sexta-feira, 8 de maio de 2015

Mumm Cuvée Réserve Brut


Posts rápidos são a solução para atraso em posts de um blog rsrs

Esse eu comprei exclusivamente para agradar à minha noiva, mas acabou agradando a mim também.

Na verdade foi a melhor opção que achei, visto que queria algo que combinasse qualidade e preço, e sinceramente isso está bem difícil atualmente, inclusive em supermercados ditos 'com uma adega considerável'.

Enfim, comprei e gostei, um charmat (também conhecido como método prosecco ou método italiano, com a segunda fermentação em garrafa) com muito frescor, notas cítricas e adocicadas. Embora não seja fabricado pelo champenoise, tem aromas muito legais, talvez até algo de pão, embora muitos puristas dizem ser impossível tê-lo no charmat...

Se fora da temperatura, enjoa um pouco, achei que poderia ser um pouco menos doce. Mas valeu.

Na faixa de preço é um dos melhores que se pode encontrar. O nome é definitivamente mais chique do que ele realmente é rs.

O interessante é que as uvas são oriundas do Valle de Uco, atualmente a área mais celebrada de Mendoza e talvez da Argentina como um todo.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> um pouco menos de R$50.

Site -> Pernod Ricard Argentina.

In English:

When you have a lot waiting in line to be posted, the solution is to write fast posts.

This one was bought to please my love, it was the best option in terms of quality x price, since I tasted this before and knew it.

This one is made in charmat style, not champenoise. Still, despite some opinion that the Carmat does not give complexity in aromas, it has a nice nose of citric and sweet hints, full of freshness. I expreienced something bread-like too.

If served on the incorrect temperature it can be a little hard to drink because of the sweetness feeling, and it also could be a little less sweet (ok you can tell me to look for something extra-brut, but is not so common here, although I really prefer them together with the nature ones).

With this price it is one of the best acquisitions you can make here in Rio de Janeiro, in supermarkets. The taste is definitely not as fancy as its name.

Interesting: the grapes are grown in the Uco Valley, the newfoundland for quality and iconic wines in Mendoza, Argentina.

Grade -> 3 out of 5.

Price -> something like US$17.


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Amayna Sauvignon Blanc 2013: belo!

Um homem de vez em quando quer sentar com seu amor e alguns amigos, e simplesmente conversar e beber um bom vinho. No Brasil, isso precisa estar associado a uma vontade de gastar um pouco mais numa garrafa de vinho. Uma pena pois assim esse tipo de experiência fica cada vez mais difícil de ser levada a cabo.

Bom, após pesquisar a carta de vinhos do restaurante, pude verificar o Amayna Sauvignon Blanc 2013, que apesar de ter um preço digamos avançado, estava um pouquinho de nada mais caro que nas lojas e importadoras, fazendo com que fosse o eleito.

Na taça um amarelo dourado clarinho, brilhante. 

Começou fechadão, o nariz parecia milho verde (rs). Logo depois pudemos notar algo floral e depois se abriu num frutado gostoso, alguma coisa mais adocicada, uma mistura de frutas brancas e cítricas bem maduras e doces.

Engraçado que os "lados" herbáceos estavam quase que ausentes, um pouquinho de quase nada mesmo.

Com o tempo ele me lembrou os belíssimos Sancerre que tive o prazer de beber por lá em Outubro 2013, aliás uma viagem que recomendo a todo enoblogueiro, deixando de lado o preconceito besta que se tem com os maravilhosos vinhos brancos. Alguma coisa mineral, sabe? No meio das frutas brancas. Bonito...  

Bem untuoso, muito saboroso e harmônico, com certa estrutura. Um vinhaço de Leyda, uma das melhores áreas para os brancos no Chile e na America do Sul.

Recomendo. Parabéns à Viña Garcés Silva pela coragem de vender esse vinho top de linha com screwcap. Não que eu seja contra mas definitivamente há preconceito com esse tipo de rolha.

Este vinho ganhou 93 pontos no Guía Descorchados 2015 e eleito o melhor de Leyda (eles dividem os melhores por região, bem como o melhor tinto e melhor branco).

Nota -> 4.5 de 5.

Preço -> um pouco acima de R$150, na Mistral vende mas só tem a versão amadurecida em barris de carvalho.


In English:

Sometimes you just want to drink something very nice with your girl and your friends. Unfortunately in Brazil this opportunity is granted to a few, since the prices are crazy just about everything.

Even though, I was looking for something worthy in the wine list, and found this one, which price was close to the one in winestores.

Bright light golden yellow in glass.

In nose it was closed in the beginning, started with floral hints and then fruity, white citric and ripen fruits, sweet smell.

Very few herb notes and after some time I remembered the beautiful mineral fruity Sancerre wines I had in Sancerre, in October 2013. Beautiful place and wines, if you are a white wine lover you must go there.

Oily, harmonic, tasty, somehow a beautiful structure in mouth for a white. An amazing wine from Leyda, the valley nowadays known to present us with jewels like that, fresh, fruity and mineral. A place I really want to know.

There is a famous Chilean and Argentinian wine guide called Guía Descorchados, that gave him 93 points. Deserved!

Oh, congratulations to breaking the sul american taboo of screwcap in expensive wines.

Grade -> 4.5 out of 5.

Price -> something close to US$60.


Maria Mansa Douro Branco 2013

Mais um rapidinho. Esse foi bebido em restaurante com minha amada, onde o desafio é descobrir uma garrafa que valha mais a pena, dentre tantas inflacionadas.

Malvasia, Viosinho e Gouveio, as duas últimas encontradas acho que exclusivamente em Portugal.

Bem delicado, muito boa acidez, e o final é claramente tendendo ao adocicado, talvez por conta da Malvasia. Gostoso porém no fim enjoou um pouco.

Produzido pela Quinta do Noval, que produzia apenas Vinho do Porto até algum tempo atrás.

In English:

Another express one. This one I had in a restaurant together with my beloved fiancée. Sometimes it is hard to find a good bottle with a good price in Brazilian restaurants.

Malvasia, Viosinho and Gouveio, the latter two found only in Portugal if I am not mistaken.

Delicate, very good acidity, the end is clearly sweet-oriented, maybe because the characteristics of Malvasia. Tasty but in the end I was kind of sick of it. 

Site -> Quinta do Noval.

Vega Moragona Viñas Viejas

Post rápido. Na degustação informal da Grand Cru Niterói, pude experimentar esse interessante espanhol de Ribera del Jucár.

Ribera del Jucár é uma D.O., uma denominação de origem. Embora seja a mais jovem D.O. da Espanha (em Castilla-La Mancha), lá se plantam videiras há muitos séculos.

Este viñas viejas de tempranillo (Cencibel por lá) tem aromas de ervas secas e temperos, impressão que se repete na boca. Acidez "normal" e textura média, os taninos estão lá (a Tempranillo é uma das que os tem em boa quantidade).

Interessante que esse estilo eu nunca havia encontrado na Tempranillo, que sempre se encaminha pra uma fruta vermelha dominante.

Valeu experimentá-lo, e descobrir mais essa região produtora.

In English:

This is an express post. On an informal tasting of a famous winestore here in Rio de Janeiro, I had the chance to taste this Ribera del Jucár interesting spanish wine.

It is the youngest spanish D.O. (denominación de origen a.k.a. appellation) although it is a ancient vineyard area.

This 100% tempranillo is dry-herbs and spice in nose and mouth, in a medium body and medium tannins style, with regular acidity. On the Ribera del Jucár D.O., the tempranillo grape is known as Cencibel.

Very interesting. To drink intently.

Site -> Vega Moragona.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Malbec day: Chakana Estate Selection Malbec 2010

O dia 17 de abril foi o dia escolhido para ser o dia da Malbec.

Marketing ou não, escolheram esse dia por conta da apresentação, em 1853, na assembléia legislativa de Mendoza de um projeto de lei que propunha a criação da primeira Quinta Agronômica e Escola de Agricultura do País, por incentivo do então governante Argentino, General Sarmiento.

Pouco tempo depois, a Escola e a Quinta estavam fundadas e daí todo o do "nascimento" da Malbec em solo argentino ocorreria. (Fonte: Revista vinícola).

Este não foi aberto no dia 17 último, mas foi aberto em lembrança dessa data especial para os vinhateiros argentinos, e porque não para a própria argentina, afinal foi o início da história da moderna vitivinicultura argentina.

Não é muito concentrado, lágrimas "cansadas", cor já denotando início de um envelhecimento, na verdade não esperava tanto assim.

Fiquei apreensivo para verificá-lo em boca, mas primeiro o nariz trouxe muita fruta e tostado, um pouco de álcool que some logo.

Paladar bem aveludado, taninos educados, jugoso como dizem os hermanos. Acidez interessante, frescor, e muito saboroso, ganhará com leve decantação. Recomendo.

"O jaguar era o animal selvagem mais feroz conhecido pela cultura indígena anciã do norte da Argentina."

Nota -> 4 de 5.

Preço -> Presente do meu querido irmão e cunhada.

Site -> Chakana Wines.

In English:

In honor of the world malbec day (april 17th), "tired" tears in glass, colors walking to the ageing reds. 
Ripen fruit aromas, associated with toasted hints, coming altogether, very nice.

Velvety, polite tannins, fruits again in mouth and a very good acidity and freshness also come together to avoid us getting sick of it. 

Decant it for a while, it will thank you with roundness. 

"The yaguarette (jaguar), considered "Lord of the starred night", was the wildest known animal of the ancient indian culture from northern Argentina." 


Grade -> 4 out of 5.

It was a present.

Site -> Chakana Wines.



segunda-feira, 20 de abril de 2015

Argentina: Amancaya Gran Reserva 2011

Já havia escutado que o blend Malbec e Cabernet Sauvignon era algo fino. Não havia provado ainda, porém.

Já havia lido a respeito dessa associação entre os Rothschild e os Catena, mas também não havia provado nada deles.

Pois bem, menos duas pendências.

Este tem de 60 a 70% Malbec, sendo completado por Cabernet Sauvignon. Defumado, álcoolico, mais fluido e bem mais ácido que o Catena, ambos bebidos no mesmo dia. Menos exuberante em boca porém muita coisa ao nariz (frutas, temperos, algo pro lado de menta/eucalipto), mais elegante, definitivamente longevo. Merece e requer mais tempo na garrafa, embora possa ser bebido com imenso prazer desde já. Final muito bom.

A fruta da Malbec é de alguma forma modificada pela estrutura da Cabernet Sauvignon. Um belo vinho, de preço salgado e não encontrado em todos os lugares.

Dizem por aí que o ano 2011 brindou uma fruta de muita qualidade em Mendoza. Até agora concordo!

Meu amigo Jorge do Contando Vinhos bebeu o da safra 2010 e também elogiou. Outro colega blogueiro que bebeu, da mesma safra: My Vine Spot.

Se tivesse o álcool mais harmônico daria mais meio ponto a ele.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> cerca de R$110 em restaurante.

Site -> Bodegas Caro.


In English:

I heard about the finesse of Malbec+Cabernet Sauvignon blend, and about the Rothschild and Catena association in Mendoza, but had never checked them out.

Until now.

This is a 60 to 70% Malbec and Cabernet Sauvignon blend, smoky and alcoholic, pungent acidity, with a rich nose evoking from fruits to spices and something like menthol very deep, hidden, not to be shown to the fast-drinkers. Elegant, asks for a couple of years at least in the bottle but can be enjoyed now with significant pleasure for the winelover friend. A very interesting end in mouth.

Some say that 2011 was a good year in Mendoza, and until now I agree.

Another blog that drank it: My Vine Spot, and another brazilian one: Contando Vinhos.


Grade -> 4 out of 5.

Price -> something like US$36 using today's brazilian official exchange rate.

Site -> Bodegas Caro.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Argentina: Catena Malbec 2009

Esperava um belo vinho, mas não tão bom.

Para mim pode ser definido como um porto seguro: muita qualidade, expressão clássica da Malbec por pessoas que certamente estão no grupo dos que mais entendem da cepa.

Na minha opinião está na hora certa de ser bebido, nada sobressai, tudo harmônico.

Importante notar que é uma Magnum, querendo ou não há uma pequena diferença na evolução em relação à garrafa comum.

Há um floral forte combinado a um quê adocicado, uma mistura difícil de definir porém agradável. Não é extremamente complexo mas é muito bom.

Na boca é suavidade e sabor; veludo. Não se percebe álcool. Coisa bonita. Para agradar com facilidade.

Ótimo para apresentar a excelência e finesse da Malbec a quem não conhece, e a quem há muito tempo não provava seus encantos. Este vinho é um blend de 4 vinhedos, de alturas e características bem distintas. Vale conhecer.

Semana passada o jornal La Nación publicou um artigo (em espanhol) sobre as 3 revoluções que Nicolás Catena promoveu na Argentina.

Não há como negar, seu papel foi importante na vitivinicultura argentina.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> cerca de R$170 em restaurante (calma, dividido com amigos, não estou nadando em dinheiro rs).

Site -> Catena.

In English:

Since Catena is the same for quality in terms of argentinian wine, I was expecting nothing less than a good wine - but not this good.

For me it can be defined as a safe buy: the classic malbec expression, by the people who have been working a lot to definitely tame the grape.

In my opinion is the right time to uncork it: everything is working well, harmony is the word.

I really think that the magnum bottle has a different ageing process. Pro(s), please help me here.

There is something clearly floral, the sweet notes come along. Hard to define everything we find but very easy to like it.

On the palate it is sweet and savoury. Pure velvet. You just do not feel the alcohol.

A very good Malbec presentation for anyone who do not know it, or every single one who is missing it or have been a long time far from it.

A blend from 4 vineyards, each one at a different height and soil, and different nuances.


Grade -> 4 out of 5.

Price -> bought at a restaurant, something like US$55 (I know, in Brazil we are constantly robbed).

Site -> Catena.