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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Chile: Secreto Viognier 2013

Gosto da Viognier. Ela tem personalidade, já a bebi oriunda de diferentes países, ela sempre mantém uma linha condutora, variando em algumas nuances de acordo com o local de origem (teor alcoólico, dulçor final, cor, ...).

Este é um bem interessante, de uma linha muito boa da Viu Manent, muito bem elaborada.

Amarelo na taça, aromas com traços florais e minerais, com alguma fruta madura. O álcool até apareceu um pouquinho, mas nada que o tempo na taça não resolva.

Em boca traz mais fruta e mineralidade, com certa estrutura. Um bom vinho de uma uva que eu gostaria de ver mais trabalhada por aqui na América do Sul. Temos poucos exemplares, e alguns muito alcoólicos.

I am a Viognier fan. It is a shame we do not find much of it here in Brazil. 

This is from the excellent Secreto line of Viu Manent, a very quality consistent winery of Chile.
Yellow, floral and mineral, in mouth the fruit come along and we end up finding a not so fresh but yet interesting wine. Sometimes the alcohol shows itself, which can be solved by time in glass.


Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$64,90 no Hortifrutti.

Site -> Viu Manent.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Casa Silva: Sauvignon Blanc Reserva 2011 e Gran Reserva Lolol Viognier 2010

Domingo, belo almoço na casa da minha mãe, para onde eu e Isis rumamos para encontrar com ela, minha avó e com um casal de grandes amigos, Camilo e Gabi.

Há tempos esses dois descansam na geladega, vindos direto da vinícola (até hoje não fiz posts sobre as vinícolas que visitei no Chile, e pelo jeito não o farei mais por conta de tanto tempo que já se passou).

A Casa Silva - lembrem - conta com o talento de Mario Geisse, produtor dos melhores espumantes nacionais na minha opinião.



Pois bem, começamos pelo Sauvignon Blanc Reserva. Bem verdeal, fomos surpreendidos por aromas suaves clássicos desta cepa, com frutas cítricas e brancas, um pouco de ervas e uma mineralidade bem de fundo que me deixou intrigado.

Passando para a boca, nova surpresa com uma elegância fora do comum para vinhos brancos do quente colchagua, somada a uma leve mineralidade que confirmou o nariz, e fez a alegria de todos à mesa. Sinceramente um belíssimo vinho, daqueles que passam, agradam, ficam e pedem mais. Excelente surpresa.




Já o Gran Reserva Viognier começou surpreendendo pela cor, um amarelo bem clarinho com nuances verdes, esperava realmente algo mais amarelado.

Ao nariz, dessa vez uma mineralidade até certo ponto esperada (Lolol é a porção costeira do Colchagua, a poucos quilômetros do Pacífico), damascos e muita fruta cítrica, notadamente uma tangerina que marcou presença constante e depois de um tempo dominou.

Na boca ele entrou literalmente abraçando a língua, numa acidez pungente (não muito comum para essa uva) e mineralidade, com final ótimo e tendendo para o adocicado, viscoso. É o corpo de um branco com leve passagem em madeira mas sem ter madeira e sem ser enjoativo, ou trazer o excesso de "manteiga" ou baunilha, com um belo final e certa complexidade.

A viognier tende a um nível alcoólico alto com muita facilidade (esse tem 14,5) então é preciso saber trabalhar com ela, muitos produtores inclusive driblam esse álcool com um açúcar residual para mascará-lo e torná-lo menos "quente". Bem trabalhada, dá belos vinhos, alguns paladares podem achar um pouco cansativos ou poderosos demais. Para mim esse é mais um dos bons, parabéns à Casa Silva.

O Sauvignon Blanc vai levar meio ponto a mais por conta da incrível relação qualidade x preço.


Nota -> 4.5 de 5 o Sauvignon Blanc e 4 de 5 o Viognier.

Preços -> R$23,00 o Sauvignon Blanc (na vinícola em 2012) e o Viognier eu não me lembro.

Site -> Casa Silva.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Salton Intenso Sauvignon Blanc Viognier 2012


O primeiro que provei dessa linha Intenso foi o Merlot-Tannat, no último Circuito Brasileiro de Degustação, o qual eu gostei bastante. É um vinho relativamente barato e que apresenta bastante qualidade. E essa linha tem mais alguns cortes interessantes, como Marselan-Teroldego e Cabernet Franc-Malbec.

Com esse não foi diferente.

Na taça uma cor amarelo-palha; ao nariz temos mais sinais da Sauvignon Blanc que da Viognier (herbáceos, frutas brancas delicadas), mas em boca quem manda é a Viognier. O final é relativamente persistente e é uma mistura das características das duas uvas.

Não achei tão leve como dizem no site da Salton, mas não chega a ser pesado e a acidez acaba dando conta do recado.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> Se não me engano foi R$19,90 no Pão de Açúcar.

Site -> Salton.

terça-feira, 18 de março de 2014

Lagarde Viognier 2012


Este surgiu em restaurante, após duas tentativas infrutíferas (não tinha o vinho). Aliás, isso é bem comum no Rio de Janeiro, a mim denota um pouco de descaso e amadorismo. Alguns já investem em pads e estoque em tempo real, hoje em dia não é tão difícil fazer isso.

Bom, começando pela garrafa, achei muito bonita, com um rótulo ao mesmo tempo esmerado e tradicional.

Na taça um amarelo claro bonito, com nuances esverdeadas.

Ao nariz o álcool aparece um pouco (14%), junto com traços de frutas brancas e cítricos de fundo. Não concordo com as notas florais que descrevem por aí para ele.

Na boca, a acidez chama atenção, o álcool se percebe com facilidade e desce com facilidade. É gostoso, provoca salivação intensa e o final é aparentemente doce. Bastante fruta e, posso ter viajado, mas em alguns momentos me lembrou banana. O famoso damasco aparece.

Me passou a impressão de ser um supermaduro, mas não tirou o brilho. É um bom vinho mas um pouco pesado. Como a Viognier tem uma casca fina, e tende a amadurecer de forma desigual, precisa de uma boa quantidade de sol, o que pode ter causado esse alto nível alcoólico, embora a acidez tenha permanecido. Ou será impressão?

O 2011 ganhou bronze da Decanter.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> comprado em restaurante mas pode ser encontrado na Wine e na Loja de Bebidas.

Site -> Lagarde.

domingo, 2 de março de 2014

Santa Rita Gran Hacienda Viognier 2009


Engraçado como as coisas são. Dia desses experimentei um Viognier da Patagônia Argentina, muito bom por sinal. Uma pena que o preço era tão puxado.

Este cá comprei na Grand Cru, quando fui fazer uma pequena compra de brancos para o Carnaval, aproveitando uma promoção deles, recebida por email.

Essas promoções da Grand Cru são relativamente boas e geralmente quando eles vão parar de trabalhar com alguma linha de vinhos, o preço cai pela metade ou até mais algumas vezes.

Bom vamos ao vinho.


Bela cor dourada. A impressão era de um vinho evoluído.

No nariz aromas de frutas brancas bem maduras (pêssego notadamente), algo de damasco e - acreditem - achei carambola. Meu irmão comia muito isso na infância, o aroma dela madura é muito vivo em minha memória e liguei uma coisa à outra.

O álcool também era bem perceptível, mas não chegava a anular a paleta de aromas que se descortinou. Realmente esse vinho é bem aromático.

Na boca a acidez é baixa e as frutas se repetem, é literalmente um caldo, untuoso, percebe-se o álcool ao final e tem-se a impressão que é um vinho meio seco às vezes. Os 13,5 de álcool ajudam nessa percepção, talvez ainda somado ao fato de ter vindo do vale central, não é a melhor região para o completo desenvolvimento das qualidades da uva, fato também reforçado pela baixa acidez.

Bom, o vinho é gostoso mas não acho que seja uma garrafa a ser esvaziada com duas pessoas. Ele se torna um pouco pesado e enjoativo, apesar de ser gostoso. Essa garrafa durou dois almoços seguidos, o que a meu ver não é problema algum.

Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$30,80 na Grand Cru.

Site -> Santa Rita. Curiosamente não encontrei essa linha no site. Engraçado mas às vezes as vinícolas fazem linhas só para uma safra ou especialmente para um importador, com características reunidas pelos clientes mais fiéis. Não curto muito isso, prefiro quando o vinho retrata as características do local de origem.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Del fin del mundo Reserva Viognier 2010


Uma taça. Foi o suficiente para ser surpreendido por um vinho que se apresentou bem amarelo, amarelo ouro na taça, com nariz bem suave e adocicado, alguns disseram floral, confesso que fica entre flor e fruta em algum lugar. Durazno para não fugir aos descritores clássicos.

Na boca, um mel. Algo como um mel fino, como se desse pra fazer mel de fruta madura (será que dá?).

Belíssimo vinho. Um quê adocicado mas incrivelmente a acidez que não some mas que também não manda está ali em algum lugar, e o vinho não enjoa. Já havia bebido um Pinot Noir Reserva, Reserva Malbec e um Reserva Cabernet Sauvignon dessa Bodega, todos muito bons. Uma vez mais têm os meus parabéns.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$110,00 na VinExpress mas calma, não comprei a garrafa (achei caro).

Site -> Bodega del fin del mundo.