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sábado, 13 de agosto de 2016

Brasil: Casa Valduga RSV Brut Rosé 2013 #CBE

Todo dia primeiro é dia de escrever sobre um tema escolhido por um colega confrade da Confraria Brasileira de Enoblogs,

A Confraria Brasileira de Enoblogs é a mais antiga confraria virtual do Brasil, está no ar desde fevereiro de 2007.

Para o mês de Agosto (esse post está atrasado), a escolha foi do confrade Marcello Galvão, que escolheu assim: "Pensei bastante no tema, e vou aproveitar que a temperatura subiu bastante aqui no Rio de Janeiro, pra sugerir uma bebida que muito me agrada. Espumante Brut Rosé do novo mundo elaborado pelo método tradicional. Sem faixa de preço."

Escolhi o Casa Valduga Blush, um rosé feito pelo método tradicional, 50% de Pinot Noir e Chardonnay. Bem límpido, de cor rosa pálido, nariz de frutas secas, notas que lembram pão e leve amateigado, perceptível também no paladar. Leve acidez, seca a boca carinhosamente. Perlage fino e discreto, mas persistente. Cremosidade gostosa, um espumante delicado, aprovado, recomendado e que eu ainda não havia provado.

Se você acha que só champagne presta, recomento começar a mudar seus conceitos, pois o espumante nacional é bom já há bastante tempo, e vem melhorando consistentemente.

I am a participant of a virtual fraternity of enobloggers, and once a month we write about a wine based on one component's choice.

This is a half Pinot Noir half Chardonnay brazilian brut rosé sparkling wine, very clean and pale pink in glass. The nose brings dried fruits, bread and butter. The mouth repeats everything increasing the butter feeling, drying your mouth with gentle acidity. Delicate, fresh, well-done and approved by this blogger and his wife!

If you, my foreign reader, find one of this in your preferred supermarket, give it a try and come here to tell me about it, it is very consistent in quality.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$59,90 no Hortifrutti.

Site -> Casa Valduga.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Brasil: Cave Pericó Brut Rosé


Comprei esse espumante no intuito de atender ao post da CBE, mas infelizmente o vendedor se
enganou ao me oferecer este como champenoise.

É um espumante feito pelo método charmat, com 70% Cabernet Sauvignon e 30% Merlot, de cor rosa bem forte e aromas de pão doce e cítricos (notadamente laranja).

Na boca tem uma interessante cremosidade, acidez razoável, repete a laranja e finaliza - a meu ver - um pouco doce. Mas vale repetir que sou fã dos Nature, então os Brut para mim muitas vezes serão um pouco doces.

Confesso que criei expectativa para esse espumante; é bom e interessante, mas feito com Cabernet Sauvignon gostei mais do Kanpai.

Nice brazilian charmat method sparkling wine, almost orange in color, nose and mouth! Sweet bread in nose and creamy in mouth, interesting and different, made from 70% Cabernet Sauvignon and 30% Merlot grapes. This comes from a different region from the one most known outside Brazil, it is called Serra Catarinense and in fact is the other side from the Serra Gaúcha (the one that is most known) hills, located in the city called São Joaquim, 1300 masl.

This winery, Pericó, in 2009 made a icewine, the first one in Brazil, putting it together to the icewine producing countries: Canada, Germany, Italia (north) and Austria.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$75,00.

Site -> Cave Pericó.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Brasil: Don Guerino Malbec Rosé Brut

Mais um charmat que agradou.

Esse foi dica do Cesar, da Mondovino. Rosa suave, aromas delicados, flores e frutas vermelhas, mas tem uma ou outra que não se encontra em qualquer lugar; acidez legal e leve dulçor, interessante.

Bem 'cremoso' na boca, o perlage achei fraco, mas se você não liga tanto pra isso, não impacta. A espuma porém é bem persistente.

Brazilian Malbec Brut Rosé Charmat method sparkling wine, light pink, flowers and maybe guava on the nose. Aicidty ok and some sweetness spotted. Creamy and low perlage (?!?), hard foaming.

Nota -> 3.5 de 5.

R$49 na Mondovino.

Site -> Don Guerino.

domingo, 10 de julho de 2016

Brasil: Hermann Bossa N1 Brut

Digo e repito: bons momentos, boas lembranças e datas comemorativas podem alterar seu julgamento acerca de um vinho. Mas ainda assim você percebe quando algo é bom e de alguma forma, diferente do status quo.

Esse espumante da Hermann, definitivamente foi o primeiro feito pelo método Charmat que me surpreendeu. Geralmente tendo a achá-los doces e enjoativos. Mas não esse!

Muitas pequenas bolhas, aromas deliciosos de frutas cítricas, algo floral e de fermento mas na boca é que dá o seu show de maçã verde e deliciosa cremosidade. Muito agradável e bem feito. Parabéns à Hermann, vou procurar seus tintos agora!

For me it was always hard to find a Charmat method sparkling wine that really amused me. This one has ended the search for the first time. Small abundant bubbles, citrics and flowers on the nose, yeast too. In the mouth it is creamy and gives your tongue the taste of green apples. Very nice and well made. Congratulations Hermann guys!

Nota -> 4 de 5.

Preço -> ??? Tem no site da Decanter.

Site -> Vinícola Hermann.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Brasil: Cave Amadeu Rosé Brut [English below]

A Cave Geisse é conhecida por seus belíssimos espumantes, sendo o Sr. Mario Geisse reconhecido como uma das maiores autoridades no quesito.

Até hoje, todas as suas borbulhas trouxeram bastante qualidade, sabor e felicidade a esse que vos fala.

Com esse Cave Amadeu não foi diferente. É a linha de entrada da vinícola, e ainda assim dá show em muita coisa "maior" por aí.

Aromas delicados, cremoso, floral, final levemente doce (ainda mais pra mim que sou um amante dos nature), definitivamente em termos de espumante é um best-buy.

Mr Mario Geisse is one of the most capable winemaker in terms of sparkling wines, here in Brazil, and had produced even in Champagne, along with local producers.

This Rosé is definitely a best-buy, delivers flowers, is creamy and nicely crispy, although for me a little oversweet in the end (I am a nature guy).

Nota (points) -> 3 de 5.

Preço -> R$39,90 (US$11)

Site -> Cave Geisse.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Mumm Cuvée Réserve Brut


Posts rápidos são a solução para atraso em posts de um blog rsrs

Esse eu comprei exclusivamente para agradar à minha noiva, mas acabou agradando a mim também.

Na verdade foi a melhor opção que achei, visto que queria algo que combinasse qualidade e preço, e sinceramente isso está bem difícil atualmente, inclusive em supermercados ditos 'com uma adega considerável'.

Enfim, comprei e gostei, um charmat (também conhecido como método prosecco ou método italiano, com a segunda fermentação em garrafa) com muito frescor, notas cítricas e adocicadas. Embora não seja fabricado pelo champenoise, tem aromas muito legais, talvez até algo de pão, embora muitos puristas dizem ser impossível tê-lo no charmat...

Se fora da temperatura, enjoa um pouco, achei que poderia ser um pouco menos doce. Mas valeu.

Na faixa de preço é um dos melhores que se pode encontrar. O nome é definitivamente mais chique do que ele realmente é rs.

O interessante é que as uvas são oriundas do Valle de Uco, atualmente a área mais celebrada de Mendoza e talvez da Argentina como um todo.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> um pouco menos de R$50.

Site -> Pernod Ricard Argentina.

In English:

When you have a lot waiting in line to be posted, the solution is to write fast posts.

This one was bought to please my love, it was the best option in terms of quality x price, since I tasted this before and knew it.

This one is made in charmat style, not champenoise. Still, despite some opinion that the Carmat does not give complexity in aromas, it has a nice nose of citric and sweet hints, full of freshness. I expreienced something bread-like too.

If served on the incorrect temperature it can be a little hard to drink because of the sweetness feeling, and it also could be a little less sweet (ok you can tell me to look for something extra-brut, but is not so common here, although I really prefer them together with the nature ones).

With this price it is one of the best acquisitions you can make here in Rio de Janeiro, in supermarkets. The taste is definitely not as fancy as its name.

Interesting: the grapes are grown in the Uco Valley, the newfoundland for quality and iconic wines in Mendoza, Argentina.

Grade -> 3 out of 5.

Price -> something like US$17.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Schramsberg Blanc de Blancs 2011: americano também faz bom espumante


Mais um post rápido.

Esse foi degustado por nós (Eu e minha amada Isis) num restaurante em São Francisco, em nossa recente viagem aos EUA.

A Schramsberg produz espumantes no vale do Napa, fica às "margens" da Sta Helena highway, a mesma onde se encontram a Robert Mondavi, Opus One, entre outras.

Infelizmente não pude visitá-la, mas experimentei um dos espumantes no mesmo dia, no jantar. A Damadovinho esteve por lá, o post dela está bem completo!

Este foi o primeiro Blanc de Blanc produzido nos EUA, em 1965. Seus espumantes fazem parte dos eventos oficiais do governo americano.

O Nariz traz pão quentinho, o perlage é belo.

A boca tem boa cremosidade e concentra em maçã verde e algo mais lima-limão ao final, que é marcante.

Um belo espumante mas o preço pago foi alto (restaurante...) e não me conquistou totalmente. Sugerem venda a US$38,00 o que ainda se configura num alto preço para nós Brasileiros pois em cima disso ainda virão so impostos, frete, margens, etc...

Acho que não é vendido no Brasil.

Enfim, é bom mas é caro. Mr. Geisse faz um belíssimo também que compete de igual pra igual (ou talvez até melhor, mas daí vai de cada um).


Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> US$60,00 (caro) no Jasper's

Site -> Schramsberg

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Cave Geisse Blanc de Noir 2010

Feriado prolongado é uma bênção. Digam o que quiserem, mas passei 4 dias maravilhosos na serra, longe da agitação e do trânsito do Rio de Janeiro, junto com minha amada Isis.

Buscávamos um lugar para comer alguma coisa, mas não uma refeição, com o dia esfriando um pouco queríamos sentar e beber um vinho. Algo assim como um bistrô.

Pois bem, encontrei o Don Bistrô, com um serviço muito atencioso e capacitado, onde pela primeira vez o garçon e a garçonete me perguntavam toda vez se desejava que o vinho fosse serviço. Pode parecer besteira mas na maioria dos restaurantes eles servem o vinho como se fosse água, enchendo a taça. Não gosto disso, parece que estão empurrando o vinho para forçar a compra de outra garrafa, e também o vinho acaba por esquentar na taça, ainda mais sendo espumante, como foi o caso.


Falando então do espumante, esse foi o escolhido:



Amarelo claro e brilhante, nos brinda com aromas suaves, podemos identificar facilmente pão, flores, e algo relacionado a amêndoas ou coisa do tipo. Fora um leve adocicado que sugere frutas brancas.

Na boca é uma delícia, ampliando o que se encontra ao nariz, combinado a uma acidez correta e a uma cremosidade sensacional. Sentem-se as "pontadinhas" agradáveis na língua. É Brut mas não chega a ser doce como outros brut (sou fã dos nature).

O final é relativamente longo, você fica salivando e verificando até onde vai o sabor, que esmaece devagar.

É um belo espumante, combinado a um belo momento, a uma pessoa amada, a um belo serviço e uma bela comida, sinceramente há pouca coisa mais a se querer.

O Mario Geisse dispensa apresentações. Já havia provado esse no encontro de vinhos no Rio, mas sinceramente não me lembrava dele, apesar de haver notado que era algo de muita qualidade. Nas palavras dele, quando a primeira safra de espumantes que fez aqui no Brasil foi simplesmente melhor que tudo o que ele havia feito no Chile, não se enganou: aqui é o lugar para fazer meus espumantes. Que bom para nós que ele chegou até aqui.

A produção foi limitada a 8000 garrafas e essa foi a de número 2480. Quando o espumante é Blanc de Noir, significa que foi elaborado apenas utilizando uvas Pinot Noir. Geralmente, pelo método tradicional, utiliza-se Chardonnay e Pinot Noir, os espumantes originados da região francesa de Champagne (por isso e por seguirem as regras dessa denominação de origem são denominados 'champagnes') acabam por utilizar também a quase desconhecida Pinot Meunier.

Ou seja, esse é um espumante feito com uvas Pinot Noir mas sem extração de cor e taninos (contato com as cascas).

Nota -> 4.5 de 5.

Preço -> R$80,00

Site -> Cave Geisse.

sábado, 29 de março de 2014

Cattacini Extra-Brut 2010


Este espumante conheci numa degustação da Miolo sobre os terroirs do Brasil, no ano passado.

O que foi observado na ocasião (Refrescante, cítrico, levemente mineral,perlage intenso e amargor final pequeno) se repetiu, de forma mais elegante e harmonizada porém. Um belo espumante e não deixa a dever em nada no quesito qualidade.



Corte tradicional de Chardonnay e Pinot Noir do Vale dos Vinhedos no RS, é elaborado através do método tradicional (segunda fermentação em garrafa) e envelhece aproximadamente um ano em caves subterrâneas, sendo engarrafado na Miolo.

Recomendo aos amantes dos espumantes nacionais, só não sei se será fácil encontrar. Até um tempinho atrás era distribuído aqui no Rio pela Wine Maximum. Talvez na ótima Mondovino no Recreio dos Bandeirantes você encontre, eles têm muita coisa do Brasil.

Não lembro o preço pago, mas foi uma pechincha comparado aos preços de hoje. Bebido no carnaval com meu amor e os amigos Camilo e Gabi.

Nota -> 4 de 5.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Gran Legado Brut Champenoise #CBE


Mais um mês que se inicia, mais um post para a nossa querida #CBE.

Nossa colega Ale Esteves Macedo estava de mudança e foi a vez dela: "Mas vamos ao tema: o próximo post para 1/1/2014 poderia ser sobre champagne, cava, Prosecco, Franciacorta, qualquer espumante para brindar o novo ano. Mas, de preferencia, que esse espumante seja fotografado em algum lugar especial onde você passará o ano novo. O meu já vai ser no novo país!"

Esse espumante eu conheci no almoço na casa do ex-chefe. Como vocês podem ver na foto, ganhou diversas medalhas por aí, e foi escolhido o melhor espumante nacional em 2010 na Expovinis Brasil.

Esse Gran Legado é realmente um belo espumante, cor dourada e perlage muito bonito e consistente. O nariz é bem cítrico e realmente me lembrou alguns champagnes franceses que pude degustar na minha viagem à França em outubro.

Na boca a acidez é ótima, não se enjoa do garoto, mas ao meu ver o final deixou um pouco a desejar. Um amargor que depois da garrafa quase toda começa a incomodar bem de levinho.

O espumante é realmente muito bom, é um brut que aparenta ser menos doce, mas sinceramente não achei que fosse superior a outros bons espumantes nacionais que bebi, como pode ser conferido por aqui no blog.

Por ele paguei um pouco mais de R$50,00.

No mais é isso, estou tentando pôr em dia os posts, tem coisa ainda da viagem em outubro que não foi colocada aqui!


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Vallontano Brut


Mais um post rápido. Mas não é porque o assunto não tem importância, muito pelo contrário, a noite foi muito importante, uma das mais importantes de minha vida, mas isso é outro assunto, a idéia é passar as impressões do espumante.

Pois bem, usarei as palavras de minha amada Isis para defini-lo: "começa como um espumante mas termina como vinho". A impressão é exatamente essa.

Na boca realmente entra como brut mas o final lembra muito um extra-brut. Lembrei-me do Valmarino Churchill Extra-Brut, embora este seja um pouco menos expressivo.

Não é ruim, muito pelo contrário, é um bom espumante. Mas só agradará a quem gosta realmente de espumante, se você curte o docinho do espumante brut, não venha nesse.

Bem cítrico, é nisso que ele se concentra, refrescante e com boa acidez. Seu final é levemente amargo. Eu gostei. O perlage é muito bonito e constante, centralizado.

Preço -> acho que R$43,00 pela meia garrafa, no Aprazível.

Nota -> 3.5 de 5. Ganhou mais meio ponto pelo momento.

Site -> Vallontano.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Almoço na casa do chefe



Bom, estou muito atrasado com os posts. Tem bastante coisa pra colocar, tem coisa ainda da viagem que não botei.

O problema é que a gente vai se esquecendo das impressões, nem sempre dá pra anotar, aí a gente acaba se perdendo.

Almoço na casa do (ex) chefe. Levei um Pouilly-fumé de vinhas velhas, dum domaine chamado Jean Jacques Bardin, lugar que já é da mesma família de vignerons há 7 gerações. De um amarelo mais forte, demorou muito a abrir, mas estava extremamente elegante, tinha muita coisa na taça. Acabei passando na frente, esse foi o terceiro.

O primeiro foi esse Albariño de Rías Baixas, muito bom, o primeiro dessa uva que realmente posso dizer: bom vinho! Muito agradável e refrescante, desceu como água.

Depois o Don Nicanor Chardonnay - Viognier. Inusitado corte que na minha opinião funcionou. Não deixou o vinho ficar enjoado, apesar de ter passado em barrica (não é regra ser enjoado o chardonnay que passou em barrica, mas geralmente fica).

O terceiro já comentei e quem fechou foi o espumante Gran Legado Brut Champenoise. Não conhecia mas sinceramente foi outra bela surpresa da noite. Um espumante top, recomendo.

No mais, uma tarde/noite ótima acompanhada de boa comida, pessoas queridas e bom papo.

Cave Geisse Nature 2011

Post rápido. Infelizmente não pude registrar a garrafa nem me ater às impressões, mas sinceramente o Nature é o que de melhor o Geisse faz na minha opinião.

Há um tempinho bebi o Brut da mesma safra. No post comentei que costumo gostar mais dos Nature e Extra-Brut. E realmente esse Nature está melhor. Recomendo.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Cave Geisse Brut 2011


O Sr. Mario Geisse dispensa apresentações. Seus espumantes também.

Perguntado o porquê de ter decidido produzir espumantes no Brasil, ele humildemente afirmou que a primeira safra de espumantes que fez no Brasil foi superior a todas as outras que havia feito no Chile.

Sábio. Cercou seu terreninho em Pinto Bandeira (que dizem ser a meca do espumante nacional, nossa Reims/Epernay? RS) e mandou bala. Ou melhor, mandou borbulhas.

Este foi aberto no almoço de aniversário da minha sogra, que coincidentemente é no dia do aniversário da minha avó. Dia de festa. Combina com espumantes.


Amarelo dourado, brilhante, foi ajudado pelo belíssimo sol. Aromas adocicados, na boca muito refrescante e com um dulçor na medida. Persistência ótima e final muito bonito. Belo espumante.

Alguns vão dizer que estou escrevendo besteira, mas gostei mais do estilo do Reserva 25 meses, comentado aqui há alguns dias. É um brut menos doce, o que tem me agradado bastante.

"Pô Felipe beba os Extra-Brut e os Nature".

Pois é. No caso do Geisse, são os melhores realmente para mim. Mas confesso que um Brut (ou Bruto como os portugas dizem) não tão doce é bem agradável, e mais palatável a todos os paladares. Um nature não é para todo mundo, muita gente não gosta. Na verdade, conheço poucos que gostam.

Mais info sobre ele:



Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$70,00 no Noi.

Site -> Cave Geisse.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Casa Valduga Reserva Brut 25 Meses 2010: que belo espumante!


Há tempos espero para provar esse espumante. Havia comprado há um tempinho, e lá estava ele descansando em minha geladega.

Decidido a supreender a Isis, grande fã de espumantes, resolvi investir nele.

Li alguma coisa a respeito, dizem que fez bonito em degustações às cegas. Ganhou Medalha de Prata na 37ª edição do Challenge International du Vin 2013, na França.

Confesso: não me decepcionei.

Na taça seu perlage (as famosas bolhinhas) são intensas e espalham-se de uma forma muito bonita, parecia um céu estrelado. É sério.

Dourado intenso e brilhante.

O nariz é bastante frutado, e tem algo mais, não diria que seria o clássico pão/casca de pão. A ficha técnica aponta para amêndoas e especiarias.

Mas na boca é que ele diz a que veio. Saboroso, ótima sensação, um pouco cítrico, acidez no ponto, a famosa cremosidade se mostra muito bem, o final é longo e sem amargor algum. Persistência ótima.

A Chardonnay manda com 70%, e a Pinot Noir completa.

Um belíssimo trabalho dos Valduga, vou procurar mais dessa safra 2010 para comprar.

Nota -> 5 de 5 (minha companhia ajudou-o, concedendo mais meio ponto).

Preço -> se não me engano paguei R$46,00 na Lidador.

Site -> Casa Valduga.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Hiragami Kanpai Rosé Brut 2010


Post rápido. Após provar o Sauvignon Blanc 2010 da Hiragami, eis que foi a vez do espumante rosé.

Feito de Cabernet Sauvignon (!), é um rosé bastante alaranjado, brilhante, com uma explosão de bolhinhas (não estava quente, muito pelo contrário) realmente surpreendente, e com aromas de fruta muito madura e doce. Alguns notaram algo próximo a laranja...

Na boca muito refrescante, cítrico, com aquela sensação "cremosa" e um final levemente azedinho surpreendentemente bom.


Pelo preço e pela qualidade, é uma bela compra.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$31,00.

Site -> Hiragami (ainda não traz info dos vinhos). É associada da ACAVITIS

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Suzin - Degustação na SBAV-Rio

Ontem estive na SBAV-Rio para degustar alguns vinhos da Suzin, vinícola de São Joaquim-SC, com altitudes de 1200m acima do nível do mar.

Havia conhecido essa vinícola através do Suzin Cabernet Sauvignon 2007 que degustei, e gostei muito.


Tudo começou com o espumante rosé brut deles, 2011, feito pelo método charmat, com 2 semanas sobre as leveduras. Tenho provado alguns espumantes nacionais, e gostado bastante deles, principalmente dos Geisse e dos Valduga. Mas esse da Suzin achei um pouco doce. Como prefiro os extra-brut e nature, já viu a dificuldade que tive em terminar a taça né?



Depois nos foi apresentado o Sauvignon Blanc 2012. Incrivelmente alcoólico (quase 14%), este vinho para mim foi a surpresa da noite. Muito bom, ao nariz maracujá, algo de "mato", e depois de muito tempo, uma nuance de mel queimado, realmente sensacional. Acidez em alta mas não agressiva, a estrutura é muito boa, e o mais impressionante: combinou muito bem com o gorgonzola ao final da degustação, na mesa de frios. Uma garrafa comprada!



O vinho seguinte foi o rosé. Não sou um fã de rosé, mas aqui cabem duas observações: este é um rosé corte (base Merlot e leve corte de Cabernet Sauvignon), e é um rosé power, bem escuro, mais pra tinto que pra branco. Veio frio demais, melhorou com uma leve "esquentada". Já faturou uma medalha de ouro no Concurso Mundial de Bruxelas.



O Merlot 2009 veio em sequência, medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas 2011, um Merlot completamente fora da curva. Nariz diferenciado, não identifiquei como sendo Merlot, de acidez marcante e final mais mineral (!?!). Um vinho realmente diferente, "gastronômico", mas não me conquistou.



O Cabernet Sauvignon 2008 veio em sequência. No nariz: pimentão! Na boca: boa acidez, taninos presentes porém "educados", bom final e sabor meio chocolate. Mas na minha opinião merece tempo em garrafa ainda, um bom Cabernet Sauvignon, diferente dos vinhos varietais da mesma cepa da Serra Gaúcha. Ganhou Grande Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas 2012. No site não encontramos mais à venda esta safra, lembrando que foi uma safra tão boa quanto a 2004, segundo os pro(s).



Por fim veio o exemplar mais esperado da noite: Zelindo 2008, Grande Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas 2011, e segundo lugar do Top Ten da última Expovinis. A safra 2007 ganhou a mesma medalha no Concurso do ano anterior, e também foi eleito um dos 7 melhores tintos do Brasil pela revista Adega. Levando em conta seus prêmios e a opinião da crítica e dos consumidores que já o provaram, é sem dúvida dos melhores tintos do país.

O vinho realmente é bem mais complexo que os outros, passeia nos aromas, muita fruta negra e especiarias, boa acidez, bom corpo, boa persistência, taninos marcam presença sem incomodar, belo final, mas também merece mais um tempinho na garrafa para mostrar todo seu potencial. Para se abrir na taça levou um tempinho, mais uma garrafa adquirida na noite.

O Zelindo é composto de 70% Merlot e 30% Cabernet Sauvignon, com 10 meses de barricas francesas.

No mais, deixo aqui um abraço ao consultor Ivan de Barros, uma figura muito simpática e grande conhecedor da história da vinícola, e pelo que mostrou e comentou, de toda a região de São Joaquim. Sucesso a ele e à Suzin!


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Chovendo no molhado: Valmarino & Churchill Extra Brut Natural 2009

Esse post será curto. Não por conta do espumante, que merece muitas palavras. E sem foto, que não sei onde está :-(

Sinceramente, dos melhores que já provei, comparável a alguns champagnes franceses.

Muitos colegas enoblogueiros já escreveram sobre ele, todos girando mais ou menos na mesma análise e concordo com a maioria deles:

Enoeventos

Vinho para todos

Universo dos vinhos

Falando de vinhos

Adega para todos

Vinicolas e vinhedos

Vivendo a vida (esse como eu faz referência a outros colegas).

O espumante é sensacional, refrescante, cremoso, aromático, cítrico, bonito, simplesmente não enjoa, parece que você está bebendo algo simples e ótimo, que desce perfeitamente. Se houvesse magnum, compraria uma.

Comprei no Armazém Canta Maria a R$46,00 no final do ano passado (sem o frete) e vale cada centavo!

Nota -> 5 de 5

Preço -> acima

Site -> Valmarino

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Rondinée Brut e Tonada 2007



Espumante nacional, bom sabor, mais encorpado que o comum, de boa persistência e sabor adocicado bem pronunciado. Esquentando, fica um pouco enjoativo.


O Tonada foi um vinho da Finca La Anita feito especialmente para a Sociedade da Mesa, um clube de compras bem famoso e há pouco tempo atrás um dos maiores que se tem por aí.

Já havia provado o Linea Tonel 2000 deles anteriormente, que também é um blend com Syrah de base. Esse Tonada, nas palavras de Soledad, a engenheira atualmente responsável, é um irmão menor do Linea Tonel (corte de 70% Syrah e 30% Malbec), embora tenha uma pequena parcela de Cabernet Sauvignon. Muito elegante, melhora muito com o tempo, apesar de já estar perfeito para beber no momento da abertura. Está en su momento justo, disse-me ela.

Frutas vermelhas, um fundo bem lácteo, percebe-se a madeira de boa qualidade. Em boca a textura é muito agradável, pimentas e especiarias aparecem, amacia rápido, é um belo vinho. Agrada facilmente.

Nota -> 3.5 de 5 para o Tonada e 3 de 5 para o Rondinée

Preço -> R$40,00 no Sociedade da Mesa o Tonada e não sei quanto foi o Rondinée.

Site -> Finca La Anita