quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Vinho em saco plástico?

É, depois de alternativas à rolha de cortiça, o pessoal da Australia agora deseja terminar com a hegemonia da garrafa de vidro? Leia.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Chovendo no molhado: Valmarino & Churchill Extra Brut Natural 2009

Esse post será curto. Não por conta do espumante, que merece muitas palavras. E sem foto, que não sei onde está :-(

Sinceramente, dos melhores que já provei, comparável a alguns champagnes franceses.

Muitos colegas enoblogueiros já escreveram sobre ele, todos girando mais ou menos na mesma análise e concordo com a maioria deles:

Enoeventos

Vinho para todos

Universo dos vinhos

Falando de vinhos

Adega para todos

Vinicolas e vinhedos

Vivendo a vida (esse como eu faz referência a outros colegas).

O espumante é sensacional, refrescante, cremoso, aromático, cítrico, bonito, simplesmente não enjoa, parece que você está bebendo algo simples e ótimo, que desce perfeitamente. Se houvesse magnum, compraria uma.

Comprei no Armazém Canta Maria a R$46,00 no final do ano passado (sem o frete) e vale cada centavo!

Nota -> 5 de 5

Preço -> acima

Site -> Valmarino

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Vila Francioni Francesco 2006


Já conhecia o Chardonay lote II da Vila Francioni, de acidez marcante e aromas adocicados. Recentemente degustei o VF Tinto 2005, o qual gostei muito. Um vinho potente e austero, com uma acidez muito interessante para um tinto e um final longo.

Esse Francesco é um corte de Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec e Syrah. Uma proposta diferente do VF Tinto, mas igualmente interessante e delicioso. De bonita cor, já mostrando que ganhou alguma coisa em garrafa mas nada que afirme ser um vinho velho.

Um nariz de frutas vermelhas, com algumas notas doces, algo que lembra menta, um herbáceo mostra-se também depois de um tempo. Algo de couro talvez, não consegui precisar. No site eles afirmam haver tabaco.

A boca é apimentada, o álcool é integrado (13,7%) , de bom corpo, agrada bastante, é delicioso e ainda aparenta ter um vigor, que talvez faça com que ele evolua mais um pouco.

Mais um belo vinho brasileiro e mais um belo vinho da Vila Francioni, que demonstra ter um nível de qualidade bastante elevado até agora. Entrou na lista das visitas futuras.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$60,00 na Lidador.

Site -> VF

sábado, 5 de janeiro de 2013

Cordilheira de Sant'Ana Cabernet Sauvignon 2004


A Cordilheira de Sant'ana localiza-se no paralelo 31, o mesmo de regiões produtoras de vinhos no Chile, Argentina, África do Sul e Austrália, na região de Palomas no município de Sant'Ana do Livramento, fronteira com o Uruguai. É um local de grande incidência de luz solar e com diferenças altas de temperatura entre o dia e a noite. Toda essa área é conhecida como Campanha Gaúcha.

Os vinhos têm origem nas mãos de Rosana Wagner, a enóloga responsável.

Recentemente tiveram boa pontuação no Guia da Revista Adega com seu Merlot 2008 e seu Gewurztraminer 2004.



Este Cabernet Sauvignon, mais um dos brazucas dessa cepa que tenho bebido, é diferente dos demais. Já possui uma cor que denota uma certa evolução, com um nariz muito bom de frutas vermelhas, adocicado, algo como um xarope de cereja (existe isso?).

Apesar da idade, o vinho ainda possui um certo vigor, com taninos presentes porém nada incômodos, sensação aveludada na boca, boa acidez, e com aquele salgadinho no final que normalmente encontramos nos alentejanos. Ainda aguenta mais um tempinho em garrafa, mas está ótimo para beber já.

Média concentração, mais um belo vinho brazuca! Recomendo, pode-se comprar direto do site da vinícola.

Interessante uma leve decantada, olha o que sobrou na taça:


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$37,90 sem frete no Sonoma.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Matua Valley Sauvignon Blanc 2008 e Pierre Ponnelle Chablis 2008



Com um tempo quente desses, os brancos são a solução. Mais uma vez nos reunimos para, pela primeira vez, degustarmos dois vinhos brancos, e dois vinhos de regiões que eu ainda desconhecia.

O primeiro foi o Matua Valley Sauvignon Blanc 2008. E não fez feio defendendo seu país. Um vinho muito agradável, bem refrescante, cítrico no nariz e na boca, de um amarelo mais "forte" que os Sauvignon Blanc da America do sul. E sabor completamente diferente. O final dele porém é mínimo. Vai embora rápido. Algo me diz que essa era realmente a proposta: vinho descompromissado e refrescante.

Depois de um tempo, a palavra que o define é: maçã. Às vezes mostrava uma fruta mais "verde", e talvez um melão. Nos deixou rápido, durou muito pouco mesmo.



A primeira vinícola a produzir Sauvignon Blanc na Nova Zelândia foi a Matua Valley, em West Auckland (Marlborough). Plantam também Pinot Gris, Chardonnay, Pinot Noir, Merlot, Cabernet Sauvignon e Syrah. A identidade visual da marca foi refeita e a meu ver ficou muito bom.



Já o Pierre Ponnelle Chablis 2008 tem mais estrutura, traz aquela leve manteiga ao nariz. Entrada rápida, ele demora um segundo para se mostrar na boca, parece que ele aparece do meio da boca pra trás, com um final longo para um branco, mostra bem a madeira, não é um branco para iniciantes. Essencialmente mineral, muito boa acidez. Ordena uma comida, deu conta muito bem do sanduba de salmão. Muito boa permanência. Belo vinho também.

Pierre Ponnelle foi uma grande figura do século XIX na Borgonha. Fundou sua própria companhia em 1875. Era dedicado aos estudos e montou um laboratório de enologia para aprimorar as técnicas de produção, que na Borgonha eram até então basicamente empíricas. Foi o primeiro a submeter as uvas que comprava a uma análise química preliminar para atestar a qualidade das mesmas.

Nota -> 3.5 de 5 para os dois.

Preços -> R$69,00 o Matua Valley e R$100,00 o Pierre Ponnelle na Lidador.

Sites -> Matua Valley e Pierre Ponnelle.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Bonarda impressões VII - (La Posta Estela Armando Vineyard 2010)


Havia gostado muito da safra 2008 deste vinho. Como os outros confrades ainda não conheciam a casta, sugeri que fosse aberto para que todos tivessem sua primeira experiência com ela.

Mas fiquei um pouco chateado, visto que essa versão 2010 perdeu em complexidade para a 2008. Esse 2010 estava basicamente framboesa no nariz, com uma consistência boa na boca mas um sabor quase adocicado. A textura levemente emborrachada permanece perceptível, mas repito, o 2008 supera e muito essa versão 2010. Depois de um tempo ficou um pouco enjoativo. Pode ser uma opção para quem gosta pouco de acidez e prefere algo mais aveludado.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$54,00 no Rosita.

Site -> La Posta