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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Portugal: Casa das Mouras Reserva Tinto 2012 #CBE

Vinho bebido para a postagem da CBE para o mês de agosto, o tema foi proposto pelo Gil do ótimo Vinho para Todos: um tinto do Douro. Todo dia primeiro de cada mês há um novo tema desta que é a mais antiga confraria virtual em atividade no Brasil!
Digo e repito: os vinhos da península Ibérica têm um lugar especial no meu coração. Mas esse me deixou um pouco chateado, acredito que não tenha sido armazenado corretamente pois já havia provado esse vinho em outra ocasião e havia me dado uma impressão muito boa.

Bom, Touriga Nacional+Touriga Franca+Tinta Roriz descansam 12 meses em barris franceses; com 5 anos ainda apresentou uma cor violeta, digna de um garoto. O nariz trouxe frutas vermelhas maduras e um fundo suave de baunilha, mas todos muito tênues. Na boca uma lembrança meio balsâmica junto às frutas, taninos já macios porém presentes, e um final que parece ser comprido mas termina antes do que ensaiou.

O rótulo achei bonito e representa a visão do artista Nuno Barreto sobre a propriedade.

Touriga Nacional, Touriga Franca and Tinta Roriz (also known as Aragonez and Tempranillo), 12 months ageing in french oak barrels. Violet colour, berries dominating the aroma with a soft vanilla background, sometimes you taste something balsamic. Fine tannins with a medium length finish. I was expecting more but maybe it was not well maintained, as I did not bought it from a wine store but from a supermarket and here in Brazil not all of them give the proper attention to the bottles.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$99,00 no Hortifrutti.

domingo, 27 de novembro de 2016

Portugal: Fonte de Santa Quitéria 2015 #CBE

Este post estava rascunhado há bastante tempo, infelizmente acabou ficando para trás.

Este vinho foi bebido para o tema de janeiro desse ano, para a confraria brasileira de enoblogs. O confrade Daniel Perches foi quem sugeriu o tema (um vinho verde).

Amarelo claro, com aromas basicamente de frutas brancas maduras, este vinho mostoru pequenas bolhinhas na taça ao ser servido. É um meio seco, com menos de 10% de álcool declarado.

Na boca às frutas soma-se uma boa acidez (a maçã verde aparece bastante nítida), e o dulçor é notado, bem gelado é muito agradável e casa bem com calor, como aperitivo, acompanhando peixes (com uma puxada mais apimentada fica bom) ou saladas bem elaboradas.

                                            Imagem do blog Vou de Vinho

Os vinhos verdes tem uma comissão de viticultura bastante séria, que trabalha em termos de certificação; a região demarcada fica ao norte de Portugal (terra dos meus ancestrais). No Brasil o famosíssimo Casal Garcia é um vinho verde (o rosé e o tinto também são denominados vinhos verdes, que é a denominação de origem e não a cor do vinho).

Mês que vem o tema é portuga também, sugestão para o fim de ano para acompanhar a ceia de natal. Aguardem!

This one comes from the region called vinho verde, in northern Portugal. Home to fresh and easy to drink wines, fruity (white fruits) and most of the times demi-sec. Note that they present themselves all the time with lower alcohol levels, so it becomes suitable to people who do not like drinking too much.
This one does follow those characteristics, and showed itself remarkably with green apple in mouth. Very pleasant and a good pair to fish, salads and a hot day on the pool.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$ na Vinum Day.

Site ->Terras de Felgueiras.                                


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Bulgária: Suhindol Chardonnay & Traminer 2013

Um branco da Bulgária. Meu primeiro. Um vinho bem amarelo na taça, com aromas de abacaxi doce bem presentes, mais cítricos associados e notas florais.

Na boca percebe-se claramente a Chardonnay, que domina com mais abacaxi, acidez delicada, mas em alguns momentos o vinho chega a ter uma puxada mais doce. Dá até pra desconfiar que há passagem em madeira de uma parte, o que provavelmente não é o caso.

É gostoso, descomplicado, agradável, agrada a paladares mais delicados.

Este vinho vem da planície do Danubio, ao norte da Bulgária. É feito pela mais famosa vinícola local, de mais de cem anos.

Não confundir Traminer com a Gewürztraminer, esta não possui a casca avermelhada.

This is a bulgarian wine, from its most famous winery. It is a Chardonnay with citric and floral notes, centered in pineapple. In the mouth it is almost Chardonnay with a delicate acidity, almost sweet in the end. Tasteful, uncomplicated, pleasant. Traminer is not the same as Gewurztraminer.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$ 59,90.

Site -> Lovico.

sábado, 22 de outubro de 2016

Chile: Adobe Reserva Chardonnay 2015

Lembro quando começaram a chegar no Brasil os primeiros exemplares de vinhos com uvas do vale de Casablanca, perto do pacífico, frio, maturação lenta dos cachos, salinidade.

Aos pouquinhos se firmou como o melhor lugar para os brancos chilenos (minha opinião), e hoje uma boa parte das vinícolas chilenas produz algum rótulo com uvas de lá, ou de algum lugar próximo (Leyda, San Antonio, etc).

Esse Chardonnay é bem mais mineral, salino mesmo, que a maioria dos Chardonnay regulares do novo mundo que encontramos por aí. Nessa faixa, apenas brasileiros encontrei que eram assim, diferentes, não triviais.

Este conseguiu ainda manter as frutas tropicais tão famosas e facilmente encontradas, mas seu final reservou algo que não me agradou muito, algo me diz que sobrou açúcar. Enfim, agradável porém derrapou no fim.


A Emiliana conseguiu certificação de que provê vinhos orgânicos no Brasil, ponto positivo pra eles. Foi considerada a vinícola do ano em 2015 pela Wines of Chile. Seu site é lindo.

One very salty chardonnay from the most famous chilean valley for the white ones, which I really love (Valle de Casablanca).

This one was doing pretty good, mineral without losing fruits, but in the end something has slipped, I do not know, I think somehow something has exceeded, maybe sugar level. It was nice though.

This winery was the winery of the year in Chile in 2015, and works on an organic basis. And their website is amazing.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> ???

Site -> Emiliana.

domingo, 14 de agosto de 2016

Brasil: Casa Valduga Leopoldina Chardonnay 2015

Taí um bom chardonnay brasileiro. Bem claro, amarelo verdeal, límpido, nariz de maçã, pêra, talvez abacaxi que na boca se mostra bem claro. Acidez média, leve untuosidade. Final agradável, limpo, termina bem. Um bom vinho para se acompanhar um bom almoço.

Nice brazilian chardonnay. Clean, green notes on a yellow basis, apples and pears. In mouth pineapple, medium acidity and light greasiness. In the end it is clean, well balanced. A very good wine to pair with food.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$49,90 no Hortifrutti.

Site -> Casa Valduga.



Itália: Vezzani Nero D'Avola 2013

Primeiro Nero D'Avola que experimento. Um vinho fácil de agradar, vermelhão com bordas
castanhas. No nariz amora, ameixa, chocolate. Na boca repete tudo, com o final puxando mais pro chocolate. Taninos aveludados e boa acidez, o que me surpreendeu e evita que o vinho se torne enjoativo. Foi uma boa experiência, e ajudou a esquentar numa noite bem fria em Campos do Jordão.

This is the first Nero D'Avola that I drink. Easy wine, tending to an evolved color. Blackberry, plum, chocolate in nose, all of them repeated in mouth, with chocolate dominating in the end. Silky tannins e regular acidity, keeping it away from being a boring experience.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> comprado em restaurante, foi caro pro que apresentou.

Site -> Rocca Vini Superiore.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Brasil: Cave Pericó Brut Rosé


Comprei esse espumante no intuito de atender ao post da CBE, mas infelizmente o vendedor se
enganou ao me oferecer este como champenoise.

É um espumante feito pelo método charmat, com 70% Cabernet Sauvignon e 30% Merlot, de cor rosa bem forte e aromas de pão doce e cítricos (notadamente laranja).

Na boca tem uma interessante cremosidade, acidez razoável, repete a laranja e finaliza - a meu ver - um pouco doce. Mas vale repetir que sou fã dos Nature, então os Brut para mim muitas vezes serão um pouco doces.

Confesso que criei expectativa para esse espumante; é bom e interessante, mas feito com Cabernet Sauvignon gostei mais do Kanpai.

Nice brazilian charmat method sparkling wine, almost orange in color, nose and mouth! Sweet bread in nose and creamy in mouth, interesting and different, made from 70% Cabernet Sauvignon and 30% Merlot grapes. This comes from a different region from the one most known outside Brazil, it is called Serra Catarinense and in fact is the other side from the Serra Gaúcha (the one that is most known) hills, located in the city called São Joaquim, 1300 masl.

This winery, Pericó, in 2009 made a icewine, the first one in Brazil, putting it together to the icewine producing countries: Canada, Germany, Italia (north) and Austria.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$75,00.

Site -> Cave Pericó.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Italia: Santoro Primitivo Puglia 2013

Vinho comprado em restaurante, onde os preços nunca condizem com o que é apresentado.

Os Primitivo Puglia são vinhos fáceis de serem bebidos, muitos classificados como meio-secos, aveludados, bons para serem bebidos jovens, com um perfil aromático mais chegado nas frutas pretas bem maduras, chocolate, e coisa do tipo. Há uma boa acidez e a concentração não é alta.

Esse não fugiu à regra. Com 12% de álcool declarado, parece ter mais álcool. Por isso não gosto muito de fazer referência ao álcool, não acho que diz muita coisa. Feito pela Feudi di San Marzanno, que também manda pro Brasil o famoso Sessantanni (primitivo di manduria). Para maiores experiências, esses Primitivo di Manduria mostram todo o potencial da uva principal do salto da bota.

Very characteristic Primitivo Puglia: silky, young, black fruits and chocolate with a regular freshness. Nice but will not make a point nor change your life, amuse easily almost every palate. 

Nota -> 3 de 5.

Preço -> ???

Site -> Cantinne San Marzanno.

sábado, 9 de julho de 2016

Uruguai: Ysern Sauvignon Blanc 2015

Untuoso sauvignon blanc do Uruguai, fruto de uvas de dois vinhedos, de amarelo bem forte em relação ao que comumente encontro nos Sauvignon Blancs, mais fruta que o comum também. Muito boa acidez, pouco herbáceo, tem uma aura de "coisa fina". Bem gostoso, agrada facilmente.

Greasy uruguaian Sauvignon Blanc, blend of two regions, brings a yellow wine with very present ripen white fruit, not so common in Sauvignon Blanc wines, with low herbaceous hints. Nice acidity, please you easily.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$35,90 na Vinum Day.

Site -> Bodegas Carrau.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Argentina: Cassone Malbec-Malbec 2014

Um vinho escolhido no restaurante para acompanhar um risoto, que aliás estava muito fraquinho.

Ele se apresentou bem púrpura na taça, lágrimas espessas e lentas, aromas de morangos, cerejas e um quê de violeta, o Malbec clássico e internacional que fez sua fama.

Na boca o álcool se mostra aumentando a impressão de dulçor e os taninos já estão bem redondos. As frutas estão lá também. O ponto interessante foi algo como ameixa em seu fundo de taça (?!?).

Este vinho foi feito de um barril especialmente para o restaurante. Malbec - malbec por ser oriundo do blend de dois vinhedos.

A wine chosen to follow a risoto, a classic and international Malbec full of cherries and violets, with noticeable alcohol and subtle sweetness enhanced by it. The interesting issue was a plum "bottom of the glass" hint that appeared. This is a wine from a barrel exclusively assigned to the restaurant, with Malbec grapes from two distinct vineyards.



Preço -> R$153,00 no Benedictine


Nota -> 3 de 5.


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Espanha: Real Compañía de Vinos Verdejo


Vinho bebido em restaurante. Interessante, límpido, verdeal.
Frutas brancas e leve mineralidade. Na boca é rápido, acidez média, final amarguinho clássico da cepa. 12,5 de álcool mas parece mais. Gostoso.


Opened this one in a restaurant. Interesting wine, very clean in its light green color.
White fruit e some minerality present, but not very noticeable. Fast in mouth, fresh, ends in the classic bitter style of the grape. Worthy and elegant.

Nota (points) -> 3 de 5

Preço -> cerca de R$90 (caro! - foi em restaurante)

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Mumm Cuvée Réserve Brut


Posts rápidos são a solução para atraso em posts de um blog rsrs

Esse eu comprei exclusivamente para agradar à minha noiva, mas acabou agradando a mim também.

Na verdade foi a melhor opção que achei, visto que queria algo que combinasse qualidade e preço, e sinceramente isso está bem difícil atualmente, inclusive em supermercados ditos 'com uma adega considerável'.

Enfim, comprei e gostei, um charmat (também conhecido como método prosecco ou método italiano, com a segunda fermentação em garrafa) com muito frescor, notas cítricas e adocicadas. Embora não seja fabricado pelo champenoise, tem aromas muito legais, talvez até algo de pão, embora muitos puristas dizem ser impossível tê-lo no charmat...

Se fora da temperatura, enjoa um pouco, achei que poderia ser um pouco menos doce. Mas valeu.

Na faixa de preço é um dos melhores que se pode encontrar. O nome é definitivamente mais chique do que ele realmente é rs.

O interessante é que as uvas são oriundas do Valle de Uco, atualmente a área mais celebrada de Mendoza e talvez da Argentina como um todo.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> um pouco menos de R$50.

Site -> Pernod Ricard Argentina.

In English:

When you have a lot waiting in line to be posted, the solution is to write fast posts.

This one was bought to please my love, it was the best option in terms of quality x price, since I tasted this before and knew it.

This one is made in charmat style, not champenoise. Still, despite some opinion that the Carmat does not give complexity in aromas, it has a nice nose of citric and sweet hints, full of freshness. I expreienced something bread-like too.

If served on the incorrect temperature it can be a little hard to drink because of the sweetness feeling, and it also could be a little less sweet (ok you can tell me to look for something extra-brut, but is not so common here, although I really prefer them together with the nature ones).

With this price it is one of the best acquisitions you can make here in Rio de Janeiro, in supermarkets. The taste is definitely not as fancy as its name.

Interesting: the grapes are grown in the Uco Valley, the newfoundland for quality and iconic wines in Mendoza, Argentina.

Grade -> 3 out of 5.

Price -> something like US$17.


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Maria Mansa Douro Branco 2013

Mais um rapidinho. Esse foi bebido em restaurante com minha amada, onde o desafio é descobrir uma garrafa que valha mais a pena, dentre tantas inflacionadas.

Malvasia, Viosinho e Gouveio, as duas últimas encontradas acho que exclusivamente em Portugal.

Bem delicado, muito boa acidez, e o final é claramente tendendo ao adocicado, talvez por conta da Malvasia. Gostoso porém no fim enjoou um pouco.

Produzido pela Quinta do Noval, que produzia apenas Vinho do Porto até algum tempo atrás.

In English:

Another express one. This one I had in a restaurant together with my beloved fiancée. Sometimes it is hard to find a good bottle with a good price in Brazilian restaurants.

Malvasia, Viosinho and Gouveio, the latter two found only in Portugal if I am not mistaken.

Delicate, very good acidity, the end is clearly sweet-oriented, maybe because the characteristics of Malvasia. Tasty but in the end I was kind of sick of it. 

Site -> Quinta do Noval.

domingo, 15 de março de 2015

Cesari Recioto della Valpolicella Classico 2007 #CBE


Este post é o post que deveria ter saído em setembro, para a CBE. Esse tema foi escolhido pelo confrade Alexandre Takei, do Notas Etílicas: “Valpolicella, vale tudo, do clássico ao ripasso, amarone, recioto.”

Escolhi esse, comprado na Vinumday. Quando decidi experimentá-lo para a CBE, tive um problema: o vinho não estava legal. Entrei em contato com o fornecedor, e eles me reenviaram uma garrafa. Só que demorou mais de uma semana.

Várias coisas aconteceram, alguns contratempos, enfim, daqui mais algumas semanas eu consigo tirar o atraso com a CBE de mais uns 3 ou 4 posts (rs). Ainda mais que aí vem o tão esperado inverno (se você mora no Rio de Janeiro e também é um enófilo sabe o que eu digo...)

O Recioto della Valpolicella, assim como os Valpolicella, utiliza as clássicas Corvina Veronese, Rondinella e Molinara, mas passificadas para concentrarem os açúcares e resultarem neste tinto doce. Seu irmão mais famoso, o Amarone, antes era chamado de Recioto della Valpolicella Amarone, e na verdade derivou do Recioto. Talvez pela fama adquirida, passou a ser referido como Amarone apenas. O que pude verificar é que fazer um bom Recioto é difícil, e o vinho atualmente não goza de tanto prestígio quanto o amarone. Por que será?

Enfim, chega de papo e vamos ao vinho.

Fica de 12 a 18 meses em barricas de carvalho, se apresentou com cores e aromas bem parecidos a um bom Porto Ruby, passaria por um facilmente, se não fosse o paladar. Aliás o "nariz" do vinho é muito bom.

O que houve com o paladar? Bom, na boca você logo nota uma textura mais licorosa, menos alcoólica, e a meu ver menos, assim, profunda. O vinho é bom, mas não é o meu estilo. Achei doce demais, enjoativo.

Minha amada Isis adorou. Menos mal, agradei a ela, e ele ganhou mais meio pontinho!

O colega Jonas, do Simplificando o Vinho, bebeu o Essere Valpolicella DOC do mesmo produtor.


In English:

This is the post that had to be released on last september, for the Brazilian Winebloggers Fraternity. It is the first virtual fraternity of our country, every month one of the members choose a theme, and all the others have to drink one bottle following it, and then posting their impressions.

For september the theme proposed by Alexandre Takei from Notas Etílicas was Valpolicella and its variations, and I have chosen this one to drink.

When I decided to drink this wine so I could post about it, the bottle was not ok and I had to ask the supplier to send me another one, which took about a week and a half to arrive. I had some issues over all over the end of the year so this little project had to be postponed.

As with Valpolicella, the Recioto uses Corvina Veronese, Rondinella and Molinara, all of them dried for about 3 months to concentrate sugar. Its famous brother - the Amarone - was once called Recioto della Valpolicella Amarone, from which it has derived. Maybe to shorten its name after gained fame, people started to call it just Amarone - who knows? The truth is that recioto is difficult to produce and today we have few good options available - see more about this here.

Well, straight to the wine!

12 to 18 month in oak barrels, the colors and aroma are very similar to a Ruby Port Wine, fruity and sweet, some wood detectable. Good "nose" but the mouth is not the same, the texture is more liqueur and less alcohol. Not that alcohol is similar to quality but I found it less, well, profound.

The wine is good but it is not my style. My beloved Isis liked it so after all I pleased her. Good to the wine that earned 0.5 point more.

On the producer's site they say that it pairs well with chocolate. I will try it, since I have some left.

For the occasion, the wineblogger Jonas drank the Essere Valpolicella DOC from the same producer.



Nota -> 3 de 5. 3 out of 5.

Preço -> R$ 89,90 (alegaram ser R$188,00 o preço original) na VinumDay. The price was almost R$90.

Site -> Cesari.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Santa Helena Selección del Directorio GR Chardonnay 2012



Santa Helena Gran Reserva Chardonnay 2012. De novo ao ver um vinho branco de um vale que até hoje só me mostrou coisa boa, a um preço mais acessível que o de costume, fui instigado a comprá-lo. O vale em questão é o de Casablanca, ali pertinho de Valparaiso. A proximidade com o Pacífico ameniza a temperatura e dá mais frescor aos vinhos, que geralmente apresentam também traços mais minerais.

Apresentação: belo rótulo com uma diagramação bem feita embora eu ache que a frase marketeira da parte inferior poderia ser retirada. São 6 meses de barricas. 

Visual: cor amarelo clara puxando para um dourado. Bem transparente. 

Olfato: frutas maduras, abacaxi bem nítido domina. Manteiga também aparece, com algo de baunilha. No início o álcool dá uma leve queimadinha nas narinas (14%) 

Paladar: em boca as frutas se repetem com o abacaxi dominando novamente. Boa acidez e o final é bem adocicado, sensação provocada pelo nível alcoólico e pelo barril. 

Em 2012 estive no vale de Colchagua, na Casa Silva que é vizinha à Santa Helena. Infelizmente não pude visitá-la pois estava fechada. Possui bons vinhos, gosto bastante do Notas de Guarda.

Um bom vinho mas não é muito o meu estilo. Minha amada Isis adorou então ganhou mais meio ponto!

Nota -> 3.5 de 5.

Preço: R$48,90 no supermercado Pão de açúcar.

Site -> Santa Helena.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Herdade dos Coteis Tinto 2012



Bebi o branco desse vinho e gostei muito. Pelo preço cobrado, apresentou relativa qualidade.

Agora foi a vez do tinto, na verdade a Isis que o comprou, uma meia garrafinha, e sobrou um tico que aproveitei para provar.

É um alentejano correto, bem característico dos alentejanos de entrada, com taninos à mostra e final mais mineral. Vez por outra sente-se algo de fruta.

Vale a pena provar? Claro. É bem gostosinho e "barato". Ou seja, uma vez mais ele atendeu ao esperado.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$19,90 acho.

Site - > Herdade dos Coteis.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Alamos Chardonnay 2012



Mais um rapidinho. Vinho muito fácil de ser bebido, muito frutado e agradável. Amarelo citrino na taça, nariz frutadão, boca frutada quase adocicada. Desce escorregando lentamente e pedindo mais, e a garrafa vai embora fácil.

Los Alamos pertence à Catena, e além do visual muito bonito das garrafas apresenta bastante qualidade.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> cerca de R$60 em restaurante.

Site -> Alamos.

sábado, 24 de maio de 2014

Pancrazio Chianti DOCG 2009



Mais um rápido. Na taça uma cortina de lágrimas numerosas e lentas, com cor já puxando para uma evolução, vermelho "cansado" com nuances acastanhadas (palavra feia).

O nariz é basicamente defumado e ervas secas. A boca é bem ácida, com um quê frutal e final médio. Os taninos estão lá mas estão bem integrados.

Um bom chianti que grita por uma comida mais gordurosa, algo com um molho de queijo. Nada extraordinário mas cumpre o seu papel.

O colega blogueiro Ewerton bebeu esse para um post da #CBE. Não curtiu muito também...

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$ 34,00 a meia garrafa na Grand Cru

Site -> Fattoria San Pancrazio.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Allegrini Valpolicella 2011



Post rápido.

Um valpolicella rubi, muito frutado ao nariz, com taninos presentes mas não incômodos que dão uma leve "pegada" no final, e muito boa acidez. Média concentração. Não acrescentou muito e mesmo sendo meia garrafa chegou uma hora que enjoei um pouco dele.

Achei caro pro que apresentou, mas é um vinho bem feito, com fruta pura, um vinho "limpo".

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$ 44,00 a meia garrafa na Grand Cru.

Site -> Allegrini.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Mancura Guardián Carignan 2011



A Carignan dificilmente se expressava em vinhos varietais, e esses eram quase que desconhecidos por aqui, até que o Chile começou a fazê-lo e a divulgá-lo, em grande parte graças ao VIGNO - Vignadores de Carignan, um grupo de produtores que decidiu resgatar o patrimônio enológico do vale del Maule.

Lá se encontram vinhas bem antigas, de pouca produção. E ultimamente têm dado vida a vinhos premium, muito bons por sinal, alguns deles já foram comentados aqui no blog. No Brasil, como sempre, o problema era o preço.

Foto: vigno

Quando vi esse exemplar da Mancura, decidi comprá-lo justamente por ir contra o exposto acima (preço), ainda não havia visto um exemplar com um preço mais acessível como esse.

Bom, vamos lá:

Muito púrpura na taça e lágrimas lentas e numerosas.

Aromas bem "vermelhos" um traço pequeno de álcool.

Na boca sedoso, relativamente concentrado, mais frutas, muito boa acidez e uns taninos agradáveis, álcool às vezes aparece, agradável porém o conjunto. Talvez uma rápida decantação ajudasse, bem macio mas há aquela sensação de "coisas em suspensão".

Bem gostosinho, pretendo comprar outros da linha.



Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$43,00 na Grand Cru.

Site -> Mancura.