“No vinho estão a verdade, a vida e a morte. No vinho estão a aurora e o crepúsculo, a juventude e a transitoriedade. No vinho está o movimento pendular do tempo. Nós mesmos somos parte do vinho e da vinha. No vinho espelha-se a vida”. (Roland Betsch)
sábado, 24 de maio de 2014
Pancrazio Chianti DOCG 2009
Mais um rápido. Na taça uma cortina de lágrimas numerosas e lentas, com cor já puxando para uma evolução, vermelho "cansado" com nuances acastanhadas (palavra feia).
O nariz é basicamente defumado e ervas secas. A boca é bem ácida, com um quê frutal e final médio. Os taninos estão lá mas estão bem integrados.
Um bom chianti que grita por uma comida mais gordurosa, algo com um molho de queijo. Nada extraordinário mas cumpre o seu papel.
O colega blogueiro Ewerton bebeu esse para um post da #CBE. Não curtiu muito também...
Nota -> 3 de 5.
Preço -> R$ 34,00 a meia garrafa na Grand Cru
Site -> Fattoria San Pancrazio.
Cono Sur Bicicleta Gewürztraminer 2013
Amarelo claro e límpido, brilhante.
Nariz cítrico com algo de especiarias, um quê adocicado e floral. O álcool dá uma queimadinha nas narinas (13,5%) de vez em quando mas depois some.
Boca levemente quente, média acidez, pode-se dizer certa mineralidade, sensação doce bem presente terminando com uma pequena pinicada na língua, com boa persistência.
Um vinho bem intenso, de boa qualidade, e agradou à minha amada Isis. Melhorou muito com o tempo na taça. O nariz é elegante mas a boca é explosiva.
Este vinho vem do não-tão-famoso vale de Bío-Bío, num terreno bem argiloso, segundo o site da vinícola.
Nota -> 3.5 de 5.
Preço -> paguei cerca de R$35,00. No Chile sai a menos de R$20, é a linha de entrada da vinícola.
Site -> Cono Sur.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Allegrini Valpolicella 2011
Post rápido.
Um valpolicella rubi, muito frutado ao nariz, com taninos presentes mas não incômodos que dão uma leve "pegada" no final, e muito boa acidez. Média concentração. Não acrescentou muito e mesmo sendo meia garrafa chegou uma hora que enjoei um pouco dele.
Achei caro pro que apresentou, mas é um vinho bem feito, com fruta pura, um vinho "limpo".
Nota -> 3 de 5.
Preço -> R$ 44,00 a meia garrafa na Grand Cru.
Site -> Allegrini.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Matarromera Ribera del Duero Crianza 2010
E a Espanha finalmente retorna à minha taça...
Há tempos que não bebia um bom vinho espanhol. E sinceramente não sei porque fico tanto tempo assim sem provar um.
Até pouco tempo atrás, a Espanha era o país com maior área plantada de vinhedos. Grande parte é de Tempranillo (ou Ull de Lebre, Tinto Fino, Tinta Roriz, Aragonez, etc.), uma cepa com diversas denominações.
Ao nariz: chocolate, ervas, tostado, parecia um cabernet sauvignon varietal dos melhores rs!
Na boca repetiu tudo, seus taninos são macios e "marcam" levemente, há uma certa maciez e o final não é longo, mas o forte dele é o "enquanto na boca".
Este vinho já ganhou 91 pontos da WE, passa 12 meses em barricas e é composto por 100% Tempranillo.
Nota -> 4.5 de 5.
Preço -> R$58,00 a meia garrafa (caro).
Site -> Matarromera.
terça-feira, 20 de maio de 2014
Casa Silva: Sauvignon Blanc Reserva 2011 e Gran Reserva Lolol Viognier 2010
Domingo, belo almoço na casa da minha mãe, para onde eu e Isis rumamos para encontrar com ela, minha avó e com um casal de grandes amigos, Camilo e Gabi.
Há tempos esses dois descansam na geladega, vindos direto da vinícola (até hoje não fiz posts sobre as vinícolas que visitei no Chile, e pelo jeito não o farei mais por conta de tanto tempo que já se passou).
A Casa Silva - lembrem - conta com o talento de Mario Geisse, produtor dos melhores espumantes nacionais na minha opinião.
Pois bem, começamos pelo Sauvignon Blanc Reserva. Bem verdeal, fomos surpreendidos por aromas suaves clássicos desta cepa, com frutas cítricas e brancas, um pouco de ervas e uma mineralidade bem de fundo que me deixou intrigado.
Passando para a boca, nova surpresa com uma elegância fora do comum para vinhos brancos do quente colchagua, somada a uma leve mineralidade que confirmou o nariz, e fez a alegria de todos à mesa. Sinceramente um belíssimo vinho, daqueles que passam, agradam, ficam e pedem mais. Excelente surpresa.
Já o Gran Reserva Viognier começou surpreendendo pela cor, um amarelo bem clarinho com nuances verdes, esperava realmente algo mais amarelado.
Ao nariz, dessa vez uma mineralidade até certo ponto esperada (Lolol é a porção costeira do Colchagua, a poucos quilômetros do Pacífico), damascos e muita fruta cítrica, notadamente uma tangerina que marcou presença constante e depois de um tempo dominou.
Na boca ele entrou literalmente abraçando a língua, numa acidez pungente (não muito comum para essa uva) e mineralidade, com final ótimo e tendendo para o adocicado, viscoso. É o corpo de um branco com leve passagem em madeira mas sem ter madeira e sem ser enjoativo, ou trazer o excesso de "manteiga" ou baunilha, com um belo final e certa complexidade.
A viognier tende a um nível alcoólico alto com muita facilidade (esse tem 14,5) então é preciso saber trabalhar com ela, muitos produtores inclusive driblam esse álcool com um açúcar residual para mascará-lo e torná-lo menos "quente". Bem trabalhada, dá belos vinhos, alguns paladares podem achar um pouco cansativos ou poderosos demais. Para mim esse é mais um dos bons, parabéns à Casa Silva.
O Sauvignon Blanc vai levar meio ponto a mais por conta da incrível relação qualidade x preço.
Nota -> 4.5 de 5 o Sauvignon Blanc e 4 de 5 o Viognier.
Preços -> R$23,00 o Sauvignon Blanc (na vinícola em 2012) e o Viognier eu não me lembro.
Site -> Casa Silva.
Há tempos esses dois descansam na geladega, vindos direto da vinícola (até hoje não fiz posts sobre as vinícolas que visitei no Chile, e pelo jeito não o farei mais por conta de tanto tempo que já se passou).
A Casa Silva - lembrem - conta com o talento de Mario Geisse, produtor dos melhores espumantes nacionais na minha opinião.
Pois bem, começamos pelo Sauvignon Blanc Reserva. Bem verdeal, fomos surpreendidos por aromas suaves clássicos desta cepa, com frutas cítricas e brancas, um pouco de ervas e uma mineralidade bem de fundo que me deixou intrigado.
Passando para a boca, nova surpresa com uma elegância fora do comum para vinhos brancos do quente colchagua, somada a uma leve mineralidade que confirmou o nariz, e fez a alegria de todos à mesa. Sinceramente um belíssimo vinho, daqueles que passam, agradam, ficam e pedem mais. Excelente surpresa.
Já o Gran Reserva Viognier começou surpreendendo pela cor, um amarelo bem clarinho com nuances verdes, esperava realmente algo mais amarelado.
Ao nariz, dessa vez uma mineralidade até certo ponto esperada (Lolol é a porção costeira do Colchagua, a poucos quilômetros do Pacífico), damascos e muita fruta cítrica, notadamente uma tangerina que marcou presença constante e depois de um tempo dominou.
Na boca ele entrou literalmente abraçando a língua, numa acidez pungente (não muito comum para essa uva) e mineralidade, com final ótimo e tendendo para o adocicado, viscoso. É o corpo de um branco com leve passagem em madeira mas sem ter madeira e sem ser enjoativo, ou trazer o excesso de "manteiga" ou baunilha, com um belo final e certa complexidade.
A viognier tende a um nível alcoólico alto com muita facilidade (esse tem 14,5) então é preciso saber trabalhar com ela, muitos produtores inclusive driblam esse álcool com um açúcar residual para mascará-lo e torná-lo menos "quente". Bem trabalhada, dá belos vinhos, alguns paladares podem achar um pouco cansativos ou poderosos demais. Para mim esse é mais um dos bons, parabéns à Casa Silva.
O Sauvignon Blanc vai levar meio ponto a mais por conta da incrível relação qualidade x preço.
Nota -> 4.5 de 5 o Sauvignon Blanc e 4 de 5 o Viognier.
Preços -> R$23,00 o Sauvignon Blanc (na vinícola em 2012) e o Viognier eu não me lembro.
Site -> Casa Silva.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Vinhos Santa Rita agora são distribuídos pela Miolo - boa chance de compra
O primeiro vinho da Santa Rita que bebi foi logo o ícone da casa: Casa Real.
Muito impressionante, extremamente macio, grande concentração, elegante, um vinhaço.
Seus vinhos eram encontrados na Grand Cru com facilidade, mas agora com a troca da representação aqui no Brasil, temos uma boa oportunidade para comprá-los a preço mais acessível. Estão vendendo as últimas caixas a preços mais em conta, visto que não mais a representam e para eles o melhor a se fazer é realmente zerar o estoque.
Recentemente provei também um viognier bastante expressivo e o 120 Sauvignon Blanc, da linha de entrada da vinícola.
Vamos ver a quanto serão vendidos pela Miolo... Espero que mais baratos (mas desconfio que não...).
Muito impressionante, extremamente macio, grande concentração, elegante, um vinhaço.
Seus vinhos eram encontrados na Grand Cru com facilidade, mas agora com a troca da representação aqui no Brasil, temos uma boa oportunidade para comprá-los a preço mais acessível. Estão vendendo as últimas caixas a preços mais em conta, visto que não mais a representam e para eles o melhor a se fazer é realmente zerar o estoque.
Recentemente provei também um viognier bastante expressivo e o 120 Sauvignon Blanc, da linha de entrada da vinícola.
Vamos ver a quanto serão vendidos pela Miolo... Espero que mais baratos (mas desconfio que não...).
Mancura Guardián Carignan 2011
A Carignan dificilmente se expressava em vinhos varietais, e esses eram quase que desconhecidos por aqui, até que o Chile começou a fazê-lo e a divulgá-lo, em grande parte graças ao VIGNO - Vignadores de Carignan, um grupo de produtores que decidiu resgatar o patrimônio enológico do vale del Maule.
Lá se encontram vinhas bem antigas, de pouca produção. E ultimamente têm dado vida a vinhos premium, muito bons por sinal, alguns deles já foram comentados aqui no blog. No Brasil, como sempre, o problema era o preço.
Foto: vigno
Quando vi esse exemplar da Mancura, decidi comprá-lo justamente por ir contra o exposto acima (preço), ainda não havia visto um exemplar com um preço mais acessível como esse.
Bom, vamos lá:
Muito púrpura na taça e lágrimas lentas e numerosas.
Aromas bem "vermelhos" um traço pequeno de álcool.
Na boca sedoso, relativamente concentrado, mais frutas, muito boa acidez e uns taninos agradáveis, álcool às vezes aparece, agradável porém o conjunto. Talvez uma rápida decantação ajudasse, bem macio mas há aquela sensação de "coisas em suspensão".
Bem gostosinho, pretendo comprar outros da linha.
Nota -> 3 de 5.
Preço -> R$43,00 na Grand Cru.
Site -> Mancura.
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