franc no Brasil, ótima matéria da Adega.
Pontuações alcançadas por esse vinho: 93 JS, 92 RP, 91 WE, 91 WS, 91 ST.
For my readers that read my notes in english, I will literally let you with James Suckling's notes, that summarizes almost everything I found about this wine: "a perfumed and beautiful wine with blueberry, plum and nuts. Full body, silky tannins and a minerally finish. A wine that shows the potential of the Cabernet Franc. Think Chinon here."
I prefer this one.
Nota -> 4.5 de 5.
Preço -> R$ (indisponível no site da Mistral).
Site -> El Enemigo Wines.
sábado, 26 de novembro de 2016
Chile: Koyle Gran Reserva Carmenère 2012
Bonita cor entre púrpura e carmin. Aromas remetem a pimentão misturados com frutas vermelhas maduras. Na boca se torna refrescante, inicialmente algo próximo a pimenta e especiarias e termina bem frutado, pimentão do nariz não se confirma então se você foge desse tipo de sabor (não é meu caso), pode aproveitá-lo também.
É um vinho muito gostoso de se beber, não é um Carmenère sobremaduro nem verde em excesso.
Explora um lado muitas vezes menos explorado, com frescor em alta. Bons taninos, o vinho agradará facilmente à maioria dos paladares. Mais um vinho de los Lingues, notadamente a região premium para a Carmenère, dentro do vale do Colchagua, no Chile. Recomendo a visita, lá você encontrará a Koyle (com seus vinhedos biodinâmicos), Casa Silva, Viña Montes, entre outras.
Very nice and round Carmenère, the famous bell pepper is straightforward in the nose but do not affects the palate, where its roundness and surprisingly acidity come after the black pepper and the berries, all of those make this wine a lightspeed ending one.
This one comes from Los Lingues, the place that almost every year shows all the beautiful characteristics of the long forgotten Carmenère.
Nota -> 4 de 5.
Preço -> bebido em restaurante, certamente acima dos R$120,00.
Site -> Koyle.
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Italia: Camigliano Poderuccio Toscana 2013
Este foi bebido na despedida do Freitas. Apesar de ser de uma vinícola bem interessante, esse vinho
acabou sendo bebido rapidamente sem a devida atenção, apesar de ter me deixado um pouco intrigado, pois não tive tempo de identificar nada além das costumeiras frutas vermelhas, baunilha e tostado. Talvez chocolate.
É um filhote de supertoscano (esse tem Sagiovese com Cabernet Sauvignon e Merlot), com boa acidez e estrutura, taninos fortes, ainda fechadão, acho que mais um tempo em garrafa vai lhe fazer bem.
Pequena parte desse vinho passa por barrica. Acredito que vá bem com carne, massas e uma pizza.
É um filhote de supertoscano (esse tem Sagiovese com Cabernet Sauvignon e Merlot), com boa acidez e estrutura, taninos fortes, ainda fechadão, acho que mais um tempo em garrafa vai lhe fazer bem.
Pequena parte desse vinho passa por barrica. Acredito que vá bem com carne, massas e uma pizza.
Nota -> 3.5 de 5.
Preço -> não me lembro.
Site -> Camigliano.
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Brasil: Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2008
A safra 2008 brasileira continua mostrando vigor. Ao ser aberto, álcool e taninos ainda muito presentes, contrastando com a cor já bem cansada e o halo começando a ficar transparente.
No início aromas muito fortes de estrebaria e frutas frescas por trás, invertendo a lógica. Depois de um tempo suaviza, harmoniza, o álcool some.
Na boca balsâmico, um quê de ervas secas, álcool educado, algo de fruta, boa acidez, taninos ainda ali, estruturando, ao final dá quase que para dar uma mastigada. Está ótimo mas acredito que ainda aguente mais um pouquinho. Delicioso, para ser apreciado devagar.
Este vinho recebeu 93 pontos da Decanter Magazine; a MW Jancis Robinson é fã declarada da vinícola. E eu também! Basta ler um dos posts abaixo sobre os deliciosos vinhos da linha grande vindima da grande safra 2005: Tannat, Cabernet Sauvignon, Quorum, e Merlot
This is a very interesting and delicious brazilian Merlot. This harvest is known as a very good one, but it has been proven to be better than expected in terms of longevity.
Besides its aged color, alcohol showed itself, warming the nose. Stall and new leather, fruits behind inverting logics. After some time alcohol finds his way inside the wine. Balsamic, dried herbs, some hidden fruits and still firm tannins. In the end you can almost chew it. Delicious, to be slowly appreciated.
Nota -> 4 de 5.
Preço -> R$99,00 em promoção na Vinum Day. Devia ter comprado mais...
Site -> Lidio Carraro.
domingo, 20 de novembro de 2016
Argentina: Miras Joven Trousseau Nouveau 2015
Às vezes a gente se depara com um vinho que faz a gente rever conceitos. Um vinho que surpreende.
O senhor Marcelo Miras é o responsável pelos vinhos da Bodega del Fin del Mundo, na Patagônia, que me surpreenderam bastante no passado com sua linha reserva e sua linha superior, principalmente por conta de seus varietais, que diferiram bastante de tudo o que eu já havia provado até então vindo da Argentina, e me agradaram muito. Principalmente o Cabernet Sauvignon, na ocasião.
Este vinho, pouco concentrado, traz aromas belos de groselha e mirtilos, e também terra. Muito frescor, parece que vai ser rápido na boca por conta do exame visual, mas não é. Mais frutinhas, algo mineral e um quê rústico, taninos inesperados e que lhe aportam uma ótima estrutura. Ao final traz uma sensação levemente adocicada e persiste, te faz salivar. Saborosíssimo.
Esta uva, Trousseau, francesa, aparentada da Pinot Noir. Considerada ainda mais difícil de ser cultivada que a famosa da Borgonha por ser mais exigente. Muito utilizada na região de Jura, perto da fronteira com a Suíça. Em Portugal é chamada Bastardo (por que será rs).
Me fez lembrar o Domaine Marey La Justice que bebi em 2014. Parabéns ao Marcelo Miras por ter feito algo tão interessante, se assemelhando a vinhos mais caros e apreciados no mundo, por preços mais acessíveis. Esse é o tipo de cara que dá orgulho admirar.
Pra comprar uma dúzia (se ainda tiver por aí).
This is the kind of wine that remembers you why - oh why - you started drinking wines. Absolutely unexpected, feels like a good Pinot Noir from Burgundy, with its rustic aromas and tannins but yet fruitforward, fresh and pleasant. A must talking about Argentinian wines.
If you find this one in the USA or UK, or even somewhere else, do not hesitate - buy at least two bottles, if you are a Burgundy fan. And one bottle if you are not, since this is a very nice piece of work.
Nota -> 4.5 de 5.
Preço -> R$ 89,90.
Site -> Bodegas Miras.
sábado, 5 de novembro de 2016
Portugal: Herdade do Portocarro 2010 e Cavalo Maluco 2010
Em minha recente ida a São Paulo, dias antes do nascimento da minha sobrinha amada, estivemos eu e minha noiva jantando com meu irmão, com sua esposa e com ela ainda na barriga, numa noite fresca pra gelada para apreciarmos uns queijos, pizza e vinhos (e charuto).
No processo de escolha do que beber (gosto também dessa fase), eis que meu irmão surgiu com esses dois petardos.
Agora sei que são petardos, mas embora não duvide um segundo sequer de um vinho português, não os conhecia.
Esses vinhos são obra de José da Mota Capitão, que - como boa parte daqueles que confiam em seus instintos e vão contra o establishment - iniciou sua produção vinícola num lugar conhecido por ser lar de cortiça e gado.
Se gostaria de saber mais sobre o produtor e um pouco de sua história, peço a visita no blog da Fabiana Gonçalves que teve o prazer de conhecer mais essa personalidade do mundo do vinho português, definitivamente alguém a se respeitar nesse quesito após provar esses dois deliciosos vinhos.
Outra ótima opinião sobre o cavalo maluco está aqui. Um belo site diga-se.
Enfim, vamos aos lusos: o Herdade do Portocarro de cor bem rubi traz os aromas parecidos a um porto, muitas frutas vermelhas com boa acidez e certa mineralidade. Em alguns momentos evoca o Alentejo. Aragonez, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon (!!!). Ótimo vinho.
O Cavalo Maluco - ah o Cavalo Maluco! - é enorme.
Denso, granada, flores, frutas, chocolate, especiarias, café, fumo, couro, talvez menta, algo parecido a alguma calda doce. Tudo isso se alternando diversas vezes e alguns vindo junto, acidez pungente, estruturado, tânico mas sem ser agressivo, profundo e complexo mas ainda assim delicioso e fácil de beber, funcionando bem sozinho ou acompanhado de comida. Final quase infinito. Para beber devagar e apreciando.
Um vinhaço.
Pelas palavras do produtor: "Cavalo Maluco foi um grande chefe Sioux que resistiu à ocupação e destruição das terras e cultura do seu povo, permanecendo fiel aos seus valores e códigos de honra, pelos que deu a vida. Uma personalidade forte e intensa, indomável e irreverente mas também sensível e digna, como este vinho que assume o seu nome. Um vinho que presta homenagem a todos os “cavalos malucos” deste mundo que, apaixonados e destemidos, pensam pela sua cabeça e trilham o seu próprio caminho, com paixão pela diferença. Cada ano de Cavalo Maluco presta homenagem a uma personalidade que se identifica com este espírito (com a justaposição das suas iniciais no rótulo)."
Essa edição é dedicada a Vasco Gallego.
E o video abaixo eu dedico a ele e ao José da Mota Capitão.
Nota -> 4 de 5 & 4.5 de 5.
Preço -> Abertos pelo meu irmão.
Site -> Herdade do Portocarro.
No processo de escolha do que beber (gosto também dessa fase), eis que meu irmão surgiu com esses dois petardos.
Agora sei que são petardos, mas embora não duvide um segundo sequer de um vinho português, não os conhecia.
Esses vinhos são obra de José da Mota Capitão, que - como boa parte daqueles que confiam em seus instintos e vão contra o establishment - iniciou sua produção vinícola num lugar conhecido por ser lar de cortiça e gado.
Se gostaria de saber mais sobre o produtor e um pouco de sua história, peço a visita no blog da Fabiana Gonçalves que teve o prazer de conhecer mais essa personalidade do mundo do vinho português, definitivamente alguém a se respeitar nesse quesito após provar esses dois deliciosos vinhos.
Outra ótima opinião sobre o cavalo maluco está aqui. Um belo site diga-se.
Enfim, vamos aos lusos: o Herdade do Portocarro de cor bem rubi traz os aromas parecidos a um porto, muitas frutas vermelhas com boa acidez e certa mineralidade. Em alguns momentos evoca o Alentejo. Aragonez, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon (!!!). Ótimo vinho.
O Cavalo Maluco - ah o Cavalo Maluco! - é enorme.
Denso, granada, flores, frutas, chocolate, especiarias, café, fumo, couro, talvez menta, algo parecido a alguma calda doce. Tudo isso se alternando diversas vezes e alguns vindo junto, acidez pungente, estruturado, tânico mas sem ser agressivo, profundo e complexo mas ainda assim delicioso e fácil de beber, funcionando bem sozinho ou acompanhado de comida. Final quase infinito. Para beber devagar e apreciando.
Um vinhaço.
Pelas palavras do produtor: "Cavalo Maluco foi um grande chefe Sioux que resistiu à ocupação e destruição das terras e cultura do seu povo, permanecendo fiel aos seus valores e códigos de honra, pelos que deu a vida. Uma personalidade forte e intensa, indomável e irreverente mas também sensível e digna, como este vinho que assume o seu nome. Um vinho que presta homenagem a todos os “cavalos malucos” deste mundo que, apaixonados e destemidos, pensam pela sua cabeça e trilham o seu próprio caminho, com paixão pela diferença. Cada ano de Cavalo Maluco presta homenagem a uma personalidade que se identifica com este espírito (com a justaposição das suas iniciais no rótulo)."
Essa edição é dedicada a Vasco Gallego.
E o video abaixo eu dedico a ele e ao José da Mota Capitão.
Nota -> 4 de 5 & 4.5 de 5.
Preço -> Abertos pelo meu irmão.
Site -> Herdade do Portocarro.
Chile: Loma Larga Pinot Noir 2012
Falar da Loma Larga é chover no molhado. Malbec, Cabernet Franc, Syrah premiado, Sauvignon Blanc. Seus varietais são belos. E diferentes.
Este foi degustado junto a uma pizza em uma ótima pizzaria do Rio, comemorando o dia dos professores.
Sua cor já denotava certa evolução e seus aromas, junto às frutas vermelhas tradicionais e leve terra/umidade, apareceu um incrível aroma de goiaba! Facilmente perceptível...
Na boca muito macio, equilibrado, muita fruta, acidez justa, as duas garrafas terminaram na velocidade da luz. Muito saboroso.
This winery is very interesting, i had tasted its Malbec, Cabernet Franc and Sauvignon Blanc. All of them very distinctive, delicious, full of character and very impressive. This one presented everything a good Pinot Noir must bring, and surprisingly a very well noticed sweet guava on the nose after a little time on the glass. Amazing. Polite acidity and tannins, round and pleasant. Recommended.
Nota -> 4 de 5.
Preço -> R$150,00 em restaurante.
Site -> Loma Larga.
Este foi degustado junto a uma pizza em uma ótima pizzaria do Rio, comemorando o dia dos professores.
Sua cor já denotava certa evolução e seus aromas, junto às frutas vermelhas tradicionais e leve terra/umidade, apareceu um incrível aroma de goiaba! Facilmente perceptível...
Na boca muito macio, equilibrado, muita fruta, acidez justa, as duas garrafas terminaram na velocidade da luz. Muito saboroso.
This winery is very interesting, i had tasted its Malbec, Cabernet Franc and Sauvignon Blanc. All of them very distinctive, delicious, full of character and very impressive. This one presented everything a good Pinot Noir must bring, and surprisingly a very well noticed sweet guava on the nose after a little time on the glass. Amazing. Polite acidity and tannins, round and pleasant. Recommended.
Nota -> 4 de 5.
Preço -> R$150,00 em restaurante.
Site -> Loma Larga.
terça-feira, 1 de novembro de 2016
França: Chateau Bonneau 2013
Inesperadamente aromático, púrpura, muita fruta; confesso que esperava algo mais simples no aroma e no paladar e de menos concentração.
Acidez bem alta, algumas vezes ficou fora de lugar então é interessante que acompanhe alguma comida mais gordurosa ou um queijo mole; taninos já se educando, foi um vinho agradável. Mas eu guardaria mais um pouquinho.
Nice surprisingly aromatic young bordeaux, médoc style. Present tannins but they do not exceed, although I would let it rest for a while due to its pungent acidity. Or you can put it side to side to a fatty cheese.
Nota -> 3.5 de 5.
Preço -> oferecido pelos queridos Luiz e Andrea.
Site -> Fiée des Lois.
Acidez bem alta, algumas vezes ficou fora de lugar então é interessante que acompanhe alguma comida mais gordurosa ou um queijo mole; taninos já se educando, foi um vinho agradável. Mas eu guardaria mais um pouquinho.Nice surprisingly aromatic young bordeaux, médoc style. Present tannins but they do not exceed, although I would let it rest for a while due to its pungent acidity. Or you can put it side to side to a fatty cheese.
Nota -> 3.5 de 5.
Preço -> oferecido pelos queridos Luiz e Andrea.
Site -> Fiée des Lois.
sábado, 22 de outubro de 2016
Portugal: Singularis 2014
O senhor Paulo Laureano dispensa apresentações. Privilegiando as castas portuguesas, faz ótimos
vinhos, uma boa parte bem acessível.
Este é um exemplo do que o Alentejo pode trazer em termos de frescor e frutas, sem extrema complexidade mas com um alto prazer de degustação. Trincadeira, aragonez e alfrocheiro. Cada uma na sua particularidade, as três trabalhando bem juntas. Bem gostosinho.
This is a excellent example on how the Alentejo region can bring fresh and fruity wines, easy to drink and delicious. Mr Paulo Laureano, the mustache winemaker that knows - maybe better than anyone - that hot and large portuguese wineregion, and brings this knowledge into his bottles for us to enjoy. Wanna buy an affordable wine? Bet on the portuguese!
Nota -> 3.5 de 5.
Preço -> Degustado com os queridos Carlo e Natasha.
Site -> Paulo Laureano.
Chile: EPU 2012
Conheci este vinho em maio de 2013, safra 2009. Na época se apresentou um vinho muito intenso, com muita madeira e baunilha.
Esse 2012 está menos concentrado que o 2009, embora ainda escuro. Menos madeira e baunilha. Frutinhas, chocolate e incenso (!!!). Boa acidez e taninos nervosos ainda mas achei interessante, num conjunto que repete as frutas e o chocolate na boca, e algo "salgadinho" inesperado. Ainda dorme bem... Belo vinho!
Esse é o segundo vinho da Almaviva, ou o outro vinho da Almaviva. Não se apegue nessa discussão boboca e aprecie-o. Sugiro comprá-lo, se possível, no Chile.
The first time I had this wine was in may 2013, it was the 2009. On that time it was a very intense and wooded wine, dark, powerful.
This one is less wood and vanilla, more fruit and chocolate. Even incense. Good and well noticed acidity, hard but interesting tannins surrounding more fruits and chocolate. In the end salt. Still young but can be drinked right now, if you are a patient one, drinking slowly. Nice!!!
Nota -> 4 de 5.
Esse 2012 está menos concentrado que o 2009, embora ainda escuro. Menos madeira e baunilha. Frutinhas, chocolate e incenso (!!!). Boa acidez e taninos nervosos ainda mas achei interessante, num conjunto que repete as frutas e o chocolate na boca, e algo "salgadinho" inesperado. Ainda dorme bem... Belo vinho!
Esse é o segundo vinho da Almaviva, ou o outro vinho da Almaviva. Não se apegue nessa discussão boboca e aprecie-o. Sugiro comprá-lo, se possível, no Chile.
The first time I had this wine was in may 2013, it was the 2009. On that time it was a very intense and wooded wine, dark, powerful.
This one is less wood and vanilla, more fruit and chocolate. Even incense. Good and well noticed acidity, hard but interesting tannins surrounding more fruits and chocolate. In the end salt. Still young but can be drinked right now, if you are a patient one, drinking slowly. Nice!!!
Nota -> 4 de 5.
Preço -> Degustado com os queridos Carlo e Natasha.
Site -> Almaviva.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
França: Château de Camarsac Cuvée du Prince Noir Bordeaux Superieur 2009
Um presente da minha tia, vindo diretamente de Paris. Um vinho de linha regular (50k garrafas/ano), de uma origem famosa, de uma safra nota 10, de um Château de 700 anos. Curiosidade no mínimo.
O produtor aconselha a guarda de 2 a 5 anos. Guardei por sete até que deu uma vontade de abrí-lo, e não lutei contra.
Cor de vinho já evoluído, bem 'atijolado', halo fino transparente. Aromas ainda bem frutados, distoando da cor, cassis e amora bem evidentes. Leve baunilha. Na boca ainda taninos, sente-se a madeira, boa acidez. Mais frutas com uma textura balsâmica, um conjunto improvável mas interessante e bem gostoso, com certa estrutura. Seca a boca. Estava bem gostoso.
Thierry Lurton, que assina esse vinho, faz parte de uma família de viticultores originária de Bordeaux, e da qual 13 componentes possuem vinícolas, na França, Portugal, Espanha, Chile, Austrália, Argentina. Será que têm experiência?
A regular bordeaux wine, around 50k bottles a year, of a perfect harvest, from a 700 year-old château from a very well-known family. Curious at least.
The producer advises to keep it from 2-5 years. I gave it seven and then opened it.
Its colors are the ones from a evolved wine, brownish red, transparent halo. Amazingly still fruity aromas, which is not paired with color. Blackberry and Blackcurrant very well distinguisehd. Vanilla comes light. In mouth that nice wood feeling and good acidity, fruits and balsamics, a unlikely but tasteful kit. It really dries the mouth.
Thierry Lurton is part of a Bordeaux winemakers family, in which there are 13 winemakers owning wineries in France, Portugal, Spain, Australia, Chile and Argentina. Are they experienced?
Nota -> 4 de 5.
Preço -> Presente.
Site -> Camarsac.
O produtor aconselha a guarda de 2 a 5 anos. Guardei por sete até que deu uma vontade de abrí-lo, e não lutei contra.
Cor de vinho já evoluído, bem 'atijolado', halo fino transparente. Aromas ainda bem frutados, distoando da cor, cassis e amora bem evidentes. Leve baunilha. Na boca ainda taninos, sente-se a madeira, boa acidez. Mais frutas com uma textura balsâmica, um conjunto improvável mas interessante e bem gostoso, com certa estrutura. Seca a boca. Estava bem gostoso.
Thierry Lurton, que assina esse vinho, faz parte de uma família de viticultores originária de Bordeaux, e da qual 13 componentes possuem vinícolas, na França, Portugal, Espanha, Chile, Austrália, Argentina. Será que têm experiência?
A regular bordeaux wine, around 50k bottles a year, of a perfect harvest, from a 700 year-old château from a very well-known family. Curious at least.The producer advises to keep it from 2-5 years. I gave it seven and then opened it.
Its colors are the ones from a evolved wine, brownish red, transparent halo. Amazingly still fruity aromas, which is not paired with color. Blackberry and Blackcurrant very well distinguisehd. Vanilla comes light. In mouth that nice wood feeling and good acidity, fruits and balsamics, a unlikely but tasteful kit. It really dries the mouth.
Thierry Lurton is part of a Bordeaux winemakers family, in which there are 13 winemakers owning wineries in France, Portugal, Spain, Australia, Chile and Argentina. Are they experienced?
Nota -> 4 de 5.
Preço -> Presente.
Site -> Camarsac.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Brasil: Dom de Minas Syrah 2013 #CBE
Todo dia primeiro é dia de escrever sobre um tema escolhido por um colega confrade da Confraria Brasileira de Enoblogs, a mais antiga confraria virtual do Brasil, que está no ar desde fevereiro de 2007.
Para o mês de Setembro a escolha foi do confrade Evandro Vanti (Vinhos que Provo), fazer a indicação: "um Syrah / Shiraz do novo mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja dessa uva".
Para o mês de Setembro a escolha foi do confrade Evandro Vanti (Vinhos que Provo), fazer a indicação: "um Syrah / Shiraz do novo mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja dessa uva".
Meu escolhido foi o Dom de Minas Syrah, uma uva que tem participado das novas experiências pelo Brasil afora (Minas, Goiás, interior de São Paulo) e que tem respondido à altura da dedicação do pessoal focado em expandir as fronteiras vitivinícolas brasileiras.
É leve, vermelho sangue com halo transparente. Frutas vermelhas (cassis, cereja), algo mais doce que não consegui divisar. Na boca voltam as frutas, traços de especiarias, textura de sangue, taninos já caminhando para algo bem aveludado, final seca bem a boca, com novamente um traço meio adocicado. Leve acidez. Quando esquenta o álcool incomoda um pouco.
Já conhecia o ótimo Sauvignon Blanc deles. Agora viso o Cabernet Franc.
This is for the Enobloggers fraternity, as told before on another post. This is a Syrah from a new wine region here in Brazil, where the winemakers had inverted the grapevine cycle, by pruning it. Ruby red, evolved wine appearance but fruity on the nose, something sweet too. In mouth the fruits come back (cassis, cherry), spices, blood texture and almost silky tannins. Very dry in the end, something sweet come forth again. Light acidity. They have a beautiful Sauvignon Blanc and I am really interested in their Cabernet Franc.
Nota -> 3.5 de 5.
Preço -> cerca de R$ 50.
Site -> Dom de Minas.
Já conhecia o ótimo Sauvignon Blanc deles. Agora viso o Cabernet Franc.
This is for the Enobloggers fraternity, as told before on another post. This is a Syrah from a new wine region here in Brazil, where the winemakers had inverted the grapevine cycle, by pruning it. Ruby red, evolved wine appearance but fruity on the nose, something sweet too. In mouth the fruits come back (cassis, cherry), spices, blood texture and almost silky tannins. Very dry in the end, something sweet come forth again. Light acidity. They have a beautiful Sauvignon Blanc and I am really interested in their Cabernet Franc.
Nota -> 3.5 de 5.
Preço -> cerca de R$ 50.
Site -> Dom de Minas.
domingo, 14 de agosto de 2016
Itália: Vezzani Nero D'Avola 2013
Primeiro Nero D'Avola que experimento. Um vinho fácil de agradar, vermelhão com bordas
castanhas. No nariz amora, ameixa, chocolate. Na boca repete tudo, com o final puxando mais pro chocolate. Taninos aveludados e boa acidez, o que me surpreendeu e evita que o vinho se torne enjoativo. Foi uma boa experiência, e ajudou a esquentar numa noite bem fria em Campos do Jordão.
This is the first Nero D'Avola that I drink. Easy wine, tending to an evolved color. Blackberry, plum, chocolate in nose, all of them repeated in mouth, with chocolate dominating in the end. Silky tannins e regular acidity, keeping it away from being a boring experience.
Nota -> 3 de 5.
Preço -> comprado em restaurante, foi caro pro que apresentou.
Site -> Rocca Vini Superiore.
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