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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Bulgária: Suhindol Chardonnay & Traminer 2013

Um branco da Bulgária. Meu primeiro. Um vinho bem amarelo na taça, com aromas de abacaxi doce bem presentes, mais cítricos associados e notas florais.

Na boca percebe-se claramente a Chardonnay, que domina com mais abacaxi, acidez delicada, mas em alguns momentos o vinho chega a ter uma puxada mais doce. Dá até pra desconfiar que há passagem em madeira de uma parte, o que provavelmente não é o caso.

É gostoso, descomplicado, agradável, agrada a paladares mais delicados.

Este vinho vem da planície do Danubio, ao norte da Bulgária. É feito pela mais famosa vinícola local, de mais de cem anos.

Não confundir Traminer com a Gewürztraminer, esta não possui a casca avermelhada.

This is a bulgarian wine, from its most famous winery. It is a Chardonnay with citric and floral notes, centered in pineapple. In the mouth it is almost Chardonnay with a delicate acidity, almost sweet in the end. Tasteful, uncomplicated, pleasant. Traminer is not the same as Gewurztraminer.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$ 59,90.

Site -> Lovico.

sábado, 5 de novembro de 2016

Brasil: Aracuri Chardonnay 2013 #CBE

Para o post do mês de novembro da CBE, nossa querida confraria brasileira de enoblogs, a mais antiga em atividade, o tema foi proposto pela Fabiana do escrivinhos: garimpar um vinho legal até R$40,00.

Bom, como costumo não deixar passar oportunidades desse tipo, tinha aqui uma bela carta na manga: este Aracuri Chardonnay que me custou R$39,90, no limite do valor estipulado!

De um amarelo forte, aromas cítricos com traços doces, este vinho tem 10% de sua composição passando em barricas, o que agregou essas nuances doces tanto no nariz quanto na boca sem alterar suas características de frutas brancas e cítricas. Interessante, precisou de um tempinho pra se mostrar. A acidez é muito boa, faz salivar. Funciona bem sozinho também.

A Aracuri tem apresentado excelentes vinhos, tranquilos e espumantes, e se localiza em Campos de Cima da Serra, uma região bem fria que fica mais ou menos no meio do caminho entre São Joaquim e Bento Gonçalves, forçando uma barra no mapa :-)

Very interesting brazilian chardonnay from its colder region. Only 10% in barrels gave it sweet/lacteous hints in nose, followed by citric/tropical fruit. In mouth less milky, still fruits and vanilla too, good acidity makes you salivate. Takes some time to show itself.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$39,90 (promoção).

Site -> Aracuri.

sábado, 22 de outubro de 2016

Chile: Adobe Reserva Chardonnay 2015

Lembro quando começaram a chegar no Brasil os primeiros exemplares de vinhos com uvas do vale de Casablanca, perto do pacífico, frio, maturação lenta dos cachos, salinidade.

Aos pouquinhos se firmou como o melhor lugar para os brancos chilenos (minha opinião), e hoje uma boa parte das vinícolas chilenas produz algum rótulo com uvas de lá, ou de algum lugar próximo (Leyda, San Antonio, etc).

Esse Chardonnay é bem mais mineral, salino mesmo, que a maioria dos Chardonnay regulares do novo mundo que encontramos por aí. Nessa faixa, apenas brasileiros encontrei que eram assim, diferentes, não triviais.

Este conseguiu ainda manter as frutas tropicais tão famosas e facilmente encontradas, mas seu final reservou algo que não me agradou muito, algo me diz que sobrou açúcar. Enfim, agradável porém derrapou no fim.


A Emiliana conseguiu certificação de que provê vinhos orgânicos no Brasil, ponto positivo pra eles. Foi considerada a vinícola do ano em 2015 pela Wines of Chile. Seu site é lindo.

One very salty chardonnay from the most famous chilean valley for the white ones, which I really love (Valle de Casablanca).

This one was doing pretty good, mineral without losing fruits, but in the end something has slipped, I do not know, I think somehow something has exceeded, maybe sugar level. It was nice though.

This winery was the winery of the year in Chile in 2015, and works on an organic basis. And their website is amazing.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> ???

Site -> Emiliana.

domingo, 14 de agosto de 2016

Brasil: Speciale Chardonnay 2014


Tenho experimentado chardonnays brasileiros bem feitos e distintos, e esse é mais um deles.


Esse é mais um que foi derrubado na despedida do Freitas (ver posts abaixo até o Periquita Reserva 2005).

Com passagem em barricas, esse chardonnay tinha cor bem amarela, com notas ao nariz de muitas francas brancas, e também de carambola, o que me levou de volta à Região dos Lagos na infância. Em boca traz também um damasco razoavelmente notável. No início de tudo ele se apresentou bem cítrico em nariz e boca mas depois se abriu e realmente se mostrou por completo.

Tem um quê untuoso e o toque de baunilha é perceptível. Passou 6 meses em barricas de carvalho. A meu ver bem encaixada, dando um corpo maior a ele.

Bem interessante e um pouco diferente dos demais brasileiros, especialmente pelas notas de damasco e carambola (é sério). Valeu a pena e gostaria de experimentá-lo novamente.

This is an interesting oaked brazilian chardonnay, it brings along with the white fruits notes, hints of carambola (star fruit), very well noticed because I had complete contact with it in my childhood. In mouth it brings the white fruits adding apricot to the set, vanilla and acidity working together on the unctuous body. Nice, I really want to taste it again.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$59,90.

Site -> LPG Wines.

Brasil: Casa Valduga Leopoldina Chardonnay 2015

Taí um bom chardonnay brasileiro. Bem claro, amarelo verdeal, límpido, nariz de maçã, pêra, talvez abacaxi que na boca se mostra bem claro. Acidez média, leve untuosidade. Final agradável, limpo, termina bem. Um bom vinho para se acompanhar um bom almoço.

Nice brazilian chardonnay. Clean, green notes on a yellow basis, apples and pears. In mouth pineapple, medium acidity and light greasiness. In the end it is clean, well balanced. A very good wine to pair with food.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$49,90 no Hortifrutti.

Site -> Casa Valduga.



sexta-feira, 18 de março de 2016

Marichal Chardonnay 2013 [Uruguai] #CBE

Depois de um tempo off, estou de volta para o post da CBE, a confraria brasileira de enoblogs. Com atraso, ok, mas de volta!

O tema para o mês de fevereiro de 2016 da nossa amada confraria virtual foi: Chardonnay sem passagem por madeira, de qualquer país e preço. Responsável: Tiago Bulla, do Universo dos Vinhos.

Escolhi esse uruguaio de Canelones, um Chardonnay jovem, bem frutado e aromático, de início até me assustei achando que tinha leve passagem em barricas, mas não é o caso. A boca traz boa acidez e a uma impressão de dulçor soma-se uma inesperada mineralidade, que vem em boa hora. Gostei dele.

Escoltou bem um Frango Thai com arroz de jasmin, e não se intimidou perante um Garam Masala bem puxado, foi uma boa combinação.

Experimentem-no!

Nice uruguaian Chardonnay from Canelones region. This Marichal Family winery might be influenced by the sea (geographically close to), as this beautifully fruity chardonnay also gifts us with a bright minerality and acidity, along with fresh fruit presence. The nose is sweet and initially I thought it had spent a little time in barrels, which has not occurred.

Very interesting, Uruguay is always a good choice in my opinion.



Nota (points) -> 3.5 de 5.

Preço -> R$65,90 na Vinum Day (circa US$16)

Site -> Bodegas Marichal.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Quinta da Neve Chardonnay 2012

Vinho bebido em restaurante, num jantar com minha querida Isis.

Infelizmente pagamos muito mais do que na Decanter (eles estão em vários restaurantes!), que já não é uma importadora barata. E infelizmente também não tirei foto. Então vai a foto comercial...

Mas isso de lado, é um ótimo Chardonnay, madeira de leve sem queimar a acidez, as frutas estão lá e além de untuoso (jargão terrível mas incrivelmente cabível) a persistência do vinho é ótima, e a boca fica salivando.

Casou bem com um risoto. Gostamos bastante, Isis mais do que eu (ela adora os Chards).

Eu gosto do Sauvignon Blanc deles. Aliás, eu gosto de Sauvignon Blanc, e gosto dos Sauvignon Blanc de Santa Catarina (São Joaquim e Vale do Contestado -> Suzin, Hiragami, Quinta da Neve, Vila Francioni, Villagio Grando).

Outros blogs que provaram-no: Enodeco, Jeriel.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$75,00 (ui) mas na Decanter custa R$50,35 (sem o frete). Nessa loja tem também.

Site -> ???

domingo, 16 de novembro de 2014

Cavalleri Chardonnay 2012

Mais um interessante Chardonnay brasileiro.

Há algum tempo eu me perguntava o porquê de ainda não conhecer um bom Chardonnay brasileiro se produzimos espumantes de nível mundial.

Bom, isso mudou ao provar o Salton Virtude Chardonnay 2011. Há pouco tempo foi o Sopra Chardonnay 2012.

Somado a isso, a passagem por barris também costuma não agradar, onde para mim a maioria fica enjoativo.

Vamos ao vinho.

Na taça trouxe um amarelo forte, dourado. Bonito.

O nariz nos brindou com algo próximo a um mel bem suave, bem fino, abacaxi e um quê de manteiga.

Na boca acidez gentil, sensação untuosa, sente-se que passou em madeira, não apresenta muita fruta; finaliza "salgadinho" e traz boa persistência. Me lembrou aquela manteiga quando derrete, líquida. Não tem nada de doce no final e isso me agradou muito. Um vinho nacional diferente do que encontramos por aí.

Confesso que fiquei intrigado como e porque o final trazia essa sensação mais mineral, bem mineral na verdade.

Outro ponto interessante: 12% de álcool.

São 3.000 garrafas produzidas, tive o prazer de degustar a de número 2.112.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$35,90 na Vinumday. Valeu muito o preço pago.

Site -> Cavalleri.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

CBE: Sopra Chardonnay 2012

Todo mês nós blogueiros afiliados ao enoblogs degustamos um vinho relacionado a um tema escolhido por um dos participantes. Mês passado fui eu. Esse mês o tema foi da Juliana do Vou de vinho.

O tema proposto foi: "vinho branco brasileiro de qualquer valor".

Havia lido a respeito desse vinho ao lado na internet, e decidi experimentá-lo. Comprei-o direto da vinícola, que se localiza em Campos de Cima da Serra. Aliás essa é uma boa prática, o vinho sofre menos com armazenagens inadequadas, apenas o trajeto que o pune.

A primeira vez que conheci um vinho desse terroir foi com o RAR Cabernet-Merlot 2005.

Essa região é uma região bem fria de nosso país, também conhecida como Campos de Vacaria (a maior cidade da área), fazendo fronteira com Santa Catarina. Invernos longos e muito frios, verões secos, às vezes não parece o Brasil que geograficamente compõe a maior parte do território. Os vinhedos variam de 950 a 1200m acima do nível do mar. Pra se ter uma idéia, é mais alto que a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro.

Mas vamos ao vinho.

Ao sacar o lacre, tive um pequeno susto que me deixou apreensivo: a rolha estava um pouco defeituosa.

Como não sou de avaliar vinho pela rolha, tratei de abri-lo e prová-lo.

Bonita cor amarela bem clarinha. Muito transparente e um pouco brilhante.

O nariz traz muita fruta cítrica e branca, ensaiando frescor. A boca confirma isso, com boa acidez, o álcool é notado muito de leve e não incomoda (12%). Apresenta um algo mais, uma certa untuosidade que me deixou intrigado visto que o vinho não passa em madeira (o termo unoaked nos informa isso).

O final dele que apresentou um leve amargor e acredito que pode ter sido pela falha de vedação. Mas não tirou o brilho do vinho, embora tenha me deixado com a pulga atrás da orelha.

A Alessandra, do Dama do Vinho, escolheu o mesmo vinho e descreveu-o muito bem, e o mais interessante que nossas impressões foram parecidas. Credito isso à qualidade do vinho, que aliás concordo com ela em mais uma coisa: acabou muito rápido!

Juntamente com o Salton Virtude, dos melhores Chardonnay nacionais. Fogem do lugar comum.

São apenas 1200 garrafas. A versão com passagem em madeira já se esgotou (eram poucas 459 garrafas). Ainda produzem também um Merlot e no site há promessa para novos lançamentos. Aguardemos...


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$55,00 mais frete de R$10,00. Gostei desse frete mais em conta.

Site -> Vinhedos Entre Rios.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Schramsberg Blanc de Blancs 2011: americano também faz bom espumante


Mais um post rápido.

Esse foi degustado por nós (Eu e minha amada Isis) num restaurante em São Francisco, em nossa recente viagem aos EUA.

A Schramsberg produz espumantes no vale do Napa, fica às "margens" da Sta Helena highway, a mesma onde se encontram a Robert Mondavi, Opus One, entre outras.

Infelizmente não pude visitá-la, mas experimentei um dos espumantes no mesmo dia, no jantar. A Damadovinho esteve por lá, o post dela está bem completo!

Este foi o primeiro Blanc de Blanc produzido nos EUA, em 1965. Seus espumantes fazem parte dos eventos oficiais do governo americano.

O Nariz traz pão quentinho, o perlage é belo.

A boca tem boa cremosidade e concentra em maçã verde e algo mais lima-limão ao final, que é marcante.

Um belo espumante mas o preço pago foi alto (restaurante...) e não me conquistou totalmente. Sugerem venda a US$38,00 o que ainda se configura num alto preço para nós Brasileiros pois em cima disso ainda virão so impostos, frete, margens, etc...

Acho que não é vendido no Brasil.

Enfim, é bom mas é caro. Mr. Geisse faz um belíssimo também que compete de igual pra igual (ou talvez até melhor, mas daí vai de cada um).


Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> US$60,00 (caro) no Jasper's

Site -> Schramsberg

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Santa Helena Selección del Directorio GR Chardonnay 2012



Santa Helena Gran Reserva Chardonnay 2012. De novo ao ver um vinho branco de um vale que até hoje só me mostrou coisa boa, a um preço mais acessível que o de costume, fui instigado a comprá-lo. O vale em questão é o de Casablanca, ali pertinho de Valparaiso. A proximidade com o Pacífico ameniza a temperatura e dá mais frescor aos vinhos, que geralmente apresentam também traços mais minerais.

Apresentação: belo rótulo com uma diagramação bem feita embora eu ache que a frase marketeira da parte inferior poderia ser retirada. São 6 meses de barricas. 

Visual: cor amarelo clara puxando para um dourado. Bem transparente. 

Olfato: frutas maduras, abacaxi bem nítido domina. Manteiga também aparece, com algo de baunilha. No início o álcool dá uma leve queimadinha nas narinas (14%) 

Paladar: em boca as frutas se repetem com o abacaxi dominando novamente. Boa acidez e o final é bem adocicado, sensação provocada pelo nível alcoólico e pelo barril. 

Em 2012 estive no vale de Colchagua, na Casa Silva que é vizinha à Santa Helena. Infelizmente não pude visitá-la pois estava fechada. Possui bons vinhos, gosto bastante do Notas de Guarda.

Um bom vinho mas não é muito o meu estilo. Minha amada Isis adorou então ganhou mais meio ponto!

Nota -> 3.5 de 5.

Preço: R$48,90 no supermercado Pão de açúcar.

Site -> Santa Helena.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Viu Manent: consistência nos brancos e bons preços

Surpreendi-me com o Viu Manent Chardonnay Reserva 2013, em um restaurante. Tanto que recomprei-o (difícil recomprar um vinho mesmo que tenha gostado dele).

Ok, era um momento especial, mas se o vinho for mais ou menos ele não se tornaria bom por conta disso.



Dessa vez provei o Sauvignon Blanc da mesma safra e série (reserva), lembrando que no Chile essas denominações são dadas pelo fabricante, segundo o nível que ele acha que o vinho tem. Muito bom. De novo, traços minerais e um herbáceo agradável, surpreendente para um vale quente como o Colchagua. A acidez é bem gostosa.

Talvez o ano não tenha sido tão quente por lá, não sei...

Fato é que pela faixa de preço dessa linha (entre R$34 e R$40), são vinhos que apresentam uma boa qualidade.



Logo depois pude provar o Chardonnay 2012, que gostei menos que o 2013, por estar mais "doce" mas ainda assim um bom vinho.

Fato é: de novo parabéns à Viu Manent pelos belos exemplares.


Notas -> 3.5 de 5 para o Sauvignon Blanc e 3 de 5 para o Chardonnay.

Preço -> foi em restaurante mas o preço praticado por aí é o informado acima no post.

Site -> Viu Manent.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Salton Virtude Chardonnay 2011: mais uma grata surpresa



Este vinho foi um achado. Meu amigo Jorge, do Contando Vinhos, me mandou mensagem quando achou no Makro da Barra da Tijuca esse vinho.

A razão? O preço estava em R$22,50. Havia duas garrafas da safra 2011 e uma da 2012.

Não tive dúvida e pedi para ele comprar uma pra mim também.

Bom, abri o vinho e aqui estão minhas impressões:

Na taça um amarelo dourado bem bonito, bastante brilhante.

Ao nariz bastante coisa, manteiga, banana, tostado, traços de outras frutas brancas.

Confesso que imaginei que seria enjpoado na boca, por conta dos aromas e da passagem em carvalho. Para minha sorte, ledo engano...

A boca é bem séria, repete as frutas do nariz sem exagero, ótima acidez, o vinho tem um bom corpo e "gruda" na boca, dando uma limpada geral antes. Muito bom.

Já estava na hora de beber um brazuca desse nível feito com a Chardonnay, haja vista que temos ótimos espumantes feitos com base dela. Minha amada Isis adorou, virou fã!

Embora eu provavelmente não encontre mais a esse preço, pretendo comprar outras safras desse vinho para comparação.

Parabéns à Salton. Ganhou mais meio ponto por conta do ótimo preço rs.


Nota -> 4.5 de 5.

Preço -> R$22,50 (condições únicas, acredito que por serem as últimas garrafas)

Site -> Vinícola Salton. Há possibilidade de compra no site mas no momento esse vinho se encontra indisponível.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Alamos Chardonnay 2012



Mais um rapidinho. Vinho muito fácil de ser bebido, muito frutado e agradável. Amarelo citrino na taça, nariz frutadão, boca frutada quase adocicada. Desce escorregando lentamente e pedindo mais, e a garrafa vai embora fácil.

Los Alamos pertence à Catena, e além do visual muito bonito das garrafas apresenta bastante qualidade.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> cerca de R$60 em restaurante.

Site -> Alamos.

Zorzal Terroir Único Chardonnay 2013 para o dia da Chardonnay



Post rápido. Esse vinho bebi para não passar o dia da Chardonnay em branco.

Uva branca mais conhecida, acredito que seja a mais plantada. Não é minha preferida mas já bebi coisa muito boa feita com ela.

Esse Zorzal passa em barrica mas uma boa mineralidade e o nível alcoólico impedem que ele se torne enjoado, realmente dá uma "esquentadinha". Aparecem as nuances adocicadas e de baunilha. As uvas são da zona baixa de Tupungato, que é uma área mais inclinada e ao sul de Luján de Cuyo, aos pés dos Andes.

De cor um pouco mais amarela que o comumente apresentado pelos Chardonnay sem passagem em madeira, nariz de frutas maduras, algo mineral (que é repetido em boca conforme dito acima) e uma leve manteiga e baunilha.

Curiosidade: Zorzal é um pássaro que se assemelha ao Sabiá Laranjeira:



Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$ 50,00 na Grand Cru.

Site -> Zorzal.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

La Pierrelée Chablis 2011


Esse veio depois de um rosé de Malbec da Viu Manent, que aliás é muito bom. Mas infelizmente perdi as anotações e a foto então vai ficar infelizmente no ostracismo.

Não é um exemplar bem típico do Chablis, é suave e a madeira surge bem leve.

Agradável, interessante, relativa acidez e diferente dos Chardonnays comuns mas realmente Chardonnay+madeira não é meu estilo. Sei lá, acho que falta alguma coisa, fica muito amanteigado.

Fiquei entre essa meia garrafa e um Kopke portuga branco, e depois queria ter escolhido o portuga rs.

Preço -> R$70,00 e pouco em restaurante. Caro!

Nota -> 3 de 5.

Site -> La Chablisienne.

domingo, 30 de março de 2014

Wakefield Chardonnay Clare Valley 2009


Não sou fã de Chardonnay com passagem em madeira. Não sabia que esse tinha passado em madeira até colocá-lo em boca (rs).

Aconteceu assim: num restaurante japa, pego a carta de vinhos e quase caio para trás (rs novamente). Essa foi a opção menos cara e incrivelmente uma das que menos afetaria o paladar. Muita coisa pesada e o foco era em vinhos de muita estrutura, achei estranho.

Enfim, a verdade é que o vinho foi levado para casa e melhorou muito (opinião compartilhada com a Isis) depois de uns dias bem fechado na geladeira (screwcap).

A cor era bonita, amarelo dourado, com brilho. O nariz percebia algo de frutas mas para mim aqueles traços adocicados por conta da passagem em madeira eram mais nítidos, um lance meio creme-calda quente, amanteigado.

Em boca era um pouco "oxidado", quente, as frutas apareciam bem de leve mas a untuosidade é quem manda, com um final longo.

Clare valley é uma das mais antigas regiões produtoras de vinho na Australia, algo em torno de 150 anos.

Bom vinho, mas não é muito o meu estilo. Prefiro a Sauvignon Blanc, Viognier, Chenin Blanc, Torrontés...

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$110,00 em restaurante. Os vinhos australianos e neozelandeses são bem caros por aqui.

Site -> Wakefield. No hemisfério sul são conhecidos pelo nome original Taylors. No norte precisam mudar de nome por restrições de marca (provavelmente pela Taylors de Portugal que é bem antiga...)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Casa Valduga Leopoldina Chardonnay 2013



Desde a última degustação da Casa Valduga que tenho observado uma linha pra mim muito clara nos vinhos da marca. A meu ver estão investindo num perfil com mais frescor e elegância.

Fora toda a reformulação da marca, com rótulos muito bonitos.

Este Chardonnay Leopoldina vai bem nessa linha. Já identificado com a D.O. Vale dos Vinhedos, de cor amarelo claro meio verdeal, ao nariz uma coleção de fruta de polpa branca.

A Casa Valduga identifica seus terroirs como Leopoldina (Vale dos Vinhedos -> Chardonnay e Merlot), Raízes (Campanha Gaúcha -> Sauvignon Blanc, Cabernet Franc e Sauvignon, e Tannat ) e Identidade (Encruzilhada do Sul -> Marselan, Pinot Noir, Arinarnoa e Gewurztraminer). Todos em terras gaúchas.

Na boca notadamente maçã. A acidez manda, e algumas vezes o vinho nos remete aos espumantes mas sem o gás e o dulçor (a Isis definiu-o muito bem). Realmente a lembrança é dos espumantes.

O final é bem legal, e dura razoavelmente. Leve amargor.


Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$33,00 (meia garrafa em restaurante, caro)

Site -> Casa Valduga.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Viu Manent Reserva Chardonnay 2013: uma boa surpresa


Este vinho me chegou como sugestão do sommelier do restaurante, após a negativa para dois outros brancos que havia escolhido, da África do Sul.

Resolvi testar. E que boa surpresa!

Este que vos escreve é fã da Sauvignon Blanc do loire e do Chile, e dos brancos portugueses. Chardonnay nunca é minha primeira opção, seja onde for.

A cor desse garoto é aquela dourada clara, bem característico dos Chardonnays jovens. Mas a primeira surpresa veio no nariz: um adocicado de frutas de polpa branca bem maduras, nada exagerado e muito agradável. Provocou um sorriso por conta da surpresa, como dito acima.

Na boca, uma boa textura e concentração, a sensação é de pêssego na boca com uma boa acidez e uma mineralidade que provocou nova surpresa, não esperava encontrar isso num chardonnay do Colchagua, que é um vale considerado "quente", de onde saem ótimos Carménères e Cabernet Sauvignons.

Para coroar, um final bastante expressivo e de boa persistência.

Mais uma vez sou lembrado pelos próprios vinhos que não podemos ter opiniões formadas quando se fala deles. Temos que provar. Não dá pra formatá-los.

Procurando pela internet, não encontrei disponível para venda, mas eles são importados pela Hannover.

Para terminar, a Viu Manent limpou seu nome comigo pois havia bebido um Cabernet Sauvignon Gran Reserva há um tempo atrás e sinceramente não havia gostado.

Este tem um leve corte de Viognier (cerca de 3%) em algumas safras anteriores. Nesta, não pude confirmar.

Parabéns à Viu Manent!


Nota -> 4 de 5.

Preço -> Não lembro. No restaurante, claro, foi bem mais caro infelizmente.

Site -> Viu Manent.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Catena Chardonnay 2011 e Don Adelio Ariano Tannat 2009


Post rápido. Esses tive o prazer de beber ao lado de minha querida Isis e do belo casal Anderson e Alessandra, que apadrinhei há um ano na ocasião, em meados de Novembro.

Segundo veiculado entre os enólogos de Mendoza, 2011 foi um belo ano. O post anterior fala do ótimo Alamos Cabernet Sauvignon 2011. Esse agora traz o Catena Chardonnay da mesma safra.



Muito elegante, suave, é um vinho que dificilmente alguém dirá que não gostou. Se você acompanha o blog sabe que minha cepa branca preferida é a Sauvignon Blanc, sendo que gosto muito da Chenin Blanc também. Mas, esse Chardonnay realmente é de tirar o chapéu. Tudo em seu lugar, de um frescor no ponto e um final bastante agradável. Parabéns, Vigil!



Já o Don Adelio Ariano Tannat foi uma surpresa. Ao ser aberto facilmente notamos um quê de couro, na boca nada agressivo, apesar de demonstrar seu vigor e seus taninos. Um belo Tannat para quem gosta de Tannat. Outra escolha bem acertada.