segunda-feira, 23 de maio de 2016

Brasil: Cave Amadeu Rosé Brut [English below]

A Cave Geisse é conhecida por seus belíssimos espumantes, sendo o Sr. Mario Geisse reconhecido como uma das maiores autoridades no quesito.

Até hoje, todas as suas borbulhas trouxeram bastante qualidade, sabor e felicidade a esse que vos fala.

Com esse Cave Amadeu não foi diferente. É a linha de entrada da vinícola, e ainda assim dá show em muita coisa "maior" por aí.

Aromas delicados, cremoso, floral, final levemente doce (ainda mais pra mim que sou um amante dos nature), definitivamente em termos de espumante é um best-buy.

Mr Mario Geisse is one of the most capable winemaker in terms of sparkling wines, here in Brazil, and had produced even in Champagne, along with local producers.

This Rosé is definitely a best-buy, delivers flowers, is creamy and nicely crispy, although for me a little oversweet in the end (I am a nature guy).

Nota (points) -> 3 de 5.

Preço -> R$39,90 (US$11)

Site -> Cave Geisse.

Brasil: Torii Sauvignon Blanc 2014 [English below]

O que esperar de um Sauvignon Blanc nacional plantado a 1.427m de altitude?

A safra 2010 comentei aqui. Desde então mudou bastante.

O vinho adquiriu características mais minerais, menos corpo. Na taça, verdeal. Ao nariz, bem mineral, em alguns momentos pude trazer à memória alguns Sancerre, com as frutas brancas doces mescladas à pedra de isqueiro, um aroma delicioso de se sentir. Pouco herbáceo.

Não, não estou viajando. É um belo vinho - de novo. Não tenho a menor idéia de como é o solo em São Joaquim a essa altitude declarada por eles, mas deve ter a ver.

Um belo vinho branco nacional, recomendo imensamente a compra. Esse definitivamente é um porto seguro da Sauvignon Blanc nacional.

Definitivamente preciso visitar São Joaquim.

Very interesting brazilian Sauvignon Blanc, light green in glass, very mineral, those hints surrounding the delicate sweet white fruit. Low in herbaceous, seriously reminded me some Sancerre I had when visiting this beautiful city and also Pouilly-sur-Loire. 

The wine and the visit are recommended. And I definitely need to visit the wineries located at São Joaquim, in Santa Catarina state, southern Brazil.

Nota (points) -> 4 de 5.

Preço -> R$ 49,9 (US$14)

Site -> Hiragami.


Uruguai: Jano Tannat 2011 #CBE [English below]

Para o mês de Março, o tema da nossa querida confraria virtual foi “Tannat uruguaio, em qualquer faixa de preços” - sugerido pelos simpáticos Maykel e Anna do Vinho por 2.

Como sou um grande fã dos vinhos feitos com a uva, me alegrei e optei por abrir um vinho que me atiçava a curiosidade já há um tempinho.


Na taça, púrpura com o halo bem clarinho, o conjunto todo caminhando para um vermelho respeitável. No nariz, ervas secas envolvendo umas frutas ao fundo, talvez chocolate.

Na boca mais ervas secas, taninos presentes, bem seco; mas sabe aquele vinho que você não consegue entendê-lo? Ou defini-lo? Pois é, fiquei um pouco confuso. Não sei se por ter criado expectativa, ou se por ser fã de Tannat e não ter nele encontrado o que eu tanto gosto, fato é que achei o vinho meio "perdido". Minhas últimas conclusões acerca do ocorrido foi que de alguma forma fui contemplado com uma garrafa que por algum motivo estava ruim, haja vista a enorme rede de elogios feita a esse vinho pela rede, e inclusive figurou bem recomendado no Descorchados de 2013.

São apenas 2000 garrafas (as safras seguintes são bem maiores), e segundo está escrito possui um potencial de 12 anos. O nível alcoólico é mais baixo mas achei muito perceptível.

A very confusing uruguaian Tannat, with lots of dried herbs on the nose and palate, some fruit spotted somewhere between or behind the herbs.


Less alcohol than the common Tannat, a little confused in mouth, as if things were a little messed up. Maybe it was the bottle, since I have read good comments on it lately (Guía Descorchados 2013 for instance).



Nota (points) -> 3 de 5.

Preço -> R$149,9 (US$37)


domingo, 22 de maio de 2016

Chile: Viu Manent Malbec Rosé 2014 #CBE [English below]

Para o mês de maio, o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs foi proposto pela nossa querida confrade Alessandra Esteves DipWSET : "Vinho rosé, de qualquer país, uva ou faixa de preço... mas, acompanhado de uma sugestão de harmonização (de preferência com foto), para mostrar a versatilidade desses vinhos".

Meu escolhido foi o Viu Manent Malbec Rosé, e o desafio foi pareá-lo com tacos!

O primeiro vinho que bebi da Viu Manent foi um Chardonnay, que me surpreendeu muito positivamente. Desde então, seus vinhos não deixaram a desejar.

E foi o caso deste Malbec Rosé. A Malbec na minha opinião "funciona" muito bem nos rosés, e sinceramente acho que deveria ser um pouquinho mais bem explorada nesse sentido.

Outro recado pra você que gosta da Malbec, prove os vinhos feitos com ela vindos do Chile. São bem interessantes.

Além da bonita e forte cor rosa, seus aromas delicados remeteram a frutas pequenas e ácidas e algo floral, num vinho extremamente agradável, fresco, com uma leve adstringência que ajudou muito na harmonização com os tacos. Seu final não é looongo, mas é bem honesto.

Não tirei a foto do vinho junto com o prato (desculpa Alê) mas posso dizer: funcionou bem até o vinho esquentar um pouquinho, quando o álcool apareceu bastante, e quando fui premiado com um pedaço bem apimentado de frango.

Esse na verdade é um desafio grande ao meu paladar: harmonização com pratos apimentados. Sinceramente acho bem difícil.

A very nice Malbec Rosé from Viu Manent, a winery that has showed me nice white wines and now a beautiful rosé.

No, this is not a Argentinian Malbec but a Chilean one. Yes, they do grow Malbec in Chile. And it is slightly different, if you are a big fan of the ones from La Plata land, got to prove it from the other side of the Andes mountains.

For me, Malbec goes really well in rosé style.

Besides this nice and vivid color, we find delicate flowers and small acid fruits aromas. Very pleasant, fresh and finishes with a light astringency.


Nota (points) -> 3.5 de 5

Preço -> R$59,9 (US$15)

Site -> Viu Manent.


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Portugal: Pêra Grave Tinto 2012 [English below]

Um alentejano fechadão, num corte de Cabernet Sauvignon, Aragonez, Syrah e Alicante Bouschet. Sinto por não ter-lhe dado a devida atenção, ganharia com uma decantação bem executada. Cor bem viva púrpura, escuro, os aromas de frutas negras bem presente, o tostado está bem presente. Leve queimada no nariz de início que só se percebe depois com muita atenção. Na boca um bom corpo, textura bem aveludada, marcante. Mais frutas e tostados. Um vinho para ser apreciado com calma.

Detalhes da casa produtora: "A Quinta de São José de Peramanca situa-se a cinco quilometros de Évora, na Estrada Nacional 114. O grande e tradicional casario, marcado pela arquitetura barroca e a igreja de São José a ele adjacente facilitam na identificação. Com 34 hectares, a Quinta tem na casa solarenga e na sua vinha o seu maior patrimônio. Quanto ao nome peculiar da quinta "Peramanca" (Pedra-Manca), significa "pedra oscilante, pouco segura", é explicado pela existência na região de grandes pedras de granito em equilíbrio oscilante. Desde a época Romana e ao longo dos séculos, os arredores a ocidente de Évora foram considerados como uma das mais importantes regiões produtoras de vinho de qualidade, tendo a zona ficado conhecida por “Terras de Peramanca”, dada a abundância destas pedras oscilantes"

 Nice portuguese from alentejo, a hot region from Portugal, where there are great wines to be discovered. Somehow profound, it does not show itself easily. A blend based on Cabernet Sauvignon and completed by Aragonez (Tempranillo), Syrah and the local and interesting Alicante Bouschet, black and small fruits come forth together with toasted hints. Could not find the chocolate and mocha said to be there by some other sites.
It is very purple and dark, I should have decanted it but did not. 
More fruit and toasted flavours in a medium-bodied velvety set, a wine to be slowly appreciated.



Nota (points): 3.5 de (out of) 5.

Preço -> Oscila entre R$130 e R$170 pelos sites mas esse eu ganhei! (between US$37 and 48)

Site -> Quinta São José de Pêra Manca.

Prêmios e pontuações:


terça-feira, 12 de abril de 2016

Chile: Catrala Sauvignon Blanc 2014 [English below]

Já conhecia esse, bebido em sua safra 2011 (relembre aqui).

Essa versão está mais 'madura', tem mais fruta evidente no nariz e no paladar. Mas ainda há mineralidade presente também nas duas esferas.

Ao ser aberto, os maravilhosos herbáceos apareceram, mas ao longo do tempo foram se esvaindo, o que me deixou meio triste. Após, volta e meia se percebia um resquício, mas nada comparado à intensidade inicial.

O vinho tem boa estrutura e uma acidez interessante. É um belo vinho que comprova uma vez mais o excelente terroir que se tem no vale de Casablanca, perto do mar. Lo Orozco fica às margens de uma reserva nacional, a do lago Peñuelas.

Embora os herbáceos tenham aparecido e a mineralidade esteja presente, não me cativou, achei que ele ficou desfilando de um lado pro outro e não se posicionou. Mas é um bom vinho!

Had the 2011 before, it was really nice. This one is more rippen, herbaceous came in the beginning but suddenly disappeared. Minerality is present, but it somehow keeps on changing from side to side. Too young?

Nota (grade) -> 3.5 de 5.

Preço -> R$64,90 (US$18,57)

Site -> Catrala

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Brasil: Don Laurindo Gran Reserva 2005 #CBE [English below]

Dia primeiro, e como todo dia primeiro, é dia de CBE, nossa amada confraria virtual dos enoblogueiros brasileiros.

O tema desse mês foi proposto pelo confrade Gustavo Kauffman do blog enoleigos: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais".

É um tema relativamente desafiador para você que não costuma guardar os vinhos na adega, pelo menos no Rio de Janeiro é difícil encontrar um vinho com mais de 5 anos nas lojas ditas especializadas, quem dirá com 10 ou mais!!!

Possuo outras opções que se encaixam no tema, mas estava curioso com esse presente que ganhei de um amigo que recentemente visitou a Don Laurindo (coisa que ainda não fiz, infelizmente), e de quebra ainda me rendeu um autógrafo do Ademir Brandelli, filho de Laurindo Brandelli, o famoso Don Laurindo.

Confesso que estava um pouco apreensivo por conta dos 11 anos de idade dessa que é considerada por muitos a melhor safra (diria que a melhor que foi, vamos dizer, medida) do Brasil. Reza a lenda que a de 1999 foi excelente, porém mal aproveitada.

Mas enfim, o rótulo manteve a escrita da Don Laurindo nesse blog: tudo deles que foi bebido até hoje é muito bom!

Este é um corte inusitado: 80% Tannat e 20% Ancellota. A Tannat é uma paixão pessoal, a Ancellota me agradou no pouco que dela bebi. Suspeito sou, então.

Começou fechadão, ao ser vertido na taça demonstrou ser um caldo denso, no nariz o álcool apareceu.

Bonita cor!

Uma fruta fresca surgiu logo depois, mas cedeu rapidamente espaço para os tons ditos 'animais', a famosa estrebaria que meu amigo confrade Peter afirma gostar bastante. Já bebi muitos Tannat que apresentaram essas nuances, mas sem exageros, sempre bem balanceadas com as frutas.

Na boca uma textura deliciosa, menos densa do que denunciou o líquido ao ser espalhado na taça, algo assim como a sensação daquela carne entre mal passada e ao ponto. Não falta acidez ao conjunto e tudo está bem harmônico mesmo após todo esse tempo, com os taninos bem redondinhos e enriquecendo a experiência, confirmando que a safra e a Don Laurindo trabalharam muito bem!

Foram 1.780 garrafas e essa é a de número 1.650. Gosto desse direcionamento da Don Laurindo de fazer pequenas séries especiais, bem cuidadas.

Se vale a pena comprar esse vinho para guardar? Eu sinceramente compraria para degustar novamente nesse inverno que se aproxima, pra mim está no ponto!


2005 is considered to be the best harvest for the modern brazilian wine until now. This bottle comes to confirm that indeed is something quite amazing.

I was a little worried about this bottle's conditions after these 11 years, but fortunately it was perfect.

Unnusual blend of 80% Tannat and the rest from Ancellota, the grapes themselves not from the mainstream wine varietals, the color was beautiful and the nose started fresh fruity and a little warm, rapidly turning into something close to a barn, Tannat most of the times brings us with this kind of hint.
It appeared to be one more dense south american wine, but incredibly in mouth what we saw in the glass did not confirm itself. Nice texture, nice taste, I would definitely buy a whole box. If you have never tasted a brazilian wine before, this one is a good start, but hurry since only 1.780 had been produced.

Don Laurindo is a small winery in southern Brazil, valuing high quality, character, sympathy and local tradition.


Nota (grade) -> 4.5 de 5.

Preço (Price) -> Presente. No site a garrafa custa R$120,00 e a meia, R$60,00. (This was a gift but on site it is US$30,00 a bottle)

Site -> Don Laurindo.