sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Degustação Taylor's (Porto)

30 de Agosto de 2013. Último dia útil do mês, lá fomos eu e Isis à degustação de vinhos do Porto da Taylor's, promovida pela Confraria Carioca.

A Confraria Carioca sempre proporciona boas degustações, com tiragostos de primeira e muita simpatia, sempre num ambiente descontraído e aconchegante. Engraçado ver as pessoas passarem no corredor do shopping e se perguntarem "que evento é esse?"

Bem, se elas soubessem, certamente participariam. Tratava-se de uma degustação de vinhos do Porto da Taylor's, onde seriam abertos até os grandes Tawny de 30 e 40 anos.

Fomos recebidos com um drink chamado Portonica, feito com vinho do porto branco e soda, com um raminho de hortelã. Parecia um mojito, mas confesso que era mais refrescante. Eu gostei, Isis não.



A degustação (na verdade uma aula de vinho do porto, ministrada pelo Fernando Seixas, gerente de exportação da Taylor's) mesmo começou com o Porto Taylor's First State Reserve, um Ruby que passa 4 anos em madeira. Bem jovem, taninos muito perceptíveis, um vinho de sensação bem doce, realmente para sobremesa e para harmonizações do tipo. Esse vinho é o início da linha dos Ruby. Achei honesto, Isis não gostou. Achei caro porém.



Aí veio o que pra mim foi o melhor custo x benefício da noite. O LBV (Late Bottled Vintage) 2007. São 6 anos de madeira, num vintage simplesmente pronto. Delicioso, harmônico apesar de estrutura bastante notável na boca. Segundo a Isis, top!


Daí fomos para os Srs. Tawny. O primeiro dos tawny foi o 10 anos. Esse fica em barricas pequenas, algo de ervas ao nariz, com passas, frutas doces ou algo de compota. Bem perto do mel, álcool bem notado.

O 20 veio quase junto com ele, a sensação de mel se intensifica, muito fácil de se beber, a doçura é a mesma e o final é enorme. Incrível como ainda se nota um leve herbáceo. Pra mim o melhor da noite, pra Isis tambem!


Olha a diferença das cores deles na taça (o 10 é o mais avermelhado):


O trintão veio suave, ainda álcool, mas o engraçado foi que dá uma sensação de mais "presença" que o 20.


O último da noite foi o 40 anos, ainda se acha fruta, impressionante como a sensação de madeira se reduziu (?!), menos dulçor, mais álcool, e ainda com acidez.



E aí está o 40:



Foi uma experiência única e todos os vinhos se encontram à venda na Confraria Carioca.

3 comentários:

  1. Arrebentou, Felipe! Taylor's antigo é top!
    Abs,
    Vitor

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    1. Se é! O próprio gerente de exportação disse que dificilmente se degustam os 30 e 40 assim abertamente (marketing?).

      Abraços.

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  2. Querido, esqueceu de dizer que adorei o LBV e o Tawny 20 anos....Beijos!

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