segunda-feira, 23 de março de 2015

de Ladoucette Pouilly-Fumé 2011: máxima expressão da uva para a #CBE (in English below)

Mais um post atrasado para a CBE. Aos poucos a gente vai arrumando a casa rs.

O tema para o mês de fevereiro foi escolhido por nosso querido Alexandre Frias: "Sauvignon Blanc sem limite de preço".

Gostei do tema pois sou fã confesso da Sauvignon Blanc (a branca selvagem). Gosto dos traços vegetais, minerais que surgem num bom exemplar.

Este foi trazido pelo meu primo direto da França. Apesar de ter visitado a região e ter passado no Chateau du Nozet, sede do Domaine de Ladoucette, e provado este belo vinho, não trouxe um exemplar do mesmo na bagagem. Bom, isso foi resolvido rs.

Apesar de ser da safra 2011, o vinho se apresentou com uma cor amarelo bem verdeal, transparente, meio brilhoso.

O nariz foi brindado com aquele "esfumaçado/defumado" delicioso, com uns traços que muitos identificam como sendo "pedra quente", a famosa pedra de isqueiro ou pederneira (português), silex (francês) ou flint (inglês). O interessante foi que trouxe a tiracolo um cítrico bem presente, com traços vegetais bem discretos. Lembrando que não passa tempo em barricas de carvalho!

Na boca pudemos verificar tudo isso combinado a uma acidez pungente e vigor invejáveis, o vinho é "ativo" na boca, bastante vivo. Um vinhaço.

O Domaine de Ladoucette pertence à família Ladoucette desde 1787, quando foi adquirida de uma filha ilegítima do rei Louis XV. São os maiores e mais famosos vinhedos de Pouilly-sur Loire, e hoje produzem vinhos sob as apelações Sancerre, Chablis, Vouvray e Chinon. Seu Baron de L é tido como o Sauvignon Blanc mais famoso do mundo.


Nota -> 4.5 de 5.

Preço -> €27 (no Brasil a meia garrafa da safra 2006 está na Vinci a R$136,43).

Site -> de Ladoucette.


In English:

This is the post that had to be released on last february, for the Brazilian Winebloggers Fraternity. It is the first virtual fraternity of our country, every month one of the members choose a theme, and all the others have to drink one bottle following it, and then posting their impressions.

Well, for that month the theme was Sauvignon Blanc, a nice theme for me as I am a Sauvignon Blanc lover. Had already been to Sancerre and Pouilly Fumé, in a post not yet translated :-(

So, this one was brought to me by my french cousin (yes he is french), I already knew it but did not bring a bottle.

It is a 2011 wine but still showed itself as a young wine, very clean and transparent greened-yellow (this word exists?)

The nose is full of "fumé" and  mineral, together and well balanced with citric notes. These wines are known for their smoked-like aromas, even that they do not spend time in oak barrels. These aromas are also cited as "flint". The greengrass/aspargus/vegetable aroma (which I like a lot) are soft but present.

What calls here is the pungent acidity and mineral plus citric notes. The wine goes through your mouth and says "I am alive!" Quite a bottle!

The Chateau du Nozet (which is inside the Domaine Ladoucette) is owned by the Ladoucette family since 1787, when it iwas bought from an illegitimate Louis XV daughter. They are the most famous and wider vineyards of Pouilly-sur-Loire, and today they produce under Sancerre, Chablis, Vouvray and Chinon appelations. Their Baron de L is known as the world's most famous Sauvignon Blanc.


Grade -> 4.5 out of 5.

Price -> €27 in France

Site -> de Ladoucette.

sexta-feira, 20 de março de 2015

"Não é necessário tomar vinhos caros" - Alejandro Vigil


Para quem ainda não o conhece, (conheci-o no encontro da mistral) o enólogo Alejandro Vigil tem uma trajetória intimamente ligada ao vinho Argentino, e é um dos principais responsáveis pela recente projeção que os mesmos argentinos começam a experimentar mundialmente.

Começam? Sim, segundo ele há muito trabalho a ser feito, e eu concordo com ele, com sua visão realista e humilde, de quem cresceu no vinhedo e tem uma simpatia ímpar.

Ele concedeu mais uma entrevista ( Leia na íntegra em espanhol ), dessa vez a um site argentino dedicado ao vinho e demais assuntos correlatos. 

Dois momentos que gostei bastante:

Falando sobre a Bonarda - "O que passa é que escuto muita gente falando e na hora do 'vamos ver' há muito pouco".

A Bonarda é a segunda uva mais plantada da Argentina (chegou a dominar os vinhedos no passado). Tende a crescer muito portanto é uma variedade que precisa de um bom controle, e nunca havia sido trabalhada a sério, senão nos últimos anos por gente como o Alejandro, o Sebastian Zuccardi, o Durigutti, etc.

Aqui no BebadoVinho você pode verificar minhas opiniões acerca de vários bonardas, um vinho bem macio e gostoso, com preços bastante acessíveis, para todos os paladares. Basta escrever 'Bonarda' no campo de procura ali à direita.

Falando sobre vinho - "... que ninguém vai te dizer o que você vai gostar, você precisa descobrir. (...) Não necessariamente precisa beber vinhos caros, apenas aqueles que te fazem sentir-se bem,...".

Realmente é disso que precisamos, menos marketeiros e mais gente que bota a mão (e o coração) na massa!

Mais uma vez parabéns a ele e a seus maravilhosos vinhos.


domingo, 15 de março de 2015

Cesari Recioto della Valpolicella Classico 2007 #CBE


Este post é o post que deveria ter saído em setembro, para a CBE. Esse tema foi escolhido pelo confrade Alexandre Takei, do Notas Etílicas: “Valpolicella, vale tudo, do clássico ao ripasso, amarone, recioto.”

Escolhi esse, comprado na Vinumday. Quando decidi experimentá-lo para a CBE, tive um problema: o vinho não estava legal. Entrei em contato com o fornecedor, e eles me reenviaram uma garrafa. Só que demorou mais de uma semana.

Várias coisas aconteceram, alguns contratempos, enfim, daqui mais algumas semanas eu consigo tirar o atraso com a CBE de mais uns 3 ou 4 posts (rs). Ainda mais que aí vem o tão esperado inverno (se você mora no Rio de Janeiro e também é um enófilo sabe o que eu digo...)

O Recioto della Valpolicella, assim como os Valpolicella, utiliza as clássicas Corvina Veronese, Rondinella e Molinara, mas passificadas para concentrarem os açúcares e resultarem neste tinto doce. Seu irmão mais famoso, o Amarone, antes era chamado de Recioto della Valpolicella Amarone, e na verdade derivou do Recioto. Talvez pela fama adquirida, passou a ser referido como Amarone apenas. O que pude verificar é que fazer um bom Recioto é difícil, e o vinho atualmente não goza de tanto prestígio quanto o amarone. Por que será?

Enfim, chega de papo e vamos ao vinho.

Fica de 12 a 18 meses em barricas de carvalho, se apresentou com cores e aromas bem parecidos a um bom Porto Ruby, passaria por um facilmente, se não fosse o paladar. Aliás o "nariz" do vinho é muito bom.

O que houve com o paladar? Bom, na boca você logo nota uma textura mais licorosa, menos alcoólica, e a meu ver menos, assim, profunda. O vinho é bom, mas não é o meu estilo. Achei doce demais, enjoativo.

Minha amada Isis adorou. Menos mal, agradei a ela, e ele ganhou mais meio pontinho!

O colega Jonas, do Simplificando o Vinho, bebeu o Essere Valpolicella DOC do mesmo produtor.


In English:

This is the post that had to be released on last september, for the Brazilian Winebloggers Fraternity. It is the first virtual fraternity of our country, every month one of the members choose a theme, and all the others have to drink one bottle following it, and then posting their impressions.

For september the theme proposed by Alexandre Takei from Notas Etílicas was Valpolicella and its variations, and I have chosen this one to drink.

When I decided to drink this wine so I could post about it, the bottle was not ok and I had to ask the supplier to send me another one, which took about a week and a half to arrive. I had some issues over all over the end of the year so this little project had to be postponed.

As with Valpolicella, the Recioto uses Corvina Veronese, Rondinella and Molinara, all of them dried for about 3 months to concentrate sugar. Its famous brother - the Amarone - was once called Recioto della Valpolicella Amarone, from which it has derived. Maybe to shorten its name after gained fame, people started to call it just Amarone - who knows? The truth is that recioto is difficult to produce and today we have few good options available - see more about this here.

Well, straight to the wine!

12 to 18 month in oak barrels, the colors and aroma are very similar to a Ruby Port Wine, fruity and sweet, some wood detectable. Good "nose" but the mouth is not the same, the texture is more liqueur and less alcohol. Not that alcohol is similar to quality but I found it less, well, profound.

The wine is good but it is not my style. My beloved Isis liked it so after all I pleased her. Good to the wine that earned 0.5 point more.

On the producer's site they say that it pairs well with chocolate. I will try it, since I have some left.

For the occasion, the wineblogger Jonas drank the Essere Valpolicella DOC from the same producer.



Nota -> 3 de 5. 3 out of 5.

Preço -> R$ 89,90 (alegaram ser R$188,00 o preço original) na VinumDay. The price was almost R$90.

Site -> Cesari.


terça-feira, 10 de março de 2015

Chemin des Papes Côtes du Rhône 2012

Presente dos queridos David e Elisabeth, depois de um tempinho aberto se mostrou plenamente, nariz de frutas e um quê tostado de leve, boca gostosa com acidez bem presente. Boa estrutura, e com traços que parecem de chocolate no fim combinado a taninos firmes porém não agressivos.

60% Grenache e 30% Syrah, com toques de outras uvas da região. Recomendo, mesmo no Brasil. Vai agradar.

Outro blog que bebeu: Todo dia é dia de vinho!

In English:

A beautiful gift from our dears David and Elisabeth, after some time showed himself completely, fruit forward and slightly toasted nose, delicious in mouth, good acidity. Nice structured and something like chocolate in the end, combined with firm but not aggressive tannins.

60% Grenache and 30% Syrah, with touches of other grapes of the region. Recommend, even in Brazil. Will please you, better with food.

Another brazilian blog that drank it: Todo dia é dia de vinho!


Nota -> 4 de 5. 4 out of 5.

Preço -> Na internet oscila entre R$40 e R$50. In Brazil the range is from R$40 to R$50.

Site -> Chemin des Papes.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Não basta beber e gostar: tem que levar o vinho brasileiro pro exterior! (It is not enough to drink and to like: you gotta take it to another level!)

Em viagem à California [ainda devo os postos :-(  ], tive a oportunidade de conhecer o Scott e a Sandra. Scott é, como eu, enoblogueiro e conheci seu blog através de uma referência a ele feita pela Pisano em sua página no facebook, pois o Scott bebeu sua primeira garrafa de Tannat e gostou bastante.

Como sou fã dessa uva também, li o post, comentei sobre os tannats brasileiros e desde então estamos sempre nos falando. Ele manifestou o interesse de provar algum vinho brasileiro, mas que simplesmente não acha nos EUA, então resolvi levar uma garrafa para ele. (Alô galera da wines of brazil...)

Leia o post dele aqui.

In English:

When traveling through the USA, spent some days in California (sorry the posts are not ready yet, shame on me) and had the opportunity to met Scott and Sandra.

Scott, as I am, is a wineblogger. I knew his great blog after Pisano Wines, an uruguaian excellent producer, made a reference on Facebook (I follow the winery there) about his post.

It was a post on a great Tannat wine they make, and as I am a Tannat fan too, I commented on the post.

And we never stopped talking about wines, specially the americans and south american ones, gaps that we have (me, the american ones of course ;-) ).

When he revealed his interest on tasting some good brazilian wine, and that he just CANNOT FIND THEM!!! I decided to take him a bottle, what I really did. And now his post is here.


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Quinta da Neve Chardonnay 2012

Vinho bebido em restaurante, num jantar com minha querida Isis.

Infelizmente pagamos muito mais do que na Decanter (eles estão em vários restaurantes!), que já não é uma importadora barata. E infelizmente também não tirei foto. Então vai a foto comercial...

Mas isso de lado, é um ótimo Chardonnay, madeira de leve sem queimar a acidez, as frutas estão lá e além de untuoso (jargão terrível mas incrivelmente cabível) a persistência do vinho é ótima, e a boca fica salivando.

Casou bem com um risoto. Gostamos bastante, Isis mais do que eu (ela adora os Chards).

Eu gosto do Sauvignon Blanc deles. Aliás, eu gosto de Sauvignon Blanc, e gosto dos Sauvignon Blanc de Santa Catarina (São Joaquim e Vale do Contestado -> Suzin, Hiragami, Quinta da Neve, Vila Francioni, Villagio Grando).

Outros blogs que provaram-no: Enodeco, Jeriel.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$75,00 (ui) mas na Decanter custa R$50,35 (sem o frete). Nessa loja tem também.

Site -> ???

Simcic Sivi Pinot


Conheci a Simcic através de uma degustação na SBV, comentada aqui.

A Eslovênia é um país muito interessante no quesito vinhos, mas pouca coisa chega aqui, pela falta de importadores interessados e também por conta da população de lá consumir bastante seus ótimos vinhos.

Por ocasião do meu aniversário, rumei com minha amada Isis e minha querida sogra para uma recém-inaugurada deli no bairro do Ingá, em Niterói.

Não foi minha primeira opção (havia pedido um Quinta da Neve Sauvignon Blanc do qual gostamos bastante). Como queríamos um branco por conta do calor que fez no dia, optei por ele para que elas pudessem experimentar um vinho esloveno.

Toda a "crocância" da pinot grigio, numa versão mais alcoólica e ácida, num quê de limão e maçã, ao nariz e na boca.

A Pinot Grigio é uma uva que geralmente é colhida cedo, para manter acidez visto que no geral possui baixa acidez. Os vinhos feitos com ela mais madura chegam a ser um pouco enjoativos. Encontrei italianos e americanos assim.

A Pinot Gris é a mesma uva. Mas geralmente os estilos são um pouco diferentes. Vai entender...

Muito refrescante, é um vinho interessante mas o preço cobrado é exagerado. Geralmente é um vinho para se beber jovem, mas sinceramente acho que esse estilo da Simcic aguenta um tempinho na garrafa...

Embora seja vinho branco, a Pinot Grigio não é uma uva essencialmente "branca":



Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$110,00; é importado pela Decanter.

Site -> Simcic.