segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Não basta beber e gostar: tem que levar o vinho brasileiro pro exterior! (It is not enough to drink and to like: you gotta take it to another level!)

Em viagem à California [ainda devo os postos :-(  ], tive a oportunidade de conhecer o Scott e a Sandra. Scott é, como eu, enoblogueiro e conheci seu blog através de uma referência a ele feita pela Pisano em sua página no facebook, pois o Scott bebeu sua primeira garrafa de Tannat e gostou bastante.

Como sou fã dessa uva também, li o post, comentei sobre os tannats brasileiros e desde então estamos sempre nos falando. Ele manifestou o interesse de provar algum vinho brasileiro, mas que simplesmente não acha nos EUA, então resolvi levar uma garrafa para ele. (Alô galera da wines of brazil...)

Leia o post dele aqui.

In English:

When traveling through the USA, spent some days in California (sorry the posts are not ready yet, shame on me) and had the opportunity to met Scott and Sandra.

Scott, as I am, is a wineblogger. I knew his great blog after Pisano Wines, an uruguaian excellent producer, made a reference on Facebook (I follow the winery there) about his post.

It was a post on a great Tannat wine they make, and as I am a Tannat fan too, I commented on the post.

And we never stopped talking about wines, specially the americans and south american ones, gaps that we have (me, the american ones of course ;-) ).

When he revealed his interest on tasting some good brazilian wine, and that he just CANNOT FIND THEM!!! I decided to take him a bottle, what I really did. And now his post is here.


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Quinta da Neve Chardonnay 2012

Vinho bebido em restaurante, num jantar com minha querida Isis.

Infelizmente pagamos muito mais do que na Decanter (eles estão em vários restaurantes!), que já não é uma importadora barata. E infelizmente também não tirei foto. Então vai a foto comercial...

Mas isso de lado, é um ótimo Chardonnay, madeira de leve sem queimar a acidez, as frutas estão lá e além de untuoso (jargão terrível mas incrivelmente cabível) a persistência do vinho é ótima, e a boca fica salivando.

Casou bem com um risoto. Gostamos bastante, Isis mais do que eu (ela adora os Chards).

Eu gosto do Sauvignon Blanc deles. Aliás, eu gosto de Sauvignon Blanc, e gosto dos Sauvignon Blanc de Santa Catarina (São Joaquim e Vale do Contestado -> Suzin, Hiragami, Quinta da Neve, Vila Francioni, Villagio Grando).

Outros blogs que provaram-no: Enodeco, Jeriel.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$75,00 (ui) mas na Decanter custa R$50,35 (sem o frete). Nessa loja tem também.

Site -> ???

Simcic Sivi Pinot


Conheci a Simcic através de uma degustação na SBV, comentada aqui.

A Eslovênia é um país muito interessante no quesito vinhos, mas pouca coisa chega aqui, pela falta de importadores interessados e também por conta da população de lá consumir bastante seus ótimos vinhos.

Por ocasião do meu aniversário, rumei com minha amada Isis e minha querida sogra para uma recém-inaugurada deli no bairro do Ingá, em Niterói.

Não foi minha primeira opção (havia pedido um Quinta da Neve Sauvignon Blanc do qual gostamos bastante). Como queríamos um branco por conta do calor que fez no dia, optei por ele para que elas pudessem experimentar um vinho esloveno.

Toda a "crocância" da pinot grigio, numa versão mais alcoólica e ácida, num quê de limão e maçã, ao nariz e na boca.

A Pinot Grigio é uma uva que geralmente é colhida cedo, para manter acidez visto que no geral possui baixa acidez. Os vinhos feitos com ela mais madura chegam a ser um pouco enjoativos. Encontrei italianos e americanos assim.

A Pinot Gris é a mesma uva. Mas geralmente os estilos são um pouco diferentes. Vai entender...

Muito refrescante, é um vinho interessante mas o preço cobrado é exagerado. Geralmente é um vinho para se beber jovem, mas sinceramente acho que esse estilo da Simcic aguenta um tempinho na garrafa...

Embora seja vinho branco, a Pinot Grigio não é uma uva essencialmente "branca":



Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$110,00; é importado pela Decanter.

Site -> Simcic.

domingo, 16 de novembro de 2014

A Lisa 2008


Comprei esse há bastante tempo, pelo site da Vinci.

A Vinci é o braço mais alternativo da Mistral, trazendo bons vinhos a preços mais, digamos, amigáveis. Pelo menos era isso o que eu encontrava na época.

Esse A Lisa foi uma boa surpresa. É um vinho da Bodega Noemía, famosa e bem pontuada pelo titio Parker, principalmente pelo seu vinho ícone Noemia. Além dele há o J.Alberto e um A Lisa Rosé.

Seus vinhos são da patagônia Argentina, fria, seca. Está situada basicamente no meio do deserto.

Na taça, coloração bem rubi, denotando menos concentração e um brilho interessante.


Os aromas são deliciosos, mineral, conserva, tostado doce, algo de frutas pretas e silvestres. Tem cravo, canela ou algo mesclando esses dois. Daria pra usá-lo de perfume rs.

Um Malbec leve, com pequeno corte de Merlot, que se apresenta com menos concentração mas com boa carga tânica, embora marque presença sem perder a elegância. A acidez é correta e o vinho é muito gostoso. Daqueles que você vai bebendo aos poucos, apreciando, mas mesmo assim se deixar a garrafa vai acabar rápido.

Me fez lembrar do Loma Larga Malbec 2008 (que aliás é Chileno e vem de outra região tida como fria, talvez menos que a Patagônia) e do Bressia Profundo.

Gostei do estilo e recomendo a compra. Ah, pra quem se guia pelo estilo RP, ganhou 91 pontos.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> na época R$63,85 sem frete. Hoje, veja aqui (uma pena).

Site -> Bodega Noemía de Patagônia.

Cavalleri Chardonnay 2012

Mais um interessante Chardonnay brasileiro.

Há algum tempo eu me perguntava o porquê de ainda não conhecer um bom Chardonnay brasileiro se produzimos espumantes de nível mundial.

Bom, isso mudou ao provar o Salton Virtude Chardonnay 2011. Há pouco tempo foi o Sopra Chardonnay 2012.

Somado a isso, a passagem por barris também costuma não agradar, onde para mim a maioria fica enjoativo.

Vamos ao vinho.

Na taça trouxe um amarelo forte, dourado. Bonito.

O nariz nos brindou com algo próximo a um mel bem suave, bem fino, abacaxi e um quê de manteiga.

Na boca acidez gentil, sensação untuosa, sente-se que passou em madeira, não apresenta muita fruta; finaliza "salgadinho" e traz boa persistência. Me lembrou aquela manteiga quando derrete, líquida. Não tem nada de doce no final e isso me agradou muito. Um vinho nacional diferente do que encontramos por aí.

Confesso que fiquei intrigado como e porque o final trazia essa sensação mais mineral, bem mineral na verdade.

Outro ponto interessante: 12% de álcool.

São 3.000 garrafas produzidas, tive o prazer de degustar a de número 2.112.

Nota -> 3.5 de 5.

Preço -> R$35,90 na Vinumday. Valeu muito o preço pago.

Site -> Cavalleri.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

CBE: Sopra Chardonnay 2012

Todo mês nós blogueiros afiliados ao enoblogs degustamos um vinho relacionado a um tema escolhido por um dos participantes. Mês passado fui eu. Esse mês o tema foi da Juliana do Vou de vinho.

O tema proposto foi: "vinho branco brasileiro de qualquer valor".

Havia lido a respeito desse vinho ao lado na internet, e decidi experimentá-lo. Comprei-o direto da vinícola, que se localiza em Campos de Cima da Serra. Aliás essa é uma boa prática, o vinho sofre menos com armazenagens inadequadas, apenas o trajeto que o pune.

A primeira vez que conheci um vinho desse terroir foi com o RAR Cabernet-Merlot 2005.

Essa região é uma região bem fria de nosso país, também conhecida como Campos de Vacaria (a maior cidade da área), fazendo fronteira com Santa Catarina. Invernos longos e muito frios, verões secos, às vezes não parece o Brasil que geograficamente compõe a maior parte do território. Os vinhedos variam de 950 a 1200m acima do nível do mar. Pra se ter uma idéia, é mais alto que a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro.

Mas vamos ao vinho.

Ao sacar o lacre, tive um pequeno susto que me deixou apreensivo: a rolha estava um pouco defeituosa.

Como não sou de avaliar vinho pela rolha, tratei de abri-lo e prová-lo.

Bonita cor amarela bem clarinha. Muito transparente e um pouco brilhante.

O nariz traz muita fruta cítrica e branca, ensaiando frescor. A boca confirma isso, com boa acidez, o álcool é notado muito de leve e não incomoda (12%). Apresenta um algo mais, uma certa untuosidade que me deixou intrigado visto que o vinho não passa em madeira (o termo unoaked nos informa isso).

O final dele que apresentou um leve amargor e acredito que pode ter sido pela falha de vedação. Mas não tirou o brilho do vinho, embora tenha me deixado com a pulga atrás da orelha.

A Alessandra, do Dama do Vinho, escolheu o mesmo vinho e descreveu-o muito bem, e o mais interessante que nossas impressões foram parecidas. Credito isso à qualidade do vinho, que aliás concordo com ela em mais uma coisa: acabou muito rápido!

Juntamente com o Salton Virtude, dos melhores Chardonnay nacionais. Fogem do lugar comum.

São apenas 1200 garrafas. A versão com passagem em madeira já se esgotou (eram poucas 459 garrafas). Ainda produzem também um Merlot e no site há promessa para novos lançamentos. Aguardemos...


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$55,00 mais frete de R$10,00. Gostei desse frete mais em conta.

Site -> Vinhedos Entre Rios.

domingo, 19 de outubro de 2014

ICMS: na teoria não aumentará os preços; na prática a história é outra...

Após conhecer a teoria por trás da substituição tributária do ICMS no RJ, O Globo publicou uma reportagem muito interessante que traz à tona a realidade do problema:

Como o lojista precisará recolher o imposto da venda antes de vender, o problema pode ser fluxo de caixa. E assim, pode ser que necessite de empréstimo.

Para pagar o empréstimo e manter sua margem, precisará aumentar os preços. Aumentando os preços, quem paga?

Um chateau tax para quem acertar...