quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Argentina: Bressia Monteagrelo Cabernet Franc 2013

A história desse vinho começa com o erro da Vinum Day ao me enviar a safra 2013 ao invés da 2011,
a qual havia sido anunciada.

Bom, como fui informado que a 2011 não havia mais garrafas disponíveis, sendo algumas garrafas da 2013 enviadas na mesma remessa, só me restava degustá-lo...

Conheci os vinhos da Bressia com o ótimo Profundo, um vinhaço. A linha Monteagrelo é a linha de varietais da Bressia.

Um belo vinho, a fruta vem com força mas não é exagerada, traz também traços de pimentão e algo como grafite, aliado a uma boa mineralidade. É firme, carnudo, boa acidez mas ainda assim mostra características de uma linha mais francesa. Um belo vinho.

A very nice argentinian cabernet franc, brings together mendoza and france characteristics, fruits, pepery aromas, graphite, nice texture, good presence, acidity, some minerality. But still keeps a french leg. Try it.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$139,00.

Site -> Bodega Bressia.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Argentina: El Enemigo Cabernet Franc 2011 #CBE

Este post é para saldar a dívida do tema de primeiro de junho desse ano para a CBE - a famosa, maior e primeira confraria enoblogueira virtual do brasil (quiçá do mundo? Rs). O tema era: "vinho de corte, com 50% ou mais de cabernet franc"...

Procurei esse vinho por um tempo, foi difícil achá-lo na Mistral, que é quem importa com acredito eu certa exclusividade. Eis que consegui e guardei-o por um tempo.


Hoje foi o dia de degustá-lo. É um corte com 8% de Malbec, ambas de Gualtallary e ambas acima dos 1400m de altitude.

Foge do púrpura, algo próximo do rubi. Aromas frutados ao abrir, com mirtilo e amora. Depois de um tempo, ameixa e os leve herbáceos/pimenta da maravilhosa Cabernet Franc aparecem.
A boca traz mais frutas e muito frescor, combinado a uma suculência e taninos granulados, um veludão. Mas não se engane, em nada traz excesso de baunilha ou algo do tipo, muito pelo contrário: ela só aparece no fundo de taça e muito educadamente. Aí está a grande surpresa desse vinho, que aliás superou minhas expectativas. O final ainda traz um leve mineral, e é longo... Pra mim está no tempo certo de ser bebido!

A Cabernet Franc está em voga na Argentina, o que pra mim é uma sensação visto que adoro vinhos feitos com ela. Por aqui no Brasil ela já teve um legar de mais destaque, pra quem quiser saber um pouco mais sobre a Cabernet Franc no Brasil, ótima matéria da Adega.

Pontuações alcançadas por esse vinho: 93 JS, 92 RP, 91 WE, 91 WS, 91 ST.

For my readers that read my notes in english, I will literally let you with James Suckling's notes, that summarizes almost everything I found about this wine: "a perfumed and beautiful wine with blueberry, plum and nuts. Full body, silky tannins and a minerally finish. A wine that shows the potential of the Cabernet Franc. Think Chinon here." 
I prefer this one. 


Nota -> 4.5 de 5.

Preço -> R$  (indisponível no site da Mistral).


domingo, 4 de dezembro de 2016

Portugal: Vinha do Putto 2010 #CBE

Para o mês de dezembro, o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs foi proposto por mim - que honra!

Como nesse mês de dezembro muitos de nós optamos por saborear um belo prato de bacalhau, e como na maior parte do Brasil é uma noite quente, pedi ao pessoal que encontrassem um vinho branco português, se possível da uva Arinto ou com ela na composição.

Escolhi o Vinha do Putto, do produtor Campolargo. Feito com Verdelho e Arinto, Putto
no interior de Portugal quer dizer garoto, criança. Mas esse delicioso branco nada tem de criança.

Amarelo dourado na taça, aromas muito interessantes onde se misturam manteiga, baunilha leve e frutas brancas, bem semelhante a pêssego. Na boca untuoso, certa cremosidade, boa estrutura para um branco, muito boa acidez mesmo após esses anos e aquela mineralidade autenticamente portuguesa.

Como eu disse, de criança esse vinho não tem nada, é um belo exemplar branco de Portugal. Vai combinar bem com um prato de bacalhau em lascas, à Lagareira ou com batatas aos murros.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$ 81,90 na Mistral.

Site -> Campolargo.

domingo, 27 de novembro de 2016

Portugal: Fonte de Santa Quitéria 2015 #CBE

Este post estava rascunhado há bastante tempo, infelizmente acabou ficando para trás.

Este vinho foi bebido para o tema de janeiro desse ano, para a confraria brasileira de enoblogs. O confrade Daniel Perches foi quem sugeriu o tema (um vinho verde).

Amarelo claro, com aromas basicamente de frutas brancas maduras, este vinho mostoru pequenas bolhinhas na taça ao ser servido. É um meio seco, com menos de 10% de álcool declarado.

Na boca às frutas soma-se uma boa acidez (a maçã verde aparece bastante nítida), e o dulçor é notado, bem gelado é muito agradável e casa bem com calor, como aperitivo, acompanhando peixes (com uma puxada mais apimentada fica bom) ou saladas bem elaboradas.

                                            Imagem do blog Vou de Vinho

Os vinhos verdes tem uma comissão de viticultura bastante séria, que trabalha em termos de certificação; a região demarcada fica ao norte de Portugal (terra dos meus ancestrais). No Brasil o famosíssimo Casal Garcia é um vinho verde (o rosé e o tinto também são denominados vinhos verdes, que é a denominação de origem e não a cor do vinho).

Mês que vem o tema é portuga também, sugestão para o fim de ano para acompanhar a ceia de natal. Aguardem!

This one comes from the region called vinho verde, in northern Portugal. Home to fresh and easy to drink wines, fruity (white fruits) and most of the times demi-sec. Note that they present themselves all the time with lower alcohol levels, so it becomes suitable to people who do not like drinking too much.
This one does follow those characteristics, and showed itself remarkably with green apple in mouth. Very pleasant and a good pair to fish, salads and a hot day on the pool.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$ na Vinum Day.

Site ->Terras de Felgueiras.                                


sábado, 26 de novembro de 2016

Chile: Koyle Gran Reserva Carmenère 2012

Bonita cor entre púrpura e carmin. Aromas remetem a pimentão misturados com frutas vermelhas maduras. Na boca se torna refrescante, inicialmente algo próximo a pimenta e especiarias e termina bem frutado, pimentão do nariz não se confirma então se você foge desse tipo de sabor (não é meu caso), pode aproveitá-lo também.
 É um vinho muito gostoso de se beber, não é um Carmenère sobremaduro nem verde em excesso. 

Explora um lado muitas vezes menos explorado, com frescor em alta. Bons taninos, o vinho agradará facilmente à maioria dos paladares. Mais um vinho de los Lingues, notadamente a região premium para a Carmenère, dentro do vale do Colchagua, no Chile. Recomendo a visita, lá você encontrará a Koyle (com seus vinhedos biodinâmicos), Casa Silva, Viña Montes, entre outras.

 Very nice and round Carmenère, the famous bell pepper is straightforward in the nose but do not affects the palate, where its roundness and surprisingly acidity come after the black pepper and the berries, all of those make this wine a lightspeed ending one.

This one comes from Los Lingues, the place that almost every year shows all the beautiful characteristics of the long forgotten Carmenère.
 

Nota -> 4 de 5.

Preço -> bebido em restaurante, certamente acima dos R$120,00.

Site -> Koyle.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Portugal: Monte Velho Branco 2015

Um blend portuga de 3 das inúmeras cepas portuguesas interessantes, tanto nos nomes quanto em suas histórias e sabores.
 
A Herdade do Esporão é sinônimo de qualidade em seus azeites e seus vinhos (particularmente acho os brancos fantásticos, e o Esporão tinto também) e este não foge à regra.

E o blend resultou num vinho que lembra um Sauvignon Blanc mais "maduro", cítrico, boa acidez, mineralidade farta, bem gostoso. É o primeiro da linha da Herdade e não faz feio, pelo contrário.

A 3-grape portuguese blend that resulted in a ripen Sauvignon-Blanc style, citric, good acidity and the famous Alentejo minerality. This is the entry level of the winery, and is absolutely delicious.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> trazido pelo amigo-irmão Camilo.

Site -> Herdade do Esporão.

Italia: Camigliano Poderuccio Toscana 2013

Este foi bebido na despedida do Freitas. Apesar de ser de uma vinícola bem interessante, esse vinho
acabou sendo bebido rapidamente sem a devida atenção, apesar de ter me deixado um pouco intrigado, pois não tive tempo de identificar nada além das costumeiras frutas vermelhas, baunilha e tostado. Talvez chocolate.

É um filhote de supertoscano (esse tem Sagiovese com Cabernet Sauvignon e Merlot), com boa acidez e estrutura, taninos fortes, ainda fechadão, acho que mais um tempo em garrafa vai lhe fazer bem.

Pequena parte desse vinho passa por barrica. Acredito que vá bem com carne, massas e uma pizza.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> não me lembro.

Site -> Camigliano.

Bulgária: Suhindol Chardonnay & Traminer 2013

Um branco da Bulgária. Meu primeiro. Um vinho bem amarelo na taça, com aromas de abacaxi doce bem presentes, mais cítricos associados e notas florais.

Na boca percebe-se claramente a Chardonnay, que domina com mais abacaxi, acidez delicada, mas em alguns momentos o vinho chega a ter uma puxada mais doce. Dá até pra desconfiar que há passagem em madeira de uma parte, o que provavelmente não é o caso.

É gostoso, descomplicado, agradável, agrada a paladares mais delicados.

Este vinho vem da planície do Danubio, ao norte da Bulgária. É feito pela mais famosa vinícola local, de mais de cem anos.

Não confundir Traminer com a Gewürztraminer, esta não possui a casca avermelhada.

This is a bulgarian wine, from its most famous winery. It is a Chardonnay with citric and floral notes, centered in pineapple. In the mouth it is almost Chardonnay with a delicate acidity, almost sweet in the end. Tasteful, uncomplicated, pleasant. Traminer is not the same as Gewurztraminer.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$ 59,90.

Site -> Lovico.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Brasil: Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2008

A safra 2008 brasileira continua mostrando vigor. Ao ser aberto, álcool e taninos ainda muito presentes, contrastando com a cor já bem cansada e o halo começando a ficar transparente.
No início aromas muito fortes de estrebaria e frutas frescas por trás, invertendo a lógica. Depois de um tempo suaviza, harmoniza, o álcool some. 
Na boca balsâmico, um quê de ervas secas, álcool educado, algo de fruta, boa acidez, taninos ainda ali, estruturando, ao final dá quase que para dar uma mastigada. Está ótimo mas acredito que ainda aguente mais um pouquinho. Delicioso, para ser apreciado devagar.

Este vinho recebeu 93 pontos da Decanter Magazine; a MW Jancis Robinson é fã declarada da vinícola. E eu também! Basta ler um dos posts abaixo sobre os deliciosos vinhos da linha grande vindima da grande safra 2005: Tannat, Cabernet Sauvignon, Quorum, e Merlot

This is a very interesting and delicious brazilian Merlot. This harvest is known as a very good one, but it has been proven to be better than expected in terms of longevity. 
Besides its aged color, alcohol showed itself, warming the nose. Stall and new leather, fruits behind inverting logics. After some time alcohol finds his way inside the wine. Balsamic, dried herbs, some hidden fruits and still firm tannins. In the end you can almost chew it. Delicious, to be slowly appreciated.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$99,00 em promoção na Vinum Day. Devia ter comprado mais...

Site -> Lidio Carraro.

domingo, 20 de novembro de 2016

Argentina: Miras Joven Trousseau Nouveau 2015

Às vezes a gente se depara com um vinho que faz a gente rever conceitos. Um vinho que surpreende.

Esse é o caso desse vinho, bebido em 02 de setembro deste ano (um mês incrivelmente atípico no Rio de Janeiro, com temperaturas bem amenas, que vai deixar saudade).

O senhor Marcelo Miras é o responsável pelos vinhos da Bodega del Fin del Mundo, na Patagônia, que me surpreenderam bastante no passado com sua linha reserva e sua linha superior, principalmente por conta de seus varietais, que diferiram bastante de tudo o que eu já havia provado até então vindo da Argentina, e me agradaram muito. Principalmente o Cabernet Sauvignon, na ocasião.


Este vinho, pouco concentrado, traz aromas belos de groselha e mirtilos, e também terra. Muito frescor, parece que vai ser rápido na boca por conta do exame visual, mas não é. Mais frutinhas, algo mineral e um quê rústico, taninos inesperados e que lhe aportam uma ótima estrutura. Ao final traz uma sensação levemente adocicada e persiste, te faz salivar. Saborosíssimo.


Esta uva, Trousseau, francesa, aparentada da Pinot Noir. Considerada ainda mais difícil de ser cultivada que a famosa da Borgonha por ser mais exigente. Muito utilizada na região de Jura, perto da fronteira com a Suíça. Em Portugal é chamada Bastardo (por que será rs).


Me fez lembrar o Domaine Marey La Justice que bebi em 2014. Parabéns ao Marcelo Miras por ter feito algo tão interessante, se assemelhando a vinhos mais caros e apreciados no mundo, por preços mais acessíveis. Esse é o tipo de cara que dá orgulho admirar.


Pra comprar uma dúzia (se ainda tiver por aí).


This is the kind of wine that remembers you why - oh why - you started drinking wines. Absolutely unexpected, feels like a good Pinot Noir from Burgundy, with its rustic aromas and tannins but yet fruitforward, fresh and pleasant. A must talking about Argentinian wines.

If you find this one in the USA or UK, or even somewhere else, do not hesitate - buy at least two bottles, if you are a Burgundy fan. And one bottle if you are not, since this is a very nice piece of work.



Nota -> 4.5 de 5.


Preço -> R$ 89,90.


Site -> Bodegas Miras.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Vinho de Mandioca?

Estudantes de SP criaram um vinho feito a partir de Mandioca. Há gente que diga ser parecido à Chardonnay...

Leia.

sábado, 5 de novembro de 2016

Portugal: Herdade do Portocarro 2010 e Cavalo Maluco 2010

Em minha recente ida a São Paulo, dias antes do nascimento da minha sobrinha amada, estivemos eu e minha noiva jantando com meu irmão, com sua esposa e com ela ainda na barriga, numa noite fresca pra gelada para apreciarmos uns queijos, pizza e vinhos (e charuto).

No processo de escolha do que beber (gosto também dessa fase), eis que meu irmão surgiu com esses dois petardos. 

Agora sei que são petardos, mas embora não duvide um segundo sequer de um vinho português, não os conhecia.

Esses vinhos são obra de José da Mota Capitão, que - como boa parte daqueles que confiam em seus instintos e vão contra o establishment - iniciou sua produção vinícola num lugar conhecido por ser lar de cortiça e gado.




Se gostaria de saber mais sobre o produtor e um pouco de sua história, peço a visita no blog da Fabiana Gonçalves que teve o prazer de conhecer mais essa personalidade do mundo do vinho português, definitivamente alguém a se respeitar nesse quesito após provar esses dois deliciosos vinhos.

Outra ótima opinião sobre o cavalo maluco está aqui. Um belo site diga-se.

Enfim, vamos aos lusos: o Herdade do Portocarro de cor bem rubi traz os aromas parecidos a um porto, muitas frutas vermelhas com boa acidez e certa mineralidade. Em alguns momentos evoca o Alentejo. Aragonez, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon (!!!). Ótimo vinho.

O Cavalo Maluco - ah o Cavalo Maluco! - é enorme.

Denso, granada, flores, frutas, chocolate, especiarias, café, fumo, couro, talvez menta, algo parecido a alguma calda doce. Tudo isso se alternando diversas vezes e alguns vindo junto, acidez pungente, estruturado, tânico mas sem ser agressivo, profundo e complexo mas ainda assim delicioso e fácil de beber, funcionando bem sozinho ou acompanhado de comida. Final quase infinito. Para beber devagar e apreciando.

Um vinhaço.

Pelas palavras do produtor: "Cavalo Maluco foi um grande chefe Sioux que resistiu à ocupação e destruição das terras e cultura do seu povo, permanecendo fiel aos seus valores e códigos de honra, pelos que deu a vida. Uma personalidade forte e intensa, indomável e irreverente mas também sensível e digna, como este vinho que assume o seu nome. Um vinho que presta homenagem a todos os “cavalos malucos” deste mundo que, apaixonados e destemidos, pensam pela sua cabeça e trilham o seu próprio caminho, com paixão pela diferença. Cada ano de Cavalo Maluco presta homenagem a uma personalidade que se identifica com este espírito (com a justaposição das suas iniciais no rótulo)."

Essa edição é dedicada a Vasco Gallego.


E o video abaixo eu dedico a ele e ao José da Mota Capitão.



Nota -> 4 de 5 & 4.5 de 5.

Preço -> Abertos pelo meu irmão.

Site -> Herdade do Portocarro.

Chile: Loma Larga Pinot Noir 2012

Falar da Loma Larga é chover no molhado. Malbec, Cabernet Franc, Syrah premiado, Sauvignon Blanc. Seus varietais são belos. E diferentes.

Este foi degustado junto a uma pizza em uma ótima pizzaria do Rio, comemorando o dia dos professores.

Sua cor já denotava certa evolução e seus aromas, junto às frutas vermelhas tradicionais e leve terra/umidade, apareceu um incrível aroma de goiaba! Facilmente perceptível...

Na boca muito macio, equilibrado, muita fruta, acidez justa, as duas garrafas terminaram na velocidade da luz. Muito saboroso.

This winery is very interesting, i had tasted its Malbec, Cabernet Franc and Sauvignon Blanc. All of them very distinctive, delicious, full of character and very impressive. This one presented everything a good Pinot Noir must bring, and surprisingly a very well noticed sweet guava on the nose after a little time on the glass. Amazing. Polite acidity and tannins, round and pleasant. Recommended.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$150,00 em restaurante.

Site -> Loma Larga.

Brasil: Aracuri Chardonnay 2013 #CBE

Para o post do mês de novembro da CBE, nossa querida confraria brasileira de enoblogs, a mais antiga em atividade, o tema foi proposto pela Fabiana do escrivinhos: garimpar um vinho legal até R$40,00.

Bom, como costumo não deixar passar oportunidades desse tipo, tinha aqui uma bela carta na manga: este Aracuri Chardonnay que me custou R$39,90, no limite do valor estipulado!

De um amarelo forte, aromas cítricos com traços doces, este vinho tem 10% de sua composição passando em barricas, o que agregou essas nuances doces tanto no nariz quanto na boca sem alterar suas características de frutas brancas e cítricas. Interessante, precisou de um tempinho pra se mostrar. A acidez é muito boa, faz salivar. Funciona bem sozinho também.

A Aracuri tem apresentado excelentes vinhos, tranquilos e espumantes, e se localiza em Campos de Cima da Serra, uma região bem fria que fica mais ou menos no meio do caminho entre São Joaquim e Bento Gonçalves, forçando uma barra no mapa :-)

Very interesting brazilian chardonnay from its colder region. Only 10% in barrels gave it sweet/lacteous hints in nose, followed by citric/tropical fruit. In mouth less milky, still fruits and vanilla too, good acidity makes you salivate. Takes some time to show itself.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$39,90 (promoção).

Site -> Aracuri.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

França: Chateau Bonneau 2013

Inesperadamente aromático, púrpura, muita fruta; confesso que esperava algo mais simples no aroma e no paladar e de menos concentração.

Acidez bem alta, algumas vezes ficou fora de lugar então é interessante que acompanhe alguma comida mais gordurosa ou um queijo mole; taninos já se educando, foi um vinho agradável. Mas eu guardaria mais um pouquinho.

Nice surprisingly aromatic young bordeaux, médoc style. Present tannins but they do not exceed, although I would let it rest for a while due to its pungent acidity. Or you can put it side to side to a fatty cheese.


Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> oferecido pelos queridos Luiz e Andrea.

Site -> Fiée des Lois.

sábado, 22 de outubro de 2016

Argentina: Crios Torrontes 2015

Esse vinho representa o início de uma nova fase em minha vida. Me foi apresentado pela minha noiva, ainda que eu já o tivesse visto, embora não provado.

Esse vinho apresenta qualidade infalível e pra mim é o padrão para a Torrontés. A Sra. Balbo trabalha-a muito bem, e nessa versão ele está mais mineral e menos floral, embora elas ainda estejam lá, e é o que chama a atenção nessa casta. O Torrontés é um vinho delicado e saboroso, e conquista os paladares mais requintados e mais novatos no mundo do vinho.

Este blog experimentou diversos Torrontés mas sempre volta ao Crios, é como que um porto seguro. Não decepciona.

This is the standard Torrontés in my opinion. Very well made and evolve harvest after harvest. Congratulations to Mrs. Balbo and his amazing job. It is now less floral but did not lose its character.
You should prove it, if you do not know this grape, and find out what it has to present. I have been drinking lots of Torrontés and I am always coming back to this one, due to its quality.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> por volta de R$60,00.

Chile: Adobe Reserva Chardonnay 2015

Lembro quando começaram a chegar no Brasil os primeiros exemplares de vinhos com uvas do vale de Casablanca, perto do pacífico, frio, maturação lenta dos cachos, salinidade.

Aos pouquinhos se firmou como o melhor lugar para os brancos chilenos (minha opinião), e hoje uma boa parte das vinícolas chilenas produz algum rótulo com uvas de lá, ou de algum lugar próximo (Leyda, San Antonio, etc).

Esse Chardonnay é bem mais mineral, salino mesmo, que a maioria dos Chardonnay regulares do novo mundo que encontramos por aí. Nessa faixa, apenas brasileiros encontrei que eram assim, diferentes, não triviais.

Este conseguiu ainda manter as frutas tropicais tão famosas e facilmente encontradas, mas seu final reservou algo que não me agradou muito, algo me diz que sobrou açúcar. Enfim, agradável porém derrapou no fim.


A Emiliana conseguiu certificação de que provê vinhos orgânicos no Brasil, ponto positivo pra eles. Foi considerada a vinícola do ano em 2015 pela Wines of Chile. Seu site é lindo.

One very salty chardonnay from the most famous chilean valley for the white ones, which I really love (Valle de Casablanca).

This one was doing pretty good, mineral without losing fruits, but in the end something has slipped, I do not know, I think somehow something has exceeded, maybe sugar level. It was nice though.

This winery was the winery of the year in Chile in 2015, and works on an organic basis. And their website is amazing.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> ???

Site -> Emiliana.

Portugal: Singularis 2014

O senhor Paulo Laureano dispensa apresentações. Privilegiando as castas portuguesas, faz ótimos
vinhos, uma boa parte bem acessível. 

Este é um exemplo do que o Alentejo pode trazer em termos de frescor e frutas, sem extrema complexidade mas com um alto prazer de degustação. Trincadeira, aragonez e alfrocheiro. Cada uma na sua particularidade, as três trabalhando bem juntas. Bem gostosinho.

This is a excellent example on how the Alentejo region can bring fresh and fruity wines, easy to drink and delicious. Mr Paulo Laureano, the mustache winemaker that knows - maybe better than anyone - that hot and large portuguese wineregion, and brings this knowledge into his bottles for us to enjoy. Wanna buy an affordable wine? Bet on the portuguese!

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> Degustado com os queridos Carlo e Natasha.

Site -> Paulo Laureano.

Chile: EPU 2012

Conheci este vinho em maio de 2013, safra 2009. Na época se apresentou um vinho muito intenso, com muita madeira e baunilha.

Esse 2012 está menos concentrado que o 2009, embora ainda escuro. Menos madeira e baunilha. Frutinhas, chocolate e incenso (!!!). Boa acidez e taninos nervosos ainda mas achei interessante, num conjunto que repete as frutas e o chocolate na boca, e algo "salgadinho" inesperado. Ainda dorme bem... Belo vinho!

Esse é o segundo vinho da Almaviva, ou o outro vinho da Almaviva. Não se apegue nessa discussão boboca e aprecie-o. Sugiro comprá-lo, se possível, no Chile.

The first time I had this wine was in may 2013, it was the 2009. On that time it was a very intense and wooded wine, dark, powerful. 

This one is less wood and vanilla, more fruit and chocolate. Even incense. Good and well noticed acidity, hard but interesting tannins surrounding more fruits and chocolate. In the end salt. Still young but can be drinked right now, if you are a patient one, drinking slowly. Nice!!!

Nota -> 4 de 5.

Preço -> Degustado com os queridos Carlo e Natasha.

Site -> Almaviva.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Espanha: Hidalgo de Castilla Verdejo 2014

Delicioso esse Verdejo, gosto da casta, dá uns vinhos diferentes, bem agradáveis e de certo corpo, às

vezes um pouco mais encorpado que o comumente encontrado para brancos e definitivamente mais untuoso. E esse foi o melhor até hoje.
Infelizmente não consegui reaver minhas notas, mas me lembro que valeu muito a pena, e certamente não hesitarei em prová-lo novamente.

Very nice Verdejo, one grape that turns into more unctuous and dense white wines. Unfortunately I could not find my notes concerning impressions on this bottle, but I do remember that it was a very nice bottle to uncork.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$64,90 na Vinum Day.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Espanha: Marqués de Castilla Airén 2014

Airén é a casta mais cultivada do mundo, com a Merlot em segundo lugar. Apesar de pouco conhecida pois a maior parte de sua produção é destinada à elaboração de destilados, volta e meia encontramos um varietal dela.

Muito cultivada na Espanha, resistente e produtiva, dá geralmente vinhos claros e leves. Esse é bem saboroso, daqueles que você vai bebendo descompromissadamente, e agrada.

Aromas que lembram aquelas balinhas/chicletes de banana, acidez gostosa. Pouco complexo mas com um certo corpo para um branco jovem, e fácil de ser bebido.

Final deixa uma leve marca, foi uma boa experiência.

This is a delicious wine made from the most planted grape in the world. Since most of its production is used to produce spirits, we do not find much of it around in wine bottles.

So, you can expect to find a clear yellow and very amusing wine, although not too complex but - yes - somehow a noticeable body. The banana on the nose is easy to notice. At the end there is a light record. Nice experience.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$ 39,90 (excelente custo x benefício).

Site -> Bodegas Cristo de la Vega.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

França: Château de Camarsac Cuvée du Prince Noir Bordeaux Superieur 2009

Um presente da minha tia, vindo diretamente de Paris. Um vinho de linha regular (50k garrafas/ano), de uma origem famosa, de uma safra nota 10, de um Château de 700 anos. Curiosidade no mínimo.

O produtor aconselha a guarda de 2 a 5 anos. Guardei por sete até que deu uma vontade de abrí-lo, e não lutei contra.

Cor de vinho já evoluído, bem 'atijolado', halo fino transparente. Aromas ainda bem frutados, distoando da cor, cassis e amora bem evidentes. Leve baunilha. Na boca ainda taninos, sente-se a madeira, boa acidez. Mais frutas com uma textura balsâmica, um conjunto improvável mas interessante e bem gostoso, com certa estrutura. Seca a boca. Estava bem gostoso.

Thierry Lurton, que assina esse vinho, faz parte de uma família de viticultores originária de Bordeaux, e da qual 13 componentes possuem vinícolas, na França, Portugal, Espanha, Chile, Austrália, Argentina. Será que têm experiência?

A regular bordeaux wine, around 50k bottles a year, of a perfect harvest, from a 700 year-old château from a very well-known family. Curious at least.

The producer advises to keep it from 2-5 years. I gave it seven and then opened it.

Its colors are the ones from a evolved wine, brownish red, transparent halo. Amazingly still fruity aromas, which is not paired with color. Blackberry and Blackcurrant very well distinguisehd. Vanilla comes light. In mouth that nice wood feeling and good acidity, fruits and balsamics, a unlikely but tasteful kit. It really dries the mouth.

Thierry Lurton is part of a Bordeaux winemakers family, in which there are 13 winemakers owning wineries in France, Portugal, Spain, Australia, Chile and Argentina. Are they experienced?

Nota -> 4 de 5.

Preço -> Presente.

Site -> Camarsac.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Brasil: Dom de Minas Syrah 2013 #CBE

Todo dia primeiro é dia de escrever sobre um tema escolhido por um colega confrade da Confraria Brasileira de Enoblogs, a mais antiga confraria virtual do Brasil, que está no ar desde fevereiro de 2007.

Para o mês de Setembro a escolha foi do confrade Evandro Vanti (Vinhos que Provo), fazer a indicação: "um Syrah / Shiraz do novo mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja dessa uva".

Meu escolhido foi o Dom de Minas Syrah, uma uva que tem participado das novas experiências pelo Brasil afora (Minas, Goiás, interior de São Paulo) e que tem respondido à altura da dedicação do pessoal focado em expandir as fronteiras vitivinícolas brasileiras. 

É leve, vermelho sangue com halo transparente. Frutas vermelhas (cassis, cereja), algo mais doce que não consegui divisar. Na boca voltam as frutas, traços de especiarias, textura de sangue, taninos já caminhando para algo bem aveludado, final seca bem a boca, com novamente um traço meio adocicado. Leve acidez. Quando esquenta o álcool incomoda um pouco.

Já conhecia o ótimo Sauvignon Blanc deles. Agora viso o Cabernet Franc.

This is for the Enobloggers fraternity, as told before on another post. This is a Syrah from a new wine region here in Brazil, where the winemakers had inverted the grapevine cycle, by pruning it. Ruby red, evolved wine appearance but fruity on the nose, something sweet too. In mouth the fruits come back (cassis, cherry), spices, blood texture and almost silky tannins. Very dry in the end, something sweet come forth again. Light acidity. They have a beautiful Sauvignon Blanc and I am really interested in their Cabernet Franc.


Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> cerca de R$ 50.

Site -> Dom de Minas.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Argentina (ou Chile?): Punto Final Sauvignon Blanc 2015

A Bodega Renacer fica localizada em Mendoza, mas esse vinho foi produzido no vale de Casablanca,
pra mim e pra muitos mais o melhor lugar do Chile na atualidade para uvas brancas, especialmente a Sauvignon Blanc, e provavelmente os melhores Pinot Noirs do Chile e da America do Sul.

A meu ver uma ótima opção de Sauvignon Blanc, pois traz toda aquela bagagem herbácea e mineral associada a algo mais maduro e frutado, tanto em nariz quanto em boca, que é completada por um ótimo frescor, e por um preço razoável.

Arruda, grama cortada, cítricos comuns e não tão comuns (lima/limão, pomelo/toranja, etc...), talvez pêssego. Na boca traz ainda a lembrança de aspargos e abacaxi, tendendo pro azedo. Boa mineralidade e acidez, certa untuosidade; ótima pedida. Ponto final.

This argentinian mind and chilean heart wine has Mr Antonini as a consultant. For its price is superb, since it brings that herbaceous and mineral background that a good Sauvignon Blanc can offer, allied to a citric fruit character. In mouth adds asparagus and greasiness. Not a Chardonnay style and if you can't stand rue or grass hints, this is not your wine. If you just love these, run for it!


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$48,90 na Vinum Day.

Site -> Bodega Renacer.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Chile: Secreto Viognier 2013

Gosto da Viognier. Ela tem personalidade, já a bebi oriunda de diferentes países, ela sempre mantém uma linha condutora, variando em algumas nuances de acordo com o local de origem (teor alcoólico, dulçor final, cor, ...).

Este é um bem interessante, de uma linha muito boa da Viu Manent, muito bem elaborada.

Amarelo na taça, aromas com traços florais e minerais, com alguma fruta madura. O álcool até apareceu um pouquinho, mas nada que o tempo na taça não resolva.

Em boca traz mais fruta e mineralidade, com certa estrutura. Um bom vinho de uma uva que eu gostaria de ver mais trabalhada por aqui na América do Sul. Temos poucos exemplares, e alguns muito alcoólicos.

I am a Viognier fan. It is a shame we do not find much of it here in Brazil. 

This is from the excellent Secreto line of Viu Manent, a very quality consistent winery of Chile.
Yellow, floral and mineral, in mouth the fruit come along and we end up finding a not so fresh but yet interesting wine. Sometimes the alcohol shows itself, which can be solved by time in glass.


Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$64,90 no Hortifrutti.

Site -> Viu Manent.

domingo, 14 de agosto de 2016

Brasil: Speciale Chardonnay 2014


Tenho experimentado chardonnays brasileiros bem feitos e distintos, e esse é mais um deles.


Esse é mais um que foi derrubado na despedida do Freitas (ver posts abaixo até o Periquita Reserva 2005).

Com passagem em barricas, esse chardonnay tinha cor bem amarela, com notas ao nariz de muitas francas brancas, e também de carambola, o que me levou de volta à Região dos Lagos na infância. Em boca traz também um damasco razoavelmente notável. No início de tudo ele se apresentou bem cítrico em nariz e boca mas depois se abriu e realmente se mostrou por completo.

Tem um quê untuoso e o toque de baunilha é perceptível. Passou 6 meses em barricas de carvalho. A meu ver bem encaixada, dando um corpo maior a ele.

Bem interessante e um pouco diferente dos demais brasileiros, especialmente pelas notas de damasco e carambola (é sério). Valeu a pena e gostaria de experimentá-lo novamente.

This is an interesting oaked brazilian chardonnay, it brings along with the white fruits notes, hints of carambola (star fruit), very well noticed because I had complete contact with it in my childhood. In mouth it brings the white fruits adding apricot to the set, vanilla and acidity working together on the unctuous body. Nice, I really want to taste it again.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$59,90.

Site -> LPG Wines.

Brasil: Casa Valduga Leopoldina Chardonnay 2015

Taí um bom chardonnay brasileiro. Bem claro, amarelo verdeal, límpido, nariz de maçã, pêra, talvez abacaxi que na boca se mostra bem claro. Acidez média, leve untuosidade. Final agradável, limpo, termina bem. Um bom vinho para se acompanhar um bom almoço.

Nice brazilian chardonnay. Clean, green notes on a yellow basis, apples and pears. In mouth pineapple, medium acidity and light greasiness. In the end it is clean, well balanced. A very good wine to pair with food.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$49,90 no Hortifrutti.

Site -> Casa Valduga.



Itália: Vezzani Nero D'Avola 2013

Primeiro Nero D'Avola que experimento. Um vinho fácil de agradar, vermelhão com bordas
castanhas. No nariz amora, ameixa, chocolate. Na boca repete tudo, com o final puxando mais pro chocolate. Taninos aveludados e boa acidez, o que me surpreendeu e evita que o vinho se torne enjoativo. Foi uma boa experiência, e ajudou a esquentar numa noite bem fria em Campos do Jordão.

This is the first Nero D'Avola that I drink. Easy wine, tending to an evolved color. Blackberry, plum, chocolate in nose, all of them repeated in mouth, with chocolate dominating in the end. Silky tannins e regular acidity, keeping it away from being a boring experience.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> comprado em restaurante, foi caro pro que apresentou.

Site -> Rocca Vini Superiore.

sábado, 13 de agosto de 2016

Brasil: Casa Valduga RSV Brut Rosé 2013 #CBE

Todo dia primeiro é dia de escrever sobre um tema escolhido por um colega confrade da Confraria Brasileira de Enoblogs,

A Confraria Brasileira de Enoblogs é a mais antiga confraria virtual do Brasil, está no ar desde fevereiro de 2007.

Para o mês de Agosto (esse post está atrasado), a escolha foi do confrade Marcello Galvão, que escolheu assim: "Pensei bastante no tema, e vou aproveitar que a temperatura subiu bastante aqui no Rio de Janeiro, pra sugerir uma bebida que muito me agrada. Espumante Brut Rosé do novo mundo elaborado pelo método tradicional. Sem faixa de preço."

Escolhi o Casa Valduga Blush, um rosé feito pelo método tradicional, 50% de Pinot Noir e Chardonnay. Bem límpido, de cor rosa pálido, nariz de frutas secas, notas que lembram pão e leve amateigado, perceptível também no paladar. Leve acidez, seca a boca carinhosamente. Perlage fino e discreto, mas persistente. Cremosidade gostosa, um espumante delicado, aprovado, recomendado e que eu ainda não havia provado.

Se você acha que só champagne presta, recomento começar a mudar seus conceitos, pois o espumante nacional é bom já há bastante tempo, e vem melhorando consistentemente.

I am a participant of a virtual fraternity of enobloggers, and once a month we write about a wine based on one component's choice.

This is a half Pinot Noir half Chardonnay brazilian brut rosé sparkling wine, very clean and pale pink in glass. The nose brings dried fruits, bread and butter. The mouth repeats everything increasing the butter feeling, drying your mouth with gentle acidity. Delicate, fresh, well-done and approved by this blogger and his wife!

If you, my foreign reader, find one of this in your preferred supermarket, give it a try and come here to tell me about it, it is very consistent in quality.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$59,90 no Hortifrutti.

Site -> Casa Valduga.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Brasil: Cave Pericó Brut Rosé


Comprei esse espumante no intuito de atender ao post da CBE, mas infelizmente o vendedor se
enganou ao me oferecer este como champenoise.

É um espumante feito pelo método charmat, com 70% Cabernet Sauvignon e 30% Merlot, de cor rosa bem forte e aromas de pão doce e cítricos (notadamente laranja).

Na boca tem uma interessante cremosidade, acidez razoável, repete a laranja e finaliza - a meu ver - um pouco doce. Mas vale repetir que sou fã dos Nature, então os Brut para mim muitas vezes serão um pouco doces.

Confesso que criei expectativa para esse espumante; é bom e interessante, mas feito com Cabernet Sauvignon gostei mais do Kanpai.

Nice brazilian charmat method sparkling wine, almost orange in color, nose and mouth! Sweet bread in nose and creamy in mouth, interesting and different, made from 70% Cabernet Sauvignon and 30% Merlot grapes. This comes from a different region from the one most known outside Brazil, it is called Serra Catarinense and in fact is the other side from the Serra Gaúcha (the one that is most known) hills, located in the city called São Joaquim, 1300 masl.

This winery, Pericó, in 2009 made a icewine, the first one in Brazil, putting it together to the icewine producing countries: Canada, Germany, Italia (north) and Austria.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$75,00.

Site -> Cave Pericó.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Uruguai: Bouza Tannat 2014

Mais uma safra desse ótimo vinho. Já havia bebido a 2012 anteriormente.

Esse segue a sequência dos vinhos que foram bebidos na despedida do Freitas.

Menos rústico que o 2012, menos madeira, parece mais 'internacional'. Sem que isso pareça um demérito, talvez 'mais elegante' seja o termo correto.

Púrpura, é um belo vinho, delicioso, jugoso como dizem os hermanos. Muito bem feito, está pronto e ainda aguenta mais uns dois anos. Se eu pudesse, seria um dos 'vinhos de dia a dia'.

Very good example of how a Tannat wine can be worked to be less rustic without losing character.

Diferent from the later 2012 vintage that I have tasted, but still a nice Uruguayan Tannat. Juicy, wood well fit, some would say a more international view of Tannat. I say: prove it and enjoy.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> indefinido mas acima de R$100 infelizmente. Undefined, bought at a restaurant.

Site -> Bodega Bouza.



domingo, 31 de julho de 2016

Espanha: Luis Cañas Crianza 2011

Mais um que foi derrubado na despedida do Freitas.                                                               
Rioja bem jovem ainda, púrpura, denso, frutas vermelhas, baunilha, madeira, e até umas notas
balsâmicas. Taninos potentes mas já arredondando, enche a boca, a acidez completa o conjunto ainda por arredondar mas já entregando um belo prazer.

Se possível vou bebê-lo de novo.

Purple, red fruity character, vanilla, wood, balsamic also. On the palate is dense, marked tannins but enjoyable and reasonably round. Acitiy gives freshness to the wine set and makes me wanna try it again. A good affordable Rioja for you to start experiencing what this region has to tell.

Bronze medal on International Wine Guide 2014.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> desconhecido, mas acima de R$100 em restaurante.

Site -> Luis Canas




sexta-feira, 29 de julho de 2016

Portugal: Periquita Reserva 2005, uma grata surpresa

Este post faz parte de uma sequência que preciso escrever, acerca de um encontro da minha antiga confraria 256, que infelizmente precisou ser interrompida por questões geográficas e financeiras de alguns participantes.

Para esse encontro, o motivador foi a despedida do Freitas, que irá estudar nos EUA o seu mestrado (boa sorte Freitas).

Esse vinho foi levado pelo confrade Leonardo, alguns de nós levamos uma garrafa, o que não foi obrigatório.

De cor vermelha 'cansada', acastanhada, borda transparente, na hora de abrir a rolha estava ressecada. Achei que viria um vinagrão. Ledo engano.

Na taça aromas análogos aos de um bom porto (!!!), com bastante fruta para a idade. Imagina a felicidade ao constatar que o vinho que você achava estar morto, está mais vivo do que parece!

E foi verdade, na boca ainda tinha tanino marcando, embora não estragasse o delicado conjunto em boca. De novo a impressão de um porto velho mas sem o álcool associado. Uma bela experiência, e uma bela surpresa.

P.S.1: A Periquita é a mesma uva que a Castelão/Castelão Francês, e o vinho geralmente leva ainda Trincadeira e Aragonês (Tinta Roriz/Tempranillo). Até 2001 era feito apenas com a Periquita!

P.S.2: A revista Adega, como sempre, fez uma boa matéria a respeito do Periquita.

This is the reserve version of a very well known portuguese wine here in Brazil. 


Periquita stands for a female parakeet, and is the alternate name for the grape Castelão (Big Castle).

When opening the bottle, the cork split and caused a little panic, but the wine - fortunately - was great.

"Tired" red in glass, transparent halo, still fruity and looked like a port wine aroma. In mouth surprisingly still tannic but delicious, a nice and well arranged structure, a nice experience!


Nota -> 4 de 5.

Preço -> desconhecido.

Site -> José Maria da Fonseca.


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Espanha: Borsao Garnacha 2014

Deste vinho não fiz anotações como eu gostaria, mas posso dizer que é bem interessante. Foge do
lugar comum.

Bem violeta, é seco e frutado ao mesmo tempo, o nariz parece que vai te jogar pro mundo adocicado mas a boca puxa para algo mais fresco, aquela fruta que está meio verde meio madura. E isso não é ruim, muito pelo contrário, você fica o tempo todo tentando entender o vinho, e ele é bem gostoso. Taninos estão lá, marcam presença mas não incomodam, tem especiaria também, e madeira bem tranquila embora plenamente perceptível. Não é profundo, combinará melhor com comida.

O único porém é que paguei bem caro pois foi num restaurante, daqueles que dobram ou mais o preço da garrafa, mas...

O resultado dessa experiência é: preciso beber mais tintos de Grenache/Garnacha/Granatxa, esse é o segundo e até agora me intrigaram.

Titio Parker falou muito bem da safra 2011 dele, dizendo que era possivelmente o melhor custo benefício em termos de tintos no mundo, naquela ocasião.

Interesting spanish wine, made with garnacha (grenache), purple in color, nose full of sweetness and fruits but in mouth is dry and fresh, the fruit is half way to ripe. Makes you keep trying to understand what is going on, and on this way you salivate and ask another try. Think it will go very well pairing with food.

Good tannins, spices and wood are there and very noticeable. A good wine, wanna try another it time.

Nota -> 3.5 de 5

Preço -> não lembro

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Brasil: Don Guerino Malbec Rosé Brut

Mais um charmat que agradou.

Esse foi dica do Cesar, da Mondovino. Rosa suave, aromas delicados, flores e frutas vermelhas, mas tem uma ou outra que não se encontra em qualquer lugar; acidez legal e leve dulçor, interessante.

Bem 'cremoso' na boca, o perlage achei fraco, mas se você não liga tanto pra isso, não impacta. A espuma porém é bem persistente.

Brazilian Malbec Brut Rosé Charmat method sparkling wine, light pink, flowers and maybe guava on the nose. Aicidty ok and some sweetness spotted. Creamy and low perlage (?!?), hard foaming.

Nota -> 3.5 de 5.

R$49 na Mondovino.

Site -> Don Guerino.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Brasil: Clos Cattacini Trebbiano Romagnolo 2014

Excelente esse vinho do Cattacini. Único vinho brasileiro feito com a casta.

Madeira bem colocada, acidez gostosa, álcool integrado, untuosidade, aromas adocidados, frutados, algo como pêssego, e talvez traços florais. Se eu soubesse que era bom assim, teria comprado mais dele.

Recomendo fortemente para quem gosta de brancos, e para quem gosta de brancos 'barricados'. 

Desenvolvido em conjunto com a Luiz Argenta, o site traz bastante informação.

Amazing Brazilian Trebbiano wine, first one in modern Brazilian wine industry. Unctuous, very well placed wood, good acidity in a fruit and flower nose, peach in the mouth. If you like the whites through wood, this one is a nice try.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$59,90 na Vinum Day.

Site -> Cattacini.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Vinhos da IG Monte Belo já são realidade

Mais uma nova IG do Brasil, também no Rio Grande do Sul: Monte Belo.

Anteriormente toda a produção era vendida para elaboração de vinhos de qualidade na Serra Gaúcha, agora o conselho regulador da IG cuida da elaboração com respeito aos seus padrões de qualidade.

Quem conhece diz que as uvas são de altíssima qualidade.

Fonte: Revista Vinícola.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Italia: Santoro Primitivo Puglia 2013

Vinho comprado em restaurante, onde os preços nunca condizem com o que é apresentado.

Os Primitivo Puglia são vinhos fáceis de serem bebidos, muitos classificados como meio-secos, aveludados, bons para serem bebidos jovens, com um perfil aromático mais chegado nas frutas pretas bem maduras, chocolate, e coisa do tipo. Há uma boa acidez e a concentração não é alta.

Esse não fugiu à regra. Com 12% de álcool declarado, parece ter mais álcool. Por isso não gosto muito de fazer referência ao álcool, não acho que diz muita coisa. Feito pela Feudi di San Marzanno, que também manda pro Brasil o famoso Sessantanni (primitivo di manduria). Para maiores experiências, esses Primitivo di Manduria mostram todo o potencial da uva principal do salto da bota.

Very characteristic Primitivo Puglia: silky, young, black fruits and chocolate with a regular freshness. Nice but will not make a point nor change your life, amuse easily almost every palate. 

Nota -> 3 de 5.

Preço -> ???

Site -> Cantinne San Marzanno.

domingo, 10 de julho de 2016

África do Sul: Avondale Pinotage 2012

Este abri mais cedo do que o programado, realmente achei que poderia descansar um pouco mais,
embora tenha sido um vinho bem gostoso e agradável.

A safra 2009 já passou pelas minhas taças, e gostei muito do vinho. Essa 2012 figura em algumas listas de safras como nota 10 na África do Sul (no Brasil também ganhou nota 10).

A Avondale tem uma bonita abordagem em relação à natureza, tendo seus vinhedos sendo conduzidos de forma orgânica, e apostando na natureza também para resolver problemas de pragas que porventura possam vir a afetar os vinhedos.

De cor bem púrpura, aromas bem complexos. Interessante que a aparência e a idade são de um vinho jovem, mas junto dos aromas bem frutados, frescos, temos algo mais complexo, na linha do couro, fica aquele mistério na cabeça, você fica tentando descobrir o que é esse 'a mais' do vinho.

Vou procurá-lo novamente, me deixou intrigado.

Purple, complex aromas, along with the fruity approach there is something more, something as leather or alike. It appears to be young and for me it really is but this hint makes you wonder - what if it was a little bit older? This is a 10 points harvest in South Africa for many people so I think I am buying this one again.


Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$ 49,90 na Vinum Day.

Site -> Avondale.

Brasil: Hermann Bossa N1 Brut

Digo e repito: bons momentos, boas lembranças e datas comemorativas podem alterar seu julgamento acerca de um vinho. Mas ainda assim você percebe quando algo é bom e de alguma forma, diferente do status quo.

Esse espumante da Hermann, definitivamente foi o primeiro feito pelo método Charmat que me surpreendeu. Geralmente tendo a achá-los doces e enjoativos. Mas não esse!

Muitas pequenas bolhas, aromas deliciosos de frutas cítricas, algo floral e de fermento mas na boca é que dá o seu show de maçã verde e deliciosa cremosidade. Muito agradável e bem feito. Parabéns à Hermann, vou procurar seus tintos agora!

For me it was always hard to find a Charmat method sparkling wine that really amused me. This one has ended the search for the first time. Small abundant bubbles, citrics and flowers on the nose, yeast too. In the mouth it is creamy and gives your tongue the taste of green apples. Very nice and well made. Congratulations Hermann guys!

Nota -> 4 de 5.

Preço -> ??? Tem no site da Decanter.

Site -> Vinícola Hermann.

sábado, 9 de julho de 2016

Uruguai: Ysern Sauvignon Blanc 2015

Untuoso sauvignon blanc do Uruguai, fruto de uvas de dois vinhedos, de amarelo bem forte em relação ao que comumente encontro nos Sauvignon Blancs, mais fruta que o comum também. Muito boa acidez, pouco herbáceo, tem uma aura de "coisa fina". Bem gostoso, agrada facilmente.

Greasy uruguaian Sauvignon Blanc, blend of two regions, brings a yellow wine with very present ripen white fruit, not so common in Sauvignon Blanc wines, with low herbaceous hints. Nice acidity, please you easily.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$35,90 na Vinum Day.

Site -> Bodegas Carrau.

Brasil: Decima Gran Reserva 2008, um espetáculo

Mais um belo vinho da safra 2008 do Brasil. Seus aromas são extremamente amplos, trazendo tabaco, mel, figo, baunilha bem presente (36 meses de barricas!). Algo passificado notável, os traços de frutas vermelhas aparecem também. Uma coisa bem bonita e que provoca um sorriso.

Interessante que sua cor engana, assemelha-se mais a vinhos jovens, embora seus 8 anos e seu halo quase transparente neguem essa impressão.

Em boca os taninos estão bem educados, a madeira evidente sem incomodar, o álcool amacia com um calorzinho gostoso e você percebe um delicioso 'salgadinho' no fim. Muito, muito bom.

One more excellent 2008 harvest brazilian wine, complex nose bringing tobacco, honey (indeed!), fig, something raisin-like. Vanilla and hidden red fruit came forth.

His color try to fool you but his almost transparent halo tells the truth. Amazing 36-month-in-barrels wine, blend of Cabernet Franc and Sauvignon, Tannat, Merlot and Petit Verdot. I should definitely buy this one again.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$52,90 na Vinum Day.

Site -> Decima.

Argentina: Zentas Torrontes 2015

Um Torrontés clássico sem ser enjoativo. As flores estão lá, boa acidez, frutas brancas oscilando entre maduras e verdes. Se tem preconceito com a Torrontés e gosta de vinhos delicados e gostosos, daqueles que você vai degustando sem compromisso numa tarde de sol com a cabeça sossegada, ele é uma boa opção. Há um quê de mineralidade gostosa presente.

Nice classic Torrontés wine. If you are a elegant and delicate wine lover, this one will please you with sweet white fruit notes along with flowers around, without being nauseating or too much of the same. Some minerality can be found too.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$ 37,90 na Vinum day.

Site -> ?

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Chile: Calicanto 2013 #CBE

Como todo dia primeiro, hoje é dia de post para a nossa querida CBE.

O tema do mês foi proposto pelo colega Luis Cola: um tinto encorpado de inverno até R$100,00.

Pois bem, o vinho que escolhi hoje já passa dos R$100,00, mas se encaixou quando foi comprado/bebido rs.

Este vinho é produzido pela Viña El Principal, no sopé dos Andes, no vale do Maipo. Vinhedos a 770m de altitude, numa pequena área do referido vale chamada de Pirque. Envelhecido por 12 meses em barricas de carvalho.

Metade do vinho é de Cabernet Sauvignon, sendo completado por 29% de Carmenère, 11% Syrah e o restante de Petit Verdot e Cabernet Franc. O resultado é um caldo retinto, de movimentos leitosos em taça, que exala uma profusão de aromas de frutas, especiarias, baunilha, lácteos, compota.

Na boca, a confirmação dos olhos e nariz, num conjunto de corpo e taninos sedosos e educados, o vinho é realmente uma seda, chegando a ser quase doce mas sem se tornar enjoativo, uma ótima sensação.

Em tempo: Calicanto é o nome da primeira ponte construída sobre o rio Mapocho, onde ao seu redor desenvolveu-se um dos primeiros centros de comércio do vinho chileno.

This is simply the most in-mouth-velvet-like-wine I had tasted until now. Flowing almost like milk in glass, with a dominant purple color, it had presented me hints of  sweet red fruits, spices, lacteous, compote. Polite tannins, bold, silky. Very nice and round.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$?

Site -> Viña El Principal.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Canada: Pillitteri Estates Cabernet Franc 2012

Este blogueiro é fã de Cabernet Franc. E este vinho fez jus à 

continuidade dessa admiração.

Conheci-o no Canadá, na Vinícola, em Niagara-on-the-falls, a cidade simpática e bela perto das cataratas. Passei belos momentos lá.

Provei diversos vinhos e os que mais me encantaram foram esse e o icewine feito com a Riesling, o qual já foi aberto e contarei num próximo post (prometo).

Este tem uma belíssima cor: 

Aromas de pimenta preta, algo de frutinhas vermelhas, leve herbáceo e baunilha. Na boca taninos secam a boca mas não incomodam, e emolduram o conjunto que traz novamente as frutas e tudo o mais em conjunto com a madeira de 19 meses que se encaixou belamente e nada exagerada, com uma acidez bem interessante. Me pareceu um canadense com alma italiana.


This blogger is a Cabernet Franc-lover, and is in love with this beautiful Canadian wine. Went to the winery on June 2015 to visit my beloved woman. Since then it was resting, waiting for the time to come. And now, it has offered me all of its enchantment.


The winery is very nice, and their wines too! Their famous icewine is amazing. 

Black pepper and fresh red fruits, surrounded by light herbs and vanilla, silky tannins and very well integrated wood - 19 months! - along with nice acidity and italian-like style. The color is beautiful! 

Nota -> 4 de 5.

Preço -> CN $25 (no site)

Site -> Pillitteri Estates Winery.